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THE EFFECT OF A MORSEL AND A DERVISH'S COAT APPROACH TO ECONOMIC LIFE
Quanto à fonte de pesquisa, os dados da investigação são provenientes de documentos públicos extraídos do sítio do Tribunal Superior do Trabalho (TST), órgão máximo e instância final do Poder Judiciário Trabalhista, competente para pacificar as decisões divergentes dos Tribunais Regionais de todo o país. Os referidos dados são de acesso púbico no sítio eletrônico do TST44.
Numa fase exploratória, como o estado de São Paulo é o que concentra o maior número de ações trabalhistas, sendo o único estado brasileiro a possuir dois Tribunais, foram realizadas pesquisas no sítio do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, sediado em São Paulo/SP45 - segunda instância do Poder Judiciário Trabalhista, competente para julgar as ações no território da capital do estado de São Paulo/SP e cidades litorâneas, bem como no sítio do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região – sediado em Campinas/SP46, competente para julgar as ações trabalhistas no território do interior do estado de São Paulo/SP, nos municípios não abrangidos pelo Tribunal de São Paulo/SP.
Nessa fase, foi possível testar palavras de busca e tomar contato com os dados existentes nos documentos, bem como com o volume de dados. Posteriormente, tomou-se a decisão de restringir a investigação aos documentos do TST, com os quais seria possível uma melhor e mais ampla visão da problemática, sem prejuízo da compreensão da perspectiva do fenômeno pelos Tribunais Regionais, haja vista que o conteúdo do acórdão do TST apresenta em seu bojo as inúmeras passagens das decisões dos Tribunais Regionais.
A opção pelas bases de dados do TST justifica-se pela pertinência temática e pela relevância decisória, pois apresenta um panorama amplo de decisões de processos oriundos de todo o país, bem como é a instância final do Poder Judiciário Trabalhista.
Os dados processuais são públicos e de livre acesso eletrônico, decorrentes de ações trabalhistas ajuizadas em todo o território nacional. Os termos de busca adotados, pelo critério de conveniência, foram: “assédio moral” e “incapacidade”. Inicialmente, utilizaram-se as 44 www.tst.jus.br 45 www.trt2.jus.br 46 www.trt15.jus.br
palavras “assédio moral” e “saúde”, bem como “assédio moral” e “acidente”. Todavia foram os termos “assédio moral” e “incapacidade” que apresentaram os melhores resultados para os objetivos propostos para este trabalho.
O corte temporal da pesquisa foi limitado às decisões proferidas com data de publicação entre 01/01/2014 e 30/06/2014. A opção por este período de tempo deveu-se, por um lado, ao critério da atualidade, abordando as decisões mais recentes, e, por outro, ao número de resultados obtidos na fase exploratória. Foram encontrados 368 processos, sendo 111 decisões do TST, 122 decisões do TRT da 2ª Região e 135 decisões do TRT da 15ª Região.
Os 111 processos encontrados no TST foram classificados inicialmente pelo título dos recursos. Ao classificá-los, observamos tratar-se de recursos denominados “recurso de
revista” e “agravo de instrumento em recurso de revista”. Não foram localizados recurso de “embargos à seção de dissídios individuais do TST”.
Em singela síntese, o procedimento de um processo trabalhista ocorre em três etapas, também conhecidas como instâncias do Poder Judiciário Trabalhista. O processo inicia-se em uma Vara do Trabalho que deve corresponder, como regra, ao local de prestação de serviços do trabalhador. Após a decisão (sentença) proferida pelo Juiz da Vara do Trabalho, as partes que não se conformarem podem recorrer para a 2ª instância, que são os Tribunais Regionais do Trabalho. O recurso que autoriza o prosseguimento do processo para a 2ª instância denomina-se Recurso Ordinário. Da decisão proferida pela 2ª instância em sede de Recurso Ordinário, não se conformando as partes, poderão recorrer para a 3ª instância, que seria o Tribunal Superior do Trabalho. O recurso que autoriza o prosseguimento do processo para a 3ª instância denomina-se Recurso de Revista. O Recurso de Revista é um recurso técnico, que necessariamente deve ser elaborado por um advogado, uma vez que somente é admitido se comprovar que a decisão do TRT violou expressamente a Constituição Federal, a Legislação Federal ou apresentar divergência com decisão proferida por outro TRT47.
Desse modo, o TST tem a função de pacificar o entendimento do Poder Judiciário Trabalhista e, por isso, analisa apenas processos que tratem de tema de relevância. Além disso, o TST não faz reanálise de fatos; apenas profere julgamento jurídico com base na análise do respeito à legislação vigente. O Recurso de Revista, portanto, passa por dois juízos de admissibilidade, ou seja, passa por duas etapas em que se decide se o Recurso deve chegar ao TST e ser apreciado ou não.
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Neste trecho, elencamos as principais causas de recursos, porém é importante ressaltar que existem outras possibilidades que resultam em recursos.
A parte que apresentar o Recurso de Revista deve protocolar o mesmo no TRT e este fará uma primeira análise do Recurso. Caso entenda que o Recuso deve prosseguir, ele remete o mesmo ao TST. Mesmo chegando ao TST, este novamente analisa se receberá ou não o recurso. Já, se o TRT entender que o recurso não deve proferir, ele não aceita o recurso.
Da decisão que não aceita o Recurso de Revista, cabe outro recurso que acate apenas os fundamentos da decisão que não aceitou o Recurso de Revista. Trata-se do recurso
“Agravo de instrumento em recurso de revista”. O Agravo força que o processo seja
encaminhado do TRT para o TST. No TST, há nova análise da decisão. Caso o TST entenda que o TRT estava equivocado em não receber o Recurso de Revista, ele aceita o Agravo e o converte em Recurso de Revista, para assim ser objeto de julgamento.