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Geleneksel Konut ve Değişen Mekânsal Ortam

Belgede E III / TOM III (sayfa 109-115)

Kullanıcılar; iklimin yaşam alışkanlıklarına getirdiği kısıtlamalardan ötürü fiziki rahatlığı

4. Geleneksel Konut ve Değişen Mekânsal Ortam

A Extensão Rural pode ser compreendida como um serviço de educação não formal, de caráter continuado, no meio rural, que promove processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e dos serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive das atividades agroextrativistas, florestais e artesanais (BRASIL, 2010b).

Como já foi dito, a introdução do serviço de Extensão Rural no Brasil nos anos de 1940 visava contribuir para as bases do desenvolvimentismo no país. A ideia central era difundir tecnologias e conhecimentos técnicos para as populações do campo.

No contexto desenvolvimentista, a transição para uma agricultura "moderna" passou a significar o rompimento com as tradições e conhecimentos dos agricultores e sua substituição por tecnologias genéricas, em geral importadas e, algumas vezes, testadas e validadas em nossos centros de pesquisa. No mesmo esforço, as escolas de nível médio e superior das Ciências Agrárias foram transformadas em laboratórios para a formação de profissionais e técnicos de receitas (CAPORAL e COSTABEBER, 2002, p.11).

O advento da Revolução Verde25 e a transição para uma agricultura moderna além das promessas de solucionar o problema da fome no mundo resultaram em graves problemas sociais, econômicos e ambientais que, paulatinamente, passaram a se expressar na forma de diferenciação e exclusão social, empobrecimento e endividamento de agricultores (CAPORAL E COSTABEBER, 2002).

25A Revolução Verde, se constitui num ideário produtivo proposto e implementado nos países mais desenvolvidos após o término da Segunda Guerra Mundial, cuja meta era o aumento da produção e da produtividade das atividades agrícolas, assentando-se para isso no uso intensivo de insumos químicos, das variedades geneticamente melhoradas de alto rendimento, da irrigação e da motomecanização. Políticas públicas nacionais foram criadas, tendo a pesquisa agrícola e a extensão rural aliadas geralmente ao crédito agrícola subsidiado, como os principais instrumentos para a concretização dessas políticas (ALTIERI, 2004, p. 8).

O papel da Extensão Rural diante destas questões e enquanto política pública é contribuir para o desenvolvimento do país promovendo o desenvolvimento rural, não no sentido de fortalecer o ideário da Revolução Verde, mas procurando encontrar soluções aos problemas gerados por esse modelo de desenvolvimento.

Nesse sentido, considerando as velhas questões e o debate atual, a Extensão Rural não está livre das chamadas “crises contemporâneas”: a crise do mundo do trabalho, do Estado, das utopias clássicas e dos referenciais de análise, típicos de uma ciência cartesiana e utilitarista. Atrelado a isso, o crescimento exacerbado da exclusão social e da insustentabilidade planetária denuncia a urgência com que os problemas precisam ser analisados e resolvidos (CALLOU, 2008).

Dessa forma, para contribuir com o desenvolvimento rural a Extensão Rural depende da existência e da capacidade de intervenção de profissionais que orientem localmente as mudanças propostas em termos de políticas públicas (DIAS, 2008).

Para isso, a Extensão Rural é desafiada a se posicionar, hoje, diante de um “leque” de novos referenciais, como:

a reorganização do trabalho e da produção dentro de uma ótica do associativismo/cooperativismo e da economia solidária; as desigualdades sociais associadas a gênero, etnias e geração; as concepções de desenvolvimento, que promovem o empoderamento dos contextos sociais excluídos, tal como descritas no Desenvolvimento Local; a expansão das novas tecnologias de comunicação e informação; a perspectiva comunicacional, que considera as populações do meio rural como sujeitos que reagem às políticas governamentais e não governamentais como produtores de sentido; os movimentos sociais pela terra; a agricultura familiar e suas relações com a segurança alimentar; a representatividade das atividades não agrícolas e, mais recentemente, a agroecologia (CALLOU, 2008, p. 10).

Assim, o profissional da Extensão Rural recebe o papel de ser agente da promoção de desenvolvimento, devendo orientar as populações do campo sobre o acesso às inovações tecnológicas, a conhecimentos e às políticas públicas, estabelecendo-se relação entre direitos sociais e promoção do desenvolvimento sustentável (DIAS, 2008).

