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7. TR81 DÜZEY 2 BÖLGESİ GİRDİ ÇIKTI SONUÇLARININ SEKTÖREL DÜZEYDE DEĞERLENDİRİLMESİ

7.5. Elektrik-Gaz-Su Faaliyetleri

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Entrevista comPE1 Data: 14-07-2012

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A- Para si, o que é inclusão?

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PE1- Para mim a inclusão é ter numa sala, é ter numa escola alunos, que são crianças independentemente de

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ter algum diagnóstico, alguma desvantagem. É ter todos os meninos a trabalhar na mesma sala, no mesmo

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espaço. Basicamente é isso.

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A- Quais as vantagens e desvantagens da escola inclusiva?

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PE1- Vantagem por exemplo: as crianças tendem a imitar uns aos outros, a imitar os comportamentos das

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outras. Se imitar os bons comportamentos, está a aprender. Por outro lado, os meninos que não são diferentes,

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que não têm deficiências, os ditos normais, aprendem a lidar com a deficiência. E para mim a maior

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vantagem é vê-los depois e adultos, acolhem muito melhor as diferenças e respeitam muito mais os chamados

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deficientes, que ao fim ao cabo têm esta designação mas que eles não os veem assim. Como cresceram com

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eles não os veem tão diferentes deles, vêem-nos como colegas, como pessoas que são.

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A- E desvantagens?

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PE1- Como os meninos com NEE estão em minoria, normalmente as atividades de sala de aula são

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vocacionadas para os outros. Muitas vezes eles não conseguem acompanhar essas atividades. Se é contar uma

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história, essa história pode ter um vocabulário muito difícil para eles e não para os outros e tornar-se um

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pouco incompreensível não perceberem o que a história quis dizer ou não entenderem a mensagem.

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É uma desvantagem para eles mas as vantagens são tão grandes que as desvantagens ficam diluídas.

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A- Que condições devem ter as salas de 1º e 2º ciclo para a inclusão de crianças com NEE’s? Considera que

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têm?

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PE1- As salas não têm condições para os alunos em geral, logo menos condições têm para os alunos com

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NEE, principalmente, para meninos com dificuldades motoras. Muitas vezes, as cadeiras que ocupam muito

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espaço e precisam de muito espaço para se movimentarem e as salas não têm. Portanto a autonomia das

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crianças fica comprometida porque têm que ser o adulto a levar a cadeira ou a deslocar a criança de outra

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forma. Muitas vezes tem de se tirar da cadeira e levar ao colo para poder chegar aos sítios onde a turma está.

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Há muitas barreiras arquitetónicas, nomeadamente, escolas com dois pisos. As salas não têm espaço

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suficiente para depois se criarem os micro espaços dos alunos. Um cantinho de leitura ou um canto de

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brincadeiras, ou um canto de relaxação que muitos miúdos, por exemplo: os que apresentam comportamentos

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agressivos precisavam de um cantinho de relaxação e eles não têm. Nessa sala ou num espaço contíguo não

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há. Há o quadro, há o giz, o que é muito pouco. As salas não estão, de maneira nenhuma, adaptadas.

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A- Para si, o que são necessidades educativas especiais?

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PE1- As NEE advêm de um problema que a criança tenha. Pode ser um problema físico, social. Essas

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crianças que têm essas NEE precisam de um atendimento mais próximo muito mais próximo que não se está

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a verificar devido ao aumento do nº de crianças por turma. Portanto as NEE começam a ser esquecidos

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porque há turma enormes e as NEE não são só aqueles meninos que têm aquelas síndromas com aqueles

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nomes esquisitos. São também aqueles meninos que estão desadequados em relação à escola, ou então a

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escola em relação a eles. Por isso eu já não sei se são NE do aluno ou se são NEE da escola.

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A- Que vantagens e desvantagens existem na colocação de crianças com NEE’s em salas?

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PE1- Vantagens: vejo a relação entre os pares que é muito importante. O estar atento ao colega que ainda não

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copiou. O estar atento ao colega de dali não vê faz com que as crianças não se preocupem não com elas

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próprias, como hoje se vê muito que é só “eu , eu, eu…” mas falam muitas vezes do nome do outro colega e

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chamam a atenção da professora para aquele aluno.

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Ouvir o professor de turma que por exemplo os outros estão a copiar qualquer coisa do quadro ele está a

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copiar, está a treinar o oculo manual.

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Desvantagens … será para o aluno que não tem muitas vezes o atendimento diferenciado que necessitaria.

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Não é possível numa turma com 20 alunos e com dois NEE, é brincar à EE, mas é o que temos.

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A- Que estratégia ou estratégias adotou para dar resposta à diversidade de alunos?

