KARAR VERME TEKNİKLERİ VE İŞ ZEKASI SİSTEMLERİ
8. ETL İşlemlerinin Uzun Sürmesi : Verilerin çıkarılması, dönüştürülmes
2.3.6.6. İş Zekası Projelerinde Yatırımın Geri Dönüşü
Durante o trabalho de campo, atendi as crianças que foram direcionadas ao serviço de psicologia, todas oriundas de escolas públicas. Foram atendidos sete casos: três relativos às queixas de dificuldades de aprendizagem, sem o diagnóstico de TDAH e quatro casos de crianças com o diagnóstico de TDAH. Houve desistência de dois meninos. Um encaminhado em decorrência de dificuldades de aprendizado, sem diagnóstico de TDAH e outro com esse diagnóstico. É importante explicitar que não houve preferência por sexo, entretanto a grande maioria das crianças encaminhadas era do sexo masculino, entre os sete atendidos, havia somente uma menina, a qual tinha o diagnóstico de TDAH.
Inicialmente havia o desejo de trabalhar com as crianças em dois grupos: um com queixas escolares sem o diagnóstico do referido transtorno e outro grupo com o diagnóstico. Eu queria comparar ambos os grupos e investigar se havia diferenças significativas – relacionadas aos significados dos sintomas, aos processos psíquicos e às dinâmicas familiares e escolares – entre eles. Entretanto percebi que a grande maioria das crianças encaminhadas devido às queixas escolares tinha em seus relatórios e encaminhamentos sempre alguma queixa relacionada à sintomatologia do TDAH: a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade, principalmente o primeiro sintoma. Como vimos nos primeiros capítulos, é muito difícil a separação entre os diagnósticos de TDAH e Transtornos de Aprendizagem, ambas as histórias se confundem, resvalando em muitas polêmicas e contradições.
Além disso, ampliar e esclarecer instrumentos e estratégias de diagnóstico de TDAH, de modo algum fizeram parte dos meus anseios neste trabalho de doutoramento. Pelo contrário, esta tese procura também questionar esses diagnósticos que, na grande maioria das vezes, servem prioritariamente para construir uma identidade psicopatológica/cristalizada.
Para Vorcaro (2011, p.219), o diagnóstico psiquiátrico que compara as manifestações da criança com as manifestações catalogadas, transformando-as a partir daí em um código, constrói também uma identidade psicopatológica. Deste modo, a criança pode ficar reduzida “[...] a uma linhagem médica que lhe é alheia e não contempla seus laços primários”. Isto, de acordo com a autora, pode atingir a subjetivação da criança, na medida em que esta passa a ser reconhecida pelos seus agentes parentais e pelos agentes de seu tratamento por meio de um distúrbio:
Afinal, a estruturação do sujeito é o percurso desde o momento em que um adulto atribui significacão para o organismo neonato, até o momento em que ela mesma, a criança, pode evocar e referir-se à sua significância, num laço social. Se seu maior atributo de reconhecimento é a insuficiência, ele pode solapar as operações regidas pela significação que constituem a estruturação subjetiva (VORCARO, 2011, p. 228).
Na mesma linha de pensamento, Janin (2010a) também nos orienta que detectar uma patologia ou um sofrimento psíquico não é a mesma coisa que apresentar um transtorno como uma marca inalterável, pois as manifestações das crianças podem ser efeitos do infantil, do psiquismo dos seus pais, avós, irmãos e também das situações sociais. A autora afirma que não há um diagnóstico único de TDAH, mas sim diversos transtornos de atenção e motricidade que são multideterminados.
Assim o que importa em um processo de investigação não é oferecer um rótulo psiquiátrico, mas sim compreender quais são as determinações a que os sintomas das crianças estão respondendo. Neste sentido, organizei-me de modo a estudar somente os casos de crianças que receberam o diagnóstico médico de TDAH, não para aprimorar formas de diagnóstico, mas sim para escutar a criança e as outras pessoas de seu entorno.
No contexto onde foi realizada a pesquisa, frequentemente as crianças que recebiam esse diagnóstico primeiramente passavam pelas psicólogas escolares
que fazem uma pré-avaliação. Estas levantavam a suspeita do TDAH e direcionavam para o neuropediatra que confirma ou não a hipótese das psicólogas. Após este trâmite, elas eram encaminhadas para o tratamento medicamentoso e psicoterápico. No início da minha pesquisa, todos os atendimentos psicoterápicos eram direcionados para o Ambulatório de Saúde Mental. Posteriormente houve uma mudança e o município criou um centro especializado só para as crianças que tinham queixas escolares e, a partir daí, as crianças com diagnóstico de TDAH passaram a ser encaminhadas para esse lugar.
Todavia, no período em que atendi, pude encontrar esses encaminhamentos no Ambulatório de Saúde Mental e, no final, dos sete casos atendidos, foram escolhidos somente três que receberam avaliação médica e psicológica. Além disso, outro ponto em comum entre as crianças atendidas foi o fato de todas serem medicadas com o metilfenidato e, estarem na faixa etária de sete a dez anos. Também ressalto que não levei em consideração a classe social dos sujeitos, porém a maioria das famílias era de classe média baixa. Seguem abaixo as tabelas com os dados principais das crianças. A primeira tabela expõe o total de casos atendidos e a segunda reflete os casos que foram escolhidos para análise:
TOTAL DE CRIANÇAS ATENDIDAS
Pacientes Sexo Idade Diagnóstico Psicodiagnóstico
Wendy Feminino Sete TDAH Concluído
Miguel Masculino Nove TDAH Concluído
João Masculino Nove TDAH Incompleto
Peter Masculino Nove TDAH Concluído
Pedro Masculino Nove Dificuldades de Aprendiz. Concluído Jonas Masculino Dez Dificuldades de Aprendiz. Incompleto Carlos Masculino Nove Dificuldades de Aprendiz. Concluído
TOTAL DE CASOS ANALISADOS
Pacientes Sexo Idade Diagnóstico Psicodiagnóstico
Wendy Feminino Sete TDAH- desatento tipo Concluído Miguel Masculino Nove TDAH- tipo hiperativo-
impulsivo Concluído João Masculino Nove TDAH- tipo hiperativo-
impulsivo Incompleto