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BÖLÜM 3: TÜRKİYE ELEKTRİK PİYASASI VE DÜNYA

3.2. Elektrik Piyasasının Regülasyonu

Para determinar a especificidade no contexto do IPE, é essencial que seja realizada a análise de necessidades. Para Dudley-Evans e St John (2010), as principais fontes para determinar o que é específico são: os aprendizes, pessoas trabalhando ou estudando a situação-alvo, ex-alunos, documentos importantes para o público focado, aqueles que estão envolvidos com o contexto

específico (empregadores, professores, instituições de ensino, instituições de fomento) e pesquisas relacionadas ao IPE. Os principais instrumentos para a realização dessa análise, como retoma Augusto-Navarro15 (2015), são questionários, entrevistas, análise de textos autênticos, observações e avaliações sobre o conhecimento dos aprendizes.

Long (2007) e Hutchinson e Waters (1987) defendem que nenhum curso deveria ser feito sem uma análise de necessidades prévia. No entanto, como questionam Hutchinson e Waters (1987), o que então diferencia um curso de IPE de um curso de Inglês para Propósitos Gerais?

Na tentativa de responder essa questão, os autores definem o que seria análise de necessidades. Para eles, o que diferencia esses dois tipos de curso é uma consciência16 das necessidades. Os autores explicitam que se aprendizes, patrocinadores e professores do curso souberem porquê os alunos precisam aprender a LI, essa consciência influenciará o conteúdo que será aceitável e potenciais poderão ser explorados.

Similarmente, Rahman (2015) busca diferenciar cursos de Inglês para Propósitos Gerais e cursos de IPE. Para o autor, a diferença está nos alunos e em seus propósitos para aprender a língua. Além disso, o foco da instrução também difere. No ensino de Inglês Geral todas habilidades (produção oral, produção de texto, compreensão de textos e compreensão auditiva) são igualmente focadas. Já nos cursos de IPE, o autor afirma que:

é uma análise das necessidades que determina que habilidades da língua são mais necessárias para os aprendizes, e a ementa é produzida em conformidade com essas habilidades. Por exemplo, um programa de IPE pode enfatizar o desenvolvimento de habilidades de produção escrita para estudantes que estão se preparando para pós-graduação em Administração de Negócios. Um programa de IPE pode promover o desenvolvimento de habilidades de produção oral para estudantes que estudam inglês para se tornarem guias de turismo.17

(RAHMAN, 2015, p.24)

Hutchinson e Waters (1987) buscam melhor definir necessidades tratando de três aspectos que não podem ser desconsiderados: necessidades, lacunas e desejos – que estariam incluídos no que podemos chamar de necessidades alvo. Necessidades, para os autores, abrangem o que o aprendiz precisa saber para funcionar de forma efetiva na situação-alvo. Lacunas incluem compreender o que o aprendiz já sabe, para que então seja possível decidir que necessidades faltam para ele. O último

15 Vídeo de Augusto-Navarro (2015) intitulado: Análise de necessidades/interesses no ELFE: Foco na gradação

da especificidade.

16 Tradução do termo awareness.

17 Tradução nossa: it is a needs analysis that determines which language skill are most needed by the learners, and

the syllabus is designed accordingly. For example, an ESP program might emphasize the development of writing skills in students who are preparing for graduate work in Business Administration. An ESP program might promote the development of spoken skills in students who are studying English in order to become tourist guides. (RAHMAN, 2015, p. 24).

desses aspectos, desejos, diz respeito aos possíveis conflitos que podem ocorrer entre o que desenvolvedores de cursos, patrocinadores, professores e aprendizes entendem por necessidades, em outras palavras, o aluno pode desejar aprender algo que não é visto como necessidade por outros envolvidos nesse processo.

Os autores destacam que é de extrema importância entender que a análise de necessidades é um processo contínuo que deve passar por checagens e reavaliações ao longo do processo. A seguir, apresentamos a estrutura proposta pelos autores para que sejam identificadas as situações-alvo:

Por que se precisa da língua?

- para estudo; - para trabalho; - para treinamento;

- para uma combinação destes;

- para outro propósito, por exemplo: status, exame, promoção.

Como a língua será usada?

- meio: produção oral, compreensão de textos, produção escrita, etc; - canal: Por exemplo: telefone, face a face;

- Tipos de texto ou discurso: Por exemplo: textos acadêmicos, aulas, conversas informais, manuais técnicos, catálogos.

