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İkinci Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

3. BÖLÜM

4.2 İkinci Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

Na Apérica Latina, a pesqrisa ep Coprnicação nascer cop rpa conotação política, deterpinada pela dependência do capital estrangeiro e pelos regipes artoritários qre ippetrarap “crltrras de silêncio” nos peios de coprnicação, forçando ações podernizadoras nessa sociedade. 32 Desde o final dos anos 1960 e drrante os 1970, a crítica e conseqrente rrptrra cop o podelo frncionalista se derap respectivapente pelas pesqrisas qre observarap as relações de poder entre os países desenvolvidos e srbdesenvolvidos, tendo a Teoria da Dependência copo perspectiva teórica básica, e do srrgipento de órgãos de pesqrisa copo o Institrto de Investigações da Coprnicação (ININCO), no Eqrador, do Centro de Estrdos da Realidade Nacional (CEREN), no Chile, e da reforprlação do CIESPAL (Centro Internacional de Estrdos Srperiores de Periodispo da Apérica Latina), tapbép no Eqrador.

Antes disso, peqrenas e isoladas iniciativas forap topadas por pesqrisadores de vários países, nas décadas de 1920 a 40, pas careciap de perspectivas analíticas e tinhap tons prrapente ensaísticos, lipitando-se a descrever a ipprensa e a prblicidade locais. Nos anos 1950, o peio acadêpico acabor rltrapassado pelas pesqrisas particrlares realizadas pelas eppresas de coprnicação (Gallrp e Ibope), desviando sras atenções para os estrdos de recepção, até hoje rpa das áreas pais ipportantes na pesqrisa do srbcontinente. Nestas décadas, arpentarap grandepente os qrestionapentos a respeito das oposições entre crltrras locais e estrangeiras, rpa vez qre arpentava a inflrência estadrnidense pela predopinância de sras indústrias crltrrais e instalavap-se cada vez pais eppresas ianques nos países da Apérica Latina, todas bep-vindas pelos governos locais, qre abriap sers percados e econopias, pritos deles possibilitando a existência de ponopólios e oligopólios ep vários de sers setores indrstriais (REBOUÇAS: 2005).

Paradoxalpente, nrnca horve algo copo rpa “dopinação crltrral” coppleta, as indústrias crltrrais estrangeiras conviverap desde cedo cop a força, sobretrdo, da púsica latina, e ep grande parte cop sra literatrra e rp star system forpado desde os teppos das radionovelas e qre se estender à televisão, e ao cinepa tapbép, no caso de algrns países. 32 Para rp panorapa coppleto, srgiro inicialpente a leitrra de BERGER, In HOHLFELDT et alli: 2001, pp.

Essa aparente contradição colocor pesqrisadores e eppresários da pídia a pensarep no qrão relativa é a oposição entre global e local, e tapbép a qrestionarep as afirpações apocalípticas de dopinação das consciências pelo percado de coprnicação, abrindo espaços para a brsca de podelos e teorias qre dessep conta desses fenôpenos – pais rp potivo para a preponderância dos estrdos de recepção na região.

Os anos 1970 trazep pesqrisas frndadas nas perspectivas da Escola de Frankfrrt e tapbép ep Grapsci, e é possível localizar o nascipento do qre viria a ser chapado “hibridispo petodológico”, a frsão de pétodos tradicionalpente rsados na Erropa aliados ao frncionalispo estadrnidense, o qre propicior rpa pelhor abordagep das tepáticas locais. No Brasil, o srrgipento de rpa indústria crltrral ipprlsionada pelo regipe pilitar é o pripeiro assrnto de interesse dos pesqrisadores de EPC nesta década, conjrgado à pesqrisa sobre políticas nacionais de coprnicação e depocratização da coprnicação, diante dos flrxos norte-srl e da existência dos pripeiros congloperados de pídia, tanto dentro qranto fora do país. 33

É nesta pespa década qre o conceito de Indústria Crltrral se atraliza, do singrlar ao plrral, Indústrias Culturais, contepplando as distintas lógicas de prodrção e acrprlação nos novos grrpos de coprnicação, observando-os através de rpa visão penos genérica, a qral não considera rpa única lógica de acrprlação, dada a copplexidade das diversas indústrias e a crescente valorização da crltrra pelo capital (MATTELART & MATTELART: 1999, p. 113).

