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Com o objetivo de retratar o atual quadro da produção da autossegregação de Marília e de São Carlos requisitamos, junto às respectivas Prefeituras Municipais, as bases de dados atualizadas da malha urbana dessas duas cidades.

De posse da base de dados de Marília, no formato AutoCAD, realizamos a conversão dela para o formato CorelDRAW e, em seguida, eliminamos as camadas pouco importantes para a nossa pesquisa. Após esses ajustes iniciais, inserimos novas camadas de interesse de nossa pesquisa.

Para inserir novas camadas, nossas referências iniciais foram algumas representações cartográficas, previamente elaboradas por Zandonadi (2008), nas quais consta a localização de dezenove espaços residenciais fechados, implantados até o ano de 2003, bem como, a identificação e mapeamento das principais vias de acesso que, em grande medida, servem os moradores dos espaços residenciais fechados.

Em seguida, realizamos minuciosas pesquisas na Internet, consultas ao Google Earth e, durante a realização dos trabalhos de campo, conferência dos dados levantados, objetivando delinear os limites dos espaços residenciais fechados implantados ou em processo de implantação até o ano de 2010.

Além dos espaços residenciais fechados, identificamos e delineamos as principais vias de acesso intraurbanas e os principais equipamentos urbanos de consumo coletivo existentes em Marília.

Na representação cartográfica de Zandonadi (2008) também constam as delimitações das escarpas de Marília. A partir dessa representação e buscando atualizá-la com a ajuda das imagens fornecidas pelo Google Earth, também inserimos as delimitações das escarpas, bem como, as respectivas denominações dos vales em nossa representação cartográfica (Mapa 4, do Capítulo 2) por considerarmos um importante elemento geomorfológico para a configuração deste espaço urbano.

Para o registro dos dados, referentes à caracterização dos espaços residenciais fechados de Marília, elaboramos um quadro contendo, inicialmente, as denominações desses respectivos espaços, bem como, as denominações dos diferentes tipos de dados que pretendíamos obter. Seguindo esse mesmo modelo, outro quadro também foi elaborado para os registros dos dados referentes aos espaços residenciais fechados de São Carlos.

Para obtermos uma lista atualizada dos respectivos nomes dos espaços residenciais fechados de diferentes portes, implantados ou em processo de implantação, em Marília, nos orientamos a partir de Zandonadi (2008), de uma minuciosa pesquisa na Internet e de constatações empíricas durante a realização dos trabalhos de campo.

De posse desse quadro, iniciamos o levantamento de dados secundários, de modo a caracterizar os espaços residenciais fechados de Marília. Nossa principal referência para a realização dessa etapa foram as publicações de Zandonadi (2005; 2008).

Logo em seguida, novos dados foram inseridos ao quadro e eles foram obtidos junto à página eletrônica da Câmara Municipal de Marília e a partir de algumas tabelas disponibilizadas pelo GRAPROHAB. Além disso, pudemos caracterizar alguns espaços residenciais fechados durante as visitas às portarias e durante entrevistas com alguns síndicos, por meio das quais, foi possível obter acesso ao projeto desses empreendimentos.

Durante os trabalhos de campo, encaminhamos uma cópia de nosso quadro, ainda incompleto, para um dos funcionários do Setor de Protocolo da Prefeitura Municipal, que nos auxiliou na identificação dos números dos processos de aprovação de grande parte dos espaços residenciais fechados de Marília.

De posse desses números dos processos foi possível, a partir de nossa visita ao salão de arquivos da Prefeitura Municipal, localizar as pastas e consultar os respectivos projetos, objetivando concluir o levantamento de dados de caracterização dos espaços residenciais fechados de Marília. Os dados obtidos (Anexo I) contribuíram para fomentar análises que estão apresentadas no Capítulo 2.

Realizamos trabalho de campo em São Carlos, objetivando caracterizar, ainda que parcialmente, os espaços residenciais fechados existentes nesta cidade.

Na semana que antecedeu à realização desse trabalho de campo, efetuamos a impressão de um mapa da malha urbana de São Carlos, de modo que pudéssemos identificar seu arruamento, bem como nos auxiliar no processo de identificação e mapeamento dos espaços residenciais fechados de diferentes portes, já implantados ou em processo de implantação nesta cidade.

Para realização dessa etapa da pesquisa, utilizamos uma representação cartográfica anteriormente elaborada por Ricardo Giamlourenço Lante (2007), que havia realizado pesquisa de iniciação científica, financiada pela FAPESP, junto aos espaços residenciais fechados em São Carlos.

Esta respectiva representação cartográfica, elaborada em 2007, permitiu identificar a localização de quinze espaços residenciais fechados, quatro grandes equipamentos urbanos de consumo coletivo e as principais vias de circulação intraurbanas.

Com a localização identificada desses espaços residenciais fechados e com o auxílio da imagem de satélite do espaço urbano de São Carlos, fornecida pelo aplicativo Google Earth, iniciamos a demarcação, no mapa impresso, dos limites representados pelos muros desses espaços residenciais fechados e dos grandes equipamentos urbanos voltados ao consumo de bens e serviços.

A representação cartográfica de Lante (2007), contudo, não contemplava os recentes lançamentos de espaços residenciais fechados e, de um modo geral, também não contemplava os espaços residenciais de pequeno porte existentes na cidade de São Carlos, os quais também seriam alvo de nossa pesquisa.

Nesse sentido, iniciamos uma pesquisa minuciosa com o auxílio da Internet e com o auxílio dos dados obtidos junto à Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano de São Carlos. Diante dos dados e informações obtidos, contemplamos a identificação, a localização e os limites dos espaços residenciais fechados recentemente implantados ou em processo de implantação, bem como, os espaços residenciais fechados de pequeno porte.

Durante os trabalhos de campo em São Carlos, realizamos visitas aos espaços residenciais fechados, objetivando checar os dados preliminarmente grafados no mapa impresso, bem como, realizar registros fotográficos e recolher materiais publicitários junto aos corretores imobiliários daqueles habitat urbanos recentemente lançados ao mercado.

Somando-se aos dados previamente obtidos, a partir de algumas informações obtidas com o auxílio do Google Earth e das listas de caracterização dos projetos aprovados pelo GRAPROHAB disponíveis na Internet e, por fim, a partir das plantas de empreendimentos imobiliários disponibilizadas no site oficial da Prefeitura Municipal de São Carlos7, concluímos o quadro de caracterização dos espaços residenciais fechados de São Carlos (Anexo II) analisados no Capítulo 2, e elaboramos o Mapa 5 deste mesmo Capítulo.

Com os quadros de caracterização da autossegregação de Marília e de São Carlos realizamos análises comparativas desse processo. Além disso, a partir do emprego da técnica de determinação de classes por pares recíprocos8 também foi possível verificar

7 Cf. <http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/habitacao/154442-mapas-loteamentos-cidade-distritos.html>.

8

A técnica de determinação de classes por pares recíprocos consiste em agrupar dados em intervalos não equitativos, destacando tendências e desvios de tendências. Para saber mais, ver Roma (2008, p. 124-127).

como se deu os ritmos de aprovação de espaços residenciais fechados, segundo diferentes períodos, nas duas cidades pesquisadas.

1.5. Anúncios publicitários e registros fotográficos dos espaços residenciais