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1.2. GÖÇMEN, SIĞINMACI, MÜLTECİ KAVRAMLARI VE TANIMLARI

1.2.1. Göçmen

Passaremos, agora, à análise do comportamento das variáveis, utilizando os dados que constam nas tabelas XXIV a XXX.

A tabela a seguir apresenta os dados coletados referentes à dimensão de capacidade instalada, composta pelas variáveis área construída e o número de leitos totais.

Tabela XXIV – Dados gerais sobre capacidade instalada dos hospitais sob modelo de gestão administração por OSS.

Capacidade instalada Hospital C – 1 C – 2 C – 3 C – 4 Período 2000 2001 2000 2001 2000 2001 2000 2001 Área Construída (m²) 30890 30890 15000 15000 51205 51205 15000 15000 Número de leitos totais 180 174 292 292 228 230 203 218 C ? , 6 > !

A área construída permaneceu inalterada no período do estudo, fato que está relacionado ao tempo de operação do hospital, ou seja, todos esses hospitais foram implementados no final da década de 1990. Portanto, são hospitais com pouco tempo de operação. Outro fator que pode ser considerado está relacionado à falta de recursos para ampliação dos serviços, conforme citado por todos os gestores entrevistados dos hospitais sob modelo de gestão por OSS.

O número de leitos totais apresentou estabilidade em 2001, quando comparado a 2000, com variação de 1,22 % ou 11 leitos. Esta variável apresenta o hospital C 1, com redução de leitos, dois hospitais com aumento de leitos, C 3 e C 4, e apenas um que manteve estabilidade (C 2).

A tabela XXV, contém os dados coletados sobre a dimensão de recursos humanos.

Tabela XXV – Dados gerais sobre recursos humanos dos hospitais sob modelo de gestão administração por OSS.

Recursos humanos Hospital C – 1 C – 2 C – 3 C – 4 Período 2000 2001 2000 2001 2000 2001 2000 2001 Número de Funcionários por Leito 4,17 4,47 2,8 3,5 4,52 4,83 5,37 6,09 Funcionários próprios 751 778 1047 1113 1031 1111 1090 1328 Funcionários de Terceiros 188 242 229 91 335 376 58 86 C ? , 6 > !

O indicador de Recursos Humanos mostra que o número de funcionários por leito apresentou um acréscimo médio de 12,04 %, no período em estudo. Cabe ressaltar que todos os hospitais registraram elevação e que, nesse indicador, já estão inclusos os colaboradores terceirizados.

Os dados podem ser encontrados na tabela XXVI, a seguir, que apresenta o número de funcionários de terceiros e sua variação.

Tabela XXVI – Número de funcionários de terceiros e sua variação por hospital administrado por OSS entre 2000 e 2001.

Número de Terceiros Relação terceiros vs próprios (%) Média (%) Variação (%) Hospital 2000 2001 2000 2001 2000-01 2000-01 C – 1 188 242 25,05 31,11 28,08 24,23 C – 2 229 91 21,91 8,18 15,04 -62,66 C - 3 335 376 32,51 33,85 33,18 4,12 C - 4 58 86 5,32 6,48 5,90 21,75 C ? , 6 > !

Ao analisarmos a Tabela XXVI, percebemos que o hospital C – 4 apresenta o menor percentual de terceiros. O hospital com maior grau de terceirização, entre 2000 e 2001, foi o C – 3. Com relação à variação na participação de terceiros na força de

trabalho do hospital, temos que apenas o hospital C – 2 registrou queda de 62,66%. Por sua vez, quando analisamos o acréscimo de terceiros, os hospitais C –1 e C – 4 registraram 24,23% e 21,75%, respectivamente.

A tabela a seguir apresenta o perfil de terceirização dos hospitais pertencentes ao modelo de gestão da administração por OSS.

