Esta subseção se destina à análise das variáveis e dos dados apresentados nas tabelas XVII a XXIII referentes às dimensões da variável capacidade instalada, que contém dados denominados área construída e número de leitos apresentados na tabela XVII, abaixo.
Tabela XVII – Dados gerais sobre capacidade instalada dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista.
Indicador de capacidade instalada
Hospital B – 1 B – 2 Período 2000 2001 2000 2001 Área Construída (m²) 36000 36000 44996 49144 Número de leitos totais 300 300 374 374 C ? , 6 > !
Analisando a variável área construída no período de estudo, verificamos uma variação positiva ocorrendo apenas no hospital B – 2 que foi de 4.147,9 m2 ou 9,22 % de sua área. A variável número de leitos totais não registrou variação.
A seguir, a tabela com os indicadores gerais de recursos humanos coletados durante a pesquisa de campo.
Tabela XVIII – Dados gerais sobre recursos humanos dos hospitais sob do modelo de gestão da administração mista.
Recursos humanos Hospital B – 1 B – 2 Período 2000 2001 2000 2001 Número de Funcionários por Leito 5,91 5,94 5,68 5,68 Funcionários próprios 1773 1782 2124 2124 Funcionários de terceiros 21 18 256 256 C ? , 6 > !
Para o grupo de variáveis recursos humanos, o hospital B – 1 apresentou variação de 0,03 funcionários por leito ou 0,51 %. Por sua vez, quando a categoria é a unidade de análise, a média de variação é de 0,26 %.
A tabela XIX, a seguir, apresenta os dados relativos ao número de terceiros e sua variação nos hospitais da administração mista.
Tabela XIX – Número de funcionários de terceiros e sua variação por hospital da administração mista entre 2000 e 2001.
Número de
terceiros Relação Terceiros vs próprios (%) Média (%) Variação (%)
Hospital
2000 2001 2000 2001 2000-01 2000-01
B – 1 21 18 1,18 1,01 1,10 -14,72
B – 2 256 256 12,05 12,05 12,05 0,00
C ? , 6 > !
A tabela XIX demonstra que o hospital com menor percentual de terceiros, em 2000 e 2001, foi B – 1 , com variação negativa de 14,75%. Em relação à variação na participação de terceiros na força de trabalho do hospital, temos que os hospitais da administração mista não registraram acréscimo no número de terceiros, de 2000 a 2001. Entretanto, como a variação do número de terceiros em B – 1 é diminuto frente ao número em B – 2, os dados desta categoria não são significativamente afetados.
A tabela XX, a seguir apresenta o perfil de terceirização dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista.
Tabela XX – Perfil de terceirização do modelo de gestão da administração mista, no período de 2000 a 2001. Hospitais Serviços B – 1 B – 2 Pessoal X X Médicos - - Sangue - - Anestesia - - Laboratório clínico - - Imagem - - Endoscopia - - Anatomo-patologia - - Métodos gráficos - - SESMT (dosimetria) X X Assessoria Jurídica - - Limpeza - X Lavanderia - - Esterilização - - Recepção - - Segurança - - Estacionamento - - Informática - - Manutenção - X Moto boy - - Alimentação enteral X X C ? , 6 > !
O perfil de terceirização deste modelo de gestão, como pode ser visto na Tabela XX, apresenta-se em maior número nos serviços de apoio administrativo, os hospitais registram a ocorrência da utilização da mão-de-obra de terceiros. Em termos relativos,16,67% desses serviços contam com a participação dos mesmos.
Na tabela XXI, são detalhados os dados gerais sobre produção dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista. As variáveis contidas são relacionadas à produção: percentual de ocupação, tempo médio de permanência, número de saídas, número total de consultas médicas e número total de atendimentos em regime de urgência e emergência.
Tabela XXI – Dados gerais sobre produção dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista.
Dados e indicadores de produção
Hospital B – 1 B – 2
Período 2000 2001 2000 2001
Atendimento a pacientes internados Percentual de
ocupação 63% 72% 80% 83% Tempo médio de
permanência 6,00 6,00 6,87 7,44 Número de saídas 10560 11258 15940 16039
Atendimento a pacientes não internados Número total de consultas médicas 96852 113444 349029 378683 Número de atendimentos em regime de urgência e emergência 182945 218765 142342 143559
Demais dados de produção Número de exames de análises clínicas 589244 661989 1.055.005 983.424 Número de exames de imagem 93532 107986 145114 157239 Número de exames de anatomia patológica 9608 10340 64235 61599 Número de exames de métodos gráficos 15720 22793 18318 22532 Número de partos 3066 3178 1347 1142 Número de cirurgias 3864 4458 5876 6554 Roupa lavada (total
em Kg) 776100 708000 884040 940283
C ? , 6 > !