Outras questões estão integradas ao desenvolvimento do meio rural e demandam a integração de outras políticas públicas. Empenhados nesta luta, os movimentos sociais conquistaram ações importantes junto ao Estado para a

melhoria das condições de vida no campo da década de 1980 aos dias atuais, como mostra o Quadro 5.

Quadro 5 – Ações criadas pelo Estado a partir das demandas dos movimentos sociais do campo no período de 1980 – 2011:

AÇÃO/

PROGRAMA CRIAÇÃO/ORGÃO ANO DE RESPONSÁVEL

OBJETIVOS PÚBLICO

I PNRA 1985/MIRAD/ INCRA Assentar 1.400.000 famílias Famílias sem terra

PRONAF 1995/ República

Federativa do Brasil

Financiar projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e

assentados da reforma agrária. Agricultores familiares e assentados da reforma agrária Projeto LUMIAR 1997/INCRA Viabilizar os assentamentos, tornando-os unidades de produção estruturadas, inseridas de forma competitiva no processo de produção, voltadas para o

mercado, integradas à dinâmica do desenvolvimento municipal e regional. Famílias assentadas PAA 2003/MDA/MDS Incentivar a agricultura familiar, compreendendo ações vinculadas à distribuição de produtos

agropecuários para pessoas em situação de insegurança alimentar e à formação de estoques estratégicos. Agricultores familiares Serviço de

ATES 2004/INCRA Prestar serviços de extensão rural. Reforma Agrária Assentados da

PRA 2004/PRONERA/MDA/Sociedade Civil

Oportunizar novas estratégias de formação para estudantes e profissionais das Ciências Agrária. Estudantes e profissionais das Ciências Agrárias e Assentados da Reforma Agrária II PNRA 2004/MDA Assentar 400.000 famílias e conceber terra para 130.000

através do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

Famílias sem terra

PNATER 2004/MDA/Sociedade Civil

Estimular, animar e apoiar iniciativas de desenvolvimento

rural sustentável, que

envolvam atividades agrícolas e não agrícolas, pesqueiras, de extrativismo, e outras,

tendo como centro o

fortalecimento da agricultura familiar, visando a melhoria da qualidade de vida e adotando os princípios da

Agroecologia como eixo

orientador das ações. Lei da Agricultura Familiar nº 11.326 2006/República Federativa do Brasil

Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares

Lei de ATER 2010/MDA Implementar a PNATER Povos do Campo

Fonte: BRASIL (2007), Silva e Araújo (2008), Molina (2009), BRASIL (2010b), BRASIL (2003), BRASIL (2006a).

Nem todas as ações criadas atenderam plenamente as reivindicações dos movimentos sociais. As propostas muitas vezes foram extraordinárias e não chegaram a cumprir com o anunciado. É o caso, do I Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) que planejou assentar 1.400.000 num prazo de quatro anos e ao fim desse período apresentou um total de 110 mil famílias assentadas (TÉOFILO, 2002). O Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar (PRONAF) também foi gerado pelas demandas dos movimentos sociais e atende atualmente três milhões de famílias. Muitas famílias deixam de acessar os financiamentos em decorrência da burocracia e do desinteresse dos bancos públicos em liberar o financiamento para pequenos produtores. Das dificuldades de acesso, a carência de documentos que comprove a posse da propriedade e suas dimensões tem sido corrente. Nesse caso, os movimentos sociais reivindicam que sejam criadas políticas de regulamentação fundiária junto das políticas de financiamento (BRITO, 2010).

O Projeto LUMIAR criado em1997, surgiu como um programa emergencial em resposta as reivindicações do MST. A proposta era pleitear assistência técnica aos assentamentos rurais:

[...] o Projeto Lumiar teve como base de sua implantação, além de outras iniciativas em torno da reforma agrária, uma confluência de fatores da conjuntura do período. Vale a pena destacar dois: primeiro, o Estado não consegue (ou não pretende) cumprir seu papel de impulsionador do desenvolvimento da agricultura familiar através de apoio efetivo à capacitação e assessoria rural. Volta sua atenção, quase que exclusivamente, para a agricultura patronal que consegue dar respostas às demandas imediatas da economia nacional. Por outro lado, ganha força às reivindicações de diversos movimentos sociais que atuam no meio rural brasileiro que surpreendiam o Brasil e o mundo com suas vitalidades, tornando-se atores fundamentais para recolocar na agenda nacional a atualidade da questão agrária, a necessidade da reforma agrária e o

reconhecimento estratégico da agricultura familiar como instrumento para se pensar uma nova proposta de desenvolvimento (SILVA e ARAÚJO, 2008, p.114).

