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II. ARAŞTIRMANIN SINIRLANDIRILMASI

3.2 İBN ABBÂS’IN HAC İBADETİ İLE İLGİLİ GÖRÜŞLERİ

3.2.27 Hacc-ı Ekber

A presente pesquisa obteve participação voluntária de professores de língua inglesa em regime de trabalho efetivo ou contrato nas escolas públicas municipais de Contagem, inscritos para o Workshop em Linguística de Corpus e Ensino35.

De acordo com os dados obtidos na Secretaria Municipal de Educação em 2015, o município de Contagem possui 148 professores de língua inglesa em efetivo exercício e 13 em regime de contrato. Cerca de 38 profissionais encontram-se afastados da sala de aula por motivos diversos, como laudo ou licença médica, disponibilidade para desempenhar trabalhos em outras redes de ensino ou em licença sem vencimento, dentre outros afastamentos. Grande parte dos professores trabalha em duas escolas diferentes, sendo uma pela manhã e outra à tarde ou à noite e, muitas vezes, em outro município.

Diferentemente de outras escolas públicas, como as de Betim, Belo Horizonte e escolas estaduais, uma das vantagens pedagógicas observadas é a de que, em Contagem, os professores começam a lecionar a língua estrangeira a partir do 4º ano escolar36 (ensino fundamental), enquanto nas outras escolas esse componente curricular é integrado somente a partir do 6º ano, quando se faz obrigatória a inserção37.

Com o propósito de melhor conhecer o grupo de professores de língua inglesa que trabalha nessa rede, foi feita uma pesquisa piloto, no segundo semestre de 2014, intitulada “Perfil e Formação do Professor de Língua Inglesa da Rede Municipal de Contagem”, divulgada para todos os professores dessa rede. Constituída por um questionário preliminar quantitativo, procurou-se

35

O processo de inscrição e o detalhamento dos workshops será feito na próxima seção.

36 O 4º ano é denominado 1º ano do 2º ciclo nessa rede de ensino.

37 O currículo de língua estrangeira em Contagem é pautado numa Matriz de Referência Curricular e os professores

levantar, dentre outros aspectos, a formação do professor, o tempo de trabalho na rede e seus conhecimentos prévios sobre a LC (APÊNDICE A).

De acordo com a amostragem dessa pesquisa preliminar, respondida por cerca de 60 professores, 66% disseram nunca ter estudado Linguística de Corpus, 31% disseram ter pouco acesso a textos autênticos orais e escritos em língua inglesa como recurso didático e 16% afirmaram que gostariam de ter acesso a textos reais da língua em uso. Em relação ao nível geral das habilidades (leitura, escrita, fala e compreensão oral na língua inglesa) 41%, declararam ser de nível avançado, enquanto a segunda maior porcentagem, 29%, faz menção aos que responderam possuir nível intermediário. Em relação à prática da língua, 86% a fazem por meio de músicas, filmes e internet, enquanto a segunda grande parcela de professores afirma praticá-la nas aulas ministradas. Conhecer o perfil dos participantes no estudo piloto, bem como analisar a sua participação, deu-nos subsídios para planejar a pesquisa que ora relatamos.

No primeiro dia de oficina, em 2015, os professores responderam a um questionário semelhante ao aplicado em 2014 (APÊNDICE C) que nos forneceu informações sobre as características do grupo inscrito. Foi constatado um perfil semelhante aos participantes do projeto piloto. Nessa ocasião, a maioria, 55% dos professores declarou não saber o que era a LC (GRAF. 1). Outros professores, 45% disseram já ter estudado ou saber o que era a LC. Entretanto, verificou- se, por meio dos encontros presenciais, que esses professores não conheciam nenhum corpus e não estavam aptos a explicar seus pressupostos. Sendo assim, consideramos que apenas um participante possuía conhecimentos prévios sobre o assunto. Todos os outros professores obtiveram mais conhecimento sobre os recursos da LC e acessaram plataformas de corpora online pela primeira vez nas oficinas.

GRÁFICO 1 - Conhecimento prévio sobre Linguística de Corpus

45% 55%

Você sabe o que é Linguística de Corpus?

Sim. (45%) Não. (55%)

Ao serem perguntados sobre a existência de alguma dificuldade para se praticar a língua inglesa, os participantes responderam, dentre outros aspectos, que “faltam oportunidades”, “falta alguém fluente para conversar”, “é preciso melhorar a escuta e a fala”, “não há interlocutor”, “poucas oportunidades são oferecidas dentro da educação para aperfeiçoamento”, “há perda da fluência da fala”, “há falta de oportunidades para praticar com outras pessoas” e “a maior parte do trabalho é com um inglês muito elementar”. Dois participantes afirmaram que frequentemente conversam com algum nativo.

Grande parte dos professores graduou-se em instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), sendo que muitos desses professores graduaram-se há mais de 10 anos. Um número considerável, 69% dos professores, disseram nunca ter estado em um país cuja língua nativa é o inglês e, sendo assim, aparentemente não houve algum tipo de imersão na cultura estrangeira ou prática diária com falantes nativos.

