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Geçici Barınma Merkezlerindeki Suriyeli Sığınmacı Sayısı

3.2. TÜRKİYE’DEKİ SURİYELİ SIĞINMACILARIN SAYISI

3.2.1. Geçici Barınma Merkezlerindeki Suriyeli Sığınmacı Sayısı

Tendo em vista a intensa utilização de recursos humanos nos serviços de saúde, Bittar (1996), em seu estudo de hospitais públicos e privados, registra que as despesas com salários e benefícios têm grande representatividade no total das despesas hospitalares, estando entre 50% e 60% para os hospitais públicos. Esta estimativa é coerente com os estudos do PROAHSA (1999), para os quais, incluindo-se os encargos sociais, a participação da despesa com salários nas despesas totais dos hospitais seria de 51%. Ibañez e Bittar (2000) demonstram em relatório que a despesa com pessoal, incluindo encargos sociais, varia de 41,26% a 86,14% das despesas totais dos hospitais administrados por OSS, enquanto que, para os hospitais administrados pelo modelo de gestão da administração direta, essa participação é de 74,53%. Ibañez et al (2001) aponta que as despesas com pessoal chegam a 80% dos gastos totais, para os hospitais do modelo de gestão por OSS.

Em nosso estudo, optamos por excluir os encargos obrigatórios, provisões e demais benefícios, das despesas com pessoal e do total das despesas realizadas, dada a diversidade de regimes de contratação de pessoal existentes nos modelos de gestão.

Encontramos, em nosso trabalho, os seguintes percentuais de participação da despesa com salários em relação ao total das despesas realizadas. Para o modelo de gestão da administração por OSS, 37,26% (tabela XXXVI, página 131), para os hospitais do modelo de gestão da administração mista, 73,17% (tabela XXXVI, página 131) e, para os hospitais do modelo de gestão da administração direta, 59,97% (tabela XXXVI, página 131). Os valores apresentados pelo modelo de gestão da administração por OSS e pelo modelo de gestão da administração direta apresentam-se em nossos estudos mais baixos que os dados da literatura. Por sua vez, o modelo de gestão da administração mista encontra-se na média da literatura.

No entanto, quando mudamos nosso foco para a variação das despesas com pessoal em relação ao total das despesas realizadas, apresentadas na tabela XXXVI da

página 131, percebemos que os modelos de gestão da administração direta e mista apresentaram aumento nesta relação, ou seja, as despesas com salários se elevaram percentualmente mais do que o total das despesas realizadas. Por outro lado, o modelo de gestão da administração por OSS apresentou crescimento das despesas com salários inferiores ao crescimento do total das despesas realizadas, acarretando redução da participação da massa de salários nas despesas totais, o que pode ser conseqüência do espectro da terceirização destes hospitais.

7.5.1 RELAÇÃO FUNCIONÁRIO POR LEITO

Em relação a variável número de funcionários por leito, a literatura recente registra que o número de funcionários por leito tem se elevado ao longo do tempo. Bittar (1997a), em estudo sobre a distribuição dos recursos humanos em hospitais gerais, afirma que o número de funcionários por leito nos Estados Unidos da América cresceu de 1,48, em 1946, para 4,13, em 1984.

Em seu estudo, Picchiai (2000) aponta que o número de funcionários por leito na década de 90, segundo dados do Programa de Qualidade Hospitalar, continua a crescer, pois, em 1992, eram 2,10 funcionários por leito e, em 1998, já eram 3,00 funcionários por leito. O caderno de indicadores do PROHASA (2001), informa que, no primeiro trimestre de 2001, a relação funcionários por leito já estava em 4,01. Para Zucchi et al (1998) os hospitais universitários estudados apresentaram uma média de funcionários por leito de 7,28, indicador que variou de 5,40 a 9,40.

Em um estudo de oito hospitais gerais, Bittar (1997b) refere que, em hospitais públicos de São Paulo, o número de funcionários por leito varia entre 4,00 e 9,00. Esse valor é coerente com o proposto pelo grupo de assessoria para a gestão hospitalar da SES, de 6,00 funcionários por leito (PICCHIAI, 2000). Ibañez e Bittar (2000) encontraram nos hospitais administrados por OSS média de 4,54 funcionários por leito, enquanto que Ibañez et al (2001) encontra média de 4,19 funcionários por leito, também para o modelo de gestão por OSS.

