4. BÖLÜM: PISA PROJESİNİN KRONOLOJİK ÖNCÜLERİNDEN
4.1. PISA Kronolojik Finlandiya ve Türkiye Performansları
4.1.1. Finlandiya'nın PISA Projelerine Ait Sonuç Bulguları
A análise de variância dos dados do primeiro ciclo de produção da cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ revelou que não houve efeito significativo a 5% de probabilidade dos níveis de potássio em relação as variáveis de produção e produtividade, exceto para o diâmetro e comprimento do fruto. Porém, observa-se que, de acordo com os resultados obtidos, as diferentes doses de potássio apresentaram um bom ajuste das equações, proporcionando aumentos de peso do fruto e da penca de forma linear indicando bons coeficientes de determinação para o cv ‘Prata anã’ (R2 = 0,80 e 0,89) e para cv ‘Maçã’ (R2 = 0,71 e 0,90), respectivamente (Figura 11).
Com base nos dados expostos na Tabela 4 para o cv ‘Prata anã’ , é possível verificar que o peso do fruto e da penca do tratamento K3 , ou seja, 600 g de K20 touceira-1, mesmo não detectando significância, superou a testemunha (K0) e o tratamento K1 (200 g de K20 planta-1), em aproximadamente 18%. O número de pencas por cacho, foi igual em todos os tratamentos, inclusive a testemunha, em média 9,3 e 8,4 pencas para o cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’, respectivamente, no primeiro ano de produção da bananeira. Pode-se deduzir que, a não ocorrência de efeito para aplicação de K, no primeiro ano, indica que a planta utilizou-se das reservas do solo para suprir as exigências nutricionais do elemento, durante essa fase, e a sua capacidade de absorver o potássio presente no solo, principalmente, em condições de irrigação. É importante ressaltar que, a planta encontrando-se no primeiro ano de produção, é menos exigente em relação aos seus filhos quanto à absorção de nutrientes (GOMES, 1988). Outra hipótese possível de se apontar, seria concluir que o fracionamento das doses de potássio na simulação da fertirrigação, possivelmente, tornou o uso do adubo pela planta mais eficiente e com menores perdas. No entanto, detecta-se que, os resultados foram semelhantes aos conseguidos por Borges et al. (1997) e Cantarutti (2003) que trabalharam com a Prata anã, no primeiro ciclo de produção, sob condições de irrigação, não encontraram efeitos de doses de potássio.
Tabela 4. Valores médios das características de produção e produtividade das bananeiras
‘Prata Anã’ e ‘Maçã’.
cv Prata anã (planta matriz - 10 ciclo)
Pf Pp Nfc Nfp Np C D Prod.
TRAT. g Kg --- --- --- cm mm Kg
K0 75,1a 1,03a 129a 13,8a 9,4a 12,0a 30,4a 15571a
K1 76,0a 1,02a 124a 13,4a 9,2a 12,0a 32,2ab 14985a
K2 84,7a 1,14a 122a 13,4a 9,2a 12,3a 33,2ab 16736a
K3 89,1a 1,21a 128a 13,6a 9,4a 12,5a 33,7b 18138a
K4 86,6a 1,22a 133a 14,1a 9,4a 12,4a 34,4b 18307a
CV% 11,7 11,5 9,5 3,4 9,0 8,4 5,0 13,6
Média 82,3 1,1 127 13,6 9,3 12,2 32,8 16748
DMS 18,7 0,25 23,4 0,89 1,6 2,0 3,1 4411 cv ‘Prata anã’ (planta filho - 20 ciclo)
Pf Pp Nfc Nfp Np C D Prod.
TRAT. g Kg --- --- --- cm mm Kg
K0 69,1a 1,01a 119a 14,5a 8,2a 11,7a 31,8a 13325a
K1 92,9ab 1,39ab 146b 14,9ab 9,8b 12,1ab 32,7ab 21792b
K2 97,5bc 1,53bc 159b 15,6ab 10,2b 13,0ab 34,5abc 24966bc
K3 120,4c 1,94c 158b 16,1b 9,8b 14,0b 36,8c 30368c
K4 108,0bc 1,63bc 157b 15,1ab 10,4b 13,3ab 35,0bc 27021bc
CV% 12,8 15,1 9,3 5,8 7,0 9,3 4,3 14,9
Média 97,6 1,50 148 15,2 9,7 12,8 34,2 23494
DMS 24,1 0,44 26,0 1,5 1,3 2,2 2,8 6790 cv ‘Maçã’ (planta matriz - 10 ciclo)
Pf Pp Nfc Nfp Np C D Prod.
