B. Sosyal Yetkinlikler
B.2. Sosyal Beceri
B.2.4. Sosyal Beceri Ölçeği Alt Boyutları
B.2.4.6. Sosyal Kontrol (SK)
2.3. DUYGUSAL ZEKA İLE İLGİLİ ULUSLAR ARASI YAPILAN
A principal característica do tempo operatório é constituir um sistema de conjunto, onde os agrupamentos de ordem dos acontecimentos e imbricação das durações se complementam e se integram a ponto de haver a generalização das relações de um agrupamento para o outro, podendo a sucessão ser deduzida da imbricação ou ao contrário.
Os dois agrupamentos estabelecem relações de assimetria (diferenças). A distinção que permanece entre um agrupamento e outro impede que eles se transformem num único agrupamento quando se trata do tempo qualitativo. Os dois agrupamentos se diferenciam porque o agrupamento de imbricação das durações possui a propriedade de ser comutativo (ex.: sendo as durações A e A’ imbricadas na duração maior B, temos A + A’ = B assim como, A’ + A = B ). Enquanto que o agrupamento de sucessão dos acontecimentos não possui essa propriedade (ex.: sendo o movimento determinado pelos estados sucessivos A → B → C não se pode conservá-lo quando se trata da ordem B → C → A porque o movimento real do universo é irreversível). Portanto, temos uma integração entre os agrupamentos com diferenciação, constituindo um sistema operatório.
Apesar das durações qualitativas possuírem a propriedade comutativa, elas são menos móveis que as durações que caracterizam o tempo quantitativo ou métrico porque os intervalos que constituem as partes no tempo qualitativo só são relacionados quantitativamente com o intervalo que constitui o todo (ex.: no tempo qualitativo sabemos que B é maior que A e A’ ou que A e A’ são sucessivas ou sincrônicas), mas
ainda não se estabeleceram as relações entre as partes (ex.: A em relação a A’ é igual, maior ou menor?).
A noção de quantidade extensiva temporal (ou tempo métrico) está relacionada à noção de velocidade constante que possibilita a compreensão do isocromismo das durações dos movimentos mensurados. Mas para construir os agrupamentos temporais métricos é necessário que a criança construa relações de isocronismo e sincronismo10 entre dois ou mais movimentos.
Enfim, o tempo métrico tem a finalidade de representar as relações entre os movimentos do mundo externo, mantendo as relações operatórias entre tempo, espaço e velocidade e garantindo as três características do tempo: a continuidade, a homogeneidade e a uniformidade, como é o caso dos aparelhos de medição do tempo.
No entanto, Piaget (s.d., p. 315-316) diz que “as operações métricas e extensivas se constituem tão logo se complete o agrupamento das operações qualitativas ou intensivas, sendo a uniformidade da duração praticamente reconhecida em correlação imediata com a sua homogeneidade e a sua continuidade.”
O tempo métrico é o arremate do desenvolvimento da noção temporal, mas para que ocorra a sua construção é necessária a priori a construção do tempo qualitativo.
10 O termo isocronismo significa mesma quantidade de tempo ou igualdade de duração temporal. O
3 AS EXPRESSÕES LINGÜÍSTICAS DE TEMPO
Este capítulo pretende abordar os estudos lingüísticos que demonstram como a língua portuguesa expressa o tempo físico. Entendemos que a expressão do tempo na língua portuguesa é tão complexa quanto a noção cognitiva de tempo, como veremos a seguir.
A manifestação temporal na língua portuguesa ocorre por meio de expressões e construções gramaticais compostas por verbos, advérbios, preposições, pronomes e conjunções, que somente no contexto expressivo, ou seja, na enunciação, poderão ser interpretadas como indicadores de tempo; como por exemplo, o advérbio dentro pode expressar tempo ou espaço conforme a articulação que esse advérbio estabelece com outras palavras da oração:
Ex.: Eu fiz tudo dentro do prazo. Eu coloquei tudo dentro do pote.