Em nosso estudo, o modelo de gestão da administração direta apresentou média de 7,75 funcionários por leito (tabela XXXII, página 126), registrando, porém queda de

9,02% no período do estudo (tabela XXXII, página 126). Para este modelo de gestão, este indicador está coerente com os números propostos por Bittar (1997b), mas está quase 2,00 funcionários por leito acima do proposto pela SES (PICCHIAI, 2000). O modelo de gestão da administração mista apresentou média de 5,81 funcionários por leito (tabela XXXII, página 126), variando entre 5,68 e 5,94 (tabela XVIII, página 111), estando abaixo dos dados da pesquisa de Zucchi et al (1998) em relação a sua média, porém dentro do intervalo de variação proposto pelos autores. Já o modelo de gestão da administração por OSS apresentou média de 4,47 funcionários por leito (tabela XXV, página 119), com elevação de mais de 10% deste indicador no período estudado. Mesmo assim, ainda dentro do intervalo proposto pelos estudos de Ibañez e Bittar (2000) e Ibañez et al (2001).

De maneira geral, os dados obtidos em nosso estudo são coerentes com os encontrados na literatura recente, relacionada ao número de funcionários por leito nos diferentes modelos de gestão, cabe ressaltar que houve redução no intervalo de variação no indicador para os hospitais universitários representados em nosso estudo, pelos hospitais do modelo de gestão da administração mista.

Entretanto, como ressaltado por Bittar (1997b), a utilização da relação funcionário por leito não possibilita a compreensão adequada da força de trabalho hospitalar. Em função disto, em nosso estudo, optamos por também analisar o perfil da terceirização encontrada nos hospitais públicos do Estado de São Paulo. Segundo Bittar (1997a), os contratos de terceirização mais comuns são para as áreas de: lavanderia, zeladoria, nutrição, segurança, informática, faturamento, fisioterapia, engenharia biomédica, plantonistas de emergência, anestesiologia e fonoaudiologia. A maioria das áreas apontadas por Bittar podem ser incluídas na categoria de serviços de apoio técnico/administrativo, poucas podem ser enquadradas na categoria de apoio ao diagnóstico e à terapia e apenas duas podem ser classificadas como serviços clínicos e cirúrgicos. O relatório de Ibañez e Bittar (2001) aponta para um índice de terceirização médio, no período de 2000 a 2001, de 17,31%, variando de 4,40% a 28,42% nos hospitais do modelo de gestão da administração por OSS. Para o modelo de gestão da administração direta, este é de 20,12%. Ibañez et al (2001) apontam que, para os

hospitais do modelo de gestão da administração por OSS, o grau de terceirização médio cresceu para 19,51%, oscilando entre 3,70% e 34,90%, no período do estudo.

Nos dados coletados em nosso trabalho, para os hospitais da administração por OSS, a média de terceirização foi de 19,53% (tabela XXXIII, página 127), variando entre 5,90% e 33,18% (tabela XXVI, página 119), valores coerentes com a literatura. Por sua vez o modelo de gestão da administração direta apresentou média de 14,42% (tabela XII, página 106), no percentual de funcionários de terceiros em relação ao total de recursos humanos, estando abaixo do valor apresentado por Ibañez e Bittar (2000). Os hospitais do modelo de gestão da administração mista apresentaram o menor índice de terceirização dentre os modelos estudados com média de 7,06% (tabela XIX, página 112).

Embora nossos dados com relação ao percentual de terceiros em atividade nos hospitais da administração por OSS estejam dentro dos parâmetros da literatura, durante o período do estudo, houve redução de 11,20% dos terceirizados. Apesar do percentual de terceiros no modelo de gestão da administração direta ter ficado abaixo do valor médio sugerido pela literatura, apresentou crescimento de aproximadamente 6,00% no período do estudo.

Tendo em vista o percentual de terceirização e a os dados da tabela XXXIII (página 127), do nosso trabalho, percebemos que o modelo de gestão da administração por OSS não só apresenta o maior percentual de terceirização como também exibe o perfil de espectro mais amplo, pois, envolve terceirização dos serviços médicos.

Dada a importância dos recursos humanos em saúde aludida pelos pesquisadores do PROAHSA (1999 e 2001), optamos por analisar mais profundamente a diferenciação no grau de terceirização dos serviços intra-hospitalares, à semelhança dos estudos levados a efeito por Bittar (1997a), Ibañez e Bittar (2001) e Ibañez e Bittar (2000), pois esta análise da terceirização deve ser considerada temática importante, quando da comparação dos gastos com pessoal dentre os hospitais.

Em nosso estudo verificamos que os hospitais sob modelo de gestão por OSS apresentam um percentual de participação da massa salarial em relação ao total das despesas realizadas que parece estar subestimado (tabela XXXVI, página 131), tendo em vista que o quadro próprio dessas organizações é composto em sua maior parte

das categorias de menores salários, e o perfil de terceirização desses hospitais inclui também corpo clínico e serviços de apoio ao diagnóstico e terapia.