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Fiillerin Birleşik Zaman Çekimleri

Belgede Hadim (Konya) köyleri ağzı (sayfa 124-133)

2.2. Şekil Bilgisi

2.2.2. Fiil Çekimi

2.2.2.2. Fiillerin Basit Zaman Çekimleri

2.2.2.2.3. Fiillerin Birleşik Zaman Çekimleri

O escrita simples e direta é característica do estilo de Rachel de Queiroz em todos os g e os, p i ipal e te, a i a. No e ta to, Ra hel i ú e as ezes discorre em entrevistas e crônicas a dificuldade da escrita simples, um resultado que

perseguia e ao qual se dedicava com afinco e ígida dis ipli a HOLLANDA, , p. 29). Esse relato leva-me a entender que se trata, portanto, de uma linguagem simplificada, mas trabalhada e conquistada. A ensaísta ainda nos assegura em seu a tigo ue [...] Ra hel ees e ia seus te tos i ú e as vezes à procura de uma o ple a atu alidade , o o ualifi ou seu estilo o íti o e t aduto Paulo Ro i . (HOLLANDA, 2010, p.29). A crônica oferece à autora uma escritura de timbre duplo: de enfrentamento com os rumos da realidade nordestina e brasileira, e descoberta de temas que alimentariam as histórias de seu povo, sendo todas alicerçadas na cultura popular e oral, levadas daí para a ficção.

Dessa combinação de linguagem oral, estilo direto e naturalidade resultam as crônicas de Rachel de Queiroz. A estratégia de se dirigir de forma direta explícita ou implicitamente ao leitor, é característica da crônica, usada por Machado de Assis e por José de Alencar que utilizava esse recurso nos prefácios que se tornaram famosos. É importante ressaltar que tal recurso ocorre em alguns romances, principalmente naqueles cujas protagonistas também são narradoras, como em Memorial de Maria Moura. Ta e ide te pa a Heloísa Bua ue de Holla da ue o de ue ue esteja, Rachel aparenta sempre falar do ponto de vista de suas vivências originais, de sua ligaç o is e al o o se t o ea e se HOLLANDA, , p. . Essa postu a de escrita pode ser confirmada nas mais de três mil crônicas que publicou, além dos romances que escreveu ao longo de mais de setenta anos de escrita literária.

Outra questão discutida em varias crônicas refere-se ao processo de criação. Na crônica O nosso humilde ofício de escrever, publicada em diversos jornais, e posteriormente editada na coletânea Falso mar, Falso mundo, publicado em 1995, a autora discorre sobre isso: Daí, sua id ia i i ial ai se dese ol e do, o te a se desdobrando, suscitando situações novas, personagens novos que, às vezes, surgem de repente, inesperados, pode ser até num virar de esquina ou num bate-papo de a (QUEIROZ, 2002, p. 66).

Em outra crônica, Memória, publicada em Um alpendre, uma rede, um açude – 100 crônicas escolhidas, no ano de 1958, a escritora revela o que seria básico para aquele que pretende ser um romancista:

[...] creio realmente ser uma boa memória a qualidade básica do romancista. Memória para os fatos, memória para a vida,

principalmente memória de si mesmo. Ir enrolando a meada enquanto vive, para desenrolá-la enquanto escreve. Naturalmente que há o comentário pontuando as lembranças e há a escolha do que recordar, e há os disfarces mascarando as recordações. E há a linguagem, que é a mise-en-scène. Mas a memória, memória do consciente e do subconsciente, lembranças acumuladas, imagens, recordações – isso constitui a matéria-prima. (QUEIROZ, 1989, p. 130).

Nessa crônica, Rachel continua seguindo por uma linha metalinguística, questionando se o cha ado tale to , atribuído aos artistas de modo geral, não estaria imbuído em ecos de outros textos ou situações recolhidas nas profundezas da memória de quem narra, sinalizando para a hipótese de estarem contidos em seus textos (e de outros autores) vestígios de criações anteriores. Pensando nessas interligações entre crônicas e romances, e na trilha aberta pela própria autora em entrevistas concedidas a que tive acesso77, publiquei, em Falas do outro – literatura, g e o, et i idade, o a tigo Ra hel de Queiroz: diálogo entre as crônicas O Cirino, Roteiro de um haver encoberto e o romance Memorial de Maria Moura . O efe ido artigo foi o início da construção da hipótese de tese que ora apresento.

Partindo dessa perspectiva, percebi que não é raro encontrarmos crônicas cujos enredos se interligam com romances que ainda não tinham sido escritos. A autora cria, portanto, o tema na crônica por esse g e o t aze e sua ess ia, o i suspeito, o iúdo ou si gula idade , CANDIDO, , p. , te do o o fu ç o criadora arquivar aquele flash momentâneo de inspiração que surge de uma lembrança motivada por um bilhete encontrado em uma gaveta, um nome dito ao acaso ou a lembrança de pessoas ou de histórias do sertão para, posteriormente, gesta aquela inspiração, transformando-a em obra mais complexa que transitará da crônica para o romance.

Essa hipótese pode ser comprovada pela crítica de Ruggero Jacobbi que classifica a ficção de Rachel como fragmentária, dispersiva e impressionista, faltando- lhe o fluxo centralizador próprio do romance. A essa interpretação, Vilma Arêas contesta, alegando que a fragmentação em textos rachelianos deve-se à contaminação da ficção pela crônica que se vale do causo contado, relembrado na narrativa naturalmente ao lado da digressão (ARÊAS, 1997, p. 97).

77

As entrevistas correspondem àquelas já mencionadas anteriormente: a Ary Quintella, a Cadernos de

Literatura Brasileira, Presença de Rachel, de Hermes Rodrigues Nery, dentre outras. Destaco ainda o

Em comemoração aos oitenta anos da autora, a Editora José Olympio lançou Rachel e os oitenta (1990) cujo intento fora homenageá-la pela voz de José Olympio e diversos escritores e críticos literários. A obra inicia com o discurso de cada um sobre os textos e coletâneas de crônicas publicadas até aquela data. A donzela e a Moura Torta, de 1948 foi a primeira a vir a público em obra reunida, cuja edição tinha, como subtítulo, Crônicas e Reminiscências, podendo-se inferir que os textos escritos tiveram a representação da memória como argamassa, ficando ali inseridos e guardados para outras construções.

Nessa coletânea de 1948, algumas crônicas têm como enredo a vida circense, como O grande circo zoológico, Capote e Mr. David, professor de inglês. Esse tema é desdobrado em Dôra, Doralina, espe ial e te e O Li o de Co pa hia , e e Memorial de Maria Moura, através da família mambembe de Valentim, personagem secundário, mas que estará no cerne da resolução do clímax da protagonista em relação a seu antagonista. Outras crônicas trazem enredos que se ambientam nas viagens de navio feitas pelo Rio São Francisco, como O velho Chico, Itinerário e Rosa e o fuzileiro, e estão revisitadas em Dôra, Doralina nas duas partes que se intitulam O Livro de Companhia e O Livro do Comandante. Há crônicas que lembram a primeira parte do romance, O Livro de Senhora, tais como Isabel e A dor de amar; essa última, inclusive, lembra a primeira frase de Dôra, Doralina: A ida toda u doe (QUEIROZ, 1989, p.5).

Outras crônicas relacionam-se mais diretamente com figuras do romance, como o senhor Delmiro que, segundo Ítalo Gurgel (1997), ocupou uma parte significativa dos manuscritos da obra, recebendo, inicialmente o nome de Luís Namorado e, depois, o nome Delmiro cujo perfil assemelha-se ao Zé Alexandre da crônica O Solitário, inserida em 100 Crônicas Escolhidas. Além da multiplicidade de semelhanças que aproximam os dois personagens, ainda há indícios deixados por Rachel nos manuscritos do texto que serviriam para a autora fazer um melhor acabamento da criação que Ítalo Gurgel afirma ser definitivo, para se constatar que o da crônica fo a t a sposto pa a o o a e de fo a essig ifi ada: A auto a dei a o a us ito u a pista esse ial [...]: Re e i a ta de Cha i ha o ta do a o te de Delmiro – (igual à do Zé Alexandre – a a do ado, o to po o ça? GURGEL, , p. 175). A pergunta retórica com a qual ela fecha os rascunhos para esse sugere que

ainda haveria uma reflexão sobre esse fazer, mas que deveria ser inspirado naquele já gestado. Curiosamente, o nome Luís Namorado foi aproveitado para outro personagem do referido romance.