TRAT. g Kg --- --- --- cm mm Kg
K0 84,5a 1,13a 109a 13,3a 8,2a 10,7a 32,1a 14781a
K1 83,0a 1,13a 111a 13,6a 8,2a 11,6ab 32,1a 14803a
K2 92,5a 1,19a 111a 12,9a 8,6a 12,4bc 35,0ab 16362a
K3 91,8a 1,25a 115a 13,6a 8,4a 13,4c 34,8ab 16941a
K4 92,8a 1,25a 114a 13,5a 8,4a 12,8c 35,6b 16845a
CV% 7,9 7,0 8,1 4,2 7,7 4,7 5,0 12,7
Média 88,9 1,19 112 13,4 8,4 12,2 33,9 15946
DMS 13,5 0,16 17,6 1,1 1,2 1,1 3,3 3933 Pf – peso do fruto ; Pp – peso de penca ; Nfc – no de frutos por cacho ; Nfp – no de frutos por penca
; Np – no de penca ; C – comprimento do fruto ; D – diâmetro do fruto e Prod. – produtividade da
cultura.
Médias seguidas das mesmas letras não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
CV (%) - coeficiente de variação ; DMS – Diferença mínima significativa
No cv ‘Maçã’, mesmo não indicando significância nos tratamentos, é conveniente expor, que a partir da dose 600 g K20 touceira-1, a concentração aplicada permitiu aumentar o peso da penca e do fruto, em aproximadamente 10%. Tais resultados indicam a importância do potássio (K) na produção de frutos da bananeira, corroborando com Ho (1969), que obteve boas respostas com a adição de potássio.
Convém salientar que, quando se analisa o valor médio de peso do fruto e de penca das bananeiras, permitem deduzir que os dois cultivares ‘Prata-anã’ e ‘Maçã’ demonstraram comportamentos similares, com ligeira vantagem para a ‘Maçã’.
Com base na análise de variância dos dados levantados no 20 ciclo de produção da bananeira ‘Prata-anã’ e nos modelos de regressão ajustados estatisticamente para essas variáveis, verificou-se que a adição do potássio indicou efeito significativo da fertirrigação em relação à testemunha, proporcionando aumentos de forma quadrática em relação ao peso do fruto, peso da penca e número de frutos por cacho, possibilitando obter altos coeficientes de correlação.
Utilizando-se do modelo de regressão polinomial, detecta-se com aplicação do nível de 600 g K2O touceira-1, o ponto de inflexão da reta, determinando a partir desse nível haver consumo de luxo pelas plantas sem promover aumento da produção (Figura 11).
Todos os níveis de potássio (200, 400,600e800 g K2O touceira-1) analisados tiveram influência significativa no aumento do número de frutos por cacho e no número de pencas em relação à ausência da fertirrigação. A dose aplicada com 400g K2O planta-1 foi suficiente para alcançar aumentos em torno 34% e 24%, respectivamente, em relação à testemunha. Resultados semelhantes foram encontrados por Brasil et al (2000), os quais verificaram que a dose de 450 g K2O alcançou aumentos de 37% e 26% respectivamente, no número de bananas por cacho e número de pencas por cacho em relação à ausência de adubação.
Figura 11. Peso do fruto, peso da penca e n0 frutos por cacho em função de diferentes doses de K2O aplicado via água de irrigação.