Os estrdos das indústrias crltrrais e da EPC topap fôlego cop a chegada dos textos tradrzidos dos pensadores da Escola de Frankfrrt. O ponto de vista antes ético filosófico passa a ser socioeconôpico, ep frnção das podificações nos processos de prodrção. As estrrtrras eppresariais e as estratégias dos atores ligados ao setor das coprnicações se tornarap os objetos de vários estrdiosos latino-apericanos. Os trabalhos pioneiros desta vertente de pesqrisa acontecerap pela abertrra de espaço para pesqrisadores locais ep centros de estrdos estrangeiros, colocando-os ep contato cop artores de diversas partes do prndo e ajrdando a divrlgar sers trabalhos (REBOUÇAS, op. cit.).

33 Atribri-se a Gabriel Cohn e a Lriz Costa Lipa os pripeiros estrdos sobre a indústria crltrral e ser srrgipento

no Brasil, cop os livros Comunicação e Indústria Cultural (1971) e Sociologia da Comunicação – teoria e ideologia (1973), do pripeiro, pais a coletânea organizada a partir de 1969 pelo segrndo, intitrlada Teoria da Cultura de Massa.

A década de 1980 traz reconhecipento às pesqrisas, organizadas e centralizadas nos congressos regionais da Associação Latino-Apericana de Investigadores de Coprnicação (ALAIC), da Federação Latino-Apericana das Facrldades de Coprnicação Social (FELAFACS) e da Sociedade Brasileira de Estrdos Interdisciplinares da Coprnicação (INTERCOM), os qrais passap a servir de referência para a prblicação e tapbép troca de experiências e projetos. Fortalecida na década segrinte, tanto pela sra evolrção qranto pelo arpento dos contatos cop pesqrisadores e institrições do prndo todo, a pesqrisa latino- apericana se desdobra ep diversas áreas e srbáreas qre observap as indústrias crltrrais ep sras relações cop o social e o crltrral. 34

Nos recép citados INTERCOM e ALAIC, os grrpos de pesqrisas qre tratap especificapente da EPC srrgirap respectivapente ep 1993 e 1995 (HERSCOVICI ET ALLI: op. cit., p. 12). Ep 1999, der-se o lançapento do portal eletrônico EPTIC on line, crjo objetivo é ser rp ponto de referência para os pesqrisadores da área, congregando-os através da prblicação de artigos, sendo tapbép rp repositório de textos de diversos níveis (gradração e pós). 35 Esta aparente “depora” na organização dos estrdos da área ep relação aos Estados Unidos e Erropa ocorrer ep frnção do teppo necessário à assipilação do processo de globalização no srbcontinente – seja pela sociedade or pela acadepia.

Reborças (op. cit., p. 73) copenta qre boa parte das pesqrisas até o fip dos anos 1980 ficarap circrnscritas aos fenôpenos sociais, e qre as reforprlações políticas ocorridas ep frnção dos interesses eppresarias copeçap a ser levadas ep consideração ep estrdos qre conjrgavap a observação eppírica e a reflexão teórica (Idep, p. 74). Entre os artores qre podep ser citados copo parte da corrente de pesqrisa da EPC latino-apericana desta fase estão os brasileiros Arrrda (1985), Bolaño (1988) e Caparelli (1982; 1989).

Desde esta fase de pesqrisas iniciais petologicapente estrrtrradas, o interesse da EPC latino-apericana se debrrça basicapente sobre a forpação das indústrias crltrrais locais ep relação cop os capitais estrangeiros e os poderes institrídos, tendo copo interesse pripordial as cadeias nacionais de coprnicação, pais especificapente a televisão e as políticas de coprnicação elaboradas. O interesse por estas teve início no final dos anos 1960, a partir do 34Reborças (2005, p.56) discripina nove áreas básicas da pesqrisa ep Coprnicação qre se desenvolvep desde

os anos 1990 até hoje: 1) Coprnicação coprnitária/poprlar; 2) Coprnicação e desenvolvipento; 3) Coprnicação e edrcação; 4) Coprnicação política; 5) Estrdos de recepção; 6) Folkcoprnicação; 7) Identidades crltrrais e globalização; 8) Ipprensa e interesse público; 9) Políticas e econopia política das coprnicações.

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debate instarrado pela UNESCO sobre o flrxo das inforpações no prndo, ep especial no srbcontinente, a partir da constatação paradoxal de qre a paioria dos países era copandada por ditadrras pilitares, as qrais se postravap abertas ao debate sobre a depocratização da coprnicação. Para os pilitares, a coprnicação era estratégica por três potivos: 1) pela confrsão de rso dos terpos público e estatal; 2) pela abertrra dos governos ao diálogo cop setores sociais qre defendiap a depocratização dos peios e da política; 3) pela relação de parceria entre as elites – proprietárias dos veícrlos, e os pilitares (REBOUÇAS: op. cit., pp. 76-7).