No ano 2000, o governo brasileiro criou o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) através do Decreto nº 3.338. que apresentou propostas inovadoras para as áreas de Reforma Agrária (BRASIL, 2004).

O Programa de Aquisição de Alimentos foi instituído pela lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, e regulamentado pelo Decreto 6.447 de 7 de maio de 2008, através do MDA e do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS). Surgiu como um apoio aos agricultores familiares permitindo a comercialização da produção dos assentados com a doação simultânea para pessoas em situação de risco alimentar. O PAA destina-se à aquisição de produtos agropecuários produzidos por agricultores familiares que se enquadrem no PRONAF. Suas ações são desenvolvidas com recursos do MDA e do MDS (BRASIL, 2003).

Ressalta-se que o termo agricultura familiar corresponde a múltiplas conotações. Apresenta-se como categoria analítica, segundo significados construídos no campo acadêmico; como categoria de designação politicamente diferenciadora da agricultura patronal e da agricultura camponesa; como termo de mobilização política referenciador da construção de diferenciadas e institucionalizadas adesões a espaços políticos de expressão de interesses legitimados por essa mesma divisão classificatória do setor agropecuário brasileiro (agricultura familiar, agricultura patronal, agricultura camponesa); como termo jurídico que define a amplitude e os limites da afiliação de produtores (agricultores familiares) a serem alcançados pela categorização oficial de usuários reais ou potenciais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) (NEVES, 2012).

Como categoria analítica, a despeito de algumas distinções reivindicadas no campo acadêmico, corresponde à distinta forma de organização da produção, isto é, a princípios de gestão das relações de produção e trabalho sustentadas em relações entre membros da família, em conformidade com a dinâmica da composição social e do ciclo de vida de unidades conjugais ou de unidades de procriação familiar [...] Como termo de designação

distintiva de projetos societários, foi construído visando demarcar

defensivamente os investimentos destinados a preservar a reprodução social de agricultores parcelares e relativamente especializados, inclusive por práticas de criação de valor agregado aos produtos e de inserção em nichos de mercado [...] Os sentidos moralizantes que se consagraram no

termo agricultura familiar pressupunham a resistência política à concentração de meios de produção e à deterioração das formas de inserção do trabalho assalariado na agroindústria. Abriam assim alternativas para a expansão e a reconstituição de agricultores familiares, mediante programas de assentamento rural e de transformação de meeiros e parceiros em produtores titulares por crédito fundiário, bem como todo o combate a formas aviltantes de assalariamento, no limite criminalmente qualificadas como trabalho escravo, trabalho análogo ao escravo, trabalho

em condições degradantes. A associação da forma agricultura familiar à

disputa de sentidos atribuídos aos projetos societários, para além da contraposição à agricultura patronal ou à agroindústria, também veio a consolidar uma distinção em relação ao termo agricultura camponesa [...] Como termo de mobilização política, a agricultura familiar corresponde a enfeixamentos de sentidos ideológicos para legitimar processos de transferência de recursos públicos, consequentemente diferenciados daqueles que apenas contemplem o restrito sentido da reprodução do capital; ou de recursos que circulem na contramão de processos de concentração de meios de produção. Como termo jurídico, a agricultura

familiar exprime percalços e conquistas alcançadas por investimentos de

representantes do campo acadêmico, dos espaços de delegação de porta- vozes que reafirmam a legitimada construção de interesses específicos desses agricultores e de alguns órgãos do Estado (NEVES, 2012, p. 34 – 37).

Diante dos múltiplos significados do termo agricultura familiar, enfatiza-se a agricultura camponesa, que segundo Fernandes e Molina (2004) faz parte do Campo da Educação do Campo. Para os autores a Educação do Campo não existe sem a agricultura camponesa porque foi criada pelos sujeitos que a executam.

A agricultura camponesa tem particularidades que a especificam no interior do conjunto maior da agricultura familiar e que dizem respeito aos objetivos da atividade econômica, às experiências de sociabilidade e à forma de sua inserção na sociedade global. Suas principais características são: a especificidade de seu sistema de produção, que produz em modo de policultura combinando diferentes técnicas nas atividades agrícolas e de criação animal; a outra característica corresponde a centralidade da constituição do patrimônio familiar que envolve a preocupação com o futuro das gerações, Com efeito, um dos eixos centrais da associação camponesa entre família, produção e trabalho é a expectativa de que todo investimento em recursos materiais e de trabalho despendido na unidade de produção, pela geração atual, possa vir a ser transmitido à geração seguinte, garantindo a esta, as condições de sua sobrevivência (WANDERLEY, 1996).

No ano 2004 foi criado o serviço de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), através da norma de execução n° 39, de 30 de março de 2004 sob o comando do INCRA, visando:

Assegurar, com exclusividade às famílias assentadas em Projetos de Reforma Agrária e Projetos de Assentamento reconhecidos pelo INCRA, o

acesso aos serviços de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES) pública, gratuita, de qualidade e em quantidade suficiente, visando o desenvolvimento dessas áreas, no contexto compreendido pela agricultura campesina/familiar (BRASIL, 2004a).

Segundo Silva e Araújo (2008) a política de ATES se comparada ao Projeto Lumiar, apresenta algumas diferenças em termos de concepção, já que esta busca fazer uma demarcação com o paradigma da Revolução Verde, valorizando os conhecimentos, as realidades locais e os limites dos recursos naturais apresentando como marco referencial a Agroecologia26.

A crítica que se estabelece a ATES permanece na questão da atuação tecnicista dos profissionais e na descontinuidade das ações propostas:

[...] é necessário refletir sobre a formação acadêmica dos profissionais envolvidos nas atividades. Até que ponto o conteúdo apreendido nas universidades conflui ou contrasta com algumas propostas centrais da Ates como a perspectiva da agroecologia, metodologias participativas, integração das várias dimensões (produtiva, social e cultural) que marcam os impasses e as potencialidades dos assentamentos rurais (SILVA e ARAÚJO, p. 121).

Com proposta de aprimorar o serviço de Extensão Rural, o MDA criou a nova política de ATER denominada Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) por via do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (DATER). Foram produzidas quatro versões do documento da PNATER a partir do documento “Marco de Referência para uma política Nacional de ATER“, de junho de 2003. O Marco de Referência teve uma segunda versão, em setembro de 2003, o documento passou a se chamar PNATER a partir de novembro de 2003 e em maio de 2004 foi lançada a sua versão final (DIAS, 2004).

A PNATER surgiu com enfoque diferenciado para o serviço de ATER. Construída com a participação da sociedade civil se coloca à disposição da população, particularmente daqueles segmentos excluídos do processo de desenvolvimento (DIESEL ET AL, 2009).

A política propõe uma ruptura com o modelo extensionista baseado na Teoria

da Difusão de Inovações e nos tradicionais pacotes da Revolução Verde,

26Abordagem que integra os princípios agronômicos, ecológicos e socioeconômicos à compreensão e avaliação do efeito das tecnologias sobre os sistemas agrícolas e a sociedade como um todo [...] Uma abordagem agroecológica incentiva os pesquisadores a penetrar no conhecimento e nas técnicas dos agricultores e a desenvolver agroecossistemas com uma dependência mínima de insumos agroquímicos e energéticos externos (ALTIERI, 2004, p.23).

substituindo-os por novos enfoques metodológicos e outro modelo tecnológico, que sirvam como base para que a extensão rural pública possa alcançar novos objetivos:

A nova Ater nasce a partir da análise crítica dos resultados negativos da Revolução Verde e dos problemas já evidenciados pelos estudos dos modelos convencionais de Ater baseados no difusionismo, pois só assim o Estado poderá oferecer um instrumento verdadeiramente novo e capaz de contribuir, decisiva e generosamente, para a construção de outros estilos de desenvolvimento rural e de agricultura que além de sustentáveis possam assegurar uma produção qualificada de alimentos e melhores condições de vida para a população rural e urbana (BRASIL, 2007, p.3).

De acordo com a nova política de ATER os serviços públicos de ATER (realizados por entidades estatais e não estatais) devem ser executados mediante o uso de metodologias participativas, devendo seus agentes desempenharem um papel educativo, atuando como animadores e facilitadores de processos de desenvolvimento rural sustentável.

Ao mesmo tempo, as ações de ATER devem privilegiar o potencial endógeno das comunidades e territórios, resgatar e interagir com os conhecimentos dos agricultores familiares e demais povos que vivem e trabalham no campo em regime de economia familiar, e estimular o uso sustentável dos recursos locais. Ao contrário da prática extensionista convencional, estruturada para transferir pacotes tecnológicos, a nova ATER pública deve atuar partindo do conhecimento e análise dos agroecossistemas e dos ecossistemas aquáticos, adotando um enfoque holístico e integrador de estratégias de desenvolvimento, além de uma abordagem sistêmica capaz de privilegiar a busca de equidade e inclusão social, bem como a adoção de bases tecnológicas que aproximem os processos produtivos das dinâmicas ecológicas (BRASIL, 2007).

Os objetivos da PNATER, conforme a lei de ATER nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010 são:

I - promover o desenvolvimento rural sustentável;

II - apoiar iniciativas econômicas que promovam as potencialidades e vocações regionais e locais;

III - aumentar a produção, a qualidade e a produtividade das atividades e serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive agroextrativistas, florestais e artesanais;

IV - promover a melhoria da qualidade de vida de seus beneficiários;

V - assessorar as diversas fases das atividades econômicas, a gestão de negócios, sua organização, a produção, inserção no mercado e abastecimento, observando as peculiaridades das diferentes cadeias produtivas;

VI - desenvolver ações voltadas ao uso, manejo, proteção, conservação e recuperação dos recursos naturais, dos agroecossistemas e da biodiversidade;

VII - construir sistemas de produção sustentáveis a partir do conhecimento científico, empírico e tradicional;

VIII - aumentar a renda do público beneficiário e agregar valor a sua produção;

IX - apoiar o associativismo e o cooperativismo, bem como a formação de agentes de assistência técnica e extensão rural;

X - promover o desenvolvimento e a apropriação de inovações tecnológicas e organizativas adequadas ao público beneficiário e a integração deste ao mercado produtivo nacional;

XI - promover a integração da Ater com a pesquisa, aproximando a produção agrícola e o meio rural do conhecimento científico; e

XII - contribuir para a expansão do aprendizado e da qualificação profissional e diversificada, apropriada e contextualizada à realidade do meio rural brasileiro (BRASIL, 2010b).

Conforme Callou (2008) a PNATER explicita o seu rompimento com uma metodologia de trabalho orientada na difusão de inovações tecnológicas, instituindo, ao mesmo tempo, o que considera como um “outro paradigma tecnológico”. Esse outro paradigma não mais se pautaria na transmissão pura e simples do saber, mas numa metodologia participativa, alicerçada na valorização do saber das culturas populares. Ademais, traz à tona a necessidade de se contemplar, por meio das políticas instituídas, a diversidade presente no conjunto das categoriais selecionadas, através de questões voltadas a gênero, geração, raça e etnia.

Assim como a PNATER a política de Educação do Campo (já mencionada neste trabalho) propõe melhorias no desenvolvimento dos assentamentos rurais por meio da qualificação dos profissionais que desenvolvem atividades educacionais e técnicas nos assentamentos (BRASIL, 2010a).

Identifica-se no contexto atual uma relação de interface nas ações da Educação do Campo e da Extensão Rural, por serem ações que resultaram de um longo processo de discussões sobre os diferentes processos educativos no campo sejam formais ou informais e pelo importante papel que tem no desenvolvimento rural.

Nesse sentido, também tem papel relevante no desenvolvimento rural a lei da Agricultura Familiar de nº 11.326 de 24 de julho de 2006 que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. A Lei prevê a articulação das políticas da agricultura familiar com aquelas direcionadas à reforma agrária. São beneficiários dessa lei agricultores familiares que atendam a todos os requisitos de que trata a lei e que utilize

predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento, silvicultores que atendam simultaneamente a todos os requisitos de que trata a Lei e que cultivem florestas nativas ou exóticas e que promovam o manejo sustentável daqueles ambientes; aqüicultores que atendam simultaneamente a todos os requisitos de que trata a Lei e explorem reservatórios hídricos com superfície total de até 2ha (dois hectares) ou ocupem até 500m³ (quinhentos metros cúbicos) de água, quando a exploração se efetivar em tanques-rede; extrativistas que atendam simultaneamente aos requisitos previstos na Lei e exerçam essa atividade artesanalmente no meio rural, excluídos os garimpeiros e faiscadores; pescadores que atendam simultaneamente aos

Belgede E III / TOM III (sayfa 109-115)