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Eğitimde Teknoloji Kullanımı ve Etkileri

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EĞİTİMDE TEKNOLOJİ KULLANIMININ ÇOCUKLARIN SOSYAL DAVRANIŞLARI ÜZERİNDEKİ ETKİSİ 1

2. Eğitimde Teknoloji Kullanımı ve Etkileri

A discussão acerca dos limites precisos entre taxa e tarifa tem ensejado árdua produção intelectual da alta cúpula dos doutrinadores de direito tributário no Brasil.

No entorno da questão, algumas teorias surgiram com o objetivo de resolver o desacerto conceitual que assombra a região limítrofe dos citados institutos, dentre as quais é possível destacar as que defendem a:

a) Identificação da taxa pela natureza do serviço público primário; b) Identificação da taxa pela análise do regime jurídico adotado; c) Identificação da taxa pelo destino do produto da arrecadação; e d) Identificação da taxa pela compulsoriedade de que se reveste.

As teorias divisadas nos supracitados itens “a” e “c” não mais constituem correntes de grande aceitação no meio doutrinário hodierno, porquanto já há algum tempo vêm sendo postas de lado pela melhor doutrina, devido às inúmeras lacunas e imperfeições verificadas em suas estruturas lógicas, que nunca puderam ser sanadas.

Subsiste ainda, com alguma força, a corrente que defende a identificação da taxa pela análise do regime jurídico adotado e, como a mais coerente, a que pugna pela identificação da taxa em razão da compulsoriedade de que se reveste.

A primeira delas, em verdade, seria uma solução acertada, porém menos investigativa para o real deslinde da controvérsia doutrinária posta. Sacha Calmon Navarro Coêlho14 é um dos adeptos desta linha de pensamento, pontificando que

“Ao jurista, cujo objeto é o Direito posto, cabe distinguir a taxa do preço exatamente

pelo regime jurídico de cada qual”.

Contudo, não pode se limitar o intérprete a analisar o sistema jurídico adotado pelo legislador quando da instituição do preço público ou da taxa, vale dizer,

14 COELHO, Sacha Calmon Navarro. Curso de direito tributário brasileiro. 9. ed. Rio de Janeiro: Forense,

verificar para o seu correto enquadramento se fora adotado regime de direito privado para o caso de tarifa, ou regime de direito público-tributário para o caso de taxa.

É que o simples estudo acerca do regime jurídico adotado seria eficiente se não vivêssemos em um país onde a Administração Pública é tão voraz quando se trata de arrecadação de receitas, muitas vezes esforçando-se para furtar-se às limitações ao poder de tributar.

Por isso, nossa sociedade, repetidas vezes, tem-se deparado com o execrável fenômeno da tributação oculta ou disfarçada, que nada mais é do que o Estado pretendendo “tributar” os cidadãos economicamente ativos, com a instituição de preços públicos devidos como remuneração por serviços de uso compulsório,

e.g., o serviço de tratamento de esgoto.

Diante disso, é que de todas as correntes indicadas alhures que tratam de critérios de diferenciação entre um e outro instituto, aquela que se entremostra como a mais exata é precisamente a que elege o elemento da compulsoriedade como a pedra de toque da diferenciação doutrinária entre as taxas e as tarifas.

Como já dito, os tributos são imposições legislativas opostas pelo Estado aos contribuintes, forçando-os a adimplir as exações criadas por lei e submetidas, como não poderia deixar de ser, aos princípios jurídicos da tributação e às limitações constitucionais ao poder de tributar.

Em oposição, os preços públicos constituem a remuneração devida por serviço público prestado pelo próprio Estado, por concessionário ou delegatário, à coletividade, desde que seja a relação prestacional revestida de natureza voluntária.

Logo, somente podem ser cobrados como pagamento pelo serviço efetivamente prestado ao usuário, não havendo que se cogitar, na espécie, de remuneração pela mera potencialidade do uso ou disponibilidade do serviço.

Há, ainda, outro aspecto relevante sobre as tarifas, residente no ponto em que apenas são devidas empós a inequívoca manifestação de vontade do usuário em contratar a prestação do serviço ofertado.

Divisando o aspecto da compulsoriedade nas taxas e nos preços públicos, Leandro Paulsen15preleciona que:

Deve-se ter bem presente a diferença entre taxa e preço público. Aquela é tributo, sendo cobrada compulsoriamente por força da prestação de serviço público de utilização compulsória ou do qual, de qualquer maneira, o indivíduo não possa abrir mão. O preço público, por sua vez, não é tributo, constituindo, sim, receita originária decorrente da contraprestação por um bem, utilidade ou serviço numa relação de cunho negocial em que está presente a voluntariedade (não há obrigatoriedade do consumo).

Ademais disto, ocorre que as tarifas não se sujeitam aos princípios jurídicos da tributação e às limitações constitucionais ao poder de tributar.

É que, conquanto sofram a incidência de determinadas normas de direito público, especificamente as de direito administrativo, trata-se, em verdade, de instituto típico de direito privado, incompatível, pois, com o regramento próprio do ramo público do direito tributário.

Também nesse ponto merecem destaque os ensinamentos de Leandro Paulsen16:

A obrigação de prestar, pois, em se tratando de taxa, decorre direta e exclusivamente da lei, enquanto, em se tratando de preço público, decorre da vontade do contratante. Por ter suporte no poder de tributar do Estado,

15

PAULSEN, Leandro. op. cit., p. 43.

submetendo os contribuintes de forma cogente, a exigência de taxas está sujeita às limitações constitucionais ao poder de tributar (art. 150 da CF: legalidade, isonomia, irretroatividade, anterioridade, vedação do confisco). A fixação do preço público, de outro lado, independe de lei; não sendo tributo, não está sujeito às limitações do poder de tributar.

Com maestria no tracejar dos pontos fundamentais da distinção entre taxa e tarifa, Hugo de Brito Machado17 consigna que:

O importante é entender-se que, se a lei denominou a receita como taxa, vinculou esta ao regime jurídico tributário. Tal receita ficará, portanto, sujeita aos princípios constitucionais da tributação, entre os quais o da legalidade e o da anterioridade da lei ao exercício financeiro da respectiva cobrança. O tributo, por sua própria definição legal, é a prestação pecuniária

compulsória (CTN, art. 3º). Logo, sendo a taxa uma espécie de tributo, é

também compulsória. Não tem sentido, pelo menos no Direito positivo brasileiro, falar-se em taxa facultativa. Isto, porém, há se ser entendido em seus devidos termos. Sendo o fato gerador da taxa um serviço daqueles que, no dizer do art. 79, inciso I, alínea “b”, são de utilização compulsória, então o pagamento da taxa é efetivamente simples decorrência de encontrar-se o contribuinte em condições de poder utilizar o serviço, ainda que não o faça. Se, porém, o fato gerador da taxa for a efetiva utilização do serviço, aí o contribuinte poderá fugir ao pagamento, bastando que o não utilize. Daí não se pode concluir que a taxa é facultativa. Também o imposto pode-se fugir, bastando que se evite a situação que configura o respectivo fato gerador.

Ocorre que a fuga ao pagamento da taxa, pela não utilização do serviço, deixa desatendida a necessidade respectiva, que por outro meio não poderá ser satisfeita.

O que caracteriza a remuneração de um serviço público como taxa ou como preço público é a compulsoriedade, para a taxa, e a facultatividade, para o preço, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal. Importante, porém, é a compreensão adequada, que se há de ter, do que sejam essa compulsoriedade e essa facultatividade.

A título de exemplo, imaginemos a necessidade que se tem de energia elétrica. Se o ordenamento jurídico nos permite atender a essa necessidade com a instalação de um grupo gerador em nossa residência, ou estabelecimento industrial ou comercial, então a remuneração que o Estado nos cobra pelo fornecimento de energia é um preço público, pois não somos juridicamente obrigados a utilizar o serviço público para satisfação de nossa necessidade. Embora nos seja mais conveniente a utilização do serviço público, do ponto de vista econômico ou por outra razão qualquer, do ponto de vista jurídico nada nos impede de, por outro meio, atender a necessidade de energia elétrica. A remuneração que pagamos pelo fornecimento de energia elétrica, portanto, não é compulsória. Por outro lado, se há norma jurídica proibindo a instalação de grupo gerador ou unidade de captação de energia solar em residências ou estabelecimentos comerciais ou industriais, de sorte que o atendimento da necessidade de energia elétrica por qualquer outro meio que não seja o serviço público torna-se impossível sem violação

da ordem jurídica, tem-se que a utilização do serviço, e por isto mesmo o

pagamento da remuneração correspondente, é compulsória. Neste caso, a remuneração correspondente é taxa.

O mesmo pode ser dito do serviço de água e esgoto. Se há norma proibindo o atendimento da necessidade de água e de esgoto por outro meio que não seja o serviço público, a remuneração correspondente é taxa. Se a ordem jurídica não proíbe o fornecimento de água em pipas, nem o uso de fossas, nem o transporte de dejetos em veículos de empresas especializadas, nem o depósito destes em locais para esse fim destinado pelo Poder Público, ou adequadamente construídos pela iniciativa privada, então a remuneração cobrada pelo serviço público de fornecimento de água e esgoto é preço público. Se, pelo contrário, existem tais proibições, de sorte a tornar o serviço público o único meio de que se dispõe para o atendimento da necessidade de água e de esgoto, então a remuneração respectiva será taxa.

Não se limitando às linhas gerais do entorno da diferenciação dos institutos, o professor Hugo de Brito Machado18 analisa, por conhecer de perto o

problema, o caso da tarifa cobrada como remuneração pelo serviço de tratamento de esgoto, in expressis:

O mesmo pode ser dito do serviço de água e esgoto. Se há norma proibindo o atendimento da necessidade de água e de esgoto por outro meio que não seja o serviço público, a remuneração correspondente é taxa. Se a ordem jurídica não proíbe o fornecimento de água em pipas, nem o uso de fossas, nem o transporte de dejetos em veículos de empresas especializadas, nem o depósito destes em locais para esse fim destinado pelo Poder Público, ou adequadamente construídos pela iniciativa privada, então a remuneração cobrada pelo serviço público de fornecimento de água e esgoto é preço público. Se, pelo contrário, existem tais proibições, de sorte a tornar o serviço público o único meio de que se dispõe para o atendimento da necessidade de água e de esgoto, então a remuneração respectiva será taxa.

Essa é a conclusão que se chega da análise de memorável acórdão do Supremo Tribunal Federal que apreciou questão relativa à cobrança de remuneração pela coleta de lixo do então Estado da Guanabara. Como a legislação daquele Estado proibia o uso de todo ou qualquer meio para o atendimento da necessidade de livrarem-se as pessoas do lixo produzido em suas residências ou em suas atividades profissionais, tornando obrigatório, assim, o uso do serviço prestado pela empresa estatal criada para esse fim, a remuneração que vinha sendo cobrada como preço público foi considerada como Taxa pela corte maior.

É importante compreender o fundamento dessa idéia. [...]

Se a ordem jurídica não obriga a utilização do serviço público, posto que não proíbe o atendimento da correspondente necessidade por outro meio, então a cobrança da remuneração correspondente não ficará sujeita às restrições do sistema tributário. Pode ser fixada livremente pelo Poder Público, pois seu pagamento resulta de simples conveniência do usuário do serviço. À liberdade que tem o Poder Público na fixação do preço público corresponde a liberdade do cidadão de utilizar, ou não, o serviço correspondente. Se o cidadão não tem essa liberdade, o Poder Público deve estar igualmente limitado pela ordem jurídica no pertinente aos critérios para fixação do valor a ser cobrado, que será um tributo.

Com efeito, do estudo acurado da doutrina mais abalizada de direito tributário, o hermeneuta é remetido à conclusão inarredável de que o critério de distinção entre taxa e tarifa reside no aspecto da compulsoriedade do uso do serviço, o que acarreta, por conseguinte, à submissão da espécie tributária às caras limitações ao poder de tributar.

A análise da compulsoriedade da utilização do serviço é, conforme exposto, critério eficaz de aferição da ratio essendi do instituto no caso específico, sendo instrumento plenamente capaz de identificar sua real natureza de taxa ou de tarifa.

Portanto, havendo obrigatoriedade na adesão do serviço, faz-se presente imposição da vontade soberana do Estado, à qual todos os cidadãos-contribuintes devem se sujeitar, revelando-se, pois, a natureza jurídico-tributária da relação, na qual se reclama que a remuneração do serviço seja feita por tributo legalmente instituído pelo ente dotado de competência para tal.

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