4.1.5.1.1.2 Kural eylemi
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4.5 Aygıt denetimi
mediante, por exemplo, a aplicação de medidas de urgência previstas de forma expressa na Lei nº 11.340/06, a um homem que esteja sendo vítima de ameaças decorrentes do inconformismo com o fim de relacionamento amoroso, estando evidente o caráter doméstico e íntimo de aludida ocorrência, tudo a ensejar a pretendida proteção legal.
O Estado direciona o seu olhar aquela mulher que violentada dentro do seu lar tem seus direitos humanos violados e objetiva protege-la nas orientações do ordenamento jurídico pátrio.
Tira da obscuridade a violência doméstica e expõe tal cenário, para ser amplamente debatido pela sociedade como problemática social. Oportunizando a devida assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar pautado nas medidas integradas de prevenção contra a discriminação.
Cite-se que o diploma legal, ditou medidas que albergam essa proteção, estabelecendo, por exemplo, que o juiz determine, por prazo certo, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal.
Além de outras determinações trazidas pela Lei como a aduzida sobre a pena do delito de lesão corporal, cuja pena foi aumentada de seis meses a um ano e majorada restou definida entre três meses a três anos, modificando-se o Art. 129, § 9º, do Código de Processo Penal. Outra modificação foi adotada no Art. 129, § 11, do Código Penal, estabelecendo-se a partir daí que na hipótese do § 9º deste artigo16.
4.1 A Lei Maria da Penha como Política Pública
Ao analisarmos a problemática da violência doméstica contra a mulher nos seus aspectos sociais e jurídico fazemos um elo com os novos conceitos e avanços trazidos pela lei Maria da Penha.A Lei se propõe a mudar de maneira impar a realidade social impondo-se como ação afirmativa. Nesse sentido:
As ações afirmativas surgiram nos anos 1960 nos Estados Unidos onde desenvolveu-se uma ampla discussão sobre a inserção social dos negros e,
16 Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro ou com
quem conviva ou tenha convivido, ou ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabilitação ou de hospitalidade: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. [...]
posteriormente, das mulheres. Atualmente vários países empregam ações afirmativas para favorecer igualdade de gênero, sendo uma política que, apesar das críticas que alegam o desrespeito à igualdade formal, encontra amplo consenso e obtém resultados práticos. (SABADELL, 2005 p. 238) As ações afirmativas são tentativas de paridade de garantias e oportunidades pra determinados segmentos da sociedade, tidos como vulneráveis, que necessitam do Estado para promover a igualdade material. Senão vejamos:
La democracia no garantiza la igualdad política, sino, a lo sumo, las condiciones del terreno en el cual esta igualdad puede ser reivindicada a cada momento. En virtud de su definición lógica, la igualdad implica la sustituibilidad de los iguales en sus funciones política; por lo tanto, los grados de la igualdad democrática habrán de medirse tanto por la posibilidad de elegir representantes para ser gobernado equitativamente por ellos como por la posibilidad de ser elegido, capacidades que en nuestra democracia contemporánea han sido tardíamente alcanzadas en lo formal por las mujeres, y requieren todavia la aplicación de medidas de acción afirmativa y discriminación positiva, como los planes de iguldad de oportunidades y de trato, y la ley de cupo (MAFFÍA, 2009, p. 109-110)17 i
Assim, tais medidas objetivam compensar as dificuldades de inserção e o preconceito de que sofrem esses grupos, produzindo igualdade na prática (RAPOSO,2004).
Voltando a questão da Lei Maria da Penha, ela foi proposta diante do assustador número de demandas sobre violência doméstica e notadamente pelo crime acontecido com a vítima que leva o nome da lei. Apareceu então, no cenário político-jurídico brasileiro uma legislação a favor das mulheres, uma eclosão de transformações que impactaram positivamente na condição feminina em nossa sociedade. A lei cumpriu as expectativas e atua como propulsora de direitos trazendo dignidade às assistidas.
Por essa compreensão, a lei acelera a igualdade porque reconhece a vulnerabilidade da mulher perante seu agressor e cria mecanismos para superá-los. Impondo em seus artigos maior rigor no tratamento dos agressores, como por exemplo, quando retira da competência do Juizado Especial para esfera comum, dita
17 Democracia não garante igualdade política, mas, na maioria das condições, terra em que essa igualdade podem ser reivindicados a qualquer momento. Sob sua definição lógica, da igualdade implica substituibilidade iguais em suas funções políticas; portanto, o grau de igualdade democrática deve ser medida tanto pela possibilidade de eleger representantes para ser governado igualmente por eles como pela possibilidade de ser capacidades eleitos em nossa democracia contemporânea foram tardiamente alcançado na educação formal por mulheres e ainda exigem a aplicação de ações afirmativas e discriminação positiva, como planos de iguldade de oportunidade e de tratamento (Tradução livre).
que uma maior agilidade nas medidas protetivas com prazo em 48h, ademais determina um acompanhamento das vítimas.
Por sua vez, impõe ao agressor comandos imperativos como as medidas protetivas que obrigam o agressor a se manter longe da a vítima. O magistrado do juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher ampliou sua competência para dirimir o crime e os casos que norteiam as questões de família com: separação, guarda dos filhos e pensão alimentícia.
Mesmo havendo melhorias a opressão as mulheres persiste, muito embora a repercussão da Lei Maria da Penha tenha regulamentado providências urgentes reclamadas a bastante tempo, ao direito e seus operadores fica a missão de conduzi- la como instrumento de igualdade e ação afirmativa como esta lei se propôs a ser.
Por todas essas observações vale ressaltar que a lei deve ser tratada como instrumento de defesa dos direitos fundamentais. Assevera Canotilho (1994, p.541):
A função de direitos de defesa dos cidadãos sob uma dupla perspectiva: (1) constituem, num plano jurídico-objectivo, normas de competência negativa para os poderes públicos, proibindo fundamentalmente as ingerências destes na esfera jurídica individual;
(2) implicam, num plano jurídico-subjectivo, poder de exercer positivamente direitos fundamentais (liberdade positiva) e de exigir omissões dos poderes públicos , de forma a evitar lesivas por parte dos mesmos (liberdade negativa).
A lei, na verdade, busca no Estado a proteção das agredidas, tutela essa devida pelo seu caráter de direito fundamental-proteção à vida, quando consagra na Constituição garantias institucionais que agasalham as leis infraconstitucionais, como à lei em questão, com garantias jurídicas em âmbito público e privado. Canotilho (1994, p.522) afirma: “a proteção das garantias institucionais aproxima-se, todavia, a protecção dos direitos fundamentais quando se exige, em face das intervenções limitativas do legislador, a salvaguarda do mínimo essencial das instituições”.
Pela leitura do Art.5°, da nossa constituição, o qual dispõe sobre a validade e gozo dos direitos fundamentais pelos cidadãos salvaguardado pelo regime jurídico. A lei inova como política e promove uma maior visibilidade a qual encoraja mulheres a darem seu basta ao sofrimento pela violência sofrida.
Constatamos pela leitura do Art. 8º, cujo conteúdo não só definia o diploma legal como o defende. Senão vejamos o Art. 8º, in totum, da Lei nº.11.340/2006:
Art. 8º - A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não- governamentais, tendo por diretrizes:
I - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;
II - a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às conseqüências e à freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;
III - o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar, de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 1o, no inciso IV do art. 3o e no inciso IV do art. 221 da Constituição Federal;
IV - a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher;
V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;
VI - a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a