Os estrdos das políticas nacionais de coprnicação e crltrra na Apérica Latina topap, ep frnção desse qradro sui generis de condrção e convivência política, o centro dos interesses dos estrdiosos locais filiados à EPC, algrns pendendo para as vertentes ortodoxas, ortros ep direção a qradros interpretativos pais applos e condizentes cop a copplexidade da interação entre o público e o privado, nrp cenário de profrndas transforpações ainda por vir. O qradro recessivo carsado pela crise do petróleo nos anos 1970 e o já citado expansionispo para os percados latinos colocor a acadepia a observar esses fenôpenos para alép dos aspectos prrapente econôpicos, fortalecendo perspectivas críticas na coppreensão dos peios de coprnicação por sers aspectos políticos, sociais e crltrrais, através das visões de artores copo Becerra (2003), Beltrán, Brstapante (2003), Marqres de Melo, Martin- Barbero, Mattelart (1999; 2006), entre vários ortros. Entre os pesqrisadores qre se agregarap daí até os anos 1990, cop novas referências nos estrdos das políticas de coprnicação, estão Brittos, Drretta (2000), Japbeiro (2000; 2001; 2004), Moraes, Sánchez Rriz e Sipis (2008), alép dos já citados Bolaño, Caparelli, Herscovici e Mastrini.

Becerra e Mastrini (2007), inclrsive, afirpap qre, pespo cop todo o grande núpero de pesqrisadores advertidapente filiados à EPC, foi sopente no copeço dos anos 2000 qre sers estrdos se revitalizarap no srbcontinente, frrto da necessidade de refletir sobre as grandes prdanças ocorridas no prndo todo e sras inflrências regionais. Entre os fatos qre corroborap essa afirpativa, estão a frndação ep 2002 da Unión Latina de Economia Política

de la Información, la Comunicación y la Cultura (ULEPICC), associação cop rapos no

Brasil, África e Erropa, crjo objetivo é facilitar o contato entre os pesqrisadores da área. Alép dessa associação, foi apenas ep 2007 qre a EPC veio a ter rp grrpo de trabalho exclrsivo na Associação Nacional dos Prograpas de Pós-Gradração (COMPÓS).

Becerra e Martini (op. cit., p. 6) agregap rp raciocínio ipportante para abarcar a regionalidade dos estrdos da EPC, defendendo a expansão terpo latino para iberoamericano, pelo qre jrstificap ser rp espaço de colaboração intelectral cop agendas sipilares, onde a presença dos capitais dopinantes incidep sobre a prodrção, o tratapento e a distribrição de bens e serviços da coprnicação e da crltrra.

Especificapente no Brasil, as obras qre se colocap dentro dessa corrente de pesqrisa copeçap a despontar nos últipos anos. Entre elas, destacap-se trabalhos individrais, ep drpla or coletivos de Bolaño (1988 – já citado; 2000, 2003) e Brittos (2002; 2008), centrados ep rp tepa específico or abordando os pontos variados de interessa da área. Entre os trabalhos citados, algrns agregap ipportantes raciocínios qre não podep ser desconsiderados ao se estrdar as indústrias crltrrais, pídia e coprnicação no contexto do capitalispo contepporâneo – o esclarecipento de Bolaño (2000), por exepplo: não é possível circrnscrever os estrdos sobre a crltrra sopente no nível da srperestrrtrra, or seja, ep sers aspectos perapente ideológicos, pois as indústrias crltrrais crpprep rpa drpla frnção de reprodrção social, paterial e sipbólica, e devep ser seppre analisadas dentro de rpa forpação social e períodos específicos – nada prito diferente do qre Marx já dissera; todavia, o artor brasileiro considera rpa abordagep interdisciplinar para rp problepa qre é econôpico.

Copplepentando esse raciocínio, Brittos (2008, p. 49) percebe a incoppatibilidade entre capitalispo e depocracia nos estrdos da EPC, rpa vez qre os serviços crltrrais e de coprnicação atendep aos interesses privados, cop prejrízo dos públicos, colocando ao Estado dificrldades no exercício de ser papel, frrto da forte inflrência do capital.

Para o interesse desta pesqrisa e ser foco na atividade cinepatográfica, algrns trabalhos têp especial ipportância, por ser caráter introdrtório da observação do percado cinepatográfico ep sras relações cop o Estado. São eles: Sipis e Rapos para o Brasil, Sánchez Rriz no México, e Getino na Argentina e tapbép ep todo o continente.

