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II. ARAŞTIRMANIN SINIRLANDIRILMASI

3.2 İBN ABBÂS’IN HAC İBADETİ İLE İLGİLİ GÖRÜŞLERİ

3.2.13 Cemreleri Taşlamak

A abordagem da “aprendizagem movida por dados (AMD) consiste no uso de ferramentas e técnicas da Linguística de Corpus para fins pedagógicos19” (GILQUIN e GRANGER, 2010, p. 359). Também conhecida por data-driven learning (DDL), a abordagem proposta por Tim Johns (1991), destinada especificamente ao ensino, preconiza que o estudante encontre as respostas para as suas perguntas pelo acesso aos dados de corpora no computador, trabalhando diretamente nele, ou, por meio das concordâncias impressas pelo professor. Sendo assim, o programa de concordância é o elemento principal para o desenvolvimento da abordagem (BERBER SARDINHA, 2004).

Nesse tipo de trabalho, o professor cumpre o papel de facilitador e o estudante busca as respostas por meio das pesquisas em corpora. Gilquin e Granger (2010) afirmam que entre as vantagens da DDL, está a descoberta, a qual faz com que a aprendizagem seja motivante e prazerosa, já que são os próprios estudantes que fazem as proposições, a partir das suas pesquisas, o que os torna mais autônomos no processo. Berber Sardinha (2004), por sua vez, cita outras três vantagens desse uso. A primeira, a que os estudantes identificam os padrões da língua e por meio desses padrões chegam à explicações. A segunda, é que o professor assume outro papel na sala de aula, ao tornar-se orientador da pesquisa. A terceira é a mudança de foco no estudo da gramática para a compreensão de como o uso da língua se dá. Para Walsh (2010, p.333), “o trabalho com a aprendizagem movida por dados revolucionou as formas em que as abordagens baseadas em corpus são integradas com as metodologias mais tradicionais20”.

19 Data-Driven Learning (DDL) consists in using the tools and techniques of corpus linguistics for pedagogical purposes. (GILQUIN e GRANGER, 2010, p. 359).

20 work on data-driven learning has revolutionised the ways in which corpus-based approaches are integrated with

Dentre os princípios estabelecidos para o uso de corpus como suporte para a realização do trabalho pedagógico, Johns (1997), propõe que além de atender às características específicas da língua, os materiais de ensino podem ser criados para que o aluno desenvolva a habilidade de pesquisar as pistas do contexto.

As metáforas centrais incluídas na abordagem são aquelas que têm o aprendiz como um

‘pesquisador da língua’, que testa e revisa hipóteses, ou como um ‘detetive da língua’, aprendendo a reconhecer e interpretar as pistas do contexto (‘Todo estudante como um Sherlock Holmes’)21. (JOHNS, 1997, p. 101)

A partir desta perspectiva, Johns (1997) demonstra que diferentes materiais com linhas de concordâncias podem atender aos pressupostos do ensino da língua e é possível que os estudantes tenham acesso a questões mais simples que envolvam a identificação de colocações, ou mais complexas, como as que incluem a classificação do contexto. Os alunos, em suas análises das concordâncias, algumas vezes terão contextos incompreensíveis, o que consiste num dos maiores problemas do método DDL para os aprendizes, pondera o autor. Contudo, diante do grande escopo oferecido pelos corpora, outros contextos serão mais claros para que os alunos cheguem às suas conclusões sem que haja a necessidade de se preocuparem com o que não foi totalmente compreendido. Gilquin e Granger (2010) reforçam que as atividades conduzidas podem requerer adaptação do professor a fim de atender a estudantes iniciantes e de diferentes níveis de proficiência linguística.

Para se chegar a resultados satisfatórios numa aprendizagem movida por dados, faz-se necessária a orientação apropriada do professor, bem como uma mediação pautada na idade, experiência e nível de proficiência dos estudantes. (MCENERY e XIAO, 2010).

um passo muito importante em direção à criação de um ambiente favorável à DDL será o de orientar professores e estudantes e oferecê-los uma formação básica ao acesso aos corpora e ao trabalho com a avaliação de concordâncias. Tal treinamento é primordial

(...)”22 (RÖMER, 2008, p. 123).

De acordo com os princípios da DDL, o computador seria um tipo especial de informante, o qual oferece respostas às perguntas dos estudantes. Segundo Berber Sardinha (2004), a diferença

21

The central metaphors embodying the approach are those of the learner as ‘linguistic researcher’, testing and

revising hypotheses, or as ‘language detective’, learning to recognize and interpret clues from contexto (‘Every student a Sherlock Holmes’). (JOHNS, 1997, p. 101)

22(…) a very important step towards creating a DDL-friendly environment will be to guide teachers and learners and give them a basic training in accessing corpora and in working with and evaluating concordances. Such a training is crucial (...) (RÖMER, 2008, p. 123)

dessa aplicação na sala de aula é a de que o professor não sabe a resposta previamente. Johns (1991), admite que nessa abordagem não há novidade no uso de concordâncias por linguistas e pesquisadores, a novidade incide em oportunizar que o aluno tenha contato com os dados, por isso data-driven learning. Para ele, “a pesquisa é algo muito sério para ser deixada apenas para os pesquisadores23” (JOHNS, 1991, p. 2).

Em resposta à proposição de alguns professores de que esse tipo de exercício só funcionaria bem para estudantes inteligentes e motivados, como os de Johns, o autor avalia que, pelo seu ponto de vista, os estudantes que têm a oportunidade de mostrar que são capazes, tornam-se estudantes motivados (JOHNS, 1991). No caso de estudantes do ensino fundamental, ainda iniciantes, supõe- se que o emprego parcial da abordagem possa ser aplicado. Certamente atividades DDL não serão incialmente fáceis para os alunos, mas eles podem contar com o apoio e orientação do professor para atuarem com criatividade, fazendo inferências sobre o material e buscando conclusões. Cabendo-lhe as devidas adaptações, “na verdade, tem-se argumentado que a DDL é possível com todos os alunos (...)24” (Gilquin e Granger, 2010, p. 364). Nesse sentido, Boulton (2011), demonstra esperança de que esses princípios sejam adotados em salas de aula comuns. Em síntese, John referiu-se à DDL como uma abordagem, e não como um método em si, a qual pode ser incorporada à diferentes cursos, que utilizam diferentes metodologias e tenham o propósito de promover empoderamento dos estudantes para a aprendizagem da língua (BOULTON, 2011).

Um exemplo simples de aplicação dos princípios DDL na escola seria a busca feita pelos estudantes, ou em alguns casos pelo próprio professor, de pares de palavras tidas como sinônimas para que sejam observadas as diferentes colocações atribuídas no ambiente semântico (RÖMER, 2008). Para ilustrar outras possibilidades de trabalho com estudantes, Gilquin e Granger (2010), sugerem que concordâncias em ordem alfabética sejam apresentadas para que os aprendizes notem as expressões que se repetem ou busquem padrões gramaticais. Outra possibilidade assinalada pelos autores, seria a exposição das concordâncias sem a palavra de busca, para que as características do ambiente contextual levem os estudantes a descobrirem a palavra.

As próximas seções mostram o que são as linhas de concordância e como sua análise pode ajudar a encontrarmos colocados de palavras em um corpus e evidenciarmos como estes materiais podem ser utilizados em exercícios em sala de aula.

23 research is too serious to be left to the researchers. (JOHNS, 1991, p. 2)