İŞ ARKADAŞLARI MUTLULUK GETİRİR Mİ? İŞTEN MEMNUNİYETİN VE CİNSİYETİN DURUMSAL ARACILIK (MODERATED MEDIATION) ROLÜ
Hipotez 2: İşten memnuniyet aracılığıyla ortaya çıkan iş arkadaşlarından memnuniyet ‒ mutluluk
De maneira sintética, o Quadro 6 apresenta a lógica de cada abordagem em relação aos relacionamentos interorganizacionais e pode-se verificar como cada campo teórico analisado propicia subsídios para compreender a formação desses relacionamentos.
Abordagem teórica Lógica de cada abordagem em relação aos relacionamentos interorganizacionais
Teoria dos custos de transação
Os relacionamentos interorganizacionais podem reduzir a incerteza causada pelos problemas de mercado ou redução de custos associados com a hierarquia.
Teoria da dependência de recursos
As organizações formam relacionamentos interorganizacionais para exercer poder ou controle sobre outras organizações que possuem recursos escassos.
Teoria da escolha estratégica
As organizações entram em relacionamentos interorganizacionais se os benefícios financeiros gerados são menores do que os custos. Estratégias de relacionamento podem aumentar a habilidade da organização em entregar produtos e serviços superiores de maneira mais eficiente ou reduzir a competição.
Teoria do stakeholder As organizações formam alianças, também chamadas de redes ou constelações, para alinhar seus próprios interesses com os interesses dos stakeholders e também reduzir as incertezas ambientais.
Teoria da aprendizagem organizacional
As organizações buscam absorver a maior quantidade possível de conhecimento, aumentando as competências organizacionais e agregando valor a si próprias. Teoria institucional As organizações formam relacionamentos interorganizacionais para obter
legitimidade, ou por já terem sucumbido às pressões isomórficas, ao imitar outras organizações que participam de relacionamentos cooperativos.
Teoria da organização industrial
As organizações constroem relacionamentos interorganizacionais como forma de adquirir um melhor posicionamento frente às forças competitivas.
Teoria do capital social O relacionamento interorganizacional constrói os pilares do capital social, que, por sua vez, gera um melhor desempenho das instituições.
Teoria dos jogos A cooperação emerge da evidência de que o comportamento de um ator, atuando apenas em seu próprio interesse, é pior, em termos de resultados da ação, do que uma relação cooperativa com a outra parte.
Teoria dos recursos O relacionamento interorganizacional permite o desenvolvimento coletivo dos recursos e competências necessárias à conquista e à manutenção de vantagens competitivas.
Quadro 6 - Lógica das abordagens teóricas em relação aos relacionamentos inteorganizacionais
Fonte: adaptado de BARRINGER, HARRISON, 2000 e desenvolvido pelo autor.
No próximo tópico, será abordada a tipologia dos relacionamentos interorganizacionais.
3.4 Tipologia de relacionamentos interorganizacionais
Os relacionamentos interorganizacionais assumem formatos complexos e variados em segmentos empresariais cada vez mais difusos e fragmentados. Barringer e Harrison (2000) realizaram uma pesquisa bibliográfica para identificar as formas mais comuns praticadas e as contribuições conceituais estudadas na literatura.
Segundo o autor, essas formas variam segundo o grau em que as organizações estão ligadas. Aquelas, nas quais as organizações estão juntas por estruturas formais, e podem envolver até mesmo propriedade compartilhada, são chamadas de ligações próximas (tightly coupled), como joint ventures e redes. Já, aquelas outras, nas quais há menos estrutura formal, como consórcios de pesquisa ou associações de negócio, são formas de organização chamadas de
ligações distantes (loosely coupled). Pelo fato do estudo não ser exaustivo (por exemplo, ficaram de fora federações, cartéis e keiretsu), não foram incluídas as formas de relacionamento interorganizacional menos comuns.
O Quadro 7 apresenta a classificação proposta por Barringer e Harrison (2000).
Forma
Interorganizacional Proximidade da ligação Descrição
Joint Venture Ligação próxima Uma entidade que é criada quando duas ou mais empresas reúnem uma parte de seus recursos para criar uma organização separada, de propriedade conjunta.
Rede Ligação próxima Uma configuração de conjunto com uma empresa local, organizando as interdependências de um complexo conjunto de empresas.
Consórcio Ligação pró xima Joint Ventures especializadas, com diferentes arranjos. Consórcios são freqüentemente grupos de empresas orientados para desenvolvimento de tecnologias e soluções de problemas. Aliança Ligação distante Um arranjo entre duas ou mais empresas que estabelecem uma
relação de troca, mas que não têm propriedades conjuntas envolvidas.
Associação de Negócios Ligação distante Organizações (tipicamente não-lucrativas) que são formadas por empresas do mesmo segmento, para coletar e disseminar informações de negócios, apoio técnico e legal, treinamento especializado e proporcionar plataforma para lobby coletivo. Interlocking Directorate Ligação distante Ocorre quando um dirigente ou executivo de uma empresa toma
assento no conselho de uma segunda empresa, ou quando duas empresas possuem dirigentes que também atuam no conselho de uma terceira empresa. Serve, entre outras coisas, como um mecanismo para compartilhamento de informação e cooperação entre empresas.
Quadro 7 - Formas de relacionamento interorganizacionais
Fonte: adaptado de BARRINGER; HARRISON, 2000, p.383 (tradução do autor).
Adicionalmente à definição apresentada acima, Barringer e Harrison (2000) afirmam que as
joint ventures são normalmente criadas para ganhar acesso a mercados externos ou para
desempenhar atividades específicas que são periféricas às atividades dos parceiros. É mais comumente adotada em setores maduros, para capturar economias de escala e escopo. Por sua vez, redes são constelações de negócios que se organizam através do estabelecimento de contratos mais sociais do que legais. Os autores observam que a estrutura em rede tende a emergir em ambientes em que há incerteza na demanda e estabilidade na oferta, e quando tarefas complexas têm que ser desempenhadas sob a pressão do tempo. Consórcios consistem em arranjos em que grupos de organizações têm necessidades similares e as suas estruturas de governança variam enormemente. Por sua vez, as alianças tendem a ser mais informais e não envolvem a criação de uma nova entidade, como as joint ventures, nem exigem a presença de uma autoridade administrativa central, como os consórcios. Os tipos mais comuns são
alianças de mercado ou tecnológicas. As associações de negócio, por sua vez, são tipicamente gerenciadas por um staff pago e um conselho voluntário. E por último, o interlocking
directorate, cuja, vantagem primordial de se participar nessa forma, segundo os autores, é a
possibilidade de cooptação e aprendizagem, através do acesso a recursos, principalmente informações.
Para efeito deste estudo, e pelo fato do objeto da pesquisa se aproximar mais da definição de
Rede dada por Barringer e Harrison (2000), esta forma de relacionamento interorganizacional
será enfatizada. Uma vez que o objeto deste estudo é uma rede interorganizacional, no item a seguir propõe-se apresentar seus fundamentos, definições, características principais e tipologia.