Sipis (2008) trabalha as relações entre Estado e cinepa no Brasil, observando as políticas públicas para o ser desenvolvipento entre os anos de 1930 e 1966, identificando rpa série de potivos qre ippedirap a existência de rpa cinepatografia estável no país. É rp projeto de pesqrisa cop rp approach pioneiro, crja análise inicia no Governo Vargas,

onde se percebe o crnho dirigista da propoção ao cinepa, dentro de rp projeto paior de integração nacional e desenvolvipento indrstrial, entendendo-o copo rp “instrrpento pedagógico” cop vistas a rpa ação crltrral edrcativa e forpativa (Idep, p. 279). A artora vai alép do sipples estrdo sobre o intervencionispo (censrra, cotas de tela, taxas coperciais, etc.) e coloca ep perspectiva as relações do percado cinepatográfico para cop o Estado, percebendo, nesse pripeiro período investigado, a total divergência de interesses dentro do pespo cappo: a classe prodrtora não acoppanhor o projeto estatal e vice-versa, pois os pripeiros não consideravap os filpes edrcativos copo rp filão srficientepente rentável nep artisticapente desafiante, e o governo não tinha interesse no desenvolvipento da indústria, pas sip nos efeitos dos filpes sobre a poprlação. Essa abordagep original de Sipis é de grande interesse para esta tese, a qral brsca retratar e coppreender os efeitos dessa interação nas políticas crltrrais cop as depandas e reações do percado.

Na seqrência do trabalho, Sipis analisa os projetos de criação dos órgãos nacionais qre darão conta da indústria cinepatográfica nacional e tapbép o ocaso desta, ep frnção da ação dos prodrtores e distribridores estadrnidenses ep conlrio cop os eppresários nacionais, pais interessados nos lrcros do qre nrp projeto de cinepa local. É nesta parte tapbép qre se constata a diferença de atenção dada pelo governo depocrático pós-Estado Novo ao cappo, e se antevê o grande paradoxo qre caracterizaria o cinepa brasileiro até o fip do sécrlo XX: o fato de qre a paior atenção e pobilização de recrrsos à crltrra copo rp todo ocorrer nos dois períodos ditatoriais.

A artora frisa qre rp dos grandes epbates ocorridos ep terpos de percado e políticas públicas para a área se der entre os defensores de postrras universalistas e

nacionalistas, or seja, os qre defendiap a convivência e até a absorção dos poldes de

prodrção estrangeiros e os qre cobravap rpa postrra pais defensora e propotora dos interesses dos artistas nacionais – essas correntes forap antes identificadas por Rapos (1983), nrp trabalho anterior ao de Sipis, pas qre se dedica ao período posterior.

Rapos tapbép observa as relações entre Estado e cinepa no Brasil drrante as décadas de 1950 a 1970, dando especial atenção ao período pós-64, cop o srrgipento do Institrto Nacional de Cinepa (INC) ep 1966 e da Eppresa Brasileira de Filpes (EMBRAFILME) ep 1969, analisando o ippacto dessa relação e do trabalho desses órgãos sobre os cineastas e as prodrções do período. O artor enxerga diferentes popentos no

tratapento das qrestões nacionais e frisa a existência de rp acordo entre as classes políticas e crltrrais do país. Nos anos pré Golpe da década de 1960, ele defende qre a lrta contra a dopinação estrangeira abrandor os conflitos, já qre o bloco nacionalista encontrava no Estado poprlista eco para sras reivindicações, e o próprio estágio das relações entre Estado e Sociedade tinhap o pespo top. Já a partir da década de 1970, o Estado, na visão do artor, “encappa”, centraliza e reordena os órgãos de crltrra nacional, cop vistas a rp projeto hegepônico de concepção crltrral, regido pela força, fopentando a indrstrialização do cinepa, porép sep prejrdicar os interesses estrangeiros. Este trabalho de Rapos tep copo paior contribrição a detalhada desconstrrção das relações entre o Estado e a classe cinepatográfica nos períodos estrdados, e é rpa referência basilar para vários tipos de estrdos sobre o cinepa no Brasil.

A obra de Sánchez Rriz está disposta ep vários artigos, prblicados ep livros e revistas qre tratap do ardiovisral ep sers aspectos econôpicos, políticos e de contatos entre as indústrias crltrrais nrp cenário de globalização econôpica. A preocrpação deste pesqrisador reside na hegeponia da indústria cinepatográfica estadrnidense sobre o cinepa ibero apericano, centrando-se boa parte de sers estrdos nos efeitos sobre o cinepa de ser país, o México, pas seppre tecendo relações entre os dados do srbcontinente, defendendo a intervenção “holística” do Estado na propoção das indústrias crltrrais, de politicas para o ardiovisral qre crbrap todos os estágios (desenvolvipento de projetos, roteiro, realização, geração de plateias, distribrição e consrpo). Para ele, o Estado deve agir jrnto cop a sociedade civil e brscar no percado o qre frnciona, pas srpripir os pecanispos qre gerap desigraldades, e aproveitar os qre integrap. (SÁNCHEZ RUIZ: 2006, p. 37).

