K- Makhoclar Bu kabile de küçüktür. Ancak bunlardan da bilhassa 1858-1859 yıllarında bu tarafa bir çok grubun göç etmiş olduğuna dair kayıtlara Osmanlı arşiv
1.4. EKONOMİK FAALİYETLER
1.5.8. GÖÇ SIRASINDA KARŞILAŞILAN ZORLUKLAR 1.5.9.YOLLARDA ÇEKİLEN ÇİLELER
Até o início da década de 1950, a RAE era responsável pelos serviços de saneamento relativos à água e esgoto em São Paulo. Durante a década de 1930, após fortes estiagens e crises sucessivas no abastecimento de água, foram realizadas diversas obras emergenciais, até que se decidiu pela utilização da represa de Guarapiranga. Apesar da ampliação das aduções, os estudos realizados entre 1933 e 1939 para o Plano Geral de Whitaker - sobre o período 1929 e 1939 -, demonstravam que os serviços de abastecimento de água estavam sempre em atraso (WHITAKER, 1946). Alguns dados desse diagnóstico fornecem uma ideia quantitativa do problema no período e como foram tratados pelo engenheiro no Plano Geral de 1942.
Com relação ao abastecimento de água, considerando os sistemas61 em fins de 1929, a cidade
contava com o volume garantido em qualquer época de 174.805.000 l/dia. A população da Capital era de 851.838 habitantes, existindo 111.116 prédios, dos quais 78.980 abastecidos antes da ampliação das redes distribuidoras, por ocasião da inauguração da adutora (Cabuçu), e
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32.136 sem o serviço de água canalizada. No fim do ano já havia 83.452 prédios abastecidos. Contudo, considerando o volume necessário de água por dia em 250/l por habitante/dia, para abastecer toda a população seria preciso 212.959.500 litros/dia (851.838 X 250). Mesmo esse volume era insuficiente para estender as redes distribuidoras para todos os prédios da cidade, apresentando um déficit de 38.154.500 l/dia (WHITAKER, 1946, p.14).
Apesar do aumento da adução entre 1929 e 1933, obtida por meio da realização de diversas obras, Whitaker apresentava a situação dos déficits permanentes, tanto em relação ao aumento de volume de água necessário, como em relação aos edifícios atendidos. A quantidade de edifícios crescia e o déficit de prédios não abastecidos acompanhou o crescimento, como ilustra a tabela a seguir:
Tabela Tabela Tabela
Tabela 1111 – Situação dos prédios existentes e abastecidos na cidade de São Paulo, 1929-1942:
Anos Anos Anos
Anos Prédios existentesPrédios existentesPrédios existentesPrédios existentes Prédios Prédios Prédios Prédios abastecidos abastecidos abastecidos abastecidos % prédios % prédios % prédios % prédios abastecidos / total abastecidos / total abastecidos / total abastecidos / total Prédios não Prédios não Prédios não Prédios não aba aba aba abastecidosstecidosstecidosstecidos
% prédios não % prédios não % prédios não % prédios não abastecidos / total abastecidos / total abastecidos / total abastecidos / total 1929 111.116 83.452 75% 27.664 25% 1930 113.442 87.606 77% 25.836 23% 1939 164.687 128.321 78% 36.366 22% 1940 176.415 135.242 77% 41.173 23% 1941 188.532 143.019 76% 45.513 24% 1942 196.389 148.780 76% 47.609 24% Fonte: Extraído de Whitaker, 1946, p.19 e 34. Reorganizado pela autora.
Esses déficits eram consequência da adução insuficiente dos sistemas produtores disponíveis – Cantareira, Cotia, Santo Amaro, Cabuçu - frente ao crescimento da cidade. Mesmo após a conclusão do primeiro trecho da adutora Rio Claro, que levou quinze anos para ser construído, o problema do abastecimento não estava resolvido. Whitaker atribuía uma grande parte da responsabilidade desse problema à própria opção pela retomada e prosseguimento das obras dessa adutora, em 1932, pondo de lado a possibilidade de construção de novas adutoras provenientes da represa de Guarapiranga em Santo Amaro (WHITAKER, 1946, p.21).
