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2.2. Problem Davranışlar

2.2.2. Problem Davranışların Sınıflandırılması

2.2.2.2. İçe Yönelim Problem Davranışlar

Após longa busca por uma escola onde a literatura fosse trabalhada na EJA, o trabalho de campo foi realizado em uma escola que está localizada na região Centro-Sul da cidade de Belo Horizonte. Trata-se de uma escola da rede particular de ensino, filantrópica e confessional, de orientação católica. Existente há, aproximadamente, 100 anos, a Instituição tem o objetivo primordial de proporcionar aos seus alunos, de todas as faixas etárias, a educação na fé, através de uma prática educativa orientada para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do ser humano em todas as suas potencialidades e dimensões, preparando-os para o exercício consciente da cidadania.

No período diurno, funciona na escola a Educação Infantil, os Ensinos Fundamental e Médio, atendendo, aproximadamente, a 2.000 (dois mil) alunos. Atualmente, no período noturno, funciona a Educação de Jovens e Adultos, ofertando os Ensinos Fundamental e Médio a 330 alunos.

A escola possui um prédio com 25 salas de aula distribuídas em quatro andares. Além das salas de aula, estão localizadas no primeiro andar a secretaria, a reprografia, a sala de informática, o auditório, além de outras salas para atividades de música e reflexão e banheiros. No segundo andar, encontram-se as salas da direção, da coordenação, do serviço social, do serviço de orientação educacional, dos professores, o setor de jornalismo, a sala de visitas, a cozinha, banheiros e hall de entrada. No terceiro andar, há salas para atividades de dança e judô, uma sala com materiais pedagógicos, salas para os atendimentos feitos pelas coordenações pedagógica e comunitária, o auditório e a sala do Grêmio Estudantil. Há, ainda, o pátio interno e a cantina, que se localizam próximo ao teatro da escola. Nesse espaço interno, entre o prédio das salas de aula e um prédio anexo, encontram-se também as quadras, a sala de educação física, o pátio de brinquedos e a piscina. Nesse prédio anexo, estão localizados a biblioteca e os laboratórios de física, química e biologia, sala de artes e de informática, entre outras salas utilizadas pelos funcionários da escola.

A biblioteca da Escola Queirós dispõe de amplo acervo de livros de literatura, didáticos, enciclopédias, periódicos, dicionários, entre outros materiais. Além disso, conta com um espaço de leitura que possui mesas redondas com cadeiras e outro com almofadas. Há também

computadores com acesso à Internet que podem ser utilizados para consulta e pesquisa, na biblioteca.

Sobre a sala de aula em que fiz a maior parte das observações da turma, ela conta com carteiras e cadeiras bem conservadas, uma televisão, que fica guardada em um armário no fundo da sala. Na frente, junto ao quadro e à porta de entrada, ficam a mesa da professora e um projetor com computador, utilizado pela professora para acessar a Internet ou disponibilizar imagens e textos referentes aos temas estudados. Além disso, a professora conta com um armário, também no fundo da sala, para guardar, quando julga necessário, o seu material e os produzidos pelos alunos, como se pode ver a seguir, na planta baixa.

Figura 2 – Planta baixa da sala de aula: disposição dos equipamentos da sala de aula da turma observada

Fonte: Elaborado pela autora.

Segundo a coordenadora pedagógica, os alunos da EJA têm acesso a todos os recursos e locais descritos anteriormente. Alguns locais, como a piscina, são utilizados pelos alunos em horários diferenciados, em aulas especializadas, juntamente com outros alunos e seus pais. A

utilização dos espaços faz parte de uma trajetória de conquistas da EJA nessa escola. Ao longo dos anos, com a percepção das especificidades desse público, ampliaram-se as perspectivas de um novo trabalho. Dentre as conquistas está o acesso aos espaços da escola, inclusive a biblioteca, e a contratação de professores que tivessem formação em EJA. Além disso, houve a ampliação do atendimento, pois no início do curso, em 1948, o seu foco resumia-se à alfabetização com o objetivo de ensinar empregadas domésticas a ler e escrever. Com o passar dos anos, o curso deixou de ser só de turmas femininas e passou a atender também trabalhadores homens.

Outra conquista foi a ampliação dos anos de estudo, ofertando outros níveis de ensino. O segundo segmento de ensino, por exemplo, correspondente ao período da 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, passou a funcionar na escola a partir de 2005. Atualmente, a escola está organizada em ciclos. O primeiro ciclo, correspondente às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental, divide-se em três turmas, denominadas de fase introdutória, fase intermediária e avançada. O segundo ciclo corresponde às séries de 5ª a 8ª do Ensino Fundamental e o terceiro ciclo ao Ensino Médio.

