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1. BÖLÜM

1.1.1. HEDONĠK SATIN ALMA DAVRANIġI

1.1.1.4. Hedonik Satın Almanın Motivasyonları

O poder público no Brasil passou a despender, formas de ordenar o consumo de recursos naturais em especial os recursos hídricos, para que este possa ocorrer de modo racional e equilibrado. O ordenamento jurídico brasileiro instituiu desde 8 de janeiro de 1997 a Política Nacional de Recursos Hídricos, a Lei Federal n° 9.433, também denominada Lei das Águas, a qual de modo geral disciplina um arranjo jurídico- institucional voltado exatamente para gestão racional dos mananciais nacionais, estabelecendo vários instrumentos de efetivação deste gerenciamento (BRASIL, 1997).

A Política nacional posicionou a água como um recurso natural limitado que, apesar de ser renovável, é passível de limitações em decorrência de sua má utilização e da má distribuição nas diferentes regiões do país, estes fatores comprometem seu acesso, dificultando sua constância como recurso essencial a toda população.

A Resolução n° 357 de 17 de março de 2005, do CONAMA estabeleceu uma série de parâmetros de classificação de um corpo d’água, que em última análise, definem sua função (por exemplo, abastecimento humano, recreação, navegação etc.) (BRASIL, 2005). O seu Capitulo IV, sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, foi revogado pela Resolução nº 430, de 13 de maio de 2011, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, que dispõe sobre as condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores (BRASIL, 2011). Ao realizar o despejo de efluente em um corpo receptor é necessário enquadrar os parâmetros conforme a Resolução nº 430/2011, os principais listados referenciam o pH, sólidos sedimentáveis, teor de óleos e graxas, bem como outros 21 valores máximos de compostos inorgânicos (essencialmente metais) e outros 10 valores máximos de compostos orgânicos (como benzeno, clorofórmio e xileno). Quando ocorrer ausência de parâmetros obrigatórios os padrões de qualidade a serem obedecidos são os que constam na classe à qual o corpo receptor estiver enquadrado (BRASIL, 2011).

A caracterização de águas e efluentes é realizada considerando suas características físicas, químicas e biológicas. As características físicas remetem aos sólidos presentes na água, envolvem aspectos como cor, sabor, turbidez, odor e temperatura, determinando a aparência independente da qualidade efetiva. As características biológicas remetem a análise da microbiologia, compreendendo a presença de bactérias, algas, fungos, protozoários, vírus e helmintos, sendo que esta análise visa principalmente o controle de transmissão de doenças.

Além das restrições de adequação é necessário avaliar as condições e padrões de qualidade que se encontra o corpo de água, os efluentes não podem conferir ao corpo receptor características de qualidade em desacordo com as metas obrigatórias, uma vez que de acordo com a legislação deverão obedecer às condições de vazão de referência do efluente e do corpo receptor, especificadas pelos órgãos ambientais competentes, que serão consideradas no cálculo de concentração, de presença de organismos e métodos de ensaios a serem utilizados.

As características e concentrações existentes nos corpos d’água são, na maioria das vezes, diferentes dos efluentes, podendo gerar nos pontos de descarte um impacto que causaria padrões fora do estabelecido pela legislação. Os pontos de descarte são comumente chamados de zona de mistura, é o local que permite ser averiguado a condição inicial do corpo receptor e suas características após a mistura com o efluente. Na zona de mistura os poluentes encontram-se em concentrações maiores, sendo necessário avaliar a necessidade e proporção da intervenção antes do descarte (BRASIL, 2011). Apesar de sua relevância nas grandes cidades durante a confluência de um rio podem ocorrer vários pontos de mistura pelo lançamento de diferentes tipos de esgotos, tornando difícil estabelecer sua concentração inicial (SPERLING, 2005).

Os corpos d’água, mesmo antes de sua utilização em qualquer tipo de atividade, possuem contaminantes naturais, ao ser agregado a um processo pode conceber suas características ao efluente. Os contaminantes naturais podem ser detectados nas formas dissolvidas ou suspensas, daí a necessidade, em estudos sobre efluentes industriais, por exemplo, de se caracterizar a água anteriormente ao uso. A Tabela 1 apresenta os principais contaminantes naturais da água, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde na Portaria N.º 518/2004 (BRASIL, 2004), onde são estabelecidos os

procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água.

Tabela 1: Contaminantes naturais da água

(BRASIL, 2004)

Sólidos em suspensão Silte, ferro precipitado, colóides, etc

Sais dissolvidos Contaminantes iônicos como: sódio, cálcio,

sulfato, etc.

Materiais orgânicos dissolvidos Trihalometanos, ácidos húmicos e outros

contaminantes não iônicos

Microrganismos Bactérias, vírus, cistos de protozoários, algas,

fungos, etc.

Gases dissolvidos Sulfeto de hidrogênio, metano, etc.

CONTAMINANTES NATURAIS DA ÁGUA

O correto monitoramento da presença de agentes patogênicos é muito importante, pois eles podem causar doenças de veiculação hídrica. Outro parâmetro importante é a presença de metais pesados que gerem toxidade e prejudicam o desenvolvimento da vida aquática.

Outras características da água podem contribuir para uma caracterização rápida e eficiente. A cor, por exemplo, é decorrente da presença de coloides finamente dispersos de origem orgânica e inorgânica, estando associada ao grau de redução da intensidade da luz ao atravessar um líquido. A turbidez causada pela presença de partículas na água maiores que o comprimento da onda de luz branca. Como apresentado na Figura 8, muitas partículas são de origem natural, como solo, silte, dentre outros, e não geram problemas sanitários. Os de origem antropogênica, como os resíduos industriais, podem acarretar toxidade e patogenicidade (MORAES, 2008).

A temperatura num efluente pode ser gerada naturalmente pela irradiação solar, bem como por condução e convecção. Fatores antropogênicos podem alterar a temperatura interferindo na solubilidade de gases no meio líquido e na velocidade de reações químicas (MORAES, 2008).

O pH influi na distribuição de formas livres e ionizadas de diversos compostos químicos. Baixos valores de pH podem contribuir para a corrosividade e agressividade

enquanto os valores altos aumentam a possibilidade de incrustações, além de corroer partes metálicas de equipamentos e tubulações. Os sólidos em suspensão podem provocar a turbidez, prejudicando o desenvolvimento da fotossíntese. Podem se sedimentar nos leitos dos rios destruindo organismos prejudicando a vida aquática. Os sólidos em geral podem reter bactérias e resíduos orgânicos, enquanto o excesso de sólidos dissolvidos pode causar alteração de sabor e problemas de corrosão (MORAES, 2008).