Tabela XXVII – Perfil de terceirização do modelo de gestão administração por OSS, no período de 2000 a 2001. Hospitais Serviços C – 1 C - 3 C – 4 C – 2 Pessoal X X X X Médicos X X X X Sangue - X - - Anestesia - X - X Laboratório clínico X X - - Imagem X X - X Endoscopia - X - - Anatomo-patologia X X - X Métodos gráficos - - - - SESMT (dosimetria) X X X X Assessoria Jurídica - X - X Limpeza X - - - Lavanderia X - - - Esterilização - - - - Recepção - - - - Segurança X - X - Estacionamento - - - - Informática - - X - Manutenção X X X - Moto boy - - - - Alimentação enteral X - - - C ? , 6 > !

O perfil de terceirização deste modelo de gestão é centrado tipicamente nos serviços médicos. Dos hospitais citados, 100% possuem alguma parte do corpo clínico terceirizada; 75% terceirizaram em 42,85% ou mais os serviços de apoio ao diagnóstico e à terapêutica. Em relação ao grau de terceirização dos serviços de apoio

administrativo, todos os hospitais apresentam esses serviços, com grau de terceirização médio de 30,77% contando a participação de funcionários extra-quadro.

Na tabela XXVIII, são descritos os dados coletados referentes ao grupo de variáveis relacionadas à produção.

Tabela XXVIII – Dados gerais sobre produção dos hospitais sob modelo de gestão administração por OSS.

Dados e indicadores de produção

Hospital C – 1 C – 2 C – 3 C – 4

Período 2000 2001 2000 2001 2000 2001 2000 2001

Atendimento a pacientes internados Percentual de

ocupação 80% 85% 94% 94% 78% 84% 88% 69% Tempo médio de

Permanência 4,76 4,93 5,82 5,42 4,86 4,97 6 4 Número de saídas 12751 11688 12731 15131 11926 12887 9780 12580

Atendimento a pacientes não internados Número total de consultas médicas 36619 56864 144105 168992 226894 317387 46930 43331 Número de atendimentos em regime de urgência e emergência 34201 37026 144105 168992 248985 292803 54811 56803

Demais dados de produção Número de exames de análises clínicas 426925 539348 701267 824533 460601 685394 396223 569128 Número de exames de imagem 78412,4 99061 100140 99592 101610 126620 101503 97157 Número de exames de anatomia patológica 13144,6 16606 3692 3957 2043 6262 47540 61926 Número de exames de métodos gráficos 4932,19 6231 25692 31692 8658 12747 7767 19422 Número de partos 4675 4834 3591 4536 4319 4795 4075 4309 Número de cirurgias 6007 6212 4561 5450 2869 3880 3052 3934 Roupa lavada (total

em Kg) 617186 568281 649291 754561 537614 568387 401912 421898

C ? , 6 > !

Antes de descrevermos as variáveis, cabe informar que o hospital C – 2 apresentou os números referentes às consultas ambulatoriais e aos atendimentos em regime de urgência e emergência agregados. Em contato posterior com o gestor, foi nos informado que os valores não eram passíveis de segmentação, mas que,

historicamente, 16,34% dos valores informados são referentes aos atendimentos em regime de urgência e emergência.

Passaremos à descrição destas variáveis uma a uma, iniciando nossa análise pelo grupo de variáveis atendimento a pacientes internados, nele contido o indicador percentual de ocupação, que apresentou queda de 2% neste indicador, para o período em estudo. Esse viés de queda é fruto de observação, tendo em vista que, dos quatro hospitais envolvidos nessa categoria, dois apresentaram melhoria, um permaneceu estável e um apresentou queda na taxa de ocupação. Observamos que o tempo médio de permanência para esta categoria de hospitais, no ano de 2000, foi de 5,36 dias, apresentando queda de 9,89% no ano de 2001. O número de saídas, por sua vez, mostrou acréscimo de 10,80%, no período 2000 a 2001. Esse aumento ocorreu em ¾ dos hospitais desta categoria e variou de 8% a 28%, sendo que o único em que houve queda deste dado registrou decréscimo de 9% no volume de saídas.