O ensino tradicional de língua portuguesa no Brasil, por se prender ao estudo da gramática normativa, enfoca muito mais a aprendizagem de definições pré-elaboradas e de exercícios os quais exigem o emprego correto de uma única forma de expressão lingüística. Assim, deixa de explorar didaticamente as possibilidades de emprego de uma palavra no uso da língua, na sua modalidade oral e/ou escrita.
Quando se trata de expressar acontecimentos ou fatos, como nas narrativas, vemos de acordo com Castilho (2002, p. 83) que
A predicação é o correlato gramatical do estado de coisas, entendendo-se por isto a ‘concepção de algo real ou imaginário que possa ocorrer em algum mundo’. [...] O estado de coisas é uma entidade conceitual, ao passo que as entidades reais podem ser retratadas lingüisticamente de várias maneiras, dependendo da angulação estabelecida pelo falante.
As escolas mais conservadoras ensinam também que as palavras são categorizadas em determinadas classes gramaticais e que cada classe gramatical possui flexões próprias. Sendo assim, o estudo fica restrito em saber classificar e flexionar as palavras, portanto, sem propiciar a compreensão de que uma mesma palavra adquire sentidos diferentes de acordo com o contexto lingüístico, como já exemplificamos, ou então, que a escolha de uma determinada flexão pode expressar de forma mais adequada o sentido que queremos dar ao enunciado:
Ex. O homem correu até o hospital. Nessa frase a flexão verbal pela desinência modo-temporal do pretérito perfeito expressa uma duração de tempo menos prolongada, portanto implica um instante de tempo.
O homem foi correndo até o hospital. Nessa frase a flexão verbal perifrástica formada pela desinência modo-temporal do pretérito perfeito do verbo auxiliar + a base verbal na forma nominal do gerúndio expressa uma duração de tempo mais prolongada, ou seja, que implica uma duração no tempo.
Para compreender as expressões de tempo da língua portuguesa é necessário analisar como as palavras estão articuladas na forma de um sistema lingüístico que busca manifestar o significado, que no caso do nosso objeto de estudo são as coordenações das noções de ordem dos acontecimentos, imbricação das durações e simultaneidade dos acontecimentos.
As expressões lingüísticas de tempo físico manifestam-se em todas as línguas por meio de duas categorias: o Tempo11 e o Aspecto. Ambas são concebidas como propriedades da predicação. O que distingue essas duas categorias lingüísticas são as noções semânticas que elas implicam. O Tempo implica a noção de ordem dos acontecimentos. O Aspecto implica as noções de duração.
Costa (2002, p. 29) faz uma análise comparativa muito interessante do emprego das duas categorias na língua portuguesa ao dizer:
O falante opta por marcar aspectualmente ou não o seu enunciado, a depender da importância que ele atribua à chamada da atenção do ouvinte para a temporalidade interna do fato que expressa. Podemos perfeitamente expressar verbos portugueses, utilizando o termo não marcado aspectualmente, escolhendo, portanto, não incluir as possibilidades marcadas dessa categoria no enunciado. Difícil se faz essa atitude em face da categoria de Tempo porque, sendo esta uma categoria dêitica, impõe limites muito mais rígidos ao falante, que não pode furtar-se ao seu próprio estar no mundo.
Discutiremos a seguir por quais expressões lingüísticas a categoria de Tempo expressa a ordem dos acontecimentos e por quais expressões lingüísticas a categoria do Aspecto expressa as durações.
11 Para que não ocorram confusões passaremos a empregar: (1) o termo Tempo (letra maiúscula) quando
tratarmos da categoria lingüística que implica a noção de ordem dos acontecimentos, (2) o termo tempo (letra minúscula) quando tratarmos do tempo físico ou cronológico.
3.1 Quanto às expressões lingüísticas de ordem dos