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İş Kazası ve Meslek Hastalıklarını Kayıt ve Bildirim Yükümlülüğü

1.2. İş Sağlığı ve Güvenliğinin Tarihsel Gelişimi

1.2.2. Türkiye’de İş Sağlığı ve Güvenliğinin Tarihsel Gelişimi

2.3.2.6. İş Kazası ve Meslek Hastalıklarını Kayıt ve Bildirim Yükümlülüğü

O

s primeiros anos da automação bancária no Brasil, vividos na década

de 60, foram dominados pelo uso de grandes computadores e sistemas fornecidos por empresas baseadas essencialmente em países desenvol- vidos. Até aquele momento, o Brasil não se diferenciava em termos tecnológicos dos demais países em desenvolvimento, que também dependiam de soluções ex- ternas, uma vez que poucos países nos anos 60 dominavam a produção da tecno- logia computacional. Os primeiros computadores foram instalados no início da década de 60, com capacidade de processamento muito pequena, se comparadas aos computadores de hoje, e eram utilizados para acelerar o processamento de um volume de informações crescentes produzidas nas agências. Esses primeiros equi- pamentos foram adquiridos com o objetivo principal de automatizar as operações de retaguarda, ou back-ofice. Foi assim com o Bradesco ao instalar seu primeiro computador em 1962, seguido pelo Banco Nacional, o Itaú e o Bamerindus.

É importante reforçar que o processo de automação bancária que se iniciava no país recebeu um grande impulso com a reforma bancária implantada a partir de 1965 pelo governo militar. Vale destacar duas importantes medidas dessa refor- ma, que foram a criação do Banco Central e o incentivo à concentração bancária no país. Se os maiores bancos já tinham iniciado o seu processo de automação devido ao crescimento exponencial dos volumes de informação que necessitavam ser processados, os bancos com presença nacional que emergiram dessa concen- tração demandavam ainda mais poder de processamento. Por outro lado, surgiam instituições bancárias com estrutura e capacidade de investir nos caros processos de automação. É nesse período que os grandes bancos passam a contratar enge- nheiros para dar conta dos processos eletrônicos que começavam a dominar seu ambiente de retaguarda. Esse peril de proissional, que acabou substituindo os advogados e contadores que tradicionalmente formavam a força de trabalho nos bancos, veio a ser importante personagem no processo de desenvolvimento de uma automação bancária genuinamente brasileira nos anos seguintes.

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Não há como negar que havia muitas resistências ao processo de automação dentro dos próprios bancos. Em contrapartida, as lideranças dos dois maiores bancos privados no País – Itaú e Bradesco, com Olavo Setubal e Amador Aguiar, respectivamente – são consideradas os principais catalisadores do processo de automação diferenciado vivido pelo Brasil nas décadas de 60 e 70. Seja pela riva- lidade que impulsionava os dois bancos à inovação permanentemente, seja pela visão arrojada dos dois fundadores para que seus bancos evoluíssem rapidamente nas ferramentas de gestão de negócios e no atendimento aos clientes.

O apoio do Banco Central ao movimento de automação dos bancos é explici- tado em 1970, com o incentivo às imobilizações realizadas por equipamento ele- trônico. Esta medida funcionou como um aval para os investimentos em equipa- mentos de informática pelos bancos. O chamado “milagre econômico” brasileiro, período em que a economia do país passou a crescer em altas taxas no início dos anos 70, aumentou ainda mais a necessidade por automação do processamento dos bancos. Com isso, os grandes conglomerados nacionais que começavam a surgir da concentração do sistema bancário e a expansão geográica da rede de agências no país aumentaram muito o tempo médio para o transporte dos dados das agências para os CPDs. As agências mais distantes dos centros poderiam esperar até três dias para que os seus papéis fossem processados.

Uma solução mais eiciente foi a criação de subcentros regionais, que rece- biam os dados das agências, armazenavam-nos e enviavam-nos aos CPDs por meio de linha telefônica. Os subcentros passaram, então, a ser adotados por diversos bancos de maior porte, transformando-se no modelo mais utilizado para minimizar os problemas do transporte de documentos das agências dire- tamente para os CPDs. Na primeira metade dos anos 70, o Bradesco, o Itaú e o Unibanco já tinham inaugurado seus subcentros regionais. Esses subcentros se tornaram possíveis graças ao aparecimento da nova tecnologia dos minicom- putadores, máquinas de porte menor e mais baratas que os grandes mainfra- mes dos CPDs. Com os mínis foi possível descentralizar o armazenamento e o processamento das informações e também implantar as redes de teleprocessa- mento e de transmissão de dados que caracterizavam os subcentros.

63 Os subcentros, no entanto, eram operacionalmente custosos (em especial para

aquelas unidades que serviam a poucas agências) e existiam limitações na quan- tidade e qualidade dos dados que era possível de se transmitir para o computador central. Estimativas indicam que a utilização dos subcentros podia elevar os cus- tos das transações em até 30%. Apesar de custosa, a descentralização do proces- samento de dados nos bancos se converteu numa necessidade. A transferência de partes do processamento para unidades regionais e urbanas também ajudava a tornar o processo mais racional, pois cerca de 70% a 80% dos dados gerados pelas agências só tinham utilidade prática na própria agência.

Conforme dito anteriormente, o sistema bancário que começava a se consolidar era muito peculiar e não se comparava ao ambiente bancário dos países desenvol- vidos, sedes das empresas fornecedoras de tecnologia aos bancos brasileiros. A abrangência geográica dos bancos brasileiros não tinha paralelo no mundo e a am- pliação constante da diversidade de serviços oferecidos tornava o sistema bancário brasileiro único, o que não facilitava a adaptação de tecnologias ao nosso contexto. Em meados dos anos 70, a Olivetti, um dos principais fornecedores do setor, en- comendou um estudo sobre as características e potencialidades do mercado brasi- leiro de automação bancária. O estudo sugeria que a multinacional adaptasse seus sistemas à realidade brasileira, mas ela, além de não se interessar em fazer as mo- diicações, insistiu para que fosse feito um trabalho de convencimento no mercado para que os seus sistemas pudessem ser adotados sem modiicação.

Além de consolidar as posições diárias dos clientes junto ao banco, o processo de automação permitiu que sistemas de apoio à decisão pudessem contribuir com elementos para a deinição das estratégias de negócio de cada empresa. A produ- ção de informações precisas disponibilizadas aos diferentes níveis da organização facilitava a análise sobre o desempenho de cada cliente e as taxas de lucro que po- deriam ser auferidas nas diversas transações e em diferentes cenários econômi- cos. Com isso, poderia se esperar a maior racionalização na aplicação de recursos, permitindo também o aumento da rentabilidade das organizações inanceiras.

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Racionalização e Padronização