Em 1941 foram concluídas as obras da adutora Rio Claro passando São Paulo a receber desse manancial 225 milhões de l/dia ou cerca de 2,6 m3/seg, vazão que, por falta de regularização, se reduzia significativamente nas estiagens, podendo chegar a 1,4 m3/seg. Essa variação de vazão
foi controlada com a adoção de novas aduções e estação elevatória entre 1939 e 1942, e finalmente com a construção da barragem do ribeirão do Campo em 1962 (FARIA, 2004, p.50). Entre 1939 e 1942, apesar de seus problemas, o abastecimento com Sistema Rio Claro servia também os municípios de Santo André e São Bernardo do Campo, que não contavam com abastecimento de água. Com a inauguração do sistema Billings, em 1958, foi cortada aquela derivação. Também foi feita uma derivação para o município de Mauá (QUEIROZ, 1964, p.33).
Em 1942, a população não abastecida na cidade de São Paulo somava 362.819 habitantes, e a abastecida 1.135.191 habitantes. Nesse ano, o déficit em volume de água era de 146.308.890 l/dia (o volume aduzido era 286.616.000 l/dia e o volume necessário 432.924.890 l/dia) (WHITAKER, 1946, p.34).
Os reservatórios reguladores de distribuição de água62 que atendiam bairros centrais e o noroeste da cidade, já estavam com mais de 30 anos, e na avaliação de Whitaker tinham sido construídos com base no atendimento de uma população e de um consumo menor, por isso não estariam adequados ao crescimento da cidade (Ibidem, p.36).
Com base nesse diagnóstico, em 1942 a RAE elaborou, sob coordenação do engenheiro Plínio Penteado Whitaker, um Plano Geral de Distribuição de Água (e um plano de obras de emergência) e um Plano Geral de Coleta e Tratamento Depurador de Esgotos para a Capital.
Nota-se que esses planos incidiriam sobre uma área delimitada de expansão urbana, que fora definida em 1936, através do Ato Municipal nº 1057. Em 1941, esses limites foram estabelecidos como área de atuação da RAE63. Segundo Moreira (2008, p.103), essa foi a condição essencial
para que a rede de distribuição do volume de água então disponível - com a finalização das obras do Rio Claro e com as ampliações previstas na Guarapiranga - fosse passível de ser planejada no Plano de Whitaker, pois visava atender toda a cidade.
Essa postura de planejamento se diferenciava da adotada anteriormente, quando a expansão da rede se dava conforme a demanda aumentava, com muitas situações emergenciais, ou ainda a partir de previsões sobre o aumento da população quase sempre equivocadas, apesar da dificuldade em prognosticar tais dados na época.
Interessante notar que dez anos antes, em 1931, quando a cidade passou a marca de um milhão, o prefeito Anhaia Mello64, provido de mapas e estatísticas, declarou que a cidade clandestina era muito maior que a cidade oficial (ROLNIK, 2003, p.149). A cidade clandestina era a que crescia por meio dos loteamentos populares, que não eram servidos de infraestrutura. Whitaker detalha em seu estudo diversos locais onde não havia abastecimento e que se localizavam dentro do perímetro considerado pelos planos, ao mesmo tempo em que reconhece a existência de arrabaldes mais distantes, situados fora do limite abastecível.
Para garantir o abastecimento e a distribuição abrangendo a cidade, buscando uma homogeneidade, o plano dividiu-a em setores de abastecimento escolhendo a procedência das
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O centro da cidade, de acordo com o Plano de Emergência de 1929/30, continuava sendo abastecido pela adutora Cotia, com os reservatório de distribuição: Consolação (1897), Araçá (1907), Água Branca (1915), reservatório Praça Amadeu Amaral (1896) e Vila Mariana (1914).