Muitos alunos que concluíam o primeiro segmento (1ª a 4ª séries) interrompiam seus estudos por não encontrarem escolas que atendessem as suas necessidades de localização e horário, isto é, uma escola que se localizasse em uma região que possibilitasse a frequência às aulas depois do horário de trabalho. Ao organizar o currículo, os horários e a formação dos professores, a escola leva em consideração essas especificidades. Notei, durante o tempo em que fiquei na escola, algumas ações que demonstram essa preocupação. O horário da saída dos alunos, por exemplo, é negociado com a escola. Muitos alunos precisam sair, aproximadamente, vinte minutos mais cedo, antes das 22 horas, horário de término das aulas, por causa do horário do ônibus que utilizam para retornar às suas casas.

As aulas na Escola Queirós iniciam-se às 18:45h e acontecem de segunda à sexta-feira. Durante o período das aulas, os alunos contam com um intervalo de 15 minutos para o lanche que é oferecido pela escola. Nesse intervalo, todos os alunos da escola descem para o pátio onde fica a cantina, fazem uma fila e recebem o lanche. O tempo do intervalo destina-se, basicamente, para esperar na fila, alimentar-se e utilizar os banheiros. Mesmo assim, alguns alunos conseguem manter momentos de conversa nesse intervalo. Diferentemente de outras escolas que visitei ou tive notícias por meio de professoras que trabalham na EJA, o lanche na Escola Queirós é preparado por funcionários contratados pela escola. Dessa forma, os

professores também têm o seu horário de intervalo garantido, sem se preocuparem com o dos alunos, que não precisam ficar na sala, sem aula, caso a professora tivesse que preparar o lanche. Essa ação também demonstra a preocupação da escola em relação às especificidades da EJA.

Sobre a organização curricular da escola, dependendo do nível de ensino que se está cursando, os alunos têm quatro aulas de Matemática, quatro aulas de Humanidades, duas aulas de Língua Estrangeira, duas aulas de Ciências e duas aulas de Formação Humana Cristã. Dentro das disciplinas curriculares, os professores oferecem aulas compartilhadas, trabalhando com projetos interdisciplinares que, muitas vezes, culminam em atividades fora do espaço escolar.

Na Turma 7, na qual as observações foram feitas, os alunos tinham aulas com a professora de referência e com outras duas professoras. Nas aulas da professora regente, os alunos aprendiam, essencialmente, a ler, escrever e as operações básicas da Matemática, além dos projetos interdisciplinares. Com as outras duas professoras, eles tinham aulas de Educação Física e de Formação Humana Cristã. Essas aulas acontecem uma vez por semana nos dois primeiros horários. Nesses horários, as aulas são ofertadas para todos os alunos do primeiro ciclo juntos. Nas aulas de Educação Física assistidas, observei que foram desenvolvidas atividades de alongamento, dança e corrida. Já na aula de Formação Humana Cristã, a professora exibiu filme e realizou atividades de leitura e reflexão que tratavam de temas relacionados a valores humanos.

No período em que estive na escola, pude presenciar o trabalho interdisciplinar, cuja temática foi a dengue, entre as três turmas do 1º ciclo, e duas atividades fora do espaço escolar, sendo uma palestra com o escritor Frei Betto e um show da Banda Pequeno Cidadão, no Teatro SESC Palladium, ambos na região central da Cidade de Belo Horizonte. Outras atividades, como as festas típicas da escola (festa junina, por exemplo), a caminhada na Serra da Piedade, a celebração da Páscoa, reúnem todos os alunos da EJA e, em alguns casos, os alunos do diurno também. Um dos trabalhos que mais chamou a minha atenção foi a produção de um livro pelos alunos da EJA, atividade que será comentada, com maiores detalhes, mais adiante.

Nesta seção, os aspectos gerais da Escola Queirós são apresentados, dentre eles as características do espaço físico da sala em que foi realizada a maior parte das observações da Turma 7. Ao buscar tais informações, foi possível destacar um aspecto importante para a pesquisa: o acesso à biblioteca da escola. Em conversa com a professora, tive notícias de que,

como na outra escola particular que havia visitado, no mês de fevereiro, o acesso à biblioteca também teve que ser conquistado. Para isso, foi necessário, por exemplo, reorganizar o horário da bibliotecária para que ela pudesse atender aos alunos do turno noturno.

Durante as minhas observações, notei que a professora Marilza, da Escola Queirós, tentou agendar, mas teve dificuldade em encontrar um horário que a bibliotecária pudesse atendê-los. No decorrer do semestre, outra bibliotecária passou a atender os alunos da EJA e a professora pôde ir à biblioteca com a presença dessa profissional para orientar a visita. Houve momento em que a Turma 7 utilizou o espaço mesmo sem a presença de um funcionário responsável. Sobre estas visitas trataremos nos próximos capítulos.

Benzer Belgeler