Quais serão as áreas do conteúdo?

- Assuntos: Por exemplo: Medicina, biologia, arquitetura, navegação, comércio, engenharia; - Nível: Por exemplo: Técnico, (...), pós-graduação, nível médio.

Com quem o aprendiz usará a língua?

- Falantes nativos ou não-nativos;

- Nível de conhecimento do destinatário: Por exemplo: especialista, leigo, estudante; - Relacionamento: Por exemplo: Colega, professor, cliente, superior, subordinado.

Onde a língua será usada?

- Local físico: Por exemplo: escritório, local de aula, hotel, oficina, biblioteca; - Contexto humano: Por exemplo: sozinho, encontros, demonstrações, ao telefone; - Contexto linguístico: Por exemplo: No próprio país, no exterior.

Quando a língua será usada?

- Junto ao curso de IPE ou depois;

- Frequentemente, raramente, em pouca quantidade, em muita quantidade. (HUTCHINSON e WATERS, 1987, p. 60).18

Dudley-Evans e St John (2010) explicitam que análise de necessidades não é algo de exclusividade de cursos IPE. No entanto, é o pilar desse tipo de ensino e algo que o faz produzir cursos muito focados. Os autores destacam que as informações obtidas de estudantes serão tão boas quanto as questões que são feitas e quanto a análise dessas questões. Dessa forma, é importante considerar que aqueles que praticam o IPE precisam ter sistematicidade para realizar a análise de necessidades considerando o conhecimento já disponível na área a ser analisada.

Dudley-Evans e St John (2010, p. 125) propõem uma definição mais ampla de análise de necessidades, abrangendo questões que foram estudadas e consideradas desde seu surgimento, que são:

A. Informação pessoal sobre os aprendizes: tarefas e atividades para as quais os aprendizes usarão inglês – análise da situação-alvo e necessidades objetivas

B. Informação pessoal sobre os aprendizes: fatores que podem afetar o modo como aprendem tais como experiências de aprendizagem, informação cultural, razões para fazer o curso e expectativas, atitude em relação a LI – desejos, meio, necessidades subjetivas

C. Informação sobre a LI dos aprendizes: quais são suas habilidades e uso atual da língua – análise da situação presente – que nos permite avaliar D

D. O que falta aos aprendizes: a lacuna entre C e A – lacunas

E. Informação de aprendizado da língua sobre A: conhecimento de como a língua e as habilidades são usadas na situação-alvo – análise linguística, análise de discurso, análise de gênero

G. O que se quer do curso

H. informação sobre o ambiente em que o curso acontecerá – análise do meio19

Para Rahman (2015), a definição proposta por Dudley-Evans e St John pode ser considerada a mais compreensível para a investigação das necessidades em cursos de IPE. É também, segundo o autor, uma das mais recentes.

Considerando a importância dessa definição, esclarecemos alguns conceitos presentes no excerto supracitado e que têm sido discutidos ao longo dos anos na literatura do IPE: análise da situação-alvo (Target Situation Analysis), análise da situação atual (Present Situation Analysis), análise da situação de aprendizagem (Learning Situation Analysis) e análise do meio (Means Analysis). Para Rahman (2015), esses conceitos são componentes diferentes da análise de necessidades, sendo, portanto, fundamentais. Dudley-Evans e St John (2010) definem a análise da situação-alvo como aquela que considera as tarefas e atividades em que os aprendizes farão uso da LI. Já a análise da situação de aprendizagem, para os autores, abrange necessidades subjetivas (relacionadas, portanto, a processos cognitivos e afetivos) e orientadas ao processo (originadas no momento da aprendizagem). Quanto à análise da situação presente, é definida pelos autores como uma avaliação dos pontos fortes e fracos dos aprendizes em relação à língua, habilidades e experiências de aprendizagem, ou seja, os conhecimentos que o aprendiz já apresenta em relação ao que necessita. Por fim, a análise do meio, abrange o ambiente em que o curso ocorrerá, incluindo, para Dudley-Evans e St John (2010), uma compreensão sobre o que pode funcionar ou não em determinado contexto, e que envolve, portanto, tempo, recursos e condições disponíveis para cursos.

A seguir, tratamos mais detalhadamente do conceito análise da situação-alvo, por ser foco desta pesquisa.