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PE1- As estratégias muitas vezes é…ver que o aluno não é capaz perceber e ir para casa e começar a pensar o

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que é que eu vou arranjar o que é que eu vou fazer. Não tanto aqueles que eu posso tirar da Net, mas sim

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utilizar os berlindes que tenho lá em casa, pedir à mãe as tampinhas das garrafas e envolvera família. Pronto,

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sei lá utilizar coisas do dia-a-dia para que eles ultrapassem porque eu acho que aquelas coisas muito formais

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eles não têm tanta afetividade com os objetos, com as aprendizagens. Como por exemplo eu faço uma

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atividade com eles, em que utilizo fotografias e depois eles fazem frases, textos acerca daquelas fotos que são

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deles. Eles gostam muito que lhe deem atenção. Há um mundo, uma grande quantidade de materiais mas eu

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gosto muito dos materiais próprios. Não sei se é característica de formação porque quando eu me formei era

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tudo feito por nós se queríamos alguma coisa tínhamos de a fazer. Hoje em dia pode-se comprar muita coisa

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mas não se compra a afetividade daqueles momentos que eles depois veem registados nas fotografias e isso é

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muito giro!

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A- Que desafio ou desafios sente face à inclusão de crianças com NEE?

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PE1- Os desafios muitas vezes os que tenho, normalmente é a relação escola- família, o mais difícil é a

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família. Em primeira instância, aceitar a deficiência, ou dificuldade da criança e depois perceber que a

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criança não está a fazer os mesmos trabalhos do que os colegas. A família exige, obriga a que a criança faça.

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Depois nós temos que dar a volta ao assunto: “não mãe, não pai a criança não tem condições para isso”. E

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nós temos que fazer, temos de lhe propor, temos de o estimular por aquilo que ele consegue fazer e ir

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avançando. Para mim o maior desafio é a família.

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A- Como procura dar resposta a esses desafios?

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PE1- Falar com eles com exemplos práticos ou com comparações; por exemplo: dizer aos pais “você não é

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capaz de subir ao 2º andar sem passar pelo 1º. Se o seu filho, neste momento está no rés-do-chão ele tem de

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passar 1º pelo 1º andar. Se os outros meninos, é muito rápido e vão de elevador, o seu filho tem de ir pelas

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escadas e é degrau a degrau.” Utilizo muito esta imagem e é engraçado que os pais aderem. É uma forma de

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sem falar em deficiência, dificuldade, os pais aderem muito bem a essa imagem

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A- Que tipo de articulação existe entre os vários intervenientes no processo da criança com necessidades

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educativas especiais?

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PE1- A articulação no meu caso especial é boa, entre eu, professores de EE e a professora da turma, as

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auxiliares das escolas, os pais. Nós temos muitos momentos de contacto informal durante o recreio, almoço

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na escola porque fora da escola não é muito conveniente falar de casos, um café na sala de professores e

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falamos muito. Quando tenho alguma dúvida de procedimentos ou alguma da professora da turma que me

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procura, eu procuro os outros técnicos que tenho à minha volta. Porque é uma mais-valia que nós temos. Se

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antes nos queixávamos que não tínhamos ninguém, agora temos e se temos vamos aproveitá-los. Sei lá, se

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tenho uma criança disléxica eu pergunto à terapeuta de fala como fazer, ou outro tipo de situações, eu peço

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ajudo a essas pessoas. Muitas vezes são elas que também se dirigem a nós perguntam: “como é que eu vou

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chegar melhor àquele aluno porque ele parecia muito tímido, muito isto e aquilo. Há muita interação entre a

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equipa, é muito bom, há muita proximidade embora nem todos os técnicos estejam 100% neste

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Agrupamento, o que limita um bocadinho as ações.

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A- O que entende por Equipa Multidisciplinar?

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PE1- A equipa é um conjunto de pessoas que abrangem várias áreas da educação e que se podem

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complementar na colaboração, no trabalho com a criança na área física ou área mental. Diversos tipos de

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profissões que dão um atendimento global ao aluno.

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A- Considera importante a Equipa Multidisciplinar?

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PE1- Sim, muito importante. Elas, normalmente, só começam em Outubro ou Novembro e nós às vezes

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andamos aí um bocadinho à espera delas e adiamos determinadas decisões pelas opiniões delas. Delas porque

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são do sexo feminino, passa por aí a importância que elas têm.

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A- Como deveria funcionar a Equipa Multidisciplinar?

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PE1- Eu acho que aqui a equipa funciona bem tendo em conta as técnicas estarem em 2 ou 3 agrupamentos.

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Portanto, elas, quando dizem, eu, neste agrupamento estou nos dias tal e tal, nós canalizamos as reuniões,

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calendarizamos até os nossos encontros para quando elas estão. Para mim, honestamente elas fazem um

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trabalho espetacular. Porque chegam a este agrupamento os procedimentos são estes, chegam a outro são

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outros. Não pode fugir muito porque o resultado é aquele e os procedimentos são outros. Elas coitadas, às

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vezes, andam assim um bocado abananadas, mas faz parte das limitações que existem a nível do “planeta”.

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A- Acha que o apoio da educação Especial está preparado e tem formação suficiente para dar uma resposta

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eficaz e eficiente às crianças com NEE do agrupamento? Porquê?

