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Hane Halkı Büyüklüğü (Ailedeki Birey Sayısı)

DEMOGRAFİK YAPI

29Tablo 12: Nüfus Artış Hızı

2.2. Hane Halkı Yapısı

2.2.1. Hane Halkı Büyüklüğü (Ailedeki Birey Sayısı)

Nascido em 19 de Dezembro de 1899, no Concelho de Mangualde, alistou-se como voluntário em 16 de Agosto de 1917 na Escola do Exército. É, neste mesmo ano um dos apoiantes e participante no movimento militar de “5 de Dezembro” de 1917, que levou ao poder o Major Sidónio Pais e instaurou a ditadura sidonista.

Manifestava já aqui a sua apetência para apoiar perspectivas ideológicas de cariz autoritário. Um ano depois, em 1918, foi promovido a Alferes, em 30 de Setembro. Toma por esta altura parte no movimento revolucionário monárquico que a partir de Castro Daire, procura reimplantar a monarquia. Esta tomada de posição, iria marcar toda a sua carreira política em termos ideológicos, pois que será sucessivamente apontado quer por amigos quer por inimigos, como sendo um dos elementos da facção monárquica dentro do regime. Foi promovido a Tenente a 16 de Setembro de 1922 e a Capitão a 11 de Fevereiro de 1933.

Acabado o Curso de Estado-Maior, ficou a aguardar a promoção a Major, sendo transferido no entanto para Coimbra, em virtude da Escola do Exército se encontrar superlotada. É neste período que viria a conhecer Salazar, seu professor de Economia Política. Seria um dos grandes apoiantes de Salazar e do regime saído da Constituição de 1933, sendo até por alguns

acusado, de ser um apoiante de Hitler e simpatizante do nacional socialismo, pelo que viria a ter alguns problemas no final da guerra, com os americanos.

A 13 de Maio de 1936, foi nomeado Subsecretário de Estado da Guerra, e possibilitou a política salazarista de controle do poder militar. Com efeito “o regime foi consolidando o seu poder sobre as Forças Armadas. O artífice desta manobra foi o General Fernando Santos Costa, que esteve no governo durante 22 anos. A ele se deveu a implacável depuração de Exército que não atingiu só a oficialidade republicana, mas principalmente os sargentos, que tinham sido o braço armado da República”95.

A 6 de Setembro de 1944, foi exonerado do cargo de Subsecretário de Estado, para ser admitido às provas de selecção para a promoção por escolha. Foi promovido a Major, e de seguida a Tenente Coronel. A 20 de Outubro de 1945, foi nomeado Ministro da Guerra.

Em 1950, foi exonerado de Ministro da Guerra e nomeado Ministro da Defesa Nacional e interino do Exército.

A 21 de Julho de 1952, foi nomeado membro vitalício do Conselho de Estado e promovido a 7 de Janeiro de 1953, a Coronel. Nomeado Ministro da Marinha interino em Novembro de 1953, foi exonerado em 18 de Dezembro desse mesmo ano.

A 14 de Agosto de 1958, foi afastado definitivamente do poder, por Oliveira Salazar, ao ser exonerado do cargo de Ministro da Defesa Nacional.

Viria a falecer, no posto de General, em 1982.

A acção do General Fernando Santos Costa, começou a fazer-se sentir em termos políticos, através do elo que foi estabelecendo entre Salazar e as Forças Armadas, assumindo-se como um técnico militar e como um político, ao iniciar uma série de reformas que passavam pela diminuição dos vencimentos dos militares e pela reforma antecipada de grande número de oficiais, culminando na reforma militar de 1937.

Com a ajuda de Santos Costa, Salazar leva a bom porto a sua missão fundamental: submeter as Forças Armadas ao poder político, controlando-as e instrumentalizando-as na totalidade. Deste modo, Santos Costa e Salazar vão reduzir a importância e o peso do corpo de oficiais. É assim, que Salazar, depois do General Domingos de Oliveira perante o Presidente da República, ter manifestado as preocupações militares face aos vencimentos e outros direitos, não satisfez tais reivindicações, levando o General então governador militar de Lisboa, a pedir a demissão, aproveitada para promover outras alterações no seio das Forças Armadas.

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A legitimidade do Estado Novo, ia assentando em grande parte na instituição militar, que também era o seu garante.

Por último, Santos Costa, prova que a elite militar, quando procurou a conquista do poder o fez, mais em função de benefícios próprios ou do sistema em que se inseria, e menos em função da organização, que afirmava servir (CAEIRO, 1997).

