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3. Adım: Kural Çıktılarının Bütünleştirilmesi (Aggregation of the rule outputs) Kural çıktılarının bütünleĢtirilmesi adımı, kural çıktılarının birleĢtirilmes

2.5. İlgili Araştırmalar

Verificamos que as organizações optam pela veiculação de jornais institucionais para atingir objetivos específicos em relação a seus públicos. Dessa

maneira, observamos aspectos ideológicos conceituais relativos às possíveis intencionalidades da edição de house organs.

Com relação à prática comunicativa das organizações com os empregados, Torquato evidencia que a publicação interna tem um papel relevante na política de produtividade:

Lendo-a, o trabalhador pode formar um estado psicológico favorável ao bom desempenho de suas atividades operacionais. Assim, a empresa tem em mãos um instrumento de estímulo funcional, que pode ser transformado no porta-voz dos benefícios, promoções, serviços sociais e no melhor meio para o estreitamento das relações humanas. (TORQUATO, 1987, p. 48).

Supomos que a publicação institucional é que permite à empresa comunicar- se com o empregado de uma forma menos burocrática. O texto jornalístico proporciona a abordagem de temas de interesse estratégico da organização de modo menos formal. Ao mesmo tempo, o jornal torna-se um espaço empresarial público, através do qual os empregados também podem comunicar-se com os seus pares e com a cúpula da empresa, quando lhes é dada a oportunidade de participar. Lambert (1993) citado por Morillon (2009, p. 3) destaca mais alguns objetivos do jornal interno: “Informer, ouvrir, décloisonner, favoriser le dialogue, développer la reconnaissance et matérialiser la mémoire de l’entreprise sont ses principales atribuitions”10.

Morillon (2009) aponta outras vantagens do uso do jornal institucional como difusor de informações empresariais. Segundo ele, o jornal pode ser implementado rapidamente, permite que o leitor volte ao texto mais de uma vez, pode ser guardado, possui um coeficiente de credibilidade e uma função simbólica. “[...] il est une véritable instituition das certaines entreprises”11 (MORILLON, 2009, p. 3).

Situadas na área da comunicação empresarial ou institucional, ou seja, no setor onde se processam as informações de uma organização e onde se expressa o poder da empresa, “legitimando outros poderes existentes nas organizações como o poder remunerativo e o poder coercitivo” (TORQUATO, 1986, p. 17), as publicações jornalísticas também podem ser consideradas como um meio de projeção externo à

10 “informar, abrir, descerrar, favorecer o diálogo, desenvolver o reconhecimento e materializar a

memória da empresa são suas principais atribuições” (Tradução nossa).

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empresa. Por meio dela, os empregados informam-se sobre o produto e as atividades da organização, tornando-se disseminadores do conceito organizacional. Por outro lado, nem sempre isso ocorre, algumas vezes o empregado enxerga no periódico um veículo que transmite a “verdade” da empresa e simplesmente ignora ou até não confia na publicação. Maingueneau citado por Morillon (2009, p. 3) lembra que os discursos dos jornais “sont selectionés, contrôlés, organisés orientés dans le temps de manière linéaire et conçus en fonction d’un locuteur idéal”12. Mas

Morillon (2009, p. 3) argumenta que o funcionário não recebe a notícia de modo passivo, recontextualizando, reconstruindo e completando o conteúdo que o jornal traz.

Morillon parte da hipótese de que o jornal institucional:

[...] est um agent de certains stratégiques de l’organization. Nous fondons notre hypotèse sur deux préssuposés: le journal est le dépositaire d’objectifs connatifs mais également une construction sociale. En matière de stratégie de communication, il est en effect possible de distinguer trois catégories d’objectifs: cognitifs, affectifs et conatifs. Les deux premières ont pour projet ‘d’agir’ sur les salariés (leur faire connaître, apprécier): la dérnière vise l’obtention de comportements et d’actions, en d’autres termes cherche à les ‘faire agir’.13 (MORILLON, 2009, p. 5).

