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BÖLÜM 1:TEÇHİZAT VE DOKTRİN BAĞLAMINDA DONANMADAKİ

1.1. Demir Zırh Dönemi

A metodologia proposta parte do pressuposto de que a relevância dos impactos ambientais resultantes de uma determinada atividade ou empreendimento está associada principalmente à vulnerabilidade e suscetibilidade dos componentes ambientais da área a ser afetada. Além disso, a eficácia da aplicação das medidas mitigadoras também influencia fortemente no impacto real a ser desencadeado pelo empreendimento.

Entretanto, a eficácia da aplicação das medidas mitigadoras gera um alto grau de incerteza, pois depende de um grande número de fatores subjetivos que envolvem a disponibilidade de técnicas para mitigação de determinados impactos bem como a efetiva aplicação da técnica em si. Por muitas vezes envolver altos custos, a sua aplicação só é realmente efetivada a partir da sua exigência por mecanismos legais e pela fiscalização do órgão ambiental licenciador, bem como pela existência de técnicas e metodologias apropriadas para a real mitigação do impacto.

Deve-se também considerar o grau de eficácia da medida mitigadora. Muitas medidas podem chegar a impedir o desencadeamento de determinado impacto, podendo-se considerá-las como medidas de prevenção do dano ambiental. Entretanto, em muitas situações a aplicação da medida apenas mitiga o impacto, reduzindo sua magnitude, importância e relevância, mas não impede que impactos residuais ocorram. Assim, a simples aplicação da medida, muitas vezes não impedirá que o impacto realmente seja manifestado. A partir deste pressuposto, conclui-se pela inadequação do estabelecido no Artigo 31 do Decreto 4.340/2002, o qual recomenda a consideração de “impactos não mitigáveis” para avaliação do grau de impacto ambiental.

Deste modo, o enfoque principal da metodologia se concentrará na avaliação de indicadores que reflitam a vulnerabilidade e potencialidade da área em relação ao desencadeamento de impactos resultantes de determinado empreendimento. Quanto maior for esta vulnerabilidade e potencialidade, maior será o grau de impacto ambiental, e conseqüentemente, os valores de compensação serão maiores.

Outro pressuposto adotado é de que a metodologia deve ser simples e prática, possibilitando a sua aplicação a partir dos procedimentos de avaliação de impactos atualmente adotados pelos órgãos ambientais licenciadores, tanto a nível federal como estadual. Neste contexto, podem surgir dificuldades de padronização da metodologia, considerando a grande diversidade de características ambientais e formas de atuação dos órgãos licenciadores em um país de dimensões continentais como o Brasil. Outra dificuldade para padronização é que diferentes tipos de empreendimentos resultam em impactos sobre componentes ambientais diferentes,

resultando na necessidade de se desenvolver indicadores específicos para cada tipo de empreendimento.

Sendo assim, propõe-se uma metodologia generalizada a partir de indicadores de grau de impacto ambiental que poderão ser adaptados à realidade local e regional, possibilitando a sua associação com outras metodologias e indicadores específicos.

As principais fontes de informação para aplicação da metodologia foram dados exigidos nos estudos ambientais apresentados para licenciamento, entre eles o EIA, conforme pressupõe a Lei no 9.985/2000 e o Decreto no 4.340/2002. Esses dados abrangem relevo, pedologia, geologia, uso dos solos, hidrografia, entre outros.

A principal ferramenta para aplicação da metodologia foi o uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), especificamente o SIG IDRISI 32 (Clark University), devido à sua facilidade de uso e baixo custo para fins acadêmicos. A partir destes pressupostos, a metodologia envolve as etapas descritas a seguir.

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5..11..DD

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Trata-se de uma exigência de todos os estudos de avaliação de impactos, onde são apresentadas informações relativas a vários temas que caracterizam os componentes ambientais da área de implantação do empreendimento.

