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Şirketin İmtiyaz Teklifi ve Hazine-i Hassa’nın Cevabı

2.5. Diğer Bireysel Petrol İmtiyazı Başvuruları

3.1.4. Şirketin İmtiyaz Teklifi ve Hazine-i Hassa’nın Cevabı

O mapa deste subgrupo de docentes com mais de 11 anos de vínculo ao CEFET apresenta uma classificação significativamente diferente do subgrupo com menos de 10 anos. Na região central mais para a direita encontra-se o grupo Educação com os elementos, educação, ensino, formação, conhecimento, ciência, pesquisa, cidadania e educação tecnológica; na região inferior esquerda observamos o grupo Mercado de Trabalho com os elementos, mercado de trabalho, prática, profissionalização, capacitação, trabalho, oportunidade e empregabilidade; e na região esquerda superior vemos o grupo Tecnologia com os elementos tecnologia, inovação, desenvolvimento, avanço tecnológico, laboratório, progresso, informática, novas tecnologias, modernidade e indústria.

Observamos neste mapa um significativo distanciamento dos grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia em relação ao grupo Educação. Este distanciamento indica uma fraca correlação entre os grupos citados. Entre os grupos Mercado de Trabalho e Tecnologia há uma significativa proximidade, o que indica uma correlação comparativamente mais forte entre estes grupos. No espaço intragrupos o distanciamento/proximidade dos elementos do conteúdo representacional é relativo, pois há distanciamento entre alguns elementos e proximidade entre outros, o que indica uma correlação com especificidades muito peculiares entre os elementos.

Para compreendermos melhor as razões desta classificação analisemos agora alguns fragmentos de discurso do subgrupo em foco.

ENTREVISTADO 16 CE: Aqui, em educação tecnológica eu coloquei a

relação que a ciência tem com a pesquisa produzindo conhecimento, ensino, educação, formação e por fim a cidadania. No segundo grupo esta exatamente a importância da tecnologia na produção de novos conhecimentos, novas tecnologias, inovação, principalmente para o desenvolvimento e o progresso da indústria. Também está muito envolvido o laboratório, a informática, isso tudo leva ao avanço tecnológico que por fim leva a um desenvolvimento da sociedade como um todo. Esse terceiro grupo aqui, mercado de trabalho, é exatamente a importância da educação tecnológica na capacitação prática, na profissionalização, aumentando as oportunidades de trabalho pros alunos, aumentando a empregabilidade e contribuindo, no caso, para o crescimento de forma geral com o aumento da capacidade e da formação das pessoas.

Entrevistado 44 CH: Bom, o título que eu dei, mercado de trabalho,eu

associei as expressões, profissionalização, oportunidade, trabalho, prática, capacitação e empregabilidade porque compreendi que essas expressões tem muito a ver com a ideia do contexto atual do mercado de trabalho. Bom, nesse grupo que chamei educação tecnológica eu associei as expressões

conhecimento, educação, ensino, pesquisa, ciência, formação e cidadania, porque me parece ser fundamental para que o cidadão seja eficiente que ele tenha uma educação de qualidade no sentido de que ele possa ter um conhecimento que seja funcional, não conhecimento só teórico. E essa cidadania ela só se desenvolve quando esse jovem desenvolve a sua capacidade de pensar. E o conhecimento, a educação de qualidade, ela tem muito a ver com a questão da ciência, da pesquisa, da formação geral. Ela não é só o acúmulo de conhecimento produzido, educação de qualidade é também produção de conhecimento. Então para a cidadania é imprescindível que haja esse tipo de trabalho. Aqui, nesse grupo, de modo geral eu associei com a tecnologia, principalmente a questão da informática que é um elemento chave hoje no contexto da modernidade, no ponto de vista da globalização e tal. Então tecnologias para inovação, para o avanço tecnológico nos laboratórios das indústrias, das universidades, dos CEFETs também é claro. Desenvolvendo a informática vai levar de certa forma a um progresso desse ponto de vista de avanço tecnológico.

