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Hazine-i Hassa Mühendisi Paul Grosskopf ve Almanlar

2.5. Diğer Bireysel Petrol İmtiyazı Başvuruları

3.1.1 Hazine-i Hassa Mühendisi Paul Grosskopf ve Almanlar

região médio inferior mais para a direita do mapa se vê o grupo Tecnologia, com os elementos novas tecnologias, informática, laboratório, tecnologia, inovação, avanço tecnológico, modernidade, indústria e progresso; e na região médio superior mais para a direita do mapa encontramos o grupo Mercado de Trabalho, com os elementos mercado de trabalho, prática, empregabilidade, trabalho, oportunidade, capacitação, profissionalização, desenvolvimento, formação e cidadania.

Observamos também neste mapa um significativo distanciamento dos grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia em relação ao grupo Educação. Este distanciamento indica uma fraca correlação entre os grupos citados. Entretanto, entre os grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia há uma forte proximidade, o que indica expressiva correlação entre estes grupos. No espaço intragrupos a proximidade dos pontos (elementos do conteúdo representacional) é menor que no mapa anteriormente analisado, referente aos docentes da área de ciências humanas. No grupo Educação há um significativo distanciamento entre a maioria dos elementos, indicando fraca correlação entre eles. Já nos grupos Mercado de trabalho e Tecnologia há maior proximidade entre alguns elementos, indicando uma correlação mais forte, como por exemplo, entre informática, laboratório e novas tecnologias; entre desenvolvimento e profissionalização.

Observa-se no mapa do subgrupo ciências exatas, que os elementos desenvolvimento, formação e cidadania estão no grupo Mercado de Trabalho, quando no mapa anterior o elemento desenvolvimento estava claramente no espaço do grupo Tecnologia e os elementos formação e cidadania estavam no espaço do grupo Educação. Além disto, os elementos formação e cidadania não estão apenas fora do grupo Educação, mas também muito distantes do elemento educação tecnológica.

Buscando compreender estas diferenças, evocamos Andrioli (2005) sobre o histórico conflito entre as ciências humanas e o conhecimento técnico. Segundo este autor, o desenvolvimento da técnica a partir da Baixa Idade Média (século XI a XIV) permite a construção de instrumentos que possibilitam o desenvolvimento de variados setores da economia, bem como a melhoria da qualidade de vida. Há uma valorização social do conhecimento técnico que vai colaborar para o surgimento da ciência experimental a partir da Idade moderna (século XV a XVIII). Para Andrioli (2005, p.08),

A centralidade na técnica gerou a ideia de neutralidade da ciência e a crença no progresso técnico ilimitado, constituindo uma poderosa ideologia a serviço da dominação. Segundo os filósofos da Escola de Frankfurt, a racionalidade ocidental desenvolveu a instrumentalização da razão, levando à ideologização e mitologização da ciência. A razão instrumental - que os frankfurtianos, como Adorno, Marcuse e Horkheimer também designaram com a expressão razão iluminista -, nasce quando o sujeito do conhecimento toma a decisão de que conhecer é dominar e controlar a natureza e os seres humanos. [...] A ciência já nasce com o propósito de escravizar a vida moderna à técnica, valorizando a técnica e não a criatividade humana, da qual ela é mera materialização.

Constatamos então que, no período moderno a técnica e nos dias atuais a tecnologia se tornaram o centro da produção do conhecimento, ocasionando a sobrevalorização das ciências exatas e do conhecimento técnico em detrimento das ciências humanas e dos saberes sociais. Esta dicotomia continua operando na sociedade, tem profundos reflexos na formação docente e se reflete também na gênese das representações sociais de educação tecnológica.

Seguem os fragmentos discursivos de alguns dos docentes entrevistados no subgrupo de ciências exatas.

Entrevistado 15 CE: Bem, na educação nós temos a formação, a

profissionalização, a capacitação e daí nós vamos ter oportunidade pra o emprego na indústria e finalmente surgiu o cidadão dessa classe como certa. O desenvolvimento surge também das inovações e tudo isso tem que ser feito em laboratório, daí o progresso, o avanço na vida. Então nós temos dentro do trabalho o ensino, a oportunidade que a pessoa tenha de entrar no mercado de trabalho, consequência da educação tecnológica que também traz a prática que vai garantir o desenvolvimento.