A principal forma de apresentação dos resultados do diagnóstico ambiental será através da produção de documentos cartográficos, destacando-se informações sobre relevo, pedologia, geologia, uso e ocupação do solo e remanescentes de vegetação nativa. Tais documentos serão produzidos a partir da compilação de mapas já existentes, atualizados a partir de levantamentos em campo e através da interpretação de imagens de sensoriamento remoto.

No caso específico deste trabalho, será utilizado o software “CartaLinx” para digitalização dos mapas analógicos e o software “IDRISI 32” para análise espacial e classificação de imagens de satélite. As imagens utilizadas são do satélite LANDSAT 7 ETM+. O software “AutoCad” será utilizado para edição gráfica dos documentos cartográficos. Cabe ressaltar novamente que os aplicativos propostos aqui poderão ser adaptados de acordo com a experiência, realidade e disponibilidade dos órgãos ambientais licenciadores.

A escala de trabalho adotada foi de 1:50.000 por ser uma escala bastante dinâmica na avaliação de impactos. Os resultados serão apresentados em escala 1:100.000. Para análise final do

grau de impacto ambiental e respectivo valores de compensação ambientais, serão elaborados os seguintes documentos cartográficos básicos:

Mapa de Documentação; Carta de declividades;

Mapa de formações geológicas de superfície; Mapa pedológico;

Carta de Uso e Ocupação do Solo.

O processo de elaboração destes produtos cartográficos será descrito em detalhes no estudo de caso. Cada um destes produtos resultará em novos subprodutos resultantes da análise espacial, cada um representando o grau de impacto ambiental relativo a cada tema avaliado.

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5..22..CC

OONNVVEERRSSÃÃOODDAASSIINNFFOORRMMAAÇÇÕÕEESSEESSPPAACCIIAAIISSEEMMIINNDDIICCAADDOORREESSDDEEGGRRAAUUDDEEIIMMPPAACCTTOO

A

AMMBBIIEENNTTAALL

Realizada através de geoprocessamento, atribui-se valores de grau de impacto ambiental para os vários temas do diagnóstico ambiental, a partir de uma escala quantitativa padronizada. Já que o objetivo desta metodologia é a determinação de valores de compensação ambiental a partir da análise do grau de impacto, não serão considerados os impactos positivos, pois impactos positivos não implicam em compensação.

Para esta etapa deve-se relacionar as informações relativas a cada componente ambiental com o seu grau de impacto ambiental, o que indicará a suscetibilidade ao desencadeamento de impactos identificados preliminarmente. Assim, a partir das cartas digitais atribui-se “pontos” a cada indicador de grau de impacto ambiental, considerando-se uma escala de valores padronizada previamente. Esta atribuição de “pontos” será realizada através de modelagem difusa (“fuzzy”) disponível no SIG IDRISI, a qual será descrita em maiores detalhes no estudo de caso. Cada indicador pode ser composto por um ou mais parâmetros ambientais.

Através da técnica de sobreposição de mapas (“overlay”), os vários indicadores de grau de impacto ambiental serão agrupados em um mapa final correspondente à média dos valores grau de impacto.

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5..33..DD

EETTEERRMMIINNAAÇÇÃÃOODDOOVVAALLOORRPPEERRCCEENNTTUUAALLDDEECCOOMMPPEENNSSAAÇÇÃÃOOAAMMBBIIEENNTTAALL

Também realizada através de geoprocessamento, digitaliza-se a área do empreendimento no mapa final de grau de impacto ambiental, calculando-se a média destes valores. Esta média será convertida em uma nova escala quantitativa, representando o percentual dos custos relativos à implantação do empreendimento que deverá ser aplicado como forma de compensação em Unidades de Conservação, conforme dispõem as normas legais.

Adotou-se uma escala de compensação de acordo com o que vem sendo praticado atualmente pelo órgão ambiental licenciador federal, ou seja, o mínimo de 0,50% e o máximo de 5,00%. Por se tratar de uma metodologia dinâmica, tais valores poderão ser adaptados de acordo com a realidade local, desde que se atendendo ao disposto nos instrumentos legais vigentes.