BÖLÜM 2: İHRACATTA KDV İSTİSNASI ve UYGULAMASI
2.2. Hizmet İhracatı İstisnası Uygulaması ve Muhasebeleştirilmesi
Oficina temática foi estratégia de pesquisa-ação que se configura como uma metodologia de pesquisa social. A ação aqui desenvolvida é entendida como forma de criar espaço de discussão com o propósito de promover mudanças de comportamento, que é de fato o papel da educação ambiental.
O trabalho de estímulo, informação e construção de projeto de educação ambiental na escola, desenvolvido durante as oficinas, remeteu para um exercício de
cidadania porque esteve focado no movimento de conquista dos direitos coletivos e o uso por todos do bem público que é o ecossistema rio Cuiabá. “O meio ambiente deve ser entendido como um espaço comum de convivência onde afetamos as ações que se dão na esfera pública e somos afetados por elas. Meio ambiente, política e cidadania estão absolutamente relacionados” (CARVALHO, 2004, p.17).
Refletir sobre as práticas sociais desenvolvidas ao longo do tempo na ambiência das comunidades ribeirinhas envolve, necessariamente, uma articulação entre produção e educação ambiental, considerando que o contexto analisado é fortemente marcado pela degradação dos recursos dos ecossistemas. Corroborando com a afirmação de Jacobi (2003, p.190), a “realidade atual exige uma reflexão cada vez menos linear, e isto se produz na inter-relação dos saberes e das práticas coletivas que criam identidades, valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da natureza, numa perspectiva que privilegia o diálogo entre saberes”.
Na definição de como desenvolver as oficinas na comunidade ribeirinha, orientamos na execução de trabalhos de educação ambiental por meio da resolução de problemas locais, desenvolvendo tema-gerador, que irradia uma concepção pedagógica comprometida com a transformação da realidade, visando a resolução de problemas sociais e ambientais, no caso específico desta pesquisa, o rio Cuiabá.
A intenção maior da oficina temática é utilizar o contexto local como ferramenta de motivação, de mobilização e democratização dos serviços do ecossistema, em especial aqueles relacionados com o rio e terra nas comunidades ribeirinhas.
O chamamento para participação dos professores e de membros da comunidade foi com a intenção de criar oportunidades concretas para as pessoas tomarem iniciativas, terem vozes nas decisões relativas ao desenvolvimento, melhorar o acesso aos meios de produção, incluindo a produção do conhecimento, e tomarem parte nos benefícios do desenvolvimento.
A partir dessa concepção tomamos a pesquisa-ação como a metodologia a ser desenvolvida junto aos componentes da comunidade de Bonsucesso. Esta, por sua vez, envolve necessariamente a participação, a organização junto à comunidade participante e reorientação das estratégias de trabalho. Supõe uma forma de ação planejada de caráter social, educacional e técnico.
A Escola Municipal Maria Barbosa Martins foi o lugar de realização de parte desta pesquisa. A pesquisadora, juntamente com os professores e equipe pedagógica da escola, professores de outras escolas ribeirinhas e membros da comunidade de Bonsucesso desenvolveram oficinas temáticas, na perspectiva da pesquisa participativa.
As oficinas foram utilizadas como estratégia de pesquisa-ação, na medida em que o educador ambiental é visto como um intérprete. Interpretar o meio ambiente, para Carvalho e Grun (2005, p. 180), seria “captá-lo em sua realidade factual, descrever suas leis, mecanismos e funcionamento”. Trata-se de evidenciar os horizontes dos sentidos histórico-culturais que configuram as relações com o meio ambiente para uma determinada comunidade humana e num tempo específico.
Ao sistematizar as oficinas foram buscamos estabelecer estratégias que pudessem provocar a percepção das pessoas sobre o ecossistema e seus serviços, no caso o rio Cuiabá, os ecossistemas a ele associados e as diferentes formas de uso da biodiversidade, da água e da terra sob sua influência.
A programação das oficinas se deu junto com a direção da escola, de tal forma que não alterasse a rotina da mesma no momento da proposição. O trabalho realizado teve início em abril de 2008 e terminou em dezembro do mesmo ano. Envolveu a participação de professores, equipe de direção, coordenação, supervisão, membros da secretaria, merendeiras e também pessoas da comunidade. Uma oficina foi organizada com os estudantes do ensino médio, para tratar da percepção sobre a biodiversidade relacionada com o rio Cuiabá.