Também interessante é a criação de Xavinha que ganha grafia diferente na versão definitiva, sendo citada na crônica O nosso humilde ofício de escrever. Ela discorre sobre a dificuldade que encontrava na escolha dos nomes para seus personagens: No e enhum parece que dá certo, crio combinações, recorro às memórias de infância. Por exemplo, aquela Xavinha de Dôra, Doralina existe no livro tal como foi na vida – o o es o o e [...] . QUEIROZ, , p. . Ra hel faz referência à Francisca Xavier Miranda, amiga de sua família, daí o fato de ter alterado a grafia do nome de Chavinha (Chaves) para Xavinha (Xavier).

Armazenados em sua memória e rearranjados em Dôra, Doralina estão os personagens Carleto Brandini (dono da Companhia de Teatro) e Estrela, esposa de seu Brandini e amiga de Dôra. A autora declara, em entrevista, o nome das pessoas que a influenciaram na o fe ç o desses pe so age s: O Carleto Brandini foi cópia quase fiel de Carlos Schmidt, um amigo muito querido, gaúcho e falante. E também ap o eitei Juli ha [esposa de Ca los S h idt] pa a to a o o odelo da Est ela (NERY, 2002, p. 166).

A formatação da vida livre dos artistas da Companhia de Teatro foi definida de acordo com as conversas que Rachel confessa que tinha com as atrizes que passavam e i os a e es e Qui ad : [...] elas o ta a as suas hist ias e uito da uele o te to eu ap o eitei pa a faze O Li o da Co pa hia , e Dôra,

Doralina . NERY, , p. -169).

A criação do Comandante foi interpelada por Hermes Rodrigues Nery a Rachel. A suspeita do entrevistador era que a respiração pudesse ter vindo de Oyama. Rachel, e t eta to, afi ou ee e te e te: N o. Eu e i spi ei u pa e te osso, ue era da polícia, muito inteligente, elegante e rebelde à ordem social ige te , ta to quanto o Comandante. (NERY, 2002, p. 169). Acredito que o esboço desse personagem baseia-se muito, também, nas construções criadas para o romance O galo de ouro (1985) cuja semeadura dá-se a i a Ret ato de u asilei o , pois a ida errante e ilícita do comandante é a mesma dos personagens que, em O galo de ouro, vivem do jogo ilegal e outras contravenções na Ilha do Governador, antigo reduto do jogo do

bicho no Rio de Janeiro. Acrescente-se a essas convergências os cenários que ambientam O galo de ouro e boa parte de Dôra, Doralina serem os mesmos: o chão carioca que não traz, nos textos, a secura do clima, mas a aridez da condição humana que Rachel soube captar e transportar para seus textos.

Com a mesma intensidade, encontram-se lampejos, rastros das crônicas e da ficção racheliana em seu último romance. Entre Memorial de Maria Moura e A donzela e a Moura Torta há uma identificação que já se inicia pelo nome. A crônica que nomeia a coletânea trata de questões recorrentes da tradição nordestina que são a guerra entre famílias, promessas de casamentos arranjados entre primos e a disputa pela terra. As ações que movem a crônica são aquelas que desencadeiam a trama no Memorial, ocorrendo aqui tanto quanto na crônica a resistência oferecida pela mulher; a personagem que recebe a alcunha Moura Torta, fica órfã de pai, assim como Maria Moura e juram honrar a sua memória.

Sobre essa questão, Adriana Damasceno acrescenta que a cultura popular nordestina bebe das histórias que compõem a tradição oral portuguesa, sendo o conto A Mou a To ta , u dos ais e uisitados da ultu a se ta eja, ha e do e t e a crônica de Rachel e o conto português uma conexão perfeita (DAMASCENO, 2009, p. . Na es a olet ea est o as i as Pad e Cí e o e Os Pad es ue introduzem o leitor no universo religioso nordestino, marcado historicamente pelo messianismo e pela questão da quebra do celibato, responsável pela formação de diversas famílias no sertão nordestino. Tais ingredientes são fundamentais para a construção do Beato Romano.

Na primeira crônica de A donzela e a Moura Torta, a autora conta a trajetória religiosa da figura mítica mais adorada do povo nordestino, o cearense Padim Cícero. A devoção e a dedicação descrita em relação a padre Cícero muito se aproximam daquelas atribuídas ao Beato Romano em Memorial de Maria Moura, ambos obrigados a a a do a a ele aç o sag ada, o tada po Ra hel a i a: O ispo o p oi iu de ministrar sacramentos na freguesia do Juazeiro, exceto em caso de morte (QUEIROZ, 1989, p. 32).

