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I. BÖLÜM

2.6. SAHÎH-İ BUHÂRÎ’YE YAPILAN İHTİSAR ÇALIŞMALARI

3.1.1. Hadîsi Hadîsle, Hadîsi Âyetle Delillendirmesi

Devido ao desenvolvimento crescente das cidades, juntamente com o das indústrias automobilísticas, alimentos e mineração, houve a necessidade de escavações cada vez mais profundas nos grandes centros urbanos para construção de subsolos que atendessem às demandas da população. Segundo More (2003), esse fato impôs aos engenheiros geotécnicos o desafio de equilibrar os grandes esforços horizontais com o menor deslocamento possível do solo e das estruturas situadas nos terrenos vizinhos, culminando no desenvolvimento de técnicas de contenções do solo, entre elas a das ancoragens.

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A Figura 2.5 apresenta a linha do tempo com datas importantes de fatos que levaram ao progresso da técnica de ancoragens de acordo com o IESP (2006), descritos a seguir:

1990 até os 1920/1930 1950 1961 1970 dias atuais 1932 1960/1961 Final da 2ª Guerra 1972 Mundial a 1970

Figura 2.5 – Evolução das técnicas de contenção no mundo

1920/1930 – Início do emprego de escoramentos por meio de peças de madeira que eram cortadas de acordo com a utilização necessária. Se colocadas na posição horizontal, eram denominadas estroncas, se inclinadas, escoras. Nessa época, devido à falta de conhecimentos aprofundados em relação às técnicas de escoramento, optava-se por colocar mais madeira no caso de dúvidas quanto à quantidade empregada. Neste mesmo período, devido a influências europeias, iniciou-se o desenvolvimento de técnicas de ancoragens em rochas, primeiramente para estruturas temporárias, depois também para as permanentes;

1932 – Andre Coyne é considerado pioneiro no desenvolvimento de ancoragens em rochas devido a um trabalho com tirantes protendidos de alta capacidade na barragem de Cheurfas, Argélia; Início do emprego de escoramentos com peças de madeiras e desenvolvimento de técnicas de ancoragem em rochas Andre Coyne é considerado pioneiro no desenvolvimento de ancoragens em rochas Utilização de tirantes em solo e rocha em escavações de edifícios Publicação no editorial da Engineering News Record comemorando o progresso na engenharia quanto às contenções

Execução de escavações de grande porte seguras, com maior produtividade e facilidade de execução

Realização dos maiores desenvolvimentos nas técnicas de contenções de maciços de solo para

reconstrução das cidades no pós guerra Criação da primeira norma referente às ancoragens, a DIN 4125 Fim das escavações suportadas por escoras e estroncas e início do emprego dos tirantes protendidos Primeiras obras com

ancoragem em solo (Alemanha, França e Itália)

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1950 – No final da década de 1950, foram executadas as primeiras obras com ancoragem em solo em países como Alemanha, França e Itália. O método de ancoragem da época constava de uma barra única de aço colocada em um furo preenchido por calda de cimento, apresentando uma capacidade de carga de cerca de 100 kN a 200 kN; 1960 e 1961 – A partir da experiência europeia, foram utilizados tirantes em rocha e solo em escavações de edifícios em Milwaukee e Nova York. Os tirantes foram executados por processo de injeção sem utilização de pressão elevada;

1961 – Publicação no editorial da Engineering News Record (revista americana de engenharia mais importante da época), comemorando o grande progresso na engenharia quanto às técnicas de contenção utilizadas para as escavações;

Final da Segunda Guerra Mundial a 1970 – Os maiores desenvolvimentos nas técnicas de contenção dos maciços de solo foram realizados do final da Segunda Guerra Mundial até o final dos anos 1970, em consequência da necessidade de reconstrução das cidades destruídas pela guerra. Entre os maiores progressos estão: melhoramento do aço utilizado no concreto protendido, injeção de calda de cimento no solo e criação dos macacos hidráulicos Freyssinet que eram usados para protender fios e cordoalhas de aço. Todos esses avanços quanto às técnicas de escoramento desenvolvidas na Europa foram rapidamente absorvidos pelos Estados Unidos e pelo Brasil;

1970 – A partir desse período, tornou-se possível a realização de escavações de grande porte seguras, sendo ainda observada uma maior produtividade e facilidade na execução. Foram realizadas diversas obras nos Estados Unidos e na Europa para melhorias no trânsito, como projetos de novos metrôs ou expansão dos existentes. Além disso, foram construídos vários edifícios com garagens de grandes profundidades e, consequentemente, consideráveis escavações;

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1990 até os dias atuais – Chegou-se ao fim das escavações suportadas por escoras e estroncas, sendo, a partir de então, utilizados tirantes protendidos para contenção de escavações realizadas nas construções de edifícios nos Estados Unidos, Brasil e por todo o mundo, proporcionando, dessa forma, mais espaço nas obras e maior produtividade.

