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DIfi BORÇ GÖSTERGELER‹

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7.2. DIfi BORÇ GÖSTERGELER‹

As condicionantes verificadas desde o início desde o dia 19 de Outubro de 2009 na secção de sociedade do jornal Diária de Notícias foram as seguintes:

¾ Dificuldades de acesso em termos de informática.

¾ Falhas de internet que condicionava a pesquisa e leitura de informação.

¾ Hardware do computador aparecia desligado. O estagiário/ discente contactou mais que uma vez os serviços de informática a fim de resolver a situação. Prontamente resolvida com as indicações do perito ou até mesmo através dos seus próprios conhecimentos em computadores.

¾ Adaptação ao método de escrita do jornal Diário de Notícias. ¾ Obtenção de fontes e cruzamento de dados.

¾ Resistência das próprias fontes na divulgação de informação sobre um determinado tema.

¾ Resistência inicial dos entrevistados a prestarem declarações sobre um acontecimento.

¾ A própria agenda mediática.

¾ A persistência das agências de comunicação em insistirem na divulgação de um acontecimento organizado pelos próprios.

¾ A própria importância de determinado tema para o contexto social em detrimento de outros assuntos.

¾ Pouca cooperação por parte do editor e sub-editor de política para a obtenção de determinados dados para o relatório.

5. 3. Recomendações

Terminado o período de estágio, e do ponto de vista do estagiário, surgem com naturalidade algumas recomendações, que podem ser úteis para o jornal:

¾ Aproveitamento dos chamados “tempos mortos” para obtenção de novas ideias para a construção de novos textos.

¾ Adopção por completo do novo acordo ortográfico.

¾ Delegação de um ou dois elementos, por secção, para a elaboração exclusiva de conteúdos online.

¾ Recomenda-se a continuação da leitura de notícias produzidas por outros meios de comunicação de forma a perceber como os outros jornalistas trataram um determinado assunto: O ângulo escolhido para cativar os leitores.

¾

Recomenda-se a continuação da reunião semanal em que cada elemento de redacção dá três ideias para a semana. As propostas devem respeitar os temas desenvolvidos por cada secção. As três ideias devem seguir o estipulado pela editora e os sub-editores: uma ideia para o dia da reunião; uma ideia para a semana; uma ideia para o fim-de-semana.

CONCLUSÃO

A realização deste estágio foi fundamental para a minha formação e essencial para estabelecer uma relação entre a aprendizagem no ensino e o mercado de trabalho. As pessoas com quem tive oportunidade de trabalhar tiveram um papel importante para o desenvolvimento do relatório, compreensão das actividades a desenvolver, entre-ajuda e auxílio.

A ligação entre o local escolhido para o estágio e o Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais,vertente estudos europeus, mostrou que cada vez mais é essencial ter em cada secção de cada publicação, uma pessoa com os conhecimentos teóricos específicos adquiridos ao longo destes dois anos.

O trabalho de equipa é uma experiência gratificante, principalmente em ambas as áreas, já que obriga ao diálogo, coordenação, organização e gestão de conflitos tanto internamente como em reportagens ou entrevistas no exterior, e até mesmo para a expansão de conhecimentos pessoais através do contacto directo com pessoas da área de Ciência Política e Relações Internacionais.

Este estágio possibilitou ao estagiário/discente a visualização de como o Diário de Notícias se interessa pelas questões políticas europeias e qual o seu tratamento. A proximidade existente entre estes dois mundos, a dependência, a troca de informações é diária. Elas coabitam entre si em sociedade. E nada melhor que a própria secção de Sociedade deste jornal para testar as minhas capacidades, o contacto directo com o público e a gestão da pressão diária a que os jornalistas estão sujeitos.

A especialização permitiu adquirir conhecimentos sobre a sociedade europeia e mundial, e, ao mesmo tempo, abriu horizontes na forma de pensar, seleccionar temas e expor acontecimentos e informações, que são de utilidade para os leitores do DN ou de qualquer publicação nacional ou internacional.

A área de Ciência Política e Relações Internacionais, vertente Estudos Europeus, é cada vez mais importante nos dias de hoje em qualquer empresa de comunicação social tanto em Portugal, na Europa ou no restante mundo. O próprio título “Impacto da política nos meios de comunicação” espelha a força que a área política (nacional, europeia e internacional) tem nos conteúdos produzidos nos meios de comunicação. E embora

existissem expectativas na área de estudos europeus, ficou a intenção de a desenvolver de uma forma mais profunda num futuro próximo.

O estagiário/discente procurou sempre propor trabalhos relacionados com a área de estudos europeus, mas nem sempre foi possível devido às prioridades para acontecimentos importantes de última hora e falta de acontecimentos europeus relacionados com a secção de sociedade.

No entanto, todos os conhecimentos adquiridos foram muito úteis para aplicarmos, também na área de Estudos Europeus.

Durante o próprio estágio fomos seguindo o que se passava na Europa, e como isso se divulgava na imprensa, muito particularmente no Diário de Notícias.

Podemos concluir que os ecos da Europa na imprensa representavam a própria realidade europeia, tendo um grande impacto nos meios de comunicação. A esse propósito, foi paradigmático o caso da assinatura do Tratado de Lisboa, a que assistimos durante o próprio estágio. Por outro lado, constatámos, também, que os próprios Media têm um grande impacto na formação de uma opinião pública, mais ou menos favorável às questões europeias. Os meios de comunicação tornam-se, assim, decisivos para a aproximação dos cidadãos à Europa, ou seja, para a construção de uma verdadeira cidadania europeia.

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