Entrevistado 06 CH: A minha justificativa vem da perspectiva racional de ter

visto palavras com aproximação mais voltada para educação, algumas palavras com significados mais voltados para o mundo do trabalho e algumas palavras bem relacionadas a questão da tecnologia. Então, no grupo educação tecnológica eu coloquei a educação, o conhecimento, o ensino, a pesquisa, a ciência, a formação e a cidadania. No grupo da tecnologia coloquei a inovação, os avanços tecnológicos, as novas tecnologias, laboratório, desenvolvimento, progresso, informática, modernidade e indústria. E no grupo mundo do trabalho eu coloquei o mercado de trabalho, profissionalização, trabalho, oportunidade, prática, capacitação e empregabilidade. É mais ou menos essas três categorias. Mas, são todas palavras muito relacionadas umas com as outras, então foi uma divisão meramente didática, mas n prática pedagógica mesmo, na questão do ensino aprendizagem fica muito difícil você separar alguns desses termos que foram colocados. Como separar desenvolvimento de cidadania, de ciência? O correto mesmo seria estar tudo num grupo só, porque está tudo muito imbricado.

Entrevistado 58 CE: Esse grupo aqui eu denominei formação integral porque

associei ao que a gente vem discutindo hoje no país nesse campo da educação profissional e tecnológica, que a gente chama de formação integral, educação integral, educação baseada na articulação entre ciência, tecnologia e cidadania. Esses termos todos associados a essa concepção de formação humana integral são, ciência, pesquisa, conhecimento, educação, ensino, formação e cidadania. Esse outro grupo aqui eu denominei mundo do trabalho, então esses termos estão muito mais associados a questão do exercício da profissão, mercado de trabalho, prática, profissionalização, capacitação, trabalho e empregabilidade. E no terceiro grupo, avanço tecnológico, a informática esta na base, não apenas a informática, a microinformática também, está na base de todos os processos produtivos modernos, é uma base importante para o avanço tecnológico. E os demais elementos estão associados nesse campo da tecnologia, inovação, desenvolvimento, laboratório, progresso, novas tecnologias, modernidade e indústria. São esses os três grupos que eu pude vislumbrar.

É importante frisar que, dos setenta e um docentes que compõe este subgrupo, apenas seis - dentre os quais os quatro citados -, colocaram todos os mesmos elementos do conteúdo representacional nos mesmos grupos. Os demais entrevistados, em geral, trocaram um ou dois elementos entre os grupos, mas, esse fato não gerou modificações significativas no mapa perceptual, pois na classificação livre o que conta efetivamente é o número de vezes em que os elementos são colocados em um mesmo grupo.

É interessante notar que a preocupação com a formação integral e a cidadania está presente em quase todos os fragmentos de discurso citados. Para compreender este fato vale lembrar que neste subgrupo estão docentes com mais de 11 anos de instituição, muitos com quinze, vinte, vinte e cinco e até trinta anos. Isto implica que sua visão de educação profissional e tecnológica traz características do período em que a instituição era Escola Técnica e o ensino técnico integrado de nível médio era o curso majoritário e considerado exemplar em termos de educação profissional.

Aliás, esta era uma característica de toda rede federal de educação profissional e tecnológica e, quando na reforma implantada pelo governo FHC o decreto 2208/97 extinguiu o curso técnico integrado de nível médio as reações em contrário foram muito fortes nas instituições, como explicitamos no capítulo 2 deste trabalho. Vale lembrar que os docentes deste subgrupo passaram por toda crise institucional, política e pedagógica decorrente da reforma citada, entretanto, quase nada foi verbalizado por eles sobre esta reforma.

Mais do que isto, apesar de todo “bombardeio ideológico” da reforma de FHC, onde termos como competências, habilidades, flexibilização, polivalência, reestruturação produtiva, qualidade total, empregabilidade, entre outros, eram repetidos à exaustão nos discursos dos representantes da SEMTEC/MEC, em artigos de jornais e revistas, em reportagens televisivas e nos documentos do CNE e da SEMTEC que eram enviados as escolas, excetuando o termo empregabilidade, nenhum dos demais “termos chave” da reforma apareceu de forma significativa em nossa pesquisa.

A ausência destes termos e expressões, permanentemente presentes no processo da reforma durante os anos – 1996/2002 - nos permite supor que, além da resistência política, que ocorreu de várias formas, uma resistência silenciosa tenha ocorrido por parte dos docentes.

Do ponto de vista das representações sociais nos parece que, o que era estranho e não familiar na reforma foi fortemente rechaçado pelos docentes e, o que talvez confirme nossa hipótese, é justamente o acatamento do termo empregabilidade - único a ser incorporado ao discurso dos docentes -, pois este pode ser ancorado no termo emprego, que sempre esteve presente no discurso dos docentes da rede antes da reforma.

4.4.3 Classificação livre segundo a titulação dos docentes