7.2 Salazar

António de Oliveira Salazar, nasceu em Santa Comba Dão (Viseu) a 28 de Abril de 1889, sendo o filho mais novo, nascido após quatro irmãs. Aos dez anos fez o exame de 2º grau da instrução primária e um ano depois, matricularam-no no seminário de Viseu, onde continuou os estudos, até findar com distinção, em 1908, o terceiro ano do curso de Teologia.

Não sentindo vocação para o sacerdócio, resolve deixar o seminário, tendo-se empregado no Colégio da Via Sacra em Viseu, tendo aí leccionado durante dois anos, enquanto repetia os exames do curso secundário, que terminou em Julho de 1910.

Matriculou-se de seguida na Universidade de Coimbra, e ali se formou em Direito, tendo também frequentado na Faculdade de Letras as cadeiras de Língua e Literatura Inglesa e o Curso Prático de Inglês.

No Centro Académico da Democracia Cristã, viria a estabelecer amizade com outros estudantes que viriam a ser também figuras de relevo na sociedade portuguesa. Entre eles é de destacar o padre Manuel Gonçalves Cerejeira, que se formou em Letras e cursou Direito, ascendendo a professor na Faculdade de Letras, onde ensinaria até ser sagrado bispo e vir para Lisboa, cuja Sé Patriarcal lhe seria mais tarde confiada. Entretanto, Salazar, uma vez concluído o curso de Direito com a classificação de 19 valores, entrou logo em funções docentes. Em 28 de Abril de 1917 tomou posse do cargo de assistente de ciências económicas. Um ano depois era-lhe conferido o grau de doutor.

Logo durante o consulado de Sidónio Pais, é referido que terá sido sondado sobre a possibilidade de ocupar a pasta das finanças, ao que terá recusado alegando que não se sentia ainda suficientemente preparado para poder aceitar tal encargo.

Em 1926, após o movimento militar de 28 de Maio, Salazar foi novamente escolhido para a pasta das finanças, e depois de muita pressão, resolve aceitar, tendo no entanto entregue a pasta

uma semana depois, perante a agudização do conflito entre Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa.

Durante perto de dois anos, limita-se a escrever alguns artigos sobre matéria financeira no diário «Novidades». O pedido de empréstimo de 12 milhões de libras feito pelo governo da ditadura militar à Sociedade das Nações no final de 1927, destinado ao saneamento da moeda e das finanças públicas e ao desenvolvimento económico do país, que embora não fosse directamente recusado por Salazar, este apontava nos seus escritos públicos que primeiro dever-se-ia proceder ao equilíbrio orçamental e ao saneamento da moeda.

Em breve volta a ser chamado ao governo, como salvador providencial. Ao aceitar o cargo impõe as suas condições. Rapidamente controla não apenas as finanças mas a política do governo. Em 1932, assume o cargo de Presidente do Conselho, lugar em que se manteve até a doença o incapacitar em 6 de Setembro de 1968, altura em que Marcelo Caetano assume as funções governativas. Originário de uma família camponesa pobre e de rígida formação católica, revelou-se extremamente conservador, retrógrado e autoritário em política. Combateu ferozmente todas as formas de oposição ou de liberalização e não cedeu à pressão dos movimentos de libertação das colónias nem das Nações Unidas no sentido de Portugal adoptar um comportamento que acompanhasse a evolução política mundial, pondo fim ao seu império colonial. Salazar veio a morrer a 27 de Julho de 1970 (UC, 2003).

“Havia morrido um homem de génio. Rompera as coordenadas do seu tempo; à realidade que encontrou quando interveio na vida acrescentara uma outra de sua lavra; e nessa vida que viveu estivera acima dos homens como os outros. Fora aluno muito além do comum: as marcas que recebia cedo foram augúrio de altos destinos académicos. Fora professor de excepção: para escutar as suas aulas congregam-se escolares de muitas faculdades e de além de Coimbra: e as suas lições fazem escola e delimitam uma época. Fora um escritor, e com direito a lugar eminente na história da literatura portuguesa... escritor político que transforma o vocabulário do povo num discurso intelectualizado, culto sem cultismo ou erudição, nobre no seu estilo... forte na sua comunicabilidade e ressonância. Fora governante, homem de Estado: controverso, fonte permanente de debate e polémica, inspirador de sentimentos extremos: alguns homens estavam prontos a dar a vida por devoção a Salazar, alguns homens estavam prontos a sacrificá-la por ódio a Salazar: mas uns e outros não discutiam o poder da sua vontade, a sua competência, a sua lucidez, a sua honestidade pessoal, a altura da sua inteligência, a sua consciência do Estado, o seu sentido de serviço público, e o seu portuguesismo medular, incondicional, cego, intransigente” (NOGUEIRA, 1977f, 445,446).

Apêndice E