4. UYGULAMA
4.4 Değişkenler Arasındaki İkili İlişkilerin Analizi
4.5.3 DLgİMKB Ulusal 100, DLgTEFE, DLgSanayi Üretim Endeksi,
Como se sabe, após o fim da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) disputaram a hegemonia militar e econômica do mundo. Essa disputa entre as duas potências resultou na instauração da Guerra Fria em 1947. Era também a época do American way of life, em que nesse estilo de vida americano os valores da classe média eram exaltados. O american way of life era difundido por intemédio da indústria cultural norte-americana, seja mediante a veiculação de filmes de Hollywood, como o
Juventude Transviada, ou mesmo através de artistas musicais como foi Elvis Presley. Sendo
assim, o modelo americano de capitalismo e de consumo começou a ser implantando no Brasil. Como vimos no capítulo anterior, no período de 1930-1945 há consideráveis mudanças políticas e econômicas no Brasil. São lançadas as bases do setor industrial brasileiro, por intermédio da intervenção e regulação estatal na economia. Foi, portanto, um modelo nacional- desenvolvementista, mas “na prática mais desenvolvementista que nacionalista” (MOTA, 2015, p. 707), pois quando se procurou defender os interesses sociais, houve reação dos grupos ligados ao capitalismo hegemônico. Além do fim da guerra, o período se inicia com a eleição democrática do general Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) 20, e com anseios dos movimentos
sociais por mais participação política. Disputaram as eleições presidênciais: o já referido Dutra do PSD (Partido Social Democrático); Eduardo Gomes da UDN (União Democrática Nacional) e Iedo Fiúza do PC (Partido Comunista). Num total de 46 milhões de brasileiros, cerca de 7 milhões estavam inscritos para votar e desses cerca de 6,2 milhões votaram. O general Dutra recebeu 55% dos votos válidos.
Nesse contexto, anseios por democracia e modernização eram palavras que estavam na ordem do dia, muito embora a democracia e a modernização estivessem sempre em conflito. As novas elites e setores da classe média diziam que o país deveria deixar sua condição de “atrasado” e se adequar aos novos arranjos econômicos e tecnológicos. Os modelos de
20 A ordem dos presidentes no período foi: José Linhares (interino, 1945-1946) sem partido; Eurico Gaspar
Dutra (1946-1951) PSD; Getúlio Vargas (1951-1954) PTB; João Café Filho (interino, 1954-1955) PSP; Carlos Luz (interino, 1955) PSD; Nereu de Oliveira Ramos (interino, 1955-1956) PSD; Juscelino Kubitschek (1956- 1961) PSD; Jânio Quadros (1961) UDN; Paschoal Ranieri Mazzilli (interino, 1961) PSD; João Goulart (em regime parlamentarista, 1961-1963) PTB; João Goulart (restauração do regime presidencialista, 1963-1964) PTB; Paschoal Ranieri Mazzilli (interino, 1964) PSD; Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967) início do regime militar brasileiro.
industrialização e urbanização dos anos de 1950 foram norte-americanos. O economista Celso Furtado recebeu, nesse período, um prêmio da embaixada americana em razão de seus estudos sobre as relações Estados Unidos-Brasil. Insere-se com isso a ideia do planejamento, a fim de tirar o país do subdesenvolvimento, do atraso e do poder dos antigos coronéis.
As novas elites brasileiras afirmavam que a Segunda Grande Guerra havia demonstrado que o Brasil possuía significativas carências tecnológicas e industriais, se comparadas aos Estados Unidos, França, Inglaterra e mesmo à Alemanha e Japão. Todavia, as antigas elites consevadoras ainda eram influentes e obstaculizavam vários processos de justiça social e igualdade. Os partidos recém-criados, UDN e PSD, deram sustentação ao governo Dutra. Entretanto, esses dois partidos representavam os grupos exportadores e os proprietários rurais, os quais resistiam às políticas governamentais voltadas à industrialização. Além disso, o Brasil era ainda dependente das exportações de café. O governo do presidente Dutra ajudou a consolidar essa classe política conservadora no poder, os quais temiam o avanço eleitoral de políticos comunistas.
O quadro político conservador começou a mudar a partir da eleição de Getúlio Vargas (1951-1954), do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro); ele recebeu apoio dos sindicalistas e comunistas. Desse modo, a ala nacionalista se fortaleceu, e para ela caberia ao Estado a exploração tanto da siderurgia como do petróleo. A industrialização foi a meta principal da política econômica do governo e, nesse projeto, o Estado foi a instância maior na constituição e desenvolvimento de um capitalismo industrial. Entretanto, o governo getulista perdeu o apoio dos militares e foi alvo de uma série de acusações de corrupção. Em sua carta de suicídio, Getúlio relatou conspirações internacionais contra a Petrobrás e os direitos dos trabalhadores. Apesar disso, as bases de uma indústria pesada já estavam lançadas.
Todavia, esses processos de industrialização ficaram mais concentrados nos Estados de São Paulo e da Guanabara, o que impulsionou o fenômeno das migrações internas, em razão dos desequilíbrios regionais de crescimento. Estes desequilíbrios regionais, o aumento da população e a urbanização foram elementos-chave nos processos migratórios internos. Se na década de 1940 setenta e cinco por cento da população brasileira viviam nas zonas rurais, em fins da década de 1960 cinquenta e dois por cento viviam nas cidades. Os centros urbanos não foram capazes de absorver toda a mão de obra que se deslocava do campo, o que ocasionou um número expressivo de desempregados. Em 1950 cerca de 4,3 milhões de brasileiros migraram e, desse contingente, 1,1 milhões eram do Nordeste, enquanto que 1,3 milhões eram de Minas Gerais.
Em razão da baixa qualificação os migrantes que chegavam do campo tinham salários baixos e como não eram sindicalizados, não tinham quem defendesse seus direitos trabalhistas. Na maioria dos casos eram camponeses e lavradores que desejavam ser operários. Trocavam “o chão da terra” pelo “chão de fábrica” ou pelo asfalto. Aos poucos, esses migrantes foram substituindo os imigrantes estrangeiros, os quais possuíam mais habilidades técnicas para o trabalho nos centros urbanos. Esses operários estrangeiros já possuíam uma tradição em sindicatos para reivindicação de seus direitos. Caso oposto era dos migrantes que chegavam do campo; esses não tinham tradição com luta sindical.
Os partidos políticos que haviam sido extintos em 1937 se reorganizaram no período democrático pós-guerra. Entre 1945 e 1948 trinta e um partidos protocolaram pedidos de registro. Os mais representantivos estavam divididos em três categorias: Conservadores – alinhados a essa posição política estavam a União Democrática Nacional e o Partido Social Democrático , além de partidos menores com atuação mais regional; Progressista – composto pelo Partido Trabalhista Brasileiro e o Partido Social Progressista (PSP); Ideológicos – faziam parte dessa corrente o Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Democrata Cristão (PDC) e Partido da Representação Popular (PRP).