Foram três oficinas de 20 horas cada, envolvendo de forma direta um total de 65 participantes, e a dinâmica do trabalho se deu a partir da reflexão sobre o panorama global em que a educação ambiental aparece como forma de mobilizar a sociedade, para compreender melhor o sentido do lugar. Entendendo lugar como o palco de vivência humana.
As oficinas realizadas, além dos propósitos já mencionados, permitiram ainda ampliar o universo de informantes na participação dos exercícios propostos, principalmente aqueles em que coletiva ou individualmente se expressaram através de suas percepções. Durante as atividades, foi observado o modo de “ler” o meio ambiente de cada participante e, por meio do debate e do diálogo acerca da temática estabelecida,
buscamos manter contato com a realidade dos sujeitos aqui envolvidos. Acreditamos que o conhecimento que as pessoas detêm sobre o ambiente em que vivem é determinante para seu envolvimento com as questões sociais e ambientais. Portanto, conhecer a dinâmica do ambiente em que se vive é uma condição para posturas de uso sustentável dos recursos naturais.
Ler o meio ambiente é, para Carvalho e Grun (2005), aprender um conjunto de relações sociais e processos naturais, captando as dinâmicas de interação entre as dimensões culturais, sociais e naturais na configuração de cada realidade socioambiental.
Também como estratégia de pesquisa-ação foi realizado um diagnóstico participativo no qual os participantes responderam a três questões previamente formuladas: (1) quais os principais problemas ambientais; (2) quais as possíveis soluções e (3) de quem é a responsabilidade?
Com as respostas referentes ao primeiro questionamento foi possível elaborar um quadro em que estão organizados os problemas apontados por 7 diferentes grupos de trabalho com número de participantes variando entre três e dez componentes.
O Diagnóstico participativo é muito usado em pesquisas com pequenos produtores, e Chambers (1992) o define com um termo empregado para designar um conjunto de métodos e abordagens que possibilitam às comunidades compartilhar e analisar sua percepção acerca de suas condições de vida, planejar e agir. É parte integrante de uma estratégia de intervenção que visa o desenvolvimento local na qual as variáveis não se caracterizam meramente pela quantificação, e sim, pela descrição. Esta estratégia é bastante utilizada em diversas áreas como em projetos de conservação ambiental, pesquisa em sistemas de produção, manejo dos recursos naturais, água e saneamento, educação, habitação urbana e atividades de geração de renda. É uma técnica que possibilita reconhecer a criatividade das comunidades, devendo o pesquisador agir como facilitador. É também uma maneira rápida e efetiva de obter informações sobre a realidade investigada a partir do conhecimento dos membros da comunidade.
Os grupos organizados durante as oficinas produziram mapas mentais que abordam as histórias de vida, as experiências produtivas, fotografias, mapas temáticos e toda e qualquer representação gráfica e visual. O mapa mental é o objeto da atividade grupal que usamos para correlacionar as diversas fontes de informações e ampliar a visão
sobre a realidade histórica e ambiental das comunidades estudadas. Os grupos construíram, de forma gráfica ou textual, o mapa mental: representação do rio Cuiabá para percepção de sua importância social, econômica e ambiental.
Por fim, foi realizado um encontro do coletivo, ou seja, encontro com todos os grupos com a participação de membros da comunidade para comungar os resultados.
Através de roteiros construídos na interatividade com os participantes, estimulamos a leitura da paisagem, destacando as características da área do entorno na construção do “mapa mental”. Nesta atividade consideraram-se as experiências, informações e os saberes já construídos no grupo e sobre o grupo.
Aos momentos de construção e de comunhão de saberes seguiam os de discussões temáticas. Em alguns temas, as discussões remeteram o grupo à observação in loco, conversa com membros da comunidade ou observação de algum fato. Esses momentos de análise coletiva, de observação prática, permitiram tratrar com mais profundidade os temas em discussão. O trabalhar com membros da comunidade e professores de diferentes séries e de diferentes áreas possibilitou a formação de um grupo diversificado na ação e na perspectiva da transversalidade, considerando que “a transversalidade da educação ambiental assegura uma melhor qualidade nas atividades, em função do trabalho coletivo, além de evitar a duplicação das ações, como eventos e comemorações em ocasiões especiais” (SATO, 2005, p. 4).