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Ato nº 1368, Art. 1: “Os prolongamentos de redes de água e esgotos serão executados somente em ruas ou arruamentos situados dentro do perímetro que circunscreve a área considerada abastecível ou esgotável, de acordo com respectivos projetos organizados pela RAE." (Revista DAE - Boletim da RAE, ano 5, nº 13, 1941, São Paulo apud, BUENO, 1994, p.82).
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Essa declaração foi feita no Primeiro Congresso de Habitação de São Paulo, do Instituto de Engenharia e publicado nos Annaes do Primeiro Congresso de Habitação em 1931 (ROLNIK, 2003).
águas tributárias de cada zona, aproveitando as instalações existentes, sendo que um setor de socorro poderia aduzir água de um para outro.
Mapa Mapa Mapa
Mapa 444 4 – Setores de abastecimento de 1942.
Fonte: Relatório da Repartição de Águas e Esgotos de São Paulo referente ao ano de 1942. Boletim da Repartição de águas e Esgotos n. 16, jan a dez de 1943.
Com a realização do Plano de Abastecimento, em 1942, o engenheiro Whitaker traçou um plano de obras de “reforço do abastecimento e de reforma e ampliação das instalações de distribuição dentro da cidade”. O aproveitamento da bacia do Guarapiranga, como já comentado, foi a solução considerada mais rápida e econômica. No detalhamento desse plano foram projetadas instalações para a retirada, recalque, tratamento, adução e distribuição de 11m³/s, vazão instantânea da qual se poderia lançar mão em caso de necessidade; em 1948 tinham início as obras novas do sistema Guarapiranga.
Em 1958, novo convênio foi celebrado entre o Governo do Estado e a Light, ratificando entendimentos anteriores, pelo qual ficou o DAE autorizado a derivar daquela represa 9,5 m³/s, volume que representa a vazão média anual regularizada do manancial. Dentre as obras previstas, estavam elevatórias, linhas de recalque, novos reservatórios e a construção da primeira etapa da estação de tratamento do Alto da Boa Vista, que só entrou em funcionamento em 1957 (QUEIROZ, 1964, p.31).
A assinatura de um “termo de acordo” estabelecia que o DAE se comprometia a compensar a Light pelo volume de água, ou por fornecimento à Light de energia bruta produzida pelo sistema público ou em dinheiro (BUENO, 1994, p.110). Um dos motivos que explica que as obras de ampliação da Guarapiranga tiveram mais sucesso foi o fato dessa represa perder importância no sistema produtor de energia, fazendo com que a Light refizesse seu acordo para ampliação da
captação. A Light voltava seus esforços para a canalização e reversão do rio Pinheiros, para ampliar a geração de energia, como se verá a seguir. E a Light era responsável pelas boas condições de saneamento desse reservatório.
Em relação aos esgotos, o plano de Whitaker identificava como um dos problemas centrais o crescimento da cidade sobre áreas de topografia acidentada, com o crescimento de núcleos esparsos, o que dificultava a extensão da rede e portanto demandava a abertura de vielas, ruas e avenidas para a passagem de tubulações. Propunha também o tratamento de esgotos, por meio da construção de emissários e estações de tratamento, e era enfático na necessidade de controle das emissões industriais, destacando que o governo deveria exigir tratamento prévio de efluentes (BUENO, 1994, p.85-86).
Das obras previstas no Plano Geral – tanto as de água como as de esgotos – grande parte ficou comprometida durante a Segunda Guerra, pois os investimentos foram interrompidos, assim como o recebimento de materiais. E depois da guerra, os materiais e equipamentos utilizados nas obras dependiam de fornecedores internacionais, que estavam voltados à sua própria demanda. Além disso, a abertura de concorrências internacionais não obteve resposta, pois as empresas não estavam aptas a atuar naquele momento que se voltavam à reconstrução em seus países. Assim, grande parte das obras do Plano de Whitaker para o abastecimento de água será realizada após a criação do Departamento de Águas e Esgotos (DAE), na década de 50 (Ibidem, p.90).