Na crônica Os Padres, a autora recorre às histórias das famílias que se iniciaram pela relação amorosa de um padre com uma moça da comunidade, normalmente, pessoa de linhagem na região e avisa que, não haveria no sertão, família tradicional

em que não houvesse um caso, i lui do a sua p p ia fa ília: [...] i ha fai a travessa de bastardia vem do reverendo padre Carlos Sabóia, avô de minha avó ate a . QUEIROZ, , p. . Essas hist ias fo a agluti adas a saga pessoal de padre José Maria, transmutado para Beato Romano ao chegar, ironicamente, na Serra dos Padres78.

Outras crônicas da mesma coletânea dialogam de forma mais direta com Maria Moura. Em Antônio Muxió, o leitor entra em contato com a história do vaqueiro da fazenda dos pais de Rachel, em Quixadá, a quem ela trata com toda a distinção, tendo por ele consideração de avô. O nome Antônio Muxió reaparece no vaqueiro que se junta ao bando de Maria Moura, mas o perfil de homem confiável e amigo, descritos nas crônicas, migrou de lá para João Rufo, companheiro de Maria Moura desde os tempos dela menina. Além do nome e do caráter, Rachel ainda se vale do nome do cavalo de Antônio Muxió de Quixadá para usá-lo, dando nome ao cavalo com que Beato Romano chega a Casa Forte: Veneno.

Em História de Jagunço, Rachel descreve a vida sertaneja entrecortada pela vida cangaceira, por meio de história ocorrida com sua família quando tinha apenas t s a os: [...] tudo ue e o do dos a o te i e tos desse te po o s o lembranças pessoais, mas me foi sugerido pelas narrativas da família que o caso ainda i e a t adiç o do sti a QUEIROZ, , p. . Nesse e o te de e ia pessoal, aparece a abordagem dos grupos de cangaceiros às famílias, aos viajantes nas est adas, faze do o pedido de adju t io , o fo e e a a t adiç o dos g upos.

Por esse mesmo viés, Rachel escreveu anos antes a peça teatral Lampião (1953), em que o casal de cangaceiros mais temido do sertão conta sua saga. Acredito que residem tanto na crônica quanto na peça teatral os ingredientes que serão a centelha para a estruturação do bando armado de Maria Moura.

Além das crônicas mencionadas que se referem às agruras daqueles que se endurecem diante das dificuldades da vida ou tratam da servidão religiosa como alento para o sofrimento, interseções importantes ainda podem ser estabelecidas

78 Entre Maria Moura e Beato Romano existe uma estreita relação. Foi a ele que ela confessara o

assassinato de Liberato, ambos foram responsáveis por três mortes. Ademais, ela corta os cabelos para conquistar sua independência, tornando-se Dona Moura; ele precisa deixar os cabelos crescerem para se desfazer do lugar de padre e assumir a condição de Beato Romano.

entre duas outras crônicas da coletânea editada em 1948 e o romance Memorial de Maria Moura de 1992. As crônicas intituladas O Cirino e Roteiro de um haver encoberto aproximam-se de forma direta ao último romance, como se pode verificar.

O Cirino trata de uma história de morticínio e vingança. Rachel ouvia de seu pai, segu do Vil a A as , hist ias a ta oladas e toada o to a e t istíssi a ue t ata a de casos semelhantes utilizados na crônica para legitimar a história de Cirino, herói malcriado e temerário, do tipo que não carrega insulto para casa. O personagem leva um tiro de clavinete dado pelas costas que lhe atravessa o corpo e sai-lhe no peito, dado por um inimigo. A história é recontada, fazendo-se o resgate fragmentado da cantiga popular que Rachel transcreve para o texto, contribuindo para que a arte popular nordestina não caia no esquecimento, uma vez que a autora era hábil em recriar histórias e, além disso, ainda tinha capacidade de memorização. Em Memorial de Maria Moura, o antagonista também se chama Cirino e tem a morte semelhante aoda crônica; consequentemente, bastante próxima à morte do personagem da toada popular.

