4.1.1 Erken Çocukluk Döneminde Öğretilebilecek Türk Tarihine Ait Bazı Olay ve Olgularla Ġlgili Etkinliklere Dair Bulgular Olay ve Olgularla Ġlgili Etkinliklere Dair Bulgular
4.1.1.4 Tarihi Olaylar Teması Bağlamında Yer Alan Etkinliklere Dair Bulgular Bulgular
4.1.1.4.1 Çanakkale Zaferi Etkinliklerinden Elde Edilen Bulgular
Nesta categoria identificou-se que o gerenciamento dos riscos com identificação dos eventos adversos é destaque entre as ações para promoção da segurança do paciente. Dentre os eventos identificados, os profissionais de saúde tendem a valorizar a descrição de eventos oriundos de riscos clínicos. Apenas um estudo mostrou que os enfermeiros têm identificado à existência de riscos físicos, químicos e mecânicos que afetam o cuidado de enfermagem e que geram insegurança para o paciente assistido na instituição (OLIVEIRA et al., 2014).
Como estratégia para a segurança do paciente, a notificação de EA pode ser um desafio para algumas instituições. Estudo mostrou nem sempre há notificação e discussão acerca dos eventos adversos, e ainda existe uma prevalência da cultura punitiva, o que promove a subnotificação (LEITÃO et al., 2013). Constata-se a necessidade de tratar a notificação dos eventos como fonte de dados para promover melhorias na assistência, gerando maior segurança para o paciente e para o profissional.
As maiores preocupações dos profissionais em cuidado direto dos pacientes concentraram-se em risco mecânico: o risco de queda do leito, um indicador de qualidade da assistência de enfermagem. O paciente com risco de queda deve ser identificado com precisão e o profissional aderir às práticas baseadas em evidências para a prevenção; além da adoção de protocolos de queda multifatorial interdisciplinar subsidiando o processo de planejamento, gestão e avaliação das ações de enfermagem por meio de práticas mais seguras e utilizando resultados do indicador de quedas (OLIVEIRA et al., 2014; BOHOMOL; TARTALI, 2013; GUTIERREZ; SMITH, 2008).
Por meio dos estudos observou-se que além do gerenciamento do risco, os enfermeiros tem adotado prática baseada em evidência no controle de queda, de infecção relacionada aos cuidados em saúde e os eventos adversos relacionados ao procedimento cirúrgico (OLIVEIRA et al., 2014; BOHOMOL; TARTALI, 2013; GUTIERREZ; SMITH, 2008).
No âmbito da cirurgia segura, um estudo levantou como causa para a ocorrência de eventos adversos cirúrgicos falhas na rotina de programação de procedimentos eletivos (35,5%), falta de comunicação entre o membro da equipe de enfermagem e da equipe médica (32,2%), e despreparo da equipe para identificar as quase falhas (32,3%), o que poderia evitar que os eventos adversos ocorressem. Ainda nesse estudo, constatou-se que essas falhas são decorrentes da sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem, distração ou ocorrências na unidade e passagem de plantão de forma desatenta (BOHOMOL; TARTALI, 2013). Os
achados revelam que deve haver uma integração da equipe multidisciplinar, comunicação efetiva, bem como uma corresponsabilização dos profissionais.
Nesta perspectiva, com o intuito de mudar a cultura de segurança e a implantar processos, práticas e medidas que sustente as melhorias, um estudo desenvolvido em um hospital infantil de 200 leitos mostrou melhorias significativas com adoção de indicadores, bem como a sua análise; identificação e discussão sobre a causa raiz, classificação das falhas, dos eventos, comportamentos de segurança e classificação de eventos graves (PETERSON; TEMAN; CONNORS, 2012).
A utilização de indicadores tem possibilitado avaliar as melhorias com transparência, promovendo a incorporação de práticas seguras, com impacto em medidas clínicas e resultados de qualidade. Além disso, permite a realização de uma análise comparativa entre instituições semelhantes para ajudar a melhorar a segurança do paciente (PETERSON; TEMAN; CONNORS, 2012).
Ainda nesse mesmo estudo evidenciou-se que após dois anos da iniciativa houve uma redução estimada de 68% no número de eventos. As pneumonias associadas à ventilação mecânica diminuíram; taxa de cumprimento de higiene das mãos aumentou de 56% para 95%; o plano dos cuidados prestados aos pacientes subiu de 0% para 83% no prazo de 6 meses. Erros de medicação com danos graves também foram reduzidos (PETERSON; TEMAN; CONNORS, 2012).