60 70 80 90 100 110 120 130 140 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) P e so do f rut o ( g)
1 ciclo (Prata anã) Y = 0,018x + 75,1 R² = 0,80
2 ciclo (Prata anã) Y = -1E-04x² + 0,13x + 69,8 R² = 0,90 1 ciclo (Maça) Y = 0,013x + 83,4 R² = 0,71 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) P e so da pe n c a ( K g)
1 ciclo (Prata anã) Y = 0,0003x + 1,01 R² = 0,80
2 ciclo (Prata anã) Y = -2E-06x² + 0,0025x + 0,98 R² = 0,88 1 ciclo (Maçã) Y = 0,0002x + 1,12 R = 0,90 80 100 120 140 160 180 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) N ú m e ro de f ru tos p or c a c h o
1 ciclo (Prata anã) Y = 5E-05x² - 0,03x + 129 R² = 0,96 2 ciclo (Prata anã) Y = -0,0001x² + 0,14x + 120 R² = 0,98 1 ciclo (Maçã) Y = 0,006x + 110 R² = 0,74
A análise de variância para valores médios do comprimento e diâmetro do fruto da segunda penca, apresentou resultados significativos a 5% de probabilidade em relação à testemunha (Tabela 4). Utilizando-se da análise de regressão (Figura 12), observou-se que estas variáveis, foram significativas e demonstraram altos coeficientes de determinação (R2 = 0,85 e 0,82), respectivamente. Portanto, permitindo deduzir que a adição do nutriente promoveu aumento quadrático sobre estas variáveis. O teste de Tukey indicou diferença significativa a 5% de probabilidade do tratamento K3 (600 g de K20 touceira-1),para comprimento e diâmetro do fruto em relação à testemunha.
Figura 12. Comprimento e diâmetro médio de frutos de bananeiras ‘Prata Anã’ e ‘Maçã’
em função de diferentes doses de K2O aplicado via água de irrigação.
10 11 12 13 14 15 16 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) C o m p ri m e nt o f ru to( c m
) 1 ciclo (Prata anã) Y = 0,0007x + 12 R² = 0,80
2 ciclo (Prata anã) Y = -4E-06x² + 0,005x + 11,5 R² = 0,85 1 ciclo (Maçã) Y = -5E-06x² + 0,007x + 10,6 R² = 0,94
30 32 34 36 38 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) D iâ m e tr o do f rut o ( m m )
1 ciclo (Prata anã) Y = 0,005x + 30,9 R² = 0,94
2 ciclo (Prata anã) Y = -9E-06x² + 0,012x + 31,4 R² = 0,82 1 ciclo (Maçã) Y = 0,005x + 32 R² = 0,83
Embora, a análise de variância dos dados não revelando diferenças significativas no 10 ciclo de produção, no entanto, foi possível, estatisticamente apresentar significância por meio de modelos de regressão linear, indicando haver uma boa correlação entre os níveis de potássio e a produtividade de frutos das bananeiras, cujos coeficientes de determinação para cv ‘Prata anã’ e Maçã’ são R2 = 0,84 e R2 = 0,85, respectivamente (Figura 13). Segundo Nogueira (1985), os efeitos de adubações potássica sobre fruteiras estão mais condicionados aos aspectos de qualidade, do que de quantidade, desde que o elemento não esteja em quantidades limitantes para a planta.
A produtividade do 10 ciclo do cv ‘Prata anã’, obtida dentro dos tratamentos com as doses de potássio variou de 15,57 a 18,31 t ha-1 (média de 16,75 t ha-1) e o cv ‘Maçã’ variou de 14,78 a 16,85 t ha-1 (média de 15,95 t ha-1) (Tabela 4). Permitindo observar comportamento superior da bananeira ‘Prata anã’ em termos de produtividade. Resultados semelhantes foram conseguidos por Leonel et al. (2003), nas condições edafoclimáticas do município de Botucatu/SP, cujas produtividades médias estimadas foram de 19,50 e 14,37 t ha-1, respectivamente, para as bananeiras ‘Prata-anã’ e ‘Maçã’.
Figura 13. Produtividade média de bananeiras ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em função de
diferentes doses de K2O aplicado via água de irrigação..
10000 15000 20000 25000 30000 35000 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) P rodu ti v id a de ( K g/ ha )
1 ciclo (Prata anã) Y = 4,3x + 15023 R² = 0,84
2 ciclo (Prata anã) Y = 0,038x² + 48,5x + 13246 R² = 0,96 1 ciclo (Maçã) Y = 3,1x + 14693 R² = 0,85
Por meio da análise de variância dos dados do 20 ciclo, apresentados na Tabela 4, observou-se aumento significativo na produtividade em resposta a fertirrigação com potássio. O teste de Tukey indicou diferença significativa a 5% de probabilidade do tratamento K3 (600 g de K20 touceira-1) em relação à testemunha e ao tratamento K1 (200 g de K20 touceira-1), nos quais os aumentos em produtividade registrados foram da ord em de 128% e 39%, respectivamente, o que mostra que apesar dos altos teores iniciais de K no solo na instalação do experimento, ocorre um esgotamento das reservas de K no solo, caso não haja manutenção dos seus teores no solo, de forma que, se a bananeira não for bem nutrida no primeiro ano, é razoável, que não se possa esperar uma boa produção no segundo ano.
