• Sonuç bulunamadı

I. TBMM’DE MUŞ MİLLETVEKİLLERİ VE MECLİS FAALİYETLERİ 30

2.7. Rıza Bey (KOTAN) 167

2.7.2. Rıza Bey’in Meclis’te Almış Olduğu Görevler ve Grup Üyelikleri 168 

2.7.3.4. Hakkındaki Diğer Bulgular 171

Segundo Terra (2001), um dos primeiros requisitos para a interação universidade-empresa é a política institucional da universidade. Assim, quando perguntados se a UFV fornece uma visão exata do que está acontecendo e as tendências de mercado na área de atuação dos pesquisadores, 91% disseram que não (Gráfico 23). Os 9% que responderam sim, disseram que não é a UFV em si que fornece, mas eles que buscam estas informações e por se considerarem parte integrante da UFV responderam sim.

Sim 9% Não

91%

Gráfico 23 -UFV fornece informações a respeito do que está ocorrendo e das tendências de mercado na área de atuação dos pesquisadores entrevistados

Fonte: Resultados da pesquisa.

Quando questionados se a UFV possui um órgão cuja função seja a de negociação com empresas para permitir a transferência de conhecimentos da Universidade para o setor empresarial, 87% responderam que não possui (Gráfico 24). Os 13% restantes responderam que existem dentro da UFV dois órgãos que cuidam desta negociação, a Assessoria Internacional e de Parcerias (AIP) e a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica.

Sim 13% Não

87%

Gráfico 24 -Existência de órgão na UFV que cuida da negociação com empresa Fonte: Resultados da pesquisa.

A AIP foi criada com o objetivo de incentivar a parceria com o setor privado, na busca de soluções integradas para empreender ações inovadoras, eficientes e qualificadas, mas, atualmente, tem seu foco nas parcerias internacionais para a realização de intercâmbios (UFV, 2009). A Incubadora, de acordo coma Resolução 08/2001 do Conselho Superior (CONSU), tem como objetivos identificar empreendedores, estimular a formação de sociedades comerciais, incentivar a criação de empresas de base tecnológica, aproximar a UFV do setor produtivo e propiciar novas oportunidades de trabalho, pela implementação das empresas de base tecnológica. Portanto, embora tenham como foco a interação universidade-empresa, nenhum dos dois cuida exclusivamente da transferência do conhecimento gerado na UFV para o setor empresarial.

De acordo com 91% dos entrevistados (Gráfico 25), a criação de um órgão agenciador na UFV auxiliaria nas negociações com empresas e 9% acredita que se este órgão existisse seria o que chamaram de “ação entre amigos”, ou seja, seria mais um órgão vinculado à “política” da universidade, onde o gestor mudaria a cada troca de reitorado.

Sim 91%

Não 9%

Gráfico 25 -Criação de um órgão agenciador na UFV auxiliaria nas negociações com empresas

Fonte: Resultados da pesquisa.

Entretanto, 96% dos entrevistados acreditam que a criação de uma Agência de Inovação que pudesse agenciar todos os contratos e convênios de transferência de conhecimentos da UFV para o setor empresarial, incluindo aqui os contratos de prestação de serviço, a venda e licenciamento de patentes, seria uma conquista para a instituição (Gráfico 26). Os entrevistados que não acreditam na criação desta agência (4%) disseram que esta atrapalharia quem já faz a relação universidade-empresa, ou seja, quem desenvolve projetos em parceria com empresas; que seria mais um gasto no orçamento da UFV; que iria dividir o ensino e a pesquisa e que, com certeza, teriam mais um formulário a ser preenchido (mais uma burocracia).

Sim 96%

Não 4%

Gráfico 26 -A criação de uma Agência de Inovação seria uma conquista para a UFV Fonte: Resultados da pesquisa.

Ao pedir para pensarem como esta Agência de Inovação poderia ser estruturada, as seguintes respostas foram dadas:

• “Poderia funcionar como uma secretaria com um profissional que pudesse passar as informações”.

• “Deveria ser independente da universidade, semelhante à SIF, com um negociador com experiência na relação U-E”.

• “Faria o que hoje faz o CENTEV, captar empresas que buscam inovação para fomentar a inovação tecnológica na UFV”.

• “Seria ligada à Funarbe. Cuidaria da parte burocrática, faria pesquisa de mercado e cuidaria da legalização de novos produtos”.

• “Faria o levantamento de demandas do mercado. A empresa procuraria o gestor da Agência”.

• “A PPG e a Pró-reitoria de Extensão seriam ligadas a Agência”.

• “Cuidaria da interrelação departamental”.

• “Faria a integração com a pesquisa, levantando demanda de mercado, realizando parceria entre as Unidades da UFV e seria independente de qualquer órgão já existente na Universidade”.

• “Seria multidisciplinar, representada pelos quatro Centros de Ciência. Todos os Departamentos deveriam contribuir”.

• “Cuidaria da prestação de serviço para empresas e seria ligada à Pró-reitoria de extensão com interseção com a PPG”.

• “Deveria começar por um dos Centros e com recursos humanos que sejam qualificados e tenham o perfil empreendedor”.

• “Deveria ser sem cunho político e com grande agilidade”.

• “Primeiro, deveria conhecer de forma ampla as necessidades do mercado. Segundo, manter diálogo com a empresa e terceiro, conhecer as competências dos pesquisadores e levar as informações aos laboratórios. Os convênios deveriam ser feitos com a Agência e não com o professor”.

• “Seria ligada a pesquisa, ao segmento empresarial e com ligação com o Centev”.

• “Deferia facilitar a interação universidade-empresa por meio de seminários e reuniões com os departamentos”.

• “Cada Departamento deveria ter um órgão de gestão de negócio (coordenadoria de gestão de negócio)”.

• “O licenciamento de patentes e a prestação de serviços deveriam ser competências deste órgão”.

• “O papel da Agência seria identificar o que a UFV tem e vender”.

“Os Departamentos e respectivos Laboratórios fariam releases do que está sendo feito e passaria para a Agência que avaliaria a potencialidade de transferência”.

• “Após a tese e dissertação todo estudante deveria procurar a Agência a fim de vislumbrar a possibilidade de transferência”.

• “Seria a associação entre Incubadora e Funarbe para gestão”.

• “Seria mais amplo que a CPPI. Deveria esclarecer aos pesquisadores como reconhecer e resguardar a tecnologia”.

• “Seria uma pessoa jurídica independente da UFV e deveria saber como valorar o conhecimento”.

• “Seria ligada à Funarbe, a Pró-reitoria de extensão e a PPG, tendo a CPPI em seu escopo”.

Como pode ser observado acima, são várias as maneiras de estruturação de uma Agência de Inovação pensada pelos professores do DTA, entretanto, um ponto é comum em suas respostas seria um ambiente de interação mais eficiente. Neste local, a ligação entre a universidade e a empresa, ou seja, entre os produtores de conhecimento e os compradores, teria maior eficácia, permitindo a transferência do conhecimento produzido no meio acadêmico para a prática, ou seja, seria possível a geração de inovação.