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PE1- Eu acho que sim, a única coisa que eu acho é a existência de poucos professores. Os meninos quando

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vão do 1º para o 2º ciclo deixam de ter apoio direto do professor de EE que passa a ser indireto. Ora, isto não

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é nada. O apoio indireto é um apoio a nível dos documentos, o aluno em si não tem nada. É um apoio ao

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docente do 2º ou 3º ciclo, que não é nada. Faziam falta dois professores para trabalharem com estes meninos

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no 2º e 3º ciclo. Têm apoio no pré , 1º ciclo e depois esquece.

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A- Os apoios existentes correspondem às necessidades das crianças? Justifique.

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PE1- De forma nenhuma. No início do ano começo com seis ou sete meninos que é um nº aceitável. É

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evidente que vão havendo sinalizações. Há alguns que entram para o DL 3/2008, há outros que não e os que

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não entram têm que ter resposta. Aqueles que eu tinha deixam de ter horas de apoio para dar aos que

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aparecem. Quer dizer, não faz sentido, se no início do ano as coisas estão a correr bem ao longo do ano as

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coisas vão-se complicando e muito. E como já disse, os meninos do 2º e 3º ciclo têm Apoio Pedagógico

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Acrescido que são dados pelos professores das disciplinas que são Português, Inglês e Matemática mas não

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têm apoio às suas NEE. Um aluno disléxico não tem mais apoio do que um aluno com défice cognitivo

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ligeiro. Ora o aluno disléxico precisaria de um apoio ao nível da dislexia, do treino de leitura, do evitar o

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erro. Tem apoiozinho de uma terapia da fala que vai abranger uma área enorme e não tem tempo. A TF está

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sobrecarregada com meninos desse âmbito que não têm outro tipo de apoio.

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A- Sente-se pedagogicamente preparada para trabalhar com crianças com Necessidades educativas

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Especiais? Justifique.

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PE1- Tendo em conta que a minha área é o 910, a NEE mental e motor é um mundo. Eu não me sinto

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preparada no sentido em que no ano passado tive uma síndrome com um nome esquisito. Tive de ir investigar

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para perceber. Agora há síndromes tão estranhos que a qualquer momento pode aparecer um desses e eu não

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estou preparada. Agora para aquelas NEE mais frequentes por exemplo: dislexia, hiperatividade, trissomia 21

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já é mais fácil, embora cada caso é um caso. Já tenho trabalhado com várias trissomias e aquilo, cada caso é

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um caso, mas pronto. Não é como uma deficiência visual ou deficiência auditiva que é aquilo. O cognitivo e

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motor é um mundo muito mais vasto.

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A- Ao longo do seu percurso profissional que formação fez na área da Necessidades Educativas Especiais?

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PE1- Tive de fazer. Inicialmente comecei a trabalhar por “carolice” depois surgiram as pós graduações.

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Havia os quadros de contratação do pessoal e “vi-me obrigada” a fazer a pós graduação se queria esta área e

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como queria fiz a especialização.

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A- Se tivesse oportunidade inscrevia-se em ações de formação sobre NEE?

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PE1- Oportunidade tenho, a inscrição nem sempre o faço porque ou o tema já está muito falado. Se é um

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tema muito novo e eu não tenho meninos daquela área, para mim não faz sentido estar a investir em algo que

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eu não vou pôr em prática, que eu não vou usufruir. Passa por aí. É evidente que quando há coisas que

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mesmo não sendo na área de EE mas que eu acho que vou utilizar e tirar proveito.

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A- Quais são as principais dificuldades que encontras no teu trabalho diário?

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PE1- No trabalho diário com as crianças são a falta de condições dentro da sala de aula. Se a criança não

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pode sair de dentro da sala, como é que eu dentro da sala vou arranjar um espaço ou o que quer que seja para

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trabalhar com ela. Por isso é a sala de aula.

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A- Quais são os aspetos que considera que a sua atuação contribui para a melhoria da educação?

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PE1- Quando estou na sala de aula com o meu aluno e há outro aluno que se levanta e me vem perguntar,

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vem tirar uma dúvida. A prof de turma está na sala mas ele vem ter comigo ou porque a prof está ocupada ou

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porque estou mais perto. Portanto eu não sou a prof do menino deficiente. Durante o intervalo os miúdos vêm

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ter comigo e me perguntam: “Tu és prof.?” Eu digo: “Sou!” e eles dizem: “Mas tu não tens uma turma? Eu

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digo que não tenho mas vou a muitas turmas, queres que eu vá à tua turma? Eles respondem: Pode ser!

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Às vezes até vou lá informalmente dizer: Olha eu venho só dizer bom dia a estes meninos; e venho-me

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embora. Há uma ligação muito grande, eles percebem que eu trabalho mais com os meninos com NEE mas

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veem isso como mais uma professora.

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Imagina que a professora deles faltou ou vem dez minutos atrasada eu não tenho problemas, embora não

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sendo a minha função, em ir lá dizer “vá lá meninos como é que é toca a trabalhar!” Ou estar ali um

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bocadinho com eles. É importante eles saberem como se dizia antigamente que eu não sou a professora dos

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deficientes, hoje em dia ninguém me pergunta isso. É interessante ver a evolução da mentalidade.

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Anexo cinco