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İnce-film fotokataliz prosesi ile antibiyotik gideriminin modellenmesi: Temel proses

3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.7 Modelleme Yaklaşımı

3.7.1 İnce-film fotokataliz prosesi ile antibiyotik gideriminin modellenmesi: Temel proses

As bases teóricas que fundamentaram a construção atual do conceito de vigilância ambiental são recentes, datando do início do século XX, e são concorrentes às discussões que tratam da questão ambiental como um todo. Alguns eventos e encontros significativos, nesse sentido, foram o I Congresso Internacional para a Proteção da Natureza, realizado em Paris em 1923; o Tratado da Antártida, que estabeleceu, em 1959, um acordo internacional para exploração científica desse continente em regime de cooperação; Mesa- Redonda de Especialistas em Desenvolvimento e Meio Ambiente, realizada em Founex, na Suíça, em 1971; divulgação do Relatório do Clube de Roma, em

1973 e Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em 1972 em Estocolmo; Instituída a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1983; Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), no Rio de Janeiro em 1992, dentre outros.

Durante esse processo foram definidos diferentes conceitos como desenvolvimento sustentável, ambientes saudáveis, consciência ecológica, diversidade biológica e outros que conformaram o paradigma ambiental e colocaram em pauta as questões ambientais como importantes e significativos temas da agenda das últimas décadas do século XX e adentrando o novo milênio. Obviamente que o setor saúde rapidamente incorporou essas preocupações, procurando integrar a questão ecológica no trato das ações e problemas afeitos à promoção, à proteção e à recuperação da saúde da população (Brasil, 2007a). As iniciativas mais concretas na área da saúde ambiental datam do final dos anos 80 do século passado, quando ambientalistas e sanitaristas, investigadores e gestores começam a perceber a necessidade de articular melhor teoria e ação com a idéia da qualidade de vida de grupos populacionais. Esse propósito veio da convicção de que não pode haver desenvolvimento sustentável sem levar em conta os seres humanos e sua vida no ecossistema. No entanto, compreender o impacto da atividade humana sobre o ambiente e, por sua vez, a força desse impacto na saúde humana, exige criar

estratégias específicas que, a partir de conhecimentos disciplinares e práticas setoriais, caminhem para uma abordagem transdisciplinar (Minayo, 2006).

Em 1978, a Declaração de Alma-Ata para os Cuidados Primários em Saúde, consolidou a incorporação da dimensão ambiental2 na compreensão e caracterização do processo saúde-doença, e na orientação de ações e serviços de saúde. Em sequência, outros eventos significativos para a consolidação do componente ambiental nas questões da saúde foram as I, II e II Conferências Internacionais de Promoção da Saúde, realizadas, respectivamente em, Ottawa (1986), Adelaide (1988) e Sundsvall (1991) (Brasil, 1992).

A relação entre saúde e ambiente é, então, explicitada no Relatório Brundltand (1987), documento preparatório para a ECO-92, onde a definição de desenvolvimento sustentável identifica o papel dos seres humanos em relação ao ambiente e descreve o impacto das mudanças ambientais sobre a saúde e a qualidade de vida das populações (Minayo, 2002). Entretanto, o marco documental mais importante que incorpora definitivamente a associação entre

ambiente e saúde das populações é a Agenda 21, um dos principais resultados

da Conferência Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992. Esse documento, composto por 40 capítulos, foi uma tentativa de inaugurar um novo paradigma de desenvolvimento para os países, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica, integrando diferentes segmentos da sociedade para que, de forma cooperativa, pudesse-se buscar soluções para os problemas sócio-ambientais. Especificamente no capítulo 6, a Agenda 21 trata do tema Proteção e Promoção das Condições da Saúde Humana, além de outros capítulos que abordam de forma relacionados os temas saúde, meio ambiente e desenvolvimento3. Conforme descreve Minayo (2002), a Agenda 21

abrangeu a idéia de que as necessidades essenciais de saúde das populações deveriam ser urgentemente focalizadas, dentro de um marco que articulasse suas relações com os fatores ambientais, considerados na sua complexidade e inter-relações físicas, biológicas, químicas e sociais, em interação.

2 A Conferência de Alma-Ata também aponta as dimensões sociais, políticas, culturais e econômicas como elementos significativos nesse contexto.

No Brasil, as questões impostas ao setor saúde, trazidas das reflexões envolvendo meio ambiente e desenvolvimento, começaram a ser traduzidas em um movimento político, a partir da preparação para a participação da

Conferência Pan-Americana sobre Saúde e Ambiente no Desenvolvimento Humano Sustentável, realizada em Washington, em 1995. Nessa Conferência, o Brasil aderiu à Carta Pan-Americana sobre Saúde e Ambiente no Desenvolvimento Humano Sustentável. Assim, o processo preparatório e a participação na Conferência foram as primeiras iniciativas brasileiras para a conformação da Política Nacional de Saúde Ambiental (Brasil, 2007a).

A saúde ambiental é definida, conforme Brasil (2007a), como a “área da saúde pública, afeita ao conhecimento científico e à formulação de políticas públicas e às correspondentes intervenções (ações) relacionadas à interação entre a saúde humana e os fatores do meio ambiente natural e antrópico que a determinam, condicionam e influenciam, com vistas a melhorar a qualidade de vida do ser humano sob o ponto de vista da sustentabilidade.”

O termo Vigilância em Saúde Ambiental traduz a perspectiva de uma análise ampliada das relações entre os modos de vida de distintos grupos populacionais e as diversas expressões do processo saúde-doença, cuja operacionalização busca integrar as ações de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental (Teixeira et al., 1998). Nesse contexto, a operacionalização da vigilância em saúde ambiental guarda aspectos semelhantes ao de qualquer atuação de vigilância em saúde pública, definida como as atividades sistemáticas de coleta, análises e interpretação de dados sobre eventos de saúde que atingem um determinado grupo, integrada com a difusão oportuna dos resultados para a população e ao pessoal responsável da prevenção e o controle. Assim, amplia-se o foco da vigilância de eventos em saúde (como, por exemplo, doenças, deficiências ou lesões) para a vigilância dos fatores de riscos, exposições e condicionantes ambientais que interferem na saúde da população, também fundamentais para as práticas de saúde coletiva (Thacker et al., 1996).

Thacker (1996) cita três aspectos significativos para o exercício da vigilância ambiental. Primeiramente, o sistema deve permitir a medição de riscos

específicos (por exemplo, poluentes atmosféricos) e exposições, (por exemplo, presença de chumbo no sangue) com desfechos de saúde (por exemplo, asma). Em segundo lugar, deve-se produzir um registro contínuo de dados, embora todos os estudos e dados, mesmo que esporádicos, são valiosos para a vigilância. Finalmente, devem-se produzir dados representativos que possam ser utilizados no planejamento, implementação e avaliação atividades em Saúde Pública (Thacker et al., 1994).