Em relação ao percentual de ocupação, os hospitais sob esse modelo de gestão apresentaram aumento dessa taxa no período em estudo. O percentual de ocupação com maior elevação na categoria foi registrado por B – 1, 14,29%, enquanto que B – 2 atinge 83% de ocupação, resultado de uma variação positiva de 3,75%. O tempo médio de permanência, indica que o hospital B – 2 apresentou variação de 8,30%. Por sua vez, no hospital B – 1 se manteve estável. A variável número de saídas oscilou positivamente em média 3,01%. Em relação a esta variável, o hospital B – 2 obteve crescimento de 0,62%. Porém, o hospital B – 1 atingiu 11.258 saídas, resultando em crescimento de 6,61%.
Com relação a consultas médicas, ambos apresentam crescimento, sendo que o hospital B – 2 cresceu 8,50% e o hospital B – 1, 17,13%. O volume de atendimentos em regime de urgência e emergência registra alta média de 11,39%. Com a utilização dos dados obtidos da tabela XXI, verificamos que o hospital B – 1 aumentou a quantidade desse tipo de atendimento em 19,58% e que o hospital B – 2 apresentou um crescimento diminuto de 0,85%.
Os dados referentes as variáveis de produção podem ser vistos na tabela XXI. A variação percentual média dos exames de análises clínicas no período deste estudo foi positiva em 0,07 %, ou seja, mantendo-se virtualmente estável. Fato este que foi conseqüência do movimento cruzado de alta em B – 1 e de queda em B – 2. A oscilação da variável número de exames de imagem foi positiva em 11,14 %, alta que pode ser verificada nos dois hospitais desta categoria. Por sua vez, o número de exames de anatomia patológica registrou decréscimo de 2,58 %, sendo que o responsável por este movimento da variável é o hospital B – 2, já que B – 1 registrou aumento o volume destes exames, de 7,62% contra queda de 4,10 %, em B – 2. É possível se notar que o volume de exames do hospital B – 2 é 5,96 vezes superior a B – 1, no ano de 2001. A última variável referente a exames é a que registra o número de exames de métodos gráficos, com um acréscimo médio de 33,16% para esta categoria no período estudado.
O próximo par de variáveis de produção em estudo refere-se à quantidade de partos e cirurgias realizados pelos hospitais pertencentes a esta categoria. O número médio de partos para esta categoria registra queda de 2,11%, sendo que B – 1 apresentou alta de 3,65%. Entretanto, B – 2 registrou queda de 15,22 %, ou seja, o acréscimo de B – 1 não compensou a queda de volume de produção em B– 2. O volume cirúrgico médio aumentou 13,06 %, no período de 2000 a 2001.
A última variável de produção analisada para esta categoria relata a quantidade total de roupa lavada em quilos. No período em estudo, esta variável registra decréscimo de 0,71 %, sendo conseqüência, mais uma vez, de resultados cruzados, com acréscimo de 6,36 %, para o hospital B – 2 e decréscimo de 8,77%, para o hospital B – 1.
Tabela XXII – Dados gerais sobre recursos financeiros dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista.
Dados financeiros (em R$ milhares)
Hospital B – 1 B – 2
Período 2000 2001 2000 2001
Despesa com
salários 54158 63525,48 29051,7 35890,1 Total das despesas
realizadas 70603 79392,48 44357,7 55023,8
Fonte: Elaboração própria.
O conjunto de variáveis composto das despesas financeiras é representado por duas variáveis: despesa com salários e o total de despesas realizadas. A variável despesa com salários registra elevação média na categoria de 19,48 %, sendo que, para B – 1, o aumento da despesa com pessoal foi de 17,30 %, e, para B – 2, foi de 23,54 %, no período de 2000 a 2001. A variável que registra o montante das despesas apresentou um acréscimo de 17,60 %, em 2001, quando comparado a 2000. O montante médio para esta categoria das despesas com pessoal e despesa total é de R$ 49.707.790,00 e R$ 68.711.900,00, respectivamente.
Da mesma maneira que na subseção anterior, iremos, agora, explorar a análise dos indicadores do número total de atendimentos por funcionários e da despesa por leito, sendo que este último comporta uma variação que é a despesa com pessoal por leito. Os dados referentes a esses indicadores podem ser vistos na tabela XXIII, a seguir.
Tabela XXIII – Dados gerais sobre as despesa por leito e atendimentos totais por funcionário dos hospitais sob modelo de gestão da administração mista.
Dados sobre as despesas por leito em milhares de reais e sobre os atendimentos totais
Hospital B – 1 B – 2
Período 2000 2001 2000 2001
Despesa com
salários por leito 180.53 211.75 77.68 95.96 Total das despesas
realizadas por leito 235.34 264.64 118.60 147.12 Atendimentos totais
por funcionários 163.77 192.74 233.87 253.39
C ? , 6 > !
A despesa com salários por leito cresceu para os dois hospitais, sendo, em média ,20,41% maior em 2001 do que no ano anterior. Da mesma forma, o total das despesas realizadas foi superior em 18,25%. Porém, o número de atendimentos totais por funcionários cresceu, em média, 13,02%.