Conforme resultados da análise de regressão o efeito de doses de K indicou que no 20 ciclo o modelo quadrático foi o que melhor explicou os resultados obtidos para o segundo ano de produção da bananeira, por apresentar no parâmetro resposta um elevado coeficiente de determinação (R2 = 0,96).
Porém, ao visualizar a tendência da curva, vê-se que as disponibilidades de K2O acima de 600 g touceira-1 podem ser consideradas “consumo de
luxo” por não se verificar incrementos na produtividade da bananeira (Figura 16).
Para o 10 ciclo o melhor modelo de ajuste foi o linear, permitindo deduzir que o aumento nos teores de potássio possibilitou uma tendência crescente da produtividade dos cultivares de bananeiras.
No segundo ano de produção era possível diagnosticar plantas
com sintomas visuais de deficiência de K. As plantas do tratamento testemunha (K0), começavam a apresentar cachos pequenos e leves, bananas curtas, encurvadas e em menor número (Figura 14).
As Figuras 14 e 15 mostra o perfil dos cachos de bananeiras ‘Prata anã’ (20 ciclo) e ‘Maçã’ (10 ciclo) colhidos durante a condução do experimento.
Figura 14. Cachos de bananeiras ‘Prata anã’ (20 ciclo) em função de diferentes doses de K2O aplicado via água de irrigação.
Figura 15. Cachos de bananeiras ‘Maçã’ (10 ciclo) em função de diferentes doses de K2O
4.5. Duração dos ciclos das bananeiras
A análise de variância dos dados, revelou que, os parâmetros que caracterizam o tempo em dias do plantio à colheita, plantio ao florescimento e do florescimento a colheita para cv de bananeira cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ em função de doses crescentes de potássio, aplicados via água de irrigação, quando foram analisadas no 10 ciclo não houve efeito significativo dos tratamentos a 5% de probabilidade em nenhuma das variáveis respostas (Tabela 5).
No entanto, quando se utilizou a análise de regressão para efeito de doses indicou que o modelo linear foi o que melhor explicou os resultados obtidos, para todas as variáveis estudadas, onde é possível detectar efeito positivo dos tratamentos, mostrados através de curvas lineares no sentido decrescente, apresentando bons coeficientes de correlação (R2) (Figura 16). Observa-se com o aumento das doses houve diminuição dos dias que compreende o período do plantio a colheita do cacho dos cv `Prata anã` e `Maçã` e que o nível 600 g K20 touceira-1 foi suficiente para reduzir o ciclo em 19 e 13 dias, respectivamente, em relação à testemunha. (Tabela 5).
Quanto ao intervalo entre o plantio e o florescimento das plantas, observa-se pela análise de regressão, que os tratamentos com doses crescentes de potássio apresentaram um bom ajuste das equações com coeficientes de determinação R2 = 0,68 para a cv ‘Prata anã’ e R2 = 0,80 para ‘Maçã’, no 10 ciclo. Também, para o intervalo entre o florescimento e a colheita do cacho, nos cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’, embora não se observando diferenças significativas para os níveis de potássio, na análise de variância, foi possível por meio da análise de regressão detectar um ajuste linear da equação de forma decrescente e um coeficiente de determinação (R2) de 0,68 e 0,72, indicando uma boa correlação entre os níveis de potássio e a variável em estudo. Portanto, permite deduzir que o aumento das doses de potássio possibilitou uma tendência para redução dos ciclos de produção das plantas no 10 ciclo.
Tais resultados indicam a importância do K na antecipação da colheita do cacho, levando-as a acelerar o desenvolvimento das plantas, a maturação, e
conseqüentemente a uma maior precocidade, corroborando com Ho (1969), que obteve boas respostas com a adição de K.
Tabela 5. Duração média dos ciclos do plantio a colheita, plantio a floração e floração a
colheita para as bananeiras ‘Prata-anã’ e ‘Maçã’.