Entrevistado 28 CE: Bom, o primeiro grupo trata da educação do ser

humano como um todo, desde sua formação inicial, passando pela educação tecnológica, até o seu desenvolvimento como profissional. Mas, em qualquer área de trabalho, não só na área tecnológica e também relacionando com a cidadania como indivíduo participante da sociedade. O Segundo grupo com indústria, inovação, pesquisa, prática, laboratório, informática e novas tecnologias está mais ligado à área tecnológica, como nos cursos de informática, de engenharia de sistemas de computação e no mercado de trabalho para o desenvolvimento em geral.

Entrevistado 02 CE: (...) Eu penso que é uma necessidade, todo país precisa

de pesquisa e desenvolvimento, tanto para o setor industrial quanto para o próprio desenvolvimento da educação, da cultura e do desenvolvimento científico do país. Assim, a educação vai acabar levando, em segundo plano, a utilização de novas tecnologias que se apresentam para os técnicos e que foram desenvolvidas por P&D. E esse trabalho vai levar ao progresso da sociedade, gerando mais mercado de trabalho e podendo contratar mais pessoas que estão se formando na área da educação tecnológica, proporcionando empregabilidade para estas pessoas.

Ao analisarmos os fragmentos de discurso selecionados constatamos que o elemento desenvolvimento aparece repetidas vezes em todos. Ligados a ele estão também eventualmente os elementos: educação tecnológica, educação, trabalho, empregabilidade, profissionalização, capacitação, oportunidade, indústria, inovação, pesquisa, formação, ensino, cidadania, prática, laboratório, informática, progresso e novas tecnologias, mas, o único elemento que aparece em todos os fragmentos discursivos citados, além de desenvolvimento é mercado de trabalho. Esta constatação nos permite inferir que a maioria dos docentes do subgrupo das ciências exatas entende que o desenvolvimento está intrinsecamente vinculado à prática, à produção e ao mercado de trabalho. Entretanto este desenvolvimento de que falam não é apenas o desenvolvimento econômico, pois citam também o desenvolvimento cultural, científico, tecnológico e até pessoal dos educandos.

De todo modo, a presença do elemento desenvolvimento no grupo Mercado de Trabalho fica compreensível diante do caráter pragmático presente na formação dos docentes das ciências exatas. Assim, entendemos que os docentes das ciências exatas influenciam na elaboração da representação social de educação tecnológica, de forma mais pragmática, priorizando os interesses profissionais dos educandos e as demandas do mercado de trabalho.

A análise comparativa dos mapas perceptuais e dos fragmentos discursivos dos docentes por subgrupos ligados à formação nos permitiu perceber que, apesar das diferenças de ênfase e de foco nos elementos do conteúdo representacional, há do ponto de vista da totalidade significante uma expressiva conectividade semântica, sugerindo um consenso simbólico sobre educação tecnológica entre os sujeitos pesquisados.

4.4.2 Classificação livre segundo o tempo de trabalho na instituição

Ao analisarmos o mapa do subgrupo de docentes com 01 a 10 anos de vínculo com o CEFET observamos novamente a classificação em três grupos. Do lado esquerdo, na região levemente superior encontramos o grupo Educação contendo os elementos, educação tecnológica, pesquisa, ciência, educação, conhecimento, progresso e desenvolvimento. Na região superior do centro para esquerda observamos o grupo Tecnologia contendo os elementos, inovação, informática, laboratório, avanço tecnológico, novas tecnologias, tecnologia, indústria e modernidade. Finalmente, na região inferior do centro para a esquerda vemos o grupo Mercado de Trabalho com os elementos, prática, oportunidade, mercado de trabalho, empregabilidade, capacitação, trabalho, profissionalização, formação e cidadania.

Observamos também neste mapa um significativo distanciamento dos grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia em relação ao grupo Educação. Este distanciamento indica uma fraca correlação entre os grupos citados. Entre os grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia há também um distanciamento, mas um pouco menor em relação ao distanciamento existente em relação ao grupo Educação, o que indica uma correlação comparativamente menos fraca entre estes grupos. No espaço intragrupos o distanciamento/proximidade dos elementos do conteúdo representacional é semelhante. Há majoritariamente certo distanciamento dos elementos do conteúdo representacional nos três grupos, o que indica uma correlação menos forte entre os elementos.

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