O grupo é composto de pessoas entre 29 e 49 anos de idade, sendo apenas uma pessoa mais jovem, o que implica que são de gerações diferentes, com características também distintas. A diferença de idade revela que o uso da tecnologia e das ações pedagógicas nas escolas serão diferenciadas. Além disso, a motivação em relação ao uso da LC e de seus instrumentos poderá ser diferente para determinada faixa etária.

Apenas um participante tem menos de 29 anos (GRAF. 2), dados que nos levam a inferir sobre a maturidade e experiência desses profissionais, todos efetivos na rede municipal de Contagem.

GRÁFICO 2 - Idade dos participantes

O fato de 62% dos professores terem se graduado há mais de 10 anos indica que a distância mantida entre as inovações do ensino e a atualização pedagógica pode ser expressiva, já que 41%

3% 34% 28% 35% 0% De 22 a 28 anos. (3%) De 29 a 35 anos. (34%) De 36 a 42. (28%) De 43 a 49. (35%) Mais de 50. (0%)

nunca frequentou um curso de pós-graduação. Somado a isso, outro dado pertinente à presente investigação, diz respeito às habilidades gerais em língua inglesa de parte dos professores. Cinquenta e cinco por cento consideram possuir nível básico ou intermediário em relação à leitura, escrita, fala e compreensão oral, como mostra a GRAF. 3. Uma necessidade premente de atualização e investimento na formação contínua no que se refere ao uso da língua estrangeira pode ser verificada com acesso a esses dados.

GRÁFICO 3 - Nível de proficiência em língua inglesa dos professores participantes

Em relação ao contexto de trabalho destes professores, perguntamos se a escola em que trabalham possui laboratório de informática, informação relevante para o trabalho com a LC nas escolas (GRAF. 4). Com base nas respostas, apenas 1 professor avalia que o laboratório de sua escola oferece estrutura adequada para o trabalho com os estudantes, enquanto 86% afirmam que existe um laboratório, mas o número de máquinas não é compatível com o número de estudantes, ou os equipamentos não funcionam adequadamente.

GRÁFICO 4 - Laboratório de informática e internet nas escolas

14%

41% 35%

10%

Qual você considera ser o nível geral das suas habilidades (leitura, escrita, fala e compreensão oral)?

Básico. (14%) Intermediário. (41%) Avançado. (35%) Plenamente Fluente. (10%) 4% 86% 0% 10%

A escola em que você trabalha possui laboratório de informática e internet?

Sim, possui um laboratório bem estruturado e com internet e posso utilizá-lo nas minhas aulas. (4%) Sim, mas não há computadores suficientes para os alunos ou os mesmos não funcionam

adequadamente. (86%)

Sim, mas não há conexão com a internet. (0%)

Em relação às fontes de textos para o trabalho em sala de aula os professores responderam que buscam textos na internet, em livros, revistas, livros didáticos ou apostilas e utilizam músicas, filmes e gramática, entre outras fontes. Ao serem perguntados sobre o acesso a textos autênticos orais e escritos em língua estrangeira para fins didáticos, 41% responderam ter acesso amplo. Contudo, ao serem interrogados sobre o planejamento de aulas, 41%, afirmaram que se baseiam no livro didático adotado pela escola, resposta mais assinalada pelos professores dentro do conjunto de possibilidades apresentado.

Embora em Contagem seja observada a garantia de 1/3 da jornada de trabalho para a preparação de aulas em consonância com a Lei 11.738/200838, esse tempo para pesquisa e planejamento é considerado por alguns professores como insuficiente, o que gera dificuldade na seleção de materiais para a aula. Outro fator que dificulta essa seleção, segundo os professores, é o desconhecimento de boas fontes, a falta de recursos, a dificuldade de encontrar materiais motivadores e de fazer a adequação do material ao nível dos alunos, o qual, muitas vezes, é heterogêneo.

Os dados obtidos reforçam a necessidade e também o anseio pela participação de cursos de

formação continuada, tanto em virtude do aperfeiçoamento da língua estrangeira, quanto para tomarem conhecimento de novas estratégias para o trabalho docente nas escolas públicas

municipais de Contagem. Consideramos que o trabalho com a LC pode suscitar outras formas de preparar as aulas com recursos seguros e economia de tempo nas pesquisas para seleção de material. Outrossim, uma vez feita a pesquisa nas fontes de material autêntico, os corpora, as atividades produzidas podem ser exploradas e utilizadas de formas variadas em aulas diferentes, o que faz o professor ganhar tempo. Com base nos relatos sobre a situação dos laboratórios de informática, a solução para o trabalho nessas escolas é levar o material impresso em vez de considerar que os estudantes irão até o laboratório para realizarem as suas pesquisas. Ademais, é necessário avaliar que o público dos professores envolvidos compreende um grupo de estudantes que ainda não possui níveis tão avançados de estudo da língua estrangeira, e, dessa forma, as atividades devem prever isso.

38 Disponível em: