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BÖLÜM V: SONUÇ VE TARTIġMA

5.4 GELECEK ÇALIġMALAR DOĞRU

O estudo foi realizado em um hospital filantrópico, localizado na Zona da Mata de Minas Gerais, credenciado como Hospital de Ensino (HE) em 2015.

A opção pelo hospital foi baseada na compreensão que o ambiente é caracterizado pela concentração de múltiplas categorias profissionais e uma maior complexidade do cuidado prestado aos pacientes (MACHADO; MARQUES MARTINS; SILVA, 2013). Além disso, a instituição foi escolhida por fazer parte da Rede de Hospitais Sentinela desde 2012.

Vale esclarecer, que a Rede Sentinela é uma rede de hospitais coordenada pela ANVISA, uma estratégia que visa à prevenção de riscos associados ao consumo de produtos sujeitos à vigilância sanitária sendo necessário notificar e monitorar EAs e queixas técnicas de produtos de saúde em geral (materiais, medicamentos, saneantes, kits para provas laboratoriais e equipamentos médico-hospitalares).

A participação é voluntária e a principal finalidade é a notificação de incidentes, além de promover medidas que visam reduzi-los, colaborando com a vigilância, a segurança e qualidade de serviços para pacientes e profissionais de saúde (BRASIL, 2010).

Além de pertencer a Rede Sentinela, o hospital pertencia ao ProHosp (Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS de MG), o que exigia a criação da comissão de gerenciamento de risco. Portanto, para a definição da instituição como cenário do presente estudo, considerou-se o fato de ser um hospital que possuía uma comissão de gerenciamento de riscos e que desenvolve ações voltadas para a qualidade e segurança do paciente.

O hospital possui 116 leitos e média de atendimento 5.232 pacientes-dia ao mês. Foi inaugurado em 21 de outubro de 1984 como Entidade Filantrópica de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal, registrada no Conselho Nacional de Assistência Social e tem como política e diretriz a meta de atendimento médico-hospitalar, de diagnóstico e tratamento, objetivando melhor atendimento. As instituições hospitalares filantrópicas, para manter o status de filantropia e usufruir dos benefícios fiscais precisam observar a obrigação legal de atender pacientes do SUS em pelo menos 60 % de sua capacidade instalada, conforme determina o parágrafo 4 º do artigo 3º do Decreto nº 2.536, de 06 de abril de 1998 e suas alterações, corroborado pela Lei nº 12.101 de 27 de novembro de 2009 (BERNARDES, 2010).

Segundo Martins et al. (2015), hospitais com mais de 101 leitos representam uma característica favorável em termos da garantia de economia de escopo (produzir volume de atendimento a procedimentos específicos, com menor custo e qualidade) e escala (produzir volume de atendimento suficiente e com qualidade e menor custo).

O referido hospital tem uma estrutura organizacional composta por uma superintendência executiva em apoio a Diretoria do Hospital. Essa diretoria é composta por um diretor técnico, um diretor administrativo e um diretor clínico. Considerando a hierarquia organizacional, abaixo da diretoria estão as seguintes gerências: Gerência de Enfermagem; Gerência de Suprimentos; Gerência de Controladoria; Gerência Administrativa; e Gerência de Recursos Humanos.

O hospital tem sua Missão fundamentada em “Prestar assistência médico-hospitalar e ambulatorial à comunidade local e referenciada, oferecendo atendimento de alta qualidade, investindo em aprimoramento dos colaboradores e em tecnologia; tornando-se um referencial na área de saúde e buscando permanentemente fazer do ambiente de trabalho, lugar onde se valoriza a vida, o bem-estar físico e mental da comunidade” (PLAMHUV, 2015).

Sua Visão é “Tornar o hospital referência para sua microrregião por meio de desenvolvimento de boas práticas de gestão, prestando atendimento humanizado e diferenciado, com tecnologia de ponta e serviços de diagnóstico resolutivos” (PLAMHUV, 2015).

Trata-se de um serviço de referência de uma região de saúde composta por oito municípios: Porto Firme, Canaã, Araponga, São Miguel do Anta, Pedra do Anta, Teixeiras, Cajuri e Paula Acândido.

Para aprofundar a análise no âmbito real da instituição, optou-se por coletar os dados na unidade de internação do hospital. A escolha por pesquisar em unidades de internação foi com base na proposição de que é o local onde se concentra uma variedade diagnóstica e disparidade de práticas, além de acreditar ser local mais desprovido de atenção da instituição. A maioria dos estudos no ambiente hospitalar dá preferência aos locais de urgência e emergência, como pronto atendimento, Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e Bloco cirúrgico (BC). Além disso, a escolha baseou-se em resultados de uma pesquisa na qual o objetivo era avaliar a incidência de eventos adversos em hospitais no Brasil. Seus resultados apontaram que a enfermaria foi o local com maior frequência de eventos adversos (48,5%) (MENDES, 2009).

A instituição possui seis unidades de internação, denominadas na instituição por “Alas”, as quais são localizadas do segundo ao quinto andar, com atendimento a pacientes adultos de Clínica Médica: destinada aos usuários em internação hospitalar que necessitem de atenção multiprofissional compreendendo as áreas: infectologia, cardiologia, clínica geral, dermatologia, geriatria, hematologia, neurologia, nefrologia, oncologia, pneumologia e ginecologia, e Clinica Cirúrgica: destinada aos usuários pré e pós-cirúrgicos. A instituição não atende pediatria. Neste estudo, o termo Unidade de Internação abrange as seis alas de clínica médica e cirúrgica.

A escala de trabalho funciona com plantões de doze horas (para Técnicos de Enfermagem- TE e alguns enfermeiros) e plantões de 8h para demais enfermeiros (Quadro 4). O plantão noturno funciona com um enfermeiro plantonista para toda a unidade de internação, um enfermeiro no pronto atendimento, e um para o CTI. Nos finais de semana e feriados também segue escala de plantonistas. O regime de trabalho é celetista regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Quadro 4 - Composição da unidade de internação

Setor Número de leitos Equipe de enfermagem

Ala C (clínica médica, enfermaria) 27 2 Enfermeiros 12x36h 4 TE diurno 12x36h 5 TE noturno 12x36h

Ala D (clínica cirúrgica

enfermaria) 31 2 Enfermeiros 12x36h 4 TE diurno 12x36h 4 TE noturno 12x36h

Ala de Saúde Mental - SM (clínica

médica, enfermaria) 10 2 TE diurno 12x36h 2 TE noturno 12x36

Ala E (clínica cirúrgica,

apartamentos) 12 1 Enfermeiro (o mesmo da SM), 8h diárias (44 semanais). 2 TE diurno 12x36h

2 TE noturno 12x36h

Ala F (apartamentos, clínica médica e cirúrgica, particular e convênio)

11 1 Enfermeiro ( o mesmo da ala G), 8h diárias (44 semanais). 2 TE diurno 12x36h 2 TE noturno 12x36h

Ala G (apartamentos, clínica médica e cirúrgica, particular e convênio)

12 2 TE diurno 12x36h

2 TE noturno 12x36

PLANTÃO NOTURNO 3 Enfermeiros 12x60h

TOTAL 103 Leitos 9 Enfermeiros

33 TE Fonte: elaborado pela autora com dados da pesquisa