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4. HALİÇ TERSANELER BÖLGESİ ve GERİ ALANI

4.2 Haliç’in Planlama Süreci

Para testar a precisão das idades obtidas por LOE muitos estudos comparam tais idades com outras obtidas via datação radiocarbônica no mesmo depósito, tendo encontrado

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uma boa correspondência em muitos casos. Em alguns estudos, a avaliação dos dados geocronológicos juntamente com outros controles geológicos e geomorfológicos tem evidenciado tanto problemas com a LOE (esvaziamento incompleto e incertezas nas taxa de dose) como com o radiocarbono (contaminação e retrabalhamento do material orgânico; RITTENOUR, 2008). Dessa forma, assim como todo método de datação, a LOE possui algumas limitações e deve ser utilizada com cautela.

Quando os sedimentos não são suficientemente expostos à luz solar antes da deposição, deixando cargas residuais (partial bleaching), por exemplo, as técnicas normais de LOE superestimam o tempo decorrido desde o último soterramento. Os sedimentos que sofreram um esvaziamento adequado da carga de elétrons durante o processo erosivo exibirão uma dose acumulada de radiação similar, desde que o material tenha uma sensitividade homogênea à radiação ambiental ionizante (CORRÊA et al., 2008).

Thorndycraft et al. (2008) consideram que os depósitos aluviais não seriam os ideais para a aplicação da LOE, devido a exposição solar inadequada dos grãos antes da deposição. Esta atenuação da exposição à luz solar é devida ao transporte subaquoso, pois o efeito da luz incidente seria praticamente neutralizado no primeiro metro de lâmina d’água. Isso poderia levar a uma superestimação da idade do depósito e/ou a uma elevada variabilidade dos resultados com 30-50% de erro padrão.

Segundo Jain et al. (2004) e Rittenour (2008), o esvaziamento parcial do sinal de luminescência antes da deposição é mais comum em ambientes fluviais por uma série de razões: a profundidade da lâmina d’água, a turbidez, a turbulência, o tamanho dos grãos, o modo de transporte dos sedimentos (saltação, suspensão ou arraste), a distância de transporte, etc. A entrada direta de sedimentos não-zerados a partir da erosão dos depósitos antigos e das margens dos rios é comum em sistemas fluviais e também contribui para a dispersão nos resultados. Além disso, inundações, tempestades e outros eventos de alta descarga podem causar rápida erosão e limitar a exposição solar durante o transporte dos sedimentos.

No entanto, esta é uma questão controversa. Rendell et al. (1994) demonstraram a eficácia do esvaziamento do sinal de luminescência óptica no quartzo e no feldspato após uma exposição a três horas de luz a uma profundidade de 12 m sob a água, apesar de o espectro solar ser substancialmente atenuado a esta profundidade. Estes experimentos atestam a adequação do método da LOE para a datação de sedimentos fluviais depositados em condições subaquosas. Além disso, novos desenvolvimentos em instrumentação e novos protocolos analíticos, como a alíquota única (SAR), diminuem as incertezas para valores entre

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5-10%, mesmo para depósitos de jovens (< 300 anos), período de erros de medida comuns para a datação por radiocarbono (THORNDYCRAFT et al., 2008).

De acordo com Jain et al. (2004), a datação por grãos individuais e pequenas alíquotas é mais importante e aplicável para amostras mais jovens (menos de mil de anos), nas quais o esvaziamento parcial do sinal da luminescência é maior, podendo levar a uma elevada distorção na idade obtida. Para sedimentos com mais de alguns milhares de anos, no entanto, o esvaziamento parcial não é um impedimento para se obter idades precisas de sedimentos aluviais do Holoceno Inicial e Médio e do Pleistoceno Tardio, mesmo se valendo de protocolos de alíquota múltipla (MAR; JAIN et al., 2004; RITTENOUR, 2008).

É provável que os sedimentos em terraços e depósitos de planície de inundação mais velhos tenham sofrido consideravelmente mais longos e mais numerosos ciclos de transporte e deposição antes da deposição final que os sedimentos encontrados em canais modernos e depósitos de barra, permitindo um maior esvaziamento das cargas (JAIN et al., 2004). Pela mesma razão, somada à interação do sistema fluvial com o eólico, os sedimentos de grandes rios e de rios de regiões semi-áridas apresentam um esvaziamento mais eficaz.

Outra questão importante é a presença de minerais na forma de inclusões ou na superfície dos grãos analisados por luminescência, o que pode afetar a idade obtida. Películas superficiais de óxidos e hidróxidos de ferro ou manganês e argilominerais podem obliterar parcialmente a passagem da luz solar, provocando uma superestimação das idades. Deve-se estar atento também ao estado de preservação do depósito, de modo que a idade obtida para os sedimentos esteja ligada à deposição original. A amostragem deve ser feita a uma profundidade mínina de 0,5 a 1 m, a fim de se remover a parte superficial, que poderia estar contaminada com material coluvionado, materiais de exposição recente aos raios solares, horizontes bioturbados por animais (zoorturbações) e plantas (fitoturbações), bem como horizontes pedogenéticos (CORRÊA et al., 2008).

Burbank e Anderson (2001) e Jain et al. (2004) alertam ainda que pode haver uma razoável margem de erro para a datação de sedimentos muito antigos. Isso porque o sinal da luminescência pára de crescer linearmente com a adição de radiação a partir de certa idade, pois as armadilhas estariam saturadas. Isso também poderia ocorrer onde a radiação é muito elevada (como em áreas graníticas), dando limites entre 60 e 200 mil anos para a idade dos depósitos (BURBANK e ANDERSON, 2001).

Por fim, segundo Rittenour (2008), muitos estudos têm descoberto que os grãos maiores sofrem um esvaziamento mais eficiente, o que provavelmente está relacionado ao modo de transporte. Sedimentos grossos são transportados mais lentamente que siltes e areias

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muito finas em suspensão, permitindo mais exposição solar entre a erosão inicial e a deposição final. Sedimentos mais grossos também são mais susceptíveis a serem depositados em barras de canal e expostos à luz inúmeras vezes durante o transporte. Além de revestimentos de lama em grãos finos, as propriedades de coesão de siltes e areias muito finas podem levar esses grãos a um transporte em agregados, impedindo uma exposição adequada à luz solar.

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