4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.1. Ekonomik Göstergeler
4.1.2. İşletme Büyüklük Gruplarına Göre Ekonomik Göstergeler
4.1.2.2. Edirne İli Göstergeleri
Segundo Costa (2008), as formas de organização do trabalho que não levam em conta a prática de atividades de lazer acabam por impedir que o indivíduo tenha condições de se desenvolver, pois o lazer ressalta os elementos que o conduzem ao seu pleno desenvolvimento, condição necessária para seu bem-estar social e para uma participação mais ativa no atendimento das necessidades, individuais, familiares, profissionais, culturais e comunitárias.
A mesma autora encontrou, nos estudos do sociólogo francês Joffre Dumazedier, o lazer enquanto promoção da saúde integral. Para este autor, o lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social
voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais.
No estudo de Dumazedier, segundo Costa (2008), o lazer é visto em três funções primordiais: o descanso, a descontração ou recuperação (esta ocorre quando o lazer é um reparador das deteriorações das forças físicas e mentais, provocadas pelas tensões resultantes das obrigações cotidianas e particularmente do trabalho) e o divertimento (distração, recreação e entretenimento), entre as quais, o indivíduo poderá optar, de acordo com sua livre escolha, opondo-se contra o tédio ou estresse, causado pela rotina do dia a dia.
Waichman (2001) analisou os estudos de Erich Fromm, o qual propunha que a noção de tempo livre é geralmente construída em oposição ao universo do trabalho. Alguns autores, no entanto, advertem que o tempo resultante da diminuição da jornada de trabalho é tempo liberado e não tempo livre. Excetuadas as horas gastas com transporte, cuidados obrigatórios com a casa e a família, restaria o tempo livre que é ainda diferenciado quando é um tempo livre de (obrigações) ou um tempo livre para (a liberdade). “É dos romanos a concepção do ócio como um tempo de não-trabalho, um complemento ao trabalho, que permite recuperar-se para ele” (WAICHMAN, 2001, p.45).
Ainda segundo Waichman (2001), o ócio é ter tempo para fazer o que nós bem entendermos, implica uma qualidade subjetiva em que o importante não é o tempo nem a atividade, mas a disposição.
Para Waichman (2001), a noção de tempo, no tempo livre, traz algumas afirmações que podem ser agrupadas da seguinte maneira:
tempo livre é o que sobra após o trabalho;
tempo livre é o que fica livre das necessidades e obrigações cotidianas;
tempo livre é o que fica livre das obrigações e necessidades cotidianas e que empregamos no que queremos;
tempo livre é a parte do tempo destinada ao desenvolvimento físico e intelectual do homem como fim em si mesmo.
Em Elias e Dunning (1992) é possível compreender as relações e as diferenças das várias atividades de tempo livre. Para melhor entender essas diferenças, propõe-se uma distinção maior e mais aprofundada, e também uma
definição mais nítida do tempo livre. Para esses mesmos autores, “tempo livre, de acordo com os atuais usos linguísticos, é todo tempo liberto das ocupações de trabalho,
[...] e ainda mostram que é possível distinguir “cinco esferas diferentes no tempo livre das pessoas, as quais se confundem e se sobrepõem de várias maneiras, mas que representam categorias diferentes de afetividades, que até certo ponto, levantam problemas diferentes [...] (ELIAS; DUNNING, 1992, p.107-108).
Em uma classificação preliminar, as atividades do tempo livre são divididas em cinco esferas representadas por:
• trabalho privado e administração familiar: a essa categoria pertencem as atividades relacionadas aos cuidados com a família e também as atitudes tomadas em relação à provisão da casa;
• repouso: atividades como dormir, tricotar, futilidades da casa e o não fazer nada em particular;
• provimento das necessidades fisiológicas: comer, beber, dormir, defecar e fazer amor;
• sociabilidade: atividades como passear em um clube, um bar, um restaurante, "jogar conversa fora" com os vizinhos ou mesmo estar com outras pessoas, sem fazer nada demais, como um fim em si mesmo; e, • atividades miméticas ou jogo: as atividades desse tipo são atividades de
tempo livre, que possuem caráter de lazer quer se tome parte nelas como ator ou como espectador. Essas atividades estão diretamente associadas à destruição da rotina, característica da excitação mimética.
Para entender e compreender as diferenças entre as variadas atividades de tempo livre, entre as quais se insere o lazer, Elias e Dunning (1992, p.145) utilizaram o conceito "espectro do tempo livre", pelo qual identificam as demais atividades, além do trabalho, que são executadas de forma rotineira.
Para Elias e Dunning (1992), essas atividades foram classificadas conforme o que eles chamaram de "grau de rotina" e foram separadas em três grupos distintos:
• atividades rotineiras: cuidados com higiene e alimentação, tarefas domésticas, atenção a familiares, etc.;
• atividades de formação e autodesenvolvimento: trabalho social voluntário, estudo não escolar, hobbies, atividades religiosas, participação em associações, atualização de conhecimentos; e,
• atividades de lazer: encontros sociais formais ou informais, jogos e atividades miméticas, como participante ou como espectador; miscelânea de atividades esporádicas prazerosas e multifuncionais, como viagens, jantares em restaurantes, caminhadas, etc.
Os mesmos autores destacaram que, durante o tempo do lazer, ficamos livres de uma série de obrigações institucionais e dos ritmos cronologicamente regulados; temos uma chance de recuperar e curtir os ritmos biológicos e naturais.
Parece bastante significativo falarmos sobre a importância de se ter um dia de descanso, com um tempo livre que permita lazer. O tempo de descanso não pode ser para realizar tudo aquilo que não se fez enquanto se estava trabalhando, pois conforme apresentado por Costa (2008) e Waichman (2001), descanso e lazer são necessários para a condição de vida das pessoas. Assim, a falta de descanso e lazer pode desempenhar um papel fundamental como o fator desencadeante do sono e, esse sono, por sua vez, alivia o cansaço.