Tratamentos Plantio a colheita
(dias) Plantio a floração (dias) Floração a colheita (dias) cv. ‘Prata anã’ (planta matriz - 10 ciclo)
K0 396a 268a 128a
K1 390a 264a 126a
K2 383a 263a 120a
K3 377a 259a 118a
K4 383a 262a 121a
CV% 3,6 4,2 6,8
Média 386 263 123
DMS: 26,6 21,3 16,0
cv. ‘Prata anã’ (planta filho - 20 ciclo)
K0 581c 401b 180a
K1 557bc 390ab 167a
K2 528ab 367a 161a
K3 522a 362a 160a
K4 526ab 368a 158a
CV% 3,2 4,2 7,1
Média 543 378 165
DMS: 33,1 30,7 22,7
cv. ‘Maçã’ (planta matriz - 10 ciclo)
K0 404a 303a 101a
K1 398a 304a 94a
K2 396a 302a 94a
K3 391a 299a 92a
K4 391a 299a 92a
CV(%) 3,6 4,9 6,5
Média 396 301 95
DMS 27,7 28,7 11,8
Médias seguidas das mesmas letras não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
CV (%) - coeficiente de variação ; DMS - Diferença mínima significativa
No entanto, quando se avalia o comportamento dos cultivares no 10 ciclo de cultivo (planta matriz), os cvs. ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ tiveram comportamentos
similares, quanto ao período compreendido entre o plantio da muda no campo e a colheita do cacho, as mesmas apresentaram em média um ciclo de 386 e 396 dias, respectivamente, com uma ligeira vantagem em termos de precocidade para o cv. `Prata anã`. No entanto, quando se avalia o cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ dentro dos tratamentos, percebe-se que o ciclo do plantio a colheita é sempre maior nas plantas que não receberam adubação potássica (K0), ou seja, 396 e 404 dias, com ponto de inflexão da reta, a partir da dose de 600 g K20 touceira-1 (K3
)
.Com relação ao ciclo da cultura, de algumas regiões produtoras de bananas dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, Pereira et al. (2000) em Jaíba (região norte de Minas Gerais) e Salomão et al. (1998) em Visconde do Rio Branco (região da zona da mata de Minas Gerais), relatam que o ciclo vegetativo do cv ‘Prata-anã’ foi, respectivamente, 411 e 520 dias. Lichtemberg et al. (1988), estudando também a cultivar ‘Prata anã’, em Siderópolis SC, salientaram que a duração do primeiro ciclo foi de 662 dias. Neto et al. (1993), nas condições do Nordeste, avaliando cultivares de bananeira na região do submédio do São Francisco o cv ‘Prata anã’ e ‘Maçã’ produziram com 11 meses de idade. Portanto, para as condições em que se realizou o trabalho pode se concluir que, para o 10 ciclo, o clima influenciou positivamente o desenvolvimento das plantas, e conseqüentemente, o seu ciclo, promovendo uma colheita precoce, quando comparado com regiões com características climáticas semelhantes, associadas à irrigação e o manejo adequado das plantas.
Com relação ao tempo compreendido entre a emissão da inflorescência e a colheita do seu cacho o cv ‘Maçã’ foi menor em relação à ‘Prata anã’, variando de 92 dias a 101, enquanto, o cv ‘Prata anã’ variou de 118 a 128 dias. Lichtemberg et al. (1988) ; Pereira at al. (1999) e Pereira at al. (2000), trabalhando com a ‘Prata anã’ esse período foi em média 194, 172 e 141 dias respectivamente. O ciclo da bananeira é um descritor muito influenciado pelas temperaturas estacionais, isto explica, em parte, as diferenças para as mesmas cultivares em diferentes regiões.
Porém, observa-se que, quando se avaliou o 20 ciclo de produção do cv ‘Prata anã’, os resultados obtidos mostraram que o nível de 600 g K20 touceira-1 (K3), foi significativamente superior à testemunha (K0) e ao tratamento com doses de 200 g K20
planta-1 (K1), onde, respectivamente, as plantas produziram com 59 e 35 dias de antecedência, permitindo ao produtor uma colheita mais rápida e, conseqüentemente, maior rapidez no retorno do investimento. Para o início do florescimento das plantas do 20 ciclo, estatisticamente, houve diferenças significativas para os níveis 400, 600 e 800 g K20 touceira-1, em relação à testemunha, sendo que, o tratamento com nível de 600 g K20 touceira-1 (K3) foi mais precoce em 39 e 28 dias em relação à testemunha e ao tratamento 200 g K20 touceira-1 (K1), respectivamente. Com relação à característica do ciclo do florescimento a colheita do cacho não houve estatisticamente significância entre os tratamentos, mas, no entanto, pode-se afirmar que o tempo decorrido entre a emissão da inflorescência no topo da roseta foliar e a colheita do cacho, a partir da dose aplicada 600 g K20 touceira-1, foi mais precoce em três semanas.
