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G: Grup Y: Yanlı Gruplama O1: Öntest O2: Sontest

O braço governamental responsável pela informação e regulamentação acerca da alimentação saudável é o Ministério da Saúde. Estão subordinados a este órgão todas as secretarias que informam a população sobre como ter uma alimentação saudável, assim como pela regulamentação sobre o que pode ser fabricado, comercializado e comunicado sobre alimentos no território brasileiro.

O Ministério da Saúde disponibiliza a informação e reúne profissionais especializados em educar e repassar conhecimento e orientação para a sociedade. Isto é feito através de materiais disponibilizados no website do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br/nutricao), palestras, seminários, treinamentos e materiais que podem ser utilizados por todos para divulgar hábitos de alimentação saudável. Um dos exemplos disso foi a elaboração do “Guia Alimentar para a População Brasileira”, lançado em 2006. O guia é uma publicação distribuída para profissionais de saúde que se encontra disponibilizada no website do Ministério. O Guia classifica os alimentos por grupos, divididos de acordo com os nutrientes presentes em sua composição e o papel destas substâncias para o organismo. Estas informações são passadas tanto de maneira mais técnica, para profissionais da área, quanto de maneira didática, que pode ser divulgada diretamente para a população em geral. Exemplo deste material segue abaixo:

Figura 2: Infográfico sobre alimentação saudável disponível no website do Ministério da Saúde

Fonte: www.saude.gov.br/nutricao

Além destas informações, a Coordenação Geral deste Ministério disponibiliza materiais publicitários para serem veiculados em mídia de maneira gratuita em jornais e revistas. Os materiais são desenvolvidos para fazerem uma ligação mais direta e fácil para o

consumidor. No entanto, não fazem nenhuma menção a um produto específico e procuram focar em produtos da cesta básica, de baixo preço e fácil acesso para a grande maioria da população, como o anúncio do “feijão com arroz” disponível na figura 1 desta dissertação.

O Ministério da Saúde estampa em seu website que a informação sobre produtos que possuem um potencial nocivo deve ser liderada por ele, utilizando os canais oficiais e provendo informação que possa posteriormente ser reproduzida por outros canais, como a mídia jornalística. Um exemplo ilustrativo é o da gordura trans. Após a confirmação científica de que a gordura trans possui relação com o aumento do colesterol, o Ministério da Saúde começou a informar a população sobre os possíveis males de se consumir produtos com este ingrediente, como pode ser visto no trecho abaixo, extraído de um texto intitulado “Alimentação e saúde todo dia”, disponível para utilização no website “Portal da Saúde”, do Ministério da Saúde:

“Fuja da gordura trans.

Restaurantes, lanchonetes e fabricantes de alimentos do mundo inteiro vêm mudando seus cardápios e a receita de alguns de seus pratos por conta de substâncias conhecidas como gorduras trans. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que todos os alimentos tragam em sua embalagem a quantidade de gordura trans presente em suas fórmulas.

Formada por um processo de hidrogenação, as gorduras trans servem para melhorar a consistência e aumentar a vida de prateleira de alguns produtos. O aspecto crocante de certos biscoitos, por exemplo, vem do uso desse tipo de gordura. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans tende a aumentar o colesterol total e o colesterol "ruim" (LDL) e a diminuir os níveis de colesterol "bom" (HDL). A conseqüência dessas alterações no sangue, a longo prazo, pode ser a formação de placas nas artérias (aterosclerose) e o surgimento de doenças como infarto e derrame cerebral.

‘Felizmente, há uma preocupação e uma tendência por parte da indústria de alimentos e de alguns restaurantes no mundo inteiro, principalmente de grandes redes, de substituir gradualmente a gordura trans por outro tipo de gordura em seus produtos, para causar menos danos à saúde da população’, observa a consultora técnica Dillian Goulart, do Ministério da Saúde. ‘É importante investir em pesquisas sobre maneiras de tornar os alimentos industrializados mais saudáveis’, ressalta.

O Ministério da Saúde vem construindo propostas de pactos com as indústrias de alimentos para redução do teor de alguns nutrientes nos seus produtos, como o sódio, largamente consumido pela população brasileira e que contribui para o aumento dos níveis de pressão arterial, que pode levar à hipertensão e a outras doenças crônicas.”

Do ponto de vista da regulamentação ou controle, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tece regras que devem ser acatadas pela indústria de alimentos ao comercializar os seus produtos. Assim que há comprovação científica que alguma matéria prima possa causar algum tipo de problemas à saúde dos indivíduos, a ANVISA passa a agir ou proibindo a utilização deste ingrediente ou fazendo com que as empresas o declarem de maneira ostensiva nas embalagens de seus produtos.

Continuando com o exemplo da gordura trans, a ANVISA não chegou a proibir o uso, mas obrigou os fabricantes a declararem este ingrediente no rótulo, separadamente dos demais níveis de gordura para que a população pudesse escolher os produtos com ciência desta informação. A regulação veio através da RESOLUÇÃO-RDC Nº 360, em seu artigo 2.7, publicada no dia 23 De Dezembro de 2003 e afirma que devem ser declarados nos rótulos das embalagens de produtos alimentícios as:

“2.7. Gorduras ou lipídeos: são substâncias de origem vegetal ou animal, insolúveis em água, formadas de triglicerídeos e pequenas quantidades de não glicerídeos, principalmente fosfolipídeos;

2.7.1. Gorduras saturadas: são os triglicerídeos que contém ácidos graxos sem duplas ligações, expressos como ácidos graxos livres.

2.7.2. Gorduras monoinsaturadas: são os triglicerídeos que contém ácidos graxos com uma dupla ligação cis, expressos como ácidos graxos livres.

2.7.3. Gorduras poliinsaturadas: são os triglicerídeos que contém ácidos graxos com duplas ligações cis-cis separadas por grupo metileno, expressos como ácidos graxos livres.

2.7.4. Gorduras trans: são os triglicerídeos que contém ácidos graxos insaturados com uma ou mais dupla ligação trans, expressos como ácidos graxos livres.”

Desta maneira a ANVISA consegue informar o consumidor sobre a quantidade de gorduras trans presente nos produtos industrializados e, ao mesmo tempo, informá-lo dos perigos de se consumir gordura trans.

Apesar de se utilizar de argumentos e informações contundentes, os canais oficiais acabam por atingir um numero baixo de consumidores e necessita de repercussão de suas informações em outras mídias multiplicadoras para conseguir gerar o impacto necessário para alterar os hábitos da população.