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2. Zaman Boyutu İtibariyle Politik Konjonktür Teorileri

2.4. Politik Konjoktür Teorilerine Diğer Yaklaşımlar

1.1.2. Ekonomik Gelişmeler

“[…] quando digo que uma das pesquisas que faço é

escutando os alunos, alguns colegas me perguntam: 'Você é linguista?’” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 25).

Ainda que a superação da educação bancária em direção a uma educação dialógica se configure como um grande desafio para professor e alunos, é importante enfatizar que o diálogo é uma exigência existencial, pois “[...] não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão” (FREIRE, 2015, p. 108-109). E o autor complementa: “[...] a existência, porque humana, não pode ser muda, silenciosa, nem tampouco pode nutrir-se de falsas palavras” (FREIRE, 2015, p. 108).

Em consonância com o pensamento de Freire sobre a importância do diálogo, Adler (2013) comenta que “o discurso ininterrupto” e a “escuta silenciosa” são responsáveis pela anulação do traço social do falar e do ouvir, porém, se forem substituídos pela conversa, pelo debate e pelo colóquio, esta situação pode se reverter. Para o autor, "[...] uma

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comunidade vigorosa e próspera de seres humanos exige que o aspecto social da sua fala e de sua escuta seja satisfeito, e não anulado” (ADLER, 2013, p. 20).

Sobre a diferença entre diálogo e monólogo, Buber (2007, p. 56-57) afirma que, enquanto o movimento básico daquele consiste em “voltar-se-para-o-outro”, o movimento básico do monólogo é “dobrar-se-em-si-mesmo”. Além disso, para o autor, existem três tipos de diálogo: 1) o autêntico, que pode ser tanto falado como silencioso; 2) o técnico, que "[…] é movido unicamente pela necessidade de um entendimento objetivo”; e 3) o monólogo disfarçado de diálogo, em que “[…] dois ou mais homens, reunidos num local, falam, cada um consigo mesmo […]” (BUBER, 2007, p. 54 e 55). Considerando a forma "autêntica" de diálogo como rara, Buber (2007, p. 55) comenta que “[...] a vida dialógica não é uma vida em que se tem muito a ver com os homens, mas é uma vida em que, quando se tem a ver com os homens, faz-se isto de uma forma verdadeira”.

A partir do exposto, praticar o diálogo através da educação libertadora não se trata somente de uma mudança de métodos e técnicas, mas de uma mudança de perspectiva que valoriza a construção de uma relação diferenciada com o conhecimento e com a sociedade. (FREIRE; SHOR, 2011). Ser dialógico não significa apenas substituir o método expositivo pelas discussões, por exemplo. Embora na modalidade expositiva o professor tenha uma maior tendência de silenciar os estudantes durante a sua fala, pode-se ser muito crítico fazendo preleções. Do mesmo modo, promover discussões não é sinônimo de ser dialógico:

[…] os professores tradicionais tonarão a realidade obscura, quer dando aulas

expositivas, quer coordenando discussões. O educador libertador iluminará a realidade mesmo com aulas expositivas. A questão é o conteúdo e o dinamismo da aula, a abordagem do objeto a ser estudado. Eles re-orientam os estudantes para a sociedade de forma crítica? Estimulam seu pensamento crítico ou não? […] O importante é que a fala seja tomada como um desafio a ser desvendado, e nunca como um canal de transferência do conhecimento. (FREIRE; SHOR, 2011, p. 73-74, grifo do autor).

Para os autores acima, o maior problema das preleções é não fazer com que os alunos durmam, transformando a fala do professor em “[…] uma canção de ninar informativa ou em uma apresentação sedativa. Em vez disso, a palestra libertadora é um apelo crítico, que inspira os estudantes, que nasce do diálogo já estabelecido com eles” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 73-74).

De fato, a aula expositiva é considerada por muitos professores como a forma correta de ensinar, pois esta referência não só foi marcante em seus tempos de escola, como

profissional, do expert. Os professores assistem a tão poucas boas discussões em classe que evitam testar suas próprias habilidades como líderes de discussões” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 78). Somado a isso, os professores “[…] não recebem nenhum treinamento de voz e arte dramática que lhes dê mais confiança em sua própria criatividade verbal” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 79).