Além dessa questão, ainda há outra passagem angular para a trama. O avô de Maria Moura deixara como herança a seus familiares aquelas terras longínquas onde corria um regato de águas claras, e que Moura sabia da existência pelas falas de seu pai ue esti e a l u a ú i a ez: J as outras terras, que a gente tinha certeza que eram nossas, ficavam nem eu sabia mais a quantas léguas, sertão adentro. E reaver essa posse era o sonho de meu avô por parte de pai e, depois de morto o avô, passou a se o so ho de Pai, filho dele . QUEIROZ, 1989, p. 21). A descrição da chegada se fazia por se avistar dois montes que lembravam a letra M (Maria Moura?), lugar que recebera o nome de Serra dos Padres pelo fato de ter sido habitado por uns frades no início da colonização. A herança representava um eldorado que poderia servir de a igo a seus des e de tes: A hist ia da uele ha e se p e apa e ia as o e sas da fa ília [...] QUEIROZ, , p. . Re e o a as o e sas de seu a e a e teza da riqueza na Serra dos Padres aliviava a tensão da vida de Maria Moura e acreditar na sua e ist ia e a a ú i a espe a ça ue Mou a pode ia ali e ta : E diz o po o ais a tigo ue l te otija de ou o e te ada pelos pad es, faz uase e a os . (QUEIROZ, 1989, p. 82).

Essa passagem pode ser associada i a Rotei o de u ha e e o e to , também publicada em A donzela e a Moura Torta, que resgata uma lembrança da autora que encontrou numa velha secretária velha de jacarandá, herdada de seu tataravô e conservada pelo bisavô e avô, um bilhete com o seguinte cabeçalho: Rotei o de u ha e e o e to . T ata a-se de informações sobre um tesouro enterrado por frades da companhia de Jesus, por volta de 1858 com vasos sagrados, moedas e ouro em pó. Segundo a própria autora, o velho:

João Franklin tratou de fazer pesquisas, localizar as ruínas do curral de pedras, pôs-se a cavar e achou [de acordo com o texto cuja orografia a autora mantém a do próprio bilhete] huma pedra redonda, oval e chata, e ao lado norte da pedra ahi achei uma lage cobrindo um ladrilho que apresentou toda probabilidade de existir ali enterrado as joias dos frades. (QUEIROZ, 1989, p. 185).

Conta ainda que o tataravô fez pesquisas, mas que achou melhor deixar para a ocasião de maior necessidade de seus descendentes a empreitada de descobrir esse tesouro. Há, também, no bilhete, um anexo que a autora transcreve na íntegra, a te do a o tog afia da po a e sua i a: Pela o i ç o e ue estou os Frades interrarão as joias q possuião conservei este papel e pesso aos meos filhos q quando a sorte permitir q alguém lá for ter, q procurem o lugar e fassão indagação preciza q talvez sejão mais felizes do eu . QUEIROZ, , p. 185).

Dessa forma, através de histórias e pelo cruzamento delas, Rachel constrói seus textos, tornando-os um só, partindo do mesmo ponto e chegando ao mesmo lugar, tendo sempre a mulher e a fragilidade humana como tema, explicitando nas personagens o amor à terra e a força da mulher nordestina. E ela o faz de variadas formas, pela ficção ou pela crônica, e até pelo teatro e pelo texto infantil.

Além das histórias contadas/resgatadas na ficção, Rachel produziu crônicas nas quais tratou da discussão do espaço que foi ocupado (ou não) pela mulher ao longo do século XX. Escolhi algumas, publicadas na última década do século XX, no jornal Estado de São Paulo, e que não foram incluídas em coletâneas, na expectativa de evidenciar que, embora já estivéssemos às margens de um novo século, as discussões ainda eram as mesmas do anterior, havendo mesmo contradições entre os discursos da própria escritora.

Inicio por uma crônica do ano 2000 A imagem feminina. Nessa, Rachel lamenta as figurações de mulheres feitas pelos homens cuja tendência era estereotipar as

personagens femininas em boas ou más, fiéis ou infiéis, ou seja, mulheres sem o ple idade, i lui do aí at es o Ma hado de Assis: Foi o osso g a de Ma hado ue li uidou o o i io i e e astigo e at ia de a o . Mas e ele nem nenhum outro permitiu a uma heroína pecadora o direito de espezinhar, sem castigo, a lei e os o s ostu es QUEIROZ, 2000). As mulheres machadianas

Belgede Hadim (Konya) köyleri ağzı (sayfa 124-133)

Benzer Belgeler