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1.3. Araştırmanın Amacı

3.3.2 Demokrat Parti Döneminin Eğitim Felsefesi

reflexo da soberana vontade popular no agir estatal não é mais obtido apenas pela origem democrática da forma de investidura no poder. Não basta apenas assegurar a democracia representativa por meio do sufrágio universal. A contemporânea legitimação democrática do Estado exige que ele deixe de exercer o monopólio da gestão dos negócios públicos. O que é de interesse de todos deve ser susceptível a ser debatido pelos segmentos sociais interessados (PEREIRA, 2010, p.59). Em

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Onofre Batista aborda o controle na perspectiva do equilíbrio entre vetores garantísticos e eficientísticos. Em suas palavras: “Um sistema eficaz de controle público é uma imposição para que possa haver equilíbrio razoável e prudente entre autoridade e liberdade, entre exigências garantísticas e eficientísticas. Por isso, a Administração Pública deve ser dotada de poder e autoridade para que possa ser eficiente, mas, sobretudo, deve-se sujeitar a controle por parte dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do controle exercido por ela mesma sobre suas próprias atuações. (O Princípio constitucional da eficiência, 2 ed. Belo Horizonte: Fórum, 2012, p. 57).

consequência, instâncias representativas oficiais, inclusive aquelas afetas à função controladora, passam a ter que se abrir a arenas e institutos participativos, em que se assegure acesso a informações e liberdade de manifestação de opinião para promoção da autonomia pública e privada dos cidadãos.

Assim, o Estado democrático pressupõe e precisa de órgãos de controle estruturados e que cumpram sua missão de limitação e adequação do poder público aos preceitos da ordem jurídica. No entanto, é indispensável que esses órgãos funcionem democraticamente.

Afinal, se os homens constituíram o Estado para proteção dos interesses sociais, é inegável que a atividade de controle do Estado pode e deve desenvolver- se com a audição e participação da sociedade, destinatária final de suas ações141.

Na proposta deste trabalho, o controle é modo de expressão da constitucionalidade (PEREIRA, 2010, p. 57), que se apresenta como instrumento de realização democrática, visando à autodeterminação dos homens de certa comunidade política.

Controle e democracia são expressões que se espelham umas nas outras. Se como acima visto, o controle realiza a democracia, é certo também que, como bem assinalado por Marçal Justen Filho (2013, p. 1.184), “[...]nenhum instituto jurídico formal será satisfatório sem a participação popular. A democracia é a solução mais eficiente para o controle do exercício do poder”. Controle e democracia se convergem numa base comum, que é o debate público social e institucional em torno da ação governamental, promovido com transparência e participação popular. Um Estado transparente e permeável à participação é um Estado mais propenso a ser controlado, e, por conseguinte, democrático.

Por isso, órgãos de controle – e aqui se passa a referir especialmente aos Tribunais de Contas – devem planejar e priorizar suas fiscalizações em diálogo com a sociedade, para captar quais são os maiores gargalos sociais que desafiam a correção da atuação do Estado. A participação tem o poder de orientar as ações de controle às necessidades da sociedade. Não se propugna a sujeição da autoridade dos órgãos oficiais de controle à vontade de grupos sociais que conseguem se

141 Com os mesmos fundamentos, afirma Marçal Justen Filho: “O agente estatal é um servo do povo, e seus atos apenas se

legitimam quando compatíveis com o direito. Toda disciplina da atividade administrativa tem de ser permeada pela concepção democrática, que sujeita o administrador à fiscalização popular e à comprovação da realização democrática dos direitos fundamentais”. (JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de Direito Administrativo. 9 ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2013, p. 1.184).

mobilizar e influenciar instâncias oficiais de controle. Mas também não é produtivo o fechamento do controle à interlocução com a sociedade142. A função de controle fica

mais tendente a se legitimar sempre que antenada – dentro de suas possibilidades

operacionais – em sindicar órgãos, programas e serviços governamentais alvo de recorrentes denúncias de cidadãos e da imprensa, e que são fatores de pública e inconformada crítica social.

A expertise dos órgãos do Estado, formada por recursos humanos com qualificação técnica, não pode servir de barreira à contribuição que indivíduos não integrantes da burocracia podem potencialmente agregar aos procedimentos oficiais de controle.

Portanto, as funções de controle são legítimas se empregam procedimentos democraticamente alinhavados, em que instâncias de controle do Estado se abram a uma ampliação da esfera pública de debate, receptiva a fluxos comunicativos e de participação provenientes da sociedade. Deve-se promover uma sinergia entre controles estatais e controle sociais.

Sobre a democratização das funções públicas, inclusive as de controle, é emblemática a seguinte reflexão de Moreira Neto (2005, p. 92):

A realização da democracia material se suporta na participação política, aberta aos cidadãos ou a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas em todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos do Estado para que tenham acesso à informação, para que sejam admitidos a manifestar sua opinião e influir na formulação de políticas públicas, para que possam, em alguns casos, coparticipar das decisões e por último, mas não menos importante, para que sejam legitimados para deflagrar os instrumentos de controle da legalidade, de legitimidade e de licitude para tanto dispostos pela ordem jurídica vigente.

Rodolfo Viana (2010, p. 256) aponta como consequência da interação dos controles estatais e sociais a formação de uma ampla esfera pública e participativa que transforme a questão do correto desempenho do poder e da gestão de temas de relevância pública em objeto de fiscalização e ajuste por parte de todos.

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A esse respeito assevera Paulo Jorge Nogueira da Costa: Na verdade, não existe qualquer razão válida que justifique o afastamento da possibilidade de exercício de uma cidadania ativa quando em causa esteja a gestão financeira pública. Naturalmente, tal não quer dizer que os critérios técnicos e o profissionalismo da gestão devam ser substituídos pela vontade popular. Mas significa que os cidadãos têm uma palavra a dizer nos processos deliberativos, de implementação, de controlo e de avaliação das medidas públicas. (COSTA, Paulo Jorge Nogueira da. O tribunal de contas e a boa governança: contributo

para aprimoramento do controle externo financeiro em Portugal. 2012. 601f. Tese (Doutorado em Direito). Faculdade de

12.3 Os Tribunais de Contas: uma possível tentativa exitosa de aprimoramento