O que se conhece hoje por educação libertadora foi construído a partir da experiência prática de professores, não existindo um modelo padrão com um conjunto de regras a serem seguidas. Uma aula libertadora, portanto, pode assumir uma variedade de formatos:

O professor pode dar uma aula expositiva, pode encaminhar uma discussão, pode organizar pequenos grupos de estudo dentro da sala de aula, pode supervisionar pesquisas de campo fora da sala de aula, pode exibir filmes, pode complementar pontos de vista que faltam à classe, ou pode atuar como um bibliotecário, na ajuda a grupos de estudo a encontrar os materiais, ou pode destinar longas horas às apresentações dos estudantes etc. (FREIRE; SHOR, 2011, p. 159).

3.2.1 A relação docente e discente

Apesar da sua não padronização, se for possível definir alguns pontos objetivos à respeito da educação libertadora, um deles dirá respeito ao fato de que, nela, tanto professores como alunos aprendem, ambos são sujeitos cognitivos, todos são agentes do processo de iluminação da realidade. Ou seja, “[...] não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objetos um do outro” (FREIRE, 2016, p. 25). Apesar de a relação dialógica não ter, segundo Freire e Shor (2011), o poder de criar uma igualdade impossível entre professores e alunos, esta diferença entre eles não deve chegar ao ponto de se tornar antagônica, o que implicaria o autoritarismo.

“Claro que, nesse processo, pode ser que o educador tenha estado no mundo

muitos anos mais do que os educandos e, assim, […] tem mais instrumentos de análise para agir no processo de iluminação da realidade” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 62-88). Os autores afirmam também que o professor, apesar de poder conhecer o objeto de estudo melhor do que os alunos no começo de um curso, no decorrer do processo re-aprende o material com a ajuda de seus estudantes. Daí a importância do diálogo, porque através dele, “[...] refletindo juntos sobre o que sabemos e não sabemos, podemos, a seguir, atuar criticamente para transformar a

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Porém, ao passar de uma posição de “detentor do saber” para a de aprendiz, o professor precisa assumir o desconforto de estar constantemente reaprendendo a sua profissão diante dos estudantes (FREIRE; SHOR, 2011, p. 91), aceitando a sua condição de inacabamento como ser humano (FREIRE, 2016), o que pode ser desafiador, mas muito significativo. Nesta postura de abertura, o professor estará estimulando, com o seu exemplo, os estudantes a serem curiosos, críticos e criativos (FREIRE; SHOR, 2011).

3.2.2 O rigor na educação libertadora

Um dos grandes desafios para a educação libertadora e dialógica é esclarecer a falsa ideia de que ela carece de “rigor”. Em primeiro lugar, é importante repensar este conceito, principalmente porque os estudantes e os professores costumam aprender só “[…] uma única definição de rigor: a autoritária, a tradicional, que estrutura a educação mecanicamente e os desencoraja [professor e alunos] da responsabilidade de se recriarem, a si mesmos e à sua sociedade” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 133). Porém, rigor não é sinônimo de autoritarismo nem quer dizer “rigidez”, como explicam os autores. “O rigor vive com a liberdade, precisa da liberdade. Não posso entender como é possível ser rigoroso sem ser criativo” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 133, grifo dos autores).

Esta percepção errônea da palavra rigor está relacionada a uma visão positivista que impregna a forma tradicional de ensino. Nele, “[…] a realidade não está aí para ser interpretada ou mudada, mas para ser descrita ou observada” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 140). Se, neste contexto, o observador precisa “[…] colocar um vidro diante de si, e colocar umas luvas nas mãos, para não tocar, não ter contato com a realidade para não […] contaminar a realidade e não ser contaminado pela realidade” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 140, grifo dos

autores), isto vai de encontro à perspectiva de rigor criativo na educação dialógica, que considera que “[…] se você não muda, quando está conhecendo o objeto de estudo, você não está sendo rigoroso” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 141).

Os autores atentam também para o cuidado que o professor precisa ter, ao propor uma aula libertadora, de ser sempre coerente em sua prática, ainda que seja tentado a agir de forma autoritária quando testado por um aluno, testes que certamente irão acontecer. É preciso ter em mente o fato de que “[…] o aluno é o mensageiro da ideologia que o domina, convidando o professor libertador a cair novamente nas relações rígidas” (FREIRE; SHOR, 2011, p. 162).