No âmbito da assistência de enfermagem os erros mais frequentes estão relacionados à administração de medicamento. Práticas para melhoria nesta área estão voltadas para a capacitação dos procedimentos básicos de administração de medicamentos com a equipe. A ocorrência de três casos de erros de medicação envolvendo o enfermeiro (HILLIN; HICKS, 2010) reforçou a ideia de que esse erro pode ser identificado como uma falha no processo, podendo aumentar a morbidade e mortalidade do paciente.
O profissional precisa entender como o sistema de saúde pode contribuir para erros, ou seja, compreender melhor o serviço e todos os processos que envolvem a administração de medicação e assistência à saúde, além de permanecer vigilantes durante os períodos de administração de medicamentosenfermeiro (HILLIN; HICKS, 2010).
Ações como a identificação de medicações de risco ou de alerta, conhecidos para a propensão de causar danos se mal utilizados, utilização de soluções tecnológicas, como bombas inteligentes ou outros dispositivos de assistência, examinar o armazenamento e a
proximidade de dois produtos e acesso de produtos potencialmente perigosos, como os que têm nomes semelhantes e a utilização do método de checar os itens corretos por dois enfermeiros, o check-double (HILLIN; HICKS, 2010), são medidas adotadas para a redução
do erro de medicação.
No âmbito administrativo, este estudo mostrou que a instituição de saúde tem se apropriado de ferramentas como Relatórios de erro de medicação e Prevenção, que auxilia na padronização, avaliação e tendências de erros de medicação (HILLIN; HICKS, 2010). Bem como o uso de protocolos de checklist, além da aplicação de diretrizes atuais que auxiliam a reduzir erros, como por exemplo, em cirurgias, prevenindo a ocorrência de eventos adversos (ANTONOFF et al., 2013).
Perante a análise dos estudos, verificou-se que para reduzir os erros na administração de medicamentos as melhores práticas a serem adotadas estão voltadas para a capacitação dos procedimentos básicos de administração de medicamentos com a equipe de enfermagem.
Em relação à prática clínica do enfermeiro, um estudo mostrou que um cuidado sem segurança e qualidade em enfermarias hospitalar pode levar a internações no CTI, à parada cardíaca ou morte. As estratégias de intervenção incluem ações assistenciais e gerenciais como medições frequentes de parâmetros vitais, conhecimento, habilidades, reflexões pessoais, comunicação e colaboração intra e interprofissional. A consciência profissional teve impacto decisivo na supervisão de enfermagem para melhorar a segurança do paciente (BUNKENBORG et a.l, 2013).
Além da consciência profissional, a implementação de diretrizes para o diagnóstico é considerada uma ferramenta efetiva para adequar as notificações, diagnósticos, avaliações, tratamento, e promoção do auto cuidado do paciente (GUTIERREZ; SMITH, 2008; MCDONALD et al., 2005). O comprometimento profissional e o atendimento de qualidade também influenciaram positivamente à segurança do paciente, melhorando todos os indicadores de segurança em relação às lesões, quedas, erros de medicação, documentações incompletas ou incorretas, atraso nos cuidados, exceto na taxa de infecção nosocomiais (TENG et al., 2009).
Sobre o aspecto da comunicação, estudos apontaram a preocupação com a comunicação efetiva, de forma aberta e justa, e notificação do evento sem punição de indivíduos como princípios básicos da segurança do paciente (GILLESPIE et al., 2010; DI BENEDETTO et al., 2011) e que a situação deveria ser notificada aos responsáveis da
unidade(DI BENEDETTO et al., 2011. Um estudo envolvendo uma equipe cirúrgica associou a comunicação ao trabalho em equipe, tendo como base a educação, pois, ela melhora a comunicação e aumenta a compreensão profissional; determinantes para a segurança do paciente. Além disso, há uma relação entre os fatores organizacionais e individuais que influenciam na comunicação(GILLESPIE et al., 2010).
Um estudo na Austrália identificou que a comunicação entre os profissionais da enfermagem não era efetiva, pois o tempo da transmissão da informação era desperdiçado com informações irrelevantes, havia desencontro dos profissionais, e alguns não viam seus pacientes até uma hora após o início do turno. Esses fatores contribuíram para a falta de informação sobre o paciente, incongruências no prontuário bem como informações insuficientes e para insegurança do paciente (CHABOYER et al., 2009).
Assim, na tentativa de mudar esse quadro, a instituição implantou a bedside handover, no qual os profissionais passaram a relatar os casos dos pacientes entre si e para o paciente, mantendo um canal aberto de comunicação, por meio do relacionamento com paciente e a transferência de responsabilidade entre a equipe. Desse modo, a linguagem compreensível é um elemento essencial para promover a segurança do paciente (ANTONOFF et al., 2013; CHABOYER et al., 2009).
Perante as discussões apresentadas fica evidente que práticas de segurança do paciente abarcam ações assistenciais, voltadas para a prática clínica, e ações gerenciais.