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2.5. KURUMSAL PERFORMANS DEĞERLENDİRME SÜRECİ

2.5.3. Değerlendirme Yönteminin Tespiti

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Os documentos até aqui analisados mostram que as preocupações de determinados grupos sociais em preservar a memória e estabelecer os elementos de uma identidade local, o desenvolvimento do setor do Turismo e a defesa do patrimônio histórico-cultural e arquitetônico de Viçosa, estiveram intimamente ligados. Não necessariamente numa simples relação de causa e consequência, mas, poderíamos dizer que todos esses elementos fizeram parte de uma mesma trama discursiva. Tal debate, evidentemente, não perpassou toda a comunidade de Viçosa, mas concentrou-se, sobretudo, entre grupos ligados à UFV, e mais especificamente ao DAU/UFV e à PMV, sobretudo, a Secretaria Municipal de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo (SMCELT) e o Conselho Municipal de Cultura, Patrimônio Cultural e Ambiental (CMCPCA).

Nos capítulos anteriores, procuramos demonstrar as duas primeiras partes desta tríade: a elaboração de uma identidade local e a preocupação de políticos, intelectuais e empresários de Viçosa com o desenvolvimento do Turismo. Neste capítulo, temos a intenção de apresentar as principais políticas públicas, ao mesmo tempo decorrentes e intensificadoras, do amplo debate que as antecedeu. Seja pela “defesa da memória e da identidade”, seja pela melhoria da qualidade de vida ou ainda, para melhorar a infraestrutura urbana, o que se verá, por parte do Poder Público Municipal de Viçosa, a partir da segunda metade da década de 1990, é uma preocupação em desenvolver políticas públicas que viabilizassem tais objetivos. Nesse ínterim é que foram criados o PDV, que analisamos no primeiro capítulo, o CMCPCA, o MCAB, os decretos de tombamentos municipais.

O capítulo estrutura-se, portanto, em três etapas: primeiramente vamos analisar textos publicados no jornal Folha da Mata durante a primeira metade da década de 1990. Buscaremos demonstrar a transição, ocorrida naquele período, entre a preocupação com o turismo, que generalizava as atividades e propostas dos intelectuais e do Poder Público, e a preocupação específica com a proteção de bens imóveis tidos como de valor histórico, cultural e/ou arquitetônico. Ou seja, consideramos que a proteção do patrimônio histórico-cultural foi concomitante ao investimento no negócio do turismo. Entretanto, a partir de um determinado momento, este discurso protecionista se intensificará em Viçosa, tornando-se o principal eixo de ação num movimento que visava dois objetivos principais: o desenvolvimento do turismo local e a captação de recursos por meio de incentivos dados pelos Governos Estadual e Federal. Num segundo momento, analisaremos as Atas do CMCPCA de Viçosa, ressaltando que não tivemos acesso a todas. O atual Departamento de Patrimônio, ligado à Secretaria Municipal de Cultural, ainda não possui o seu arquivo organizado, o que dificulta bastante a pesquisa,

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especialmente porque alguns documentos estão “perdidos”, ou seja, nem a própria chefia teve acesso a eles, pois não se sabe onde eles estão. É o caso de algumas Atas do Conselho, que iniciou suas atividades em 1998, registrando-as em um Livro de Atas, que foi oficialmente “fechado” em abril de 2008, embora a última Ata que conste ante deste encerramento, date de 19 de julho de 2006. Na nota explicativa para o encerramento do Livro, consta o seguinte:

Declaro para os devidos fins que este Livro de Atas foi encerrado na presente data. Na mesma ocasião, será aberto novo livro, cujas atas serão digitadas e terão outra formatação. Viçosa, 10 de abril de 2008. Ricardo dos Santos Teixeira – Presidente do Conselho Municipal de Cultura e do Patrimônio Cultural e Ambiental de Viçosa1.

Em página posterior, o Livro de Atas foi reaberto, pela presidenta do Conselho, Liliane Márcia Lucas Sayegh, e com data de 16 de dezembro de 2009, embora todas as Atas registradas a partir desta reabertura, tenham sido do próprio ano de 2009, sendo a última datada de 17 de dezembro daquele ano. Ou seja, o registro da reabertura do Livro de Atas provavelmente, foi feito às vésperas da última reunião ali registrada.

Juntamente com as Atas das reuniões do CMCPCA de Viçosa, analisaremos duas consequências das discussões do Conselho, ou, em outras palavras, duas materializações, dois conjuntos de políticas públicas que surgiram como consequência ou foram fortemente influenciados pelos trabalhos desenvolvidos pelos conselheiros. A primeira é a legislação municipal; acompanharemos as repercussões das discussões do Conselho, dentro da Câmara Municipal de Vereadores e o surgimento de novas leis municipais regulamentando questões referentes ao patrimônio e à cultura. A segunda é a documentação preparada pelo Departamento Municipal de Patrimônio para o IEPHA, afim de captar os recursos financeiros disponibilizados através da Lei “Robin Hood”, ou “Lei do ICMS Cultural”2.

1 ATAS, Livro de. Conselho Municipal de Cultura e do Patrimônio Cultural e Ambiental de Viçosa. 10 de abril de 2008. P.67.

2 A Lei nº 12.040, de 28 de dezembro de 1995, conhecida como Lei “Robin Hood” indica novos critérios para a distribuição da cota-parte do ICMS dos municípios mineiros, visando descentralizar a distribuição da cota-parte do ICMS dos municípios, desconcentrar renda e transferir recursos para regiões mais pobres; incentivar a aplicação de recursos municipais nas áreas sociais; induzir os municípios a aumentarem sua arrecadação e a utilizarem com mais eficiência os recursos arrecadados, e, por fim, criar uma parceria entre estado e municípios, tendo como objetivo a melhoria da qualidade de vida da população destas regiões. Assim, os novos critérios introduziram outras variáveis que modificaram a metodologia de cálculo usada. Daí ser conhecida como Lei “Robin Hood”. Conferir: http://www.fjp.mg.gov.br/robin-hood/index.php/leirobinhood/historico. Consulta em: 09/02/16. Adaptado.

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