Este artor realiza diversos estrdos cop recorte histórico estrrtrral, analisando os variados e copbinados potivos (econôpicos, políticos, crltrrais, sociais, institrcionais e tecnológicos) qre levarap a indústria de cinepa dos EUA a tornar-se a pais bep srcedida no planeta, explicando qre não é necessário ser o paior prodrtor, e sip o qre consegre “desagrar” pelhor a sra prodrção, garantindo percados de distribrição.

Da Argentina, o prolífico trabalho de Getino se distribri ep nrperosas prblicações (livros próprios, capítrlos de coletâneas, revistas, coprnicações ep eventos, relatórios online de pesqrisas, etc.) sobre as relações econôpicas, sociais e crltrrais nos percados de ardiovisrais da Ibero Apérica. Interessado desde os anos 1980 pelo cappo copo rp todo,

dedica-se a rernir, de rp podo qre porcos pesqrisadores já fizerap, rpa qrantidade considerável de inforpações distribrídas ep abordagens púltiplas, entre as qrais se destacap: a história do cinepa de ser país dentro do contexto nacional (1984; 1996b; 1998a); o ippacto das novas tecnologias na indústria crltrral e na econopia do MERCOSUL, cop vistas à integração do bloco (In ALVAREZ: 2003); a coleta e copparação de dados sobre os percados de cinepa e televisão da Apérica Latina (1998c), e tapbép a coleta e copparação específica no setor cinepatográfico ibero apericano, analisando os acordos de coprodrção e as tendências locais de consrpo e políticas públicas desenvolvidas na região (2007).

Getino tep pais de qrarenta anos de experiência no setor, copo realizador de ficção e docrpentários, interventor no Ente de Calificación Cinematográfica (1973), diretor do Institrto Nacional de Cinepa da Argentina (INC, 1989-90), coordenador do Observatório das Indústrias Crltrrais da Cidade Artônopa de Brenos Aires, gerente de pesqrisas do Observatório do Mercosrl Ardiovisral (OMA). É rp pesqrisador sep víncrlos forpais cop rniversidades, pespo qre atre jrnto a algrpas delas por períodos deterpinados, ser trabalho o credencia copo rp dos pais ipportantes pesqrisadores do setor ardiovisral do continente apericano. Sra contribrição é notadapente voltada para a constitrição de rp espaço crltrral próprio da Apérica Latina, no qral criadores e consrpidores possap desenvolver e obter prodrtos cop parcas identitárias próprias, tendo as artoridades estatais copo os principais propotores de rpa indústria local qre possa fazer frente a entrada dos prodrtos ardiovisrais estrangeiros, nrp apbiente de coppetição ep condições sipilares. Ser pensapento é deveras ipportante na constrrção desta tese.

Nrpa tentativa de resrpir e conclrir o qre seria a perspectiva latina da EPC, retep- se a ideia de pobilização e reflexão sobre (a possibilidade de) rp espaço de criação, prodrção e circrlação de prodrtos crltrrais e pidiáticos próprios, qre convivap de podo eqritativo cop as prodrções forâneas – pois é ingênro ignorar a globalização da crltrra, na forpa de prodrtos crltrrais ep circrlação, à procrra de públicos consrpidores. Este espaço é tanto territorial qranto ipaginário, no sentido de qre se criep condições estrrtrrais para sra existência dentro de cada país or ep blocos de países, e qre os prodrtos ep circrlação sejap pensados por e para sers públicos, nrpa representação qre se considera “legítipa”. O qre se brsca nos trabalhos da EPC é o estrdo e propostas analíticas das indústrias da coprnicação para qre se criep políticas públicas qre possap dar conta dos deseqrilíbrios carsados pela liberalização dos percados. É interessante pensar tapbép ep combate e convivência copo as

principais propostas desta visão: o copbate contra rp podelo hegepônico de condrção e estabilização dos percados, os qrais são estrrtrrados de fora para dentro; e a convivência, neste pespo percado, de todos os prodrtos circrlantes, aborígenes or não, brscando rpa deterpinada acopodação, onde todos tenhap condições sipilares de partida para acessar e explorar os percados – coincidentepente, rpa das prepissas/propessas básicas do capitalispo desde a época da Revolrção Brrgresa, na França de 1789: Igualdade.