O autor cita como exemplo deste “fazer agir”, presente no discurso do jornal, fazer com que os empregados usem os equipamentos de segurança, colaborem com as equipes de trabalho, implementem uma “boa prática”. A partir desse estudo, Morillon acredita que o periódico constitui um lugar específico de desenvolvimento de “agentividade”, ou seja, do fazer agir.

O jornal institucional dirigido ao público externo é também um meio de projeção externa e ainda um divulgador dos serviços e/ou produtos da organização. Assim, também os periódicos dirigidos a outros públicos podem ser bem aceitos ou não e, desse modo, contribuir tanto para a percepção de uma imagem positiva ou negativa da organização.

12 “são selecionados, controlados, organizados, orientados no tempo de maneira linear e projetados

em função de um locutor ideal” (Tradução nossa).

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“[...] é um agente de certas questões estratégicas das organizações e a fundamenta a partir de dois pressupostos: o jornal é o depositário dos objetivos conativos mas igualmente uma construção social. Em matéria de estratégia de comunicação, é possível distinguir três categorias de objetivos: cognitivos, afetivos e conativos. Os dois primeiros têm como projeto agir sobre seus funcionários (fazê-los conhecer e apreciar); o último visa à obtenção de comportamentos e de ações, em outros termos à procura de ‘fazê-los agir’” (Tradução nossa).

Penteado (1999) enxerga as publicações jornalísticas empresariais sob a ótica das relações públicas e acredita na visée persuasiva de projeção de uma imagem favorável das organizações.

Pertencem os ‘house-organs’ ao número restrito dos instrumentos

específicos de Relações Públicas. Pelo menos, as suas finalidades são típicas de Relações Públicas: estabelecer contacto com os públicos do interesse da empresa e projectar, dessa mesma empresa, uma imagem favorável no espírito desses públicos (PENTEADO, 1999, p. 170).

De acordo com Morillon (2009, p. 3), os profissionais responsáveis pelo setor de comunicação interna têm como missão “l’accroisement de l’implication morale, de la mobilisation, de la coopération, de la solidarité et de la vigilance des salariés”14. O

autor explica que tais profissionais devem desenvolver um lugar social, um sentimento de pertencimento e de apropriação de uma cultura comum por parte desse público interno. Podemos estabelecer uma ligação entre essa afirmativa de Morillon e a de Curvelo, citada no item 2.2 desta tese. Curvelo também acredita que a comunicação organizacional contemporânea pode ser vista como estratégica quando toma para si elementos que compõem a cultura da organização, como ritos, rituais, heróis e histórias, e os utilizam no discurso organizacional por meio dos jornais institucionais e outros veículos.

A partir do pensamento dos autores da área da Comunicação Organizacional que pesquisamos, arriscamos dizer que os referenciais teóricos externos à Análise do Discurso também observam as visadas dos house organs. Os traços discursivos argumentativos dos jornais institucionais levantados por eles são: a promoção de uma imagem positiva das organizações; a possibilidade de formação de um “estado psicológico favorável” (TORQUATO, 1987, p. 48), por parte dos empregados, o que permite um bom desenvolvimento do trabalho na empresa; o estímulo funcional; a divulgação de benefícios, promoções e serviços sociais; a promoção do “estreitamento das relações humanas” (TORQUATO, 1987, p. 48) nas empresas; a contribuição para a política da produtividade; o favorecimento do diálogo empresa/empregado; o desenvolvimento do reconhecimento da empresa; a materialização da memória da empresa; a difusão das informações organizacionais; a projeção externa da empresa; a promoção da disseminação da cultura e dos

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“[...] o crescimento da implicação moral, da mobilização, da cooperação, da solidariedade e da vigilância dos empregados” (Tradução nossa).

conceitos organizacionais por parte dos funcionários; o conhecimento e a apreciação da empresa por parte do público interno e, por fim, a orientação aos empregados visando à obtenção de comportamentos e ações desejadas pela empresa.

Benzer Belgeler