Utilizando-se da regressão para analisar tendências e comportamentos entre as doses de potássio e as variáveis que caracterizam os ciclos de produção para o 20 ciclo de cultivo da bananeira (planta filho). Conforme Figura 16, verifica-se que estas variáveis, tiveram altos coeficientes de determinação com ajuste da equação de forma linear no sentido decrescente, indicando tendência para redução do tempo entre o plantio e a colheita do cacho (R2 = 0,81), plantio e o florescimento das plantas (R2 = 0,77) e do florescimento a colheita do cacho (R2 = 0,82).
Porém, quando foi comparado o tempo decorrido entre a emissão da inflorescência e a colheita do cacho na planta mãe e planta filho nota-se que a colheita do 10 ciclo (planta mãe) foi mais precoce em relação ao 20 ciclo (planta filho). Este comportamento é possível explicar, pois, os ciclos de produção são extremamente variáveis, dependendo da região e das condições climáticas, pois as variações de temperatura ocorridas nesta região são muito evidenciadas. Portanto, deve-se levar em consideração a variabilidade dos fatores climáticos quando se trabalha com esta cultura, pois o clima é um dos fatores que mais afeta o desenvolvimento do fruto, fazendo com que a planta apresente um ciclo mais curto durante o período quente e úmido e mais longo quando o clima é frio e seco.
Figura 16. Efeito da fertirrigação com K2O na duração dos ciclos do plantio à colheita, plantio a floração e floração a colheita do cacho.
350 400 450 500 550 600 650 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) P lan ti o a c o lh ei ta ( d ias
) 1 ciclo (Prata anã) Y = 0,02x + 394 R² = 0,71
2 ciclo (Prata anã) Y = 0,07x + 572 R² = 0,81 1 ciclo (Maçã) Y = -0,016x + 403 R² = 0,92 220 250 280 310 340 370 400 430 0 200 400 600 800 K2O (g touceira-1) P lan ti o a f lo raç ão ( d ias )
1 ciclo (Prata anã) Y = 0,009x + 267 R² = 0,68 2 ciclo (Prata anã) Y = 0,047x + 396 R² = 0,77 1 ciclo (Maçã) Y = 0,0065x + 304 R² = 0,80 80 100 120 140 160 180 200 0 200 400 600 800 K20 (g touceira-1) F lo raç ão a c o lh ei ta ( d ias )
1 ciclo (Prata anã) Y = -0,011x + 127 R² = 0,68 2 ciclo (Prata anã) Y = -0,026x + 175 R² = 0,82 1 ciclo (Maçã) Y = -0,010x + 98,6 R² = 0,72
No que se refere ao intervalo de tempo decorrido entre a colheita do cacho da planta mãe (10 ciclo) e a colheita da planta filho (20 ciclo), considerado como ciclo de produção, detectou-se efeito significativo dos tratamentos. No presente trabalho, houve uma diminuição no ciclo quando comparados com o tratamento que não recebeu a fertirrigação com potássio e o tratamento que recebeu 200 g K20 touceira-1 (Tabela 6), permitindo reduções de até 40 dias na colheita da próxima safra.
Tabela 6. Resultado da análise de variância para o intervalo de dias entre a colheita da
planta matriz e a colheita da planta filho (ciclo de produção).
TRATAMENTOS (g K20 touceira-1) CICLO DE PRODUÇÃO (dias) 0 170 a 200 162 a 400 160 a 600 137 b 800 130 b CV% 8.1 Média 152 DMS: 22,03 Médias seguidas das mesmas letras não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste
CV (%) - coeficiente de variação DMS – Diferença mínima significativa.
Os resultados obtidos neste experimento evidenciaram correlações positivas e significativas entre as doses de potássio e o intervalo de produção da cultura, onde por meio da análise de regressão (Figura 17), acusou um bom ajuste da equação alcançando um coeficiente de determinação de R2 = 0,92, demonstrando efeito positivo do potássio na variável resposta, permitindo inferir que com incremento nas doses de potássio alcançou-se redução no ciclo de produção da cultura.
Figura 17. Efeito da fertirrigação com K2O sobre o ciclo de produção da bananeira (Intervalo de dias entre a produção do 10 ciclo e a produção do 20 ciclo).