• Sonuç bulunamadı

7. BULGULAR VE YORUMLARI

7.5. HİPOTEZLERİN ANALİZLERİ

7.5.1. Farklılıkları İncelemeye Yönelik Hipotezlerin Analizleri

O método científico, desenvolvido por Galileu, Descartes, Bacon e Newton, serviu de base para a visão de mundo mecanicista a qual nos opomos, em parte, nesta

tese. Daí porque veremos em detalhes como a visão de mundo do primeiro iluminismo foi formada. A nós, será preciso ampliá-la para compreendermos o conceito de Liberdade que propomos. A Liberdade aqui proposta exige uma visão de mundo menos materialista, mais no viés do que têm descoberto os pesquisadores e teóricos da nova física quântica, surgida somente no início do século XX.

Pois bem, não obstante a oposição frontal da Igreja, o pensamento científico prosseguiu seu caminho. O matemático e filósofo francês René Descartes, grande admirador de Galileu, apresentou em sua mais famosa obra, Discurso do Método, de 1637, um método que servia para a busca da verdade de todas as coisas e que se resumia ao seguinte trajeto: 1º. Escolha um único objeto; 2º. Divida-o em partes para melhor estudá-las; 3º. Junte as partes e tire conclusões sobre o todo; 4º. Por fim, verifique os resultados. Descartes utilizava a máxima científica da dúvida, daí porque terminado o método de conhecimento, cabia ao cientista a verificação, a comprovação de que nada de errado fora computado no caminho. O importante era duvidar de tudo a fim de chegar ao conhecimento verdadeiro. Sua mais famosa frase, “Cogito ergo sum” (“Penso, logo existo”), segundo ele, era a única coisa da qual não se podia duvidar.

Contemporâneo de Descartes, Francis Bacon defendia o rigor científico: primeiro o cientista deve observar, depois teorizar sobre sua observação, por fim, deve ele comprovar suas proposições por meio de experimentos rigorosos. Trata-se das bases do método indutivo de conhecimento. Em 1620 publicou Novun Organum, obra em que expôs essas ideias.

O comércio global foi a grande mola propulsora para os novos descobrimentos científicos. As grandes navegações e o poder econômico careciam de mais informações sobre as estrelas. Os governos financiavam a construção de novos e melhores telescópios. Novas questões surgiam. Paralelamente, o comércio do café se intensifica. Surgem as cafeterias. Esses lugares passam a reunir homens letrados para a discussão de questões do dia a dia, e uma das grandes questões da época era: o que mantém os planetas no lugar? Em 1684, essa questão levou a uma aposta. O astrônomo Edmund Halley, um dos apostadores, foi em busca da ajuda de Isaac Newton (1643 -1727), professor de matemática em Cambridge. Quando Halley lhe contou da aposta, Newton afirmou já ter achado essa reposta, só precisava localizar os cálculos entre seus papéis.

Então Newton passou a se lembrar do pomar da casa em que vivera na infância, 20 anos antes. Foi onde, segundo ele, desenvolvera pela primeira vez a teoria completa da gravidade. Newton estava no pomar quando viu uma maçã cair e surgiu a questão: por que as maçãs sempre caem para baixo? Se existia uma força que a puxava para baixo, poderia essa mesma força manter a lua em rotação em torno da Terra. Nascia nesse momento a teoria da gravidade.

Newton expressou sua teoria da gravidade num famoso experimento: ele imaginou um canhão no topo de uma montanha alta e uma bola saindo lentamente dele. Nessas condições, a gravidade iria puxá-la para a Terra. Mas, se a mesma bola fosse arremessada rapidamente, então ela seria lançada para o universo. Por fim, se a velocidade fosse adequada, a bola poderia entrar em órbita em torno da Terra, assim como o faz a lua.

As pesquisas de Newton foram publicadas em 1687, na obra Princípia. Ao explicar como os corpos se deslocam ou permanecem em repouso e como interagem com outros corpos e forças, descreveu suas famosas leis do movimento através de equações matemáticas, e estas formaram as bases da mecânica clássica. Este livro consolidou de vez a nova visão de mundo. Um novo modelo estático de universo se firmou: um universo mecânico, regido por leis simples. Suas colocações perduraram pelos duzentos anos seguintes. A história só viria a mudar com as Teorias de Albert Einstein, como veremos mais à frente neste estudo.

As famosas leis mecânicas de Newton, que racionalizam todos os fenômenos físicos, estimularam outros estudiosos a racionalizar em outras áreas, por exemplo, para explicar os comportamentos humanos, a economia, a política e até a história.

Com Newton consolida-se a sociedade pautada na autoridade da razão. Ele virou o ídolo dos revolucionários, que sonhavam com uma sociedade utópica baseada na razão. Na América, os políticos foram inspirados pelas leis da ação e reação descritas por Newton para desenvolver, por exemplo, sua teoria política dos “freios e contrapesos”.

O século XVIII observou os avanços tecnológicos levarem à criação da máquina a vapor. Inaugurou-se uma nova sociedade com a chamada Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra e logo ganhou o mundo.

Por outro lado, já no século XIX, as descobertas do naturalista Charles Darwin destronaram o homem da posição central na natureza. Na sua “Teoria da Evolução”, o homem foi identificado com forte parentesco com os macacos.

Já falamos alhures que o mundo era visto como um ser vivo perfeito e harmônico pelos antigos. As leis científicas desvendaram o mundo. Este passou a ser visto como uma máquina.

Dessa visão de mundo decorre um conceito de liberdade meramente formal, como veremos mais à frente neste estudo. E é contra essa visão de mundo só racionalista − que impõe uma liberdade “escravizadora” − que nos opomos.

Veremos, agora, como se construiu essa visão de mundo mecanicista que ainda permeia nossa sociedade contemporânea, e que, a nosso ver, tem trazido imensos malefícios à humanidade como um todo e ao Planeta.

3.1.3A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA VISÃO DE MUNDO: O MUNDO MECANICISTA

Galileu Galilei foi o primeiro a utilizar a experimentação aliada à linguagem matemática, daí porque ser considerado o “pai da ciência moderna”.176 Para descrever matematicamente a natureza, ele se restringiu ao estudo de suas “propriedades essenciais”, como forma, quantidade e movimento dos corpos materiais.

Galileu utilizou-se somente das propriedades essenciais da natureza para propiciar a medição e a sua classificação. Entretanto, outras propriedades, como som, sabor, cor e cheiro, foram deixadas de lado, uma vez que são projeções mentais subjetivas, e, sendo assim, deviam ser excluídas do domínio da ciência.