Em relação ao atendimento a pacientes não internados, o volume total de consultas médicas por hospital a cada ano registra crescimento de 29,05%, sendo que, para esta variável do estudo, 75% dos hospitais apresentaram crescimento e 25% redução no número de consultas médicas. Quanto ao número de consultas em regime de urgência e emergência, pode-se notar, para todos os hospitais, um acréscimo de volume em média de 15,25%, no período em estudo.

Para o grupo demais dados de produção, a variável número de exames de análises clínicas registrou crescimento para toda a categoria, sendo que a média de acréscimo foi de 31,91%, entre 2000 e 2001. Por sua vez, a variável que registra o volume de exames de imagem aponta para acréscimo médio de 10,68%, sendo que os hospitais C - 2 e C - 4 registraram decréscimo de 0,55% e 4,28%, respectivamente. Os exames anatomo-patológicos também registram acréscimo médio para toda a categoria de 33,62%. Nenhum hospital registrou queda nesta variável, durante o período em questão. Para finalizar, a análise dos dados relativos a exames de diagnóstico e terapia, percebemos que a variável que mensura os métodos gráficos teve acréscimo médio de 48,98% para a categoria. Ainda neste grupo de variáveis, temos que todos os hospitais aumentaram seu volume de partos e cirurgias e a variável roupa lavada em quilograma registra queda somente no hospital C – 1.

A tabela a seguir apresenta os dados financeiros coletados nos hospitais da amostra que pertencem ao modelo de gestão por OSS.

Tabela XXIX – Dados gerais sobre recursos financeiros dos hospitais sob modelo de gestão administração por OSS.

Indicadores financeiros (em milhares R$)

Hospital C – 1 C – 2 C – 3 C – 4

Período 2000 2001 2000 2001 2000 2001 2000 2001

Despesa com

salários 6.979 9410 9907,08 12063,4 7630,41 8714,39 12241 14791 Total das despesas

realizadas 26627 30934,5 20583,1 27135,6 26825 33568 24141 30175

Fonte: Elaboração própria.

A primeira variável mensura o montante das despesas com pessoal, excluídos os encargos e as provisões. A segunda apresenta o montante de despesas incorridas pelo hospital, excluindo os encargos e provisões relativas aos recursos humanos. Para esta categoria, o aumento médio das despesas com pessoal foi de 22,37%, atingindo o montante de R$ 11.244.700,00, em 2001, enquanto que o total das despesas cresceu 23,53%, atingindo a média de R$ 30.318.280,00, também em 2001.

A seguir, procedemos à análise de três indicadores de elaboração própria da mesma forma que nas duas subseções imediatamente anteriores. Ver fórmulas 8.0, 9.0 e 9.1.

Tabela XXX – Dados gerais sobre as despesa por leito e atendimentos totais por funcionário dos hospitais sob modelo de gestão por OSS.

Dados sobre as despesas por leito em milhares de reais e sobre os atendimentos totais

Hospital C – 1 C – 2 C – 3 C – 4

Período 2000 2001 2000 2001 2000 2001 2000 2001

Despesa com

salários por leito 38,77 54,08 33,93 41,31 33,47 37,89 60,30 67,85

Total das despesas

realizadas por leito 147,93 177,78 70,49 92,93 117,65 145,95 118,92 138,42

Atendimentos totais

por funcionário 111,34 135,74 368,08 345,51 473,34 560,88 102,30 84,90

C ? , 6 > !

A tabela acima demonstra que a despesa com salários por leito e a despesa total realizada por leito tiveram elevação em todos os hospitais sob este modelo de gestão.

O mesmo não se pode dizer do número de atendimentos por funcionário, que apresentou queda em 50% dos hospitais, (C – 2 e C – 4), pertencentes a essa categoria.