2.2 EVOLUÇÃODASTÉCNICASDEESTABILIZAÇÃODEMACIÇOS GEOTÉCNICOSNOBRASIL

A técnica de contenção utilizando ancoragens protendidas teve início no Brasil logo após ser inserida em países como Alemanha, França e Itália. O país se adaptou rapidamente a esse tipo de contenção, aprimorando os métodos de cálculos e de execução desses elementos, já que a construção de edifícios de grande porte que demandavam profundas escavações era cada vez maior nos centros urbanos, como a cidade de São Paulo.

A Figura 2.6 apresenta a linha do tempo com datas importantes relacionadas ao emprego de ancoragens protendidas no Brasil de acordo com o IESP (2006) e elencadas como:

1957 1975 Dias atuais

1970 1980/1990

Figura 2.6 – Evolução das técnicas de contenção no Brasil Primeiras obras de contenção

com ancoragem em solo utilizando ancoragens protendidas (rodovias do RJ)

Expansão da execução de técnicas de ancoragens em solo

por todo o país Criação da primeira

norma do Brasil referente aos tirantes injetados e

protendidos, a NB-565

Construção do metrô de São Paulo,

com emprego de ancoragens reinjetáveis e protendidas Desenvolvimento da indústria automobilística e consequente construção de inúmeros edifícios com vários

subsolos utilizando-se a técnica de contenção por

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1957 – Realização, no Brasil, das primeiras obras de contenção com ancoragem em solo utilizando tirantes protendidos, sendo, estas, executadas em rodovias do Rio de Janeiro (Rio – Teresópolis e Grajaú – Jacarepaguá). Nos anos posteriores, essa técnica foi empregada apenas para estabilidade de encostas devido ao conhecimento insuficiente da época quanto ao comportamento das ancoragens no decorrer do tempo;

1970 – No início da década de 1970, iniciou-se a construção do metrô de São Paulo, sendo inseridos, no Brasil, os tirantes reinjetáveis e protendidos, apresentando, estes, uma capacidade de carga de até 1500 kN;

1975 – Publicação da primeira norma referente aos tirantes injetados e protendidos no Brasil, a NB-565;

1980/1990 – Com o desenvolvimento da indústria automobilística, deu-se continuidade à técnica de contenção por meio de tirantes em todo o Brasil devido às inúmeras construções de edifícios com vários subsolos nas grandes cidades;

Dias atuais – Larga execução de técnicas de ancoragens em solo, especialmente nos grandes centros urbanos, sendo utilizados tirantes de capacidade de carga de até 1500 kN. Entre as ancoragens tem-se as ativas e as passivas. Ambas possuem os mesmos elementos, no entanto, as ativas possibilitam a aplicação da força de protensão e as passivas apenas trabalham mediante mobilização do maciço geotécnico e não são protendidas. Recentemente, as ancoragens passivas mostraram um grande avanço em pesquisas técnico-científicas, como pelos trabalhos desenvolvidos por Lemos (1994), Lima (2002), Lima (2007), Scherren (2003), Magalhães (2005a), Silva (2005), Dias et

al. (2006), Silva et al. (2006), Springer (2006), Henriques Jr (2007), Leite (2007), Saré

(2008), Passini (2010), Beloni (2010) e Nunes et al. (2013). Já as ancoragens ativas, utilizadas principalmente em cortinas atirantadas, não demonstraram significativo avanço nos últimos 20 anos em comparação ao que ocorreu com o aprimoramento da técnica de solo grampeado. Esse fato ocorreu principalmente devido a dois motivos:

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a) a estabilização de encostas a partir da solução em solo grampeado é em média 1/3 do custo de uma contenção em cortina atirantada;

b) embora o custo da solução em solo grampeado seja bastante atrativo, esse tipo de conteção ainda carece de muitos estudos, principalmente no que se refere à deformação de maciços mobilizados.

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CAPÍTULO3

ESTADOATUALDATÉCNICA

No Brasil, a técnica de execução de ancoragens reinjetáveis e protendidas em terreno segue as orientações da Norma Brasileira ABNT NBR 5629 – Execução de tirantes ancorados no terreno, que se encontra neste momento em processo de revisão e pode ser sintetizada conforme a seguir.