1.2. İş Sağlığı ve Güvenliğinin Tarihsel Gelişimi
1.2.2. Türkiye’de İş Sağlığı ve Güvenliğinin Tarihsel Gelişimi
2.3.2.9. Çalışanları Eğitme Yükümlülüğü
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Introdução
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e existe uma certeza entre todos aqueles que se envolveram direta ouindiretamente no processo de automação bancária no Brasil é a de que, se não houvesse, desde o início, uma intensa e efetiva colaboração entre os bancos – mesmo entre os mais ferrenhos concorrentes –, não estaríamos nem próximos do patamar que estamos hoje. Os resultados dessa integração i- cam mais contundentes a partir da atuação ativa da Febraban, através da criação do Cnab na década de 70. O sentimento de que era necessário haver uma troca eiciente de informações e que, juntos, os bancos poderiam realizar um trabalho melhor foi capitaneado por um grupo de proissionais que se dispôs a dialogar, trocar experiências, pesquisar e analisar soluções para todo o sistema inanceiro. Foi graças a esse espírito que conseguimos as primeiras padronizações de docu- mentos e arquivos magnéticos, que são um marco da eiciência do sistema inan- ceiro brasileiro como um todo. Entre esses proissionais estavam Alcir Calliari, que era um entusiasta e incentivador do diálogo entre os bancos e teve um papel fundamental nesse processo à frente do Banco do Brasil. Carlos Eduardo Correa da Fonseca, o Karman. Eduardo Magalhães, que participou ativamente da Fe- braban e do Cnab nesse período, como diretor do Unibanco, foi o idealizador e também comandou a criação do Banco 24Horas. Francisco Sanchez, que liderou e participou ativamente no início da arrancada tecnológica do Bradesco nos anos 60 e 70. João Régis Cruz Neto, diretor do Bamerindus, que também esteve envol- vido no projeto da Tecban e do sistema Banco 24Horas. Além de Roberto Rodri- gues de Almeida, que à frente da tecnologia no Banco Noroeste viajou o mundo, juntamente com Sanchez e Calliari, para encontrar boas diretrizes e soluções tecnológicas para o Brasil.
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Alcir Augustinho Calliari
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, foi responsável pela área de tecnologia da instituição nas décadas de 70 e 80, chegando a presidente do Banco em 1993.
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ara um melhor entendimento da história da automação bancária noBrasil, é importante localizar no tempo o ambiente em que acontece- ram as mudanças que estamos retratando. Vale a pena recordar: o Brasil acabava de ser campeão mundial de futebol em 1970. O regime militar estava em força máxima, logo depois do AI-5. Havia um plano de desenvolvimento que tinha como objetivo transformar a nação em uma grande potência. Era a época do “milagre brasileiro”. Nós vínhamos crescendo 10% ao ano por muitos anos seguidos, o país fervilhava de oportunidades de negócio, os bancos se expandiam rapidamente em busca do interior, acelerando o processo iniciado com a criação de Brasília. Estávamos nos deslocando do litoral para o interior, saindo do mar, com todas as consequências de falta de infraestrutura.
Vivíamos, então, a época que Tofler chamou de Terceira Onda. O governo militar entendeu que o domínio da tecnologia de informática representava importante passo para o futuro do país. Criou a SEI - Secretaria Especial de Informática, com o objetivo de potencializar o Brasil nessas áreas. A forma encontrada foi criar a reserva de mercado. Com a gestão da escassez, os agen- tes da sociedade se obrigariam a ser extremamente criativos e competentes para sobreviver. Como consequência, houve um acúmulo de condições difí- ceis de funcionamento numa hora em que o país se expandia com velocidade incrível. Nesse período, o Banco do Brasil inaugurou aproximadamente três mil agências, para atender o desenvolvimento da produção agrícola. A maio- ria dessas agências era localizada no interior, no meio do mato, sem água, sem luz, sem telefone, sem nada.
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consequência, os grandes sistemas. A restrição à utilização de equipamentos estrangeiros obrigou a profunda racionalização dos processos e máximo da simpliicação. O objetivo era cortar, reescrever tudo buscando a simplicidade como forma de sobreviver. Tudo aquilo trouxe uma grande vantagem para nós todos, já que havia consenso na busca da simpliicação, apesar da concorrência entre os bancos. Nesse período, ao mesmo tempo em que tínhamos grandes amigos nos bancos porque precisávamos resolver problemas de padrões, tínha- mos também grandes competições, cada um buscando seu maior nível. Nesse contexto conhecemos as pessoas que estão aqui na mesa. A busca da integração de todas essas tecnologias na época era muito mais um sonho, já que recém se começava a falar em redes de comunicação e teleprocessamento.
Era uma época romântica. Tínhamos problemas de todos os tipos. Nesse contexto surgiu a Cobra - Computadores Brasileiros, criada inicialmente com a função de suprir as necessidades da Marinha na automação das fragatas. Os bancos foram chamados para entrar nesse esquema também para tentar produ- zir volume suiciente para uma solução que se fazia absolutamente necessária no processo todo, que era a produção de equipamentos brasileiros para entrada de dados. Roberto Rodrigues Almeida e eu participávamos do conselho de ad- ministração da Cobra. Conseguimos viabilizar a produção no Brasil de equipa- mentos próprios para entrada de dados.
Mas o grande objetivo da época era produzir sistemas online, real time. To- dos nós buscávamos essa solução, só que as condições não nos permitiam fazer transmissões de longa distância. Não havia essa possibilidade, já que apenas o fax e o telex existiam na época. As comunicações eram truncadas e de muita diiculdade. Em busca desse real time começaram as grandes discussões das quais participamos, juntamente com o Karman, com toda a turma que está aqui e mais outros. A grande questão era: centralizar ou descentralizar.
O modelo centralizado tinha vantagens por permitir ao cliente ser atendido em qualquer agência do banco. Por outro lado, o sistema descentralizado apre- sentava a vantagem de trabalhar dentro de um regime menor e, portanto, com
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riscos aparentemente menores. A grande discussão estava colocada e permitiu valiosas experiências. O sentido de colaboração de todos foi enorme, resultan- do na criação de um sistema que hoje nos diferencia de todo o resto do mundo. No Brasil, acabou prevalecendo essa visão de sistemas integrados e interliga- dos, de grande porte, talvez pela cultura herdada dos portugueses, que foram capazes de manter esse enorme território falando uma mesma língua.
Acho que a compensação de cheques e outros documentos do Brasil é um exemplo de grande sistema, talvez um dos maiores sistemas integrados que se tem notícia. E isso só se deveu à enorme lexibilidade e harmonia que os participantes desse processo tiveram na hora de deinir padrões. Acho que foi produto de muita maturidade, de uma abertura e de uma compreensão difíceis de explicar, porque ao mesmo tempo em que éramos ferozes compe- tidores, éramos também amáveis negociadores da viabilidade dos sistemas e da infraestrutura.
A viabilidade da infraestrutura é um milagre brasileiro cujo sucesso a gen- te tenha talvez de atribuir em grande parte a essa abertura, essa simplicida- de, essa amizade que surgiu entre as pessoas que trabalhavam na montagem de processos de alta complexidade, quando tínhamos necessidade de aceitar padrões que às vezes destruíam todo um passado de realizações construídos dentro das empresas.
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