KOMİSYON RAPORLARI
DEĞERLENDİRME:
4.2.Trabalho com Coordenação de Ciclos na Diretoria de Ensino de Diadema. 4.3.Trabalho com 2 grupos de professores da Escola Estadual “Origenes Lessa”, de Diadema/SP, durante 2 semestres, com temas de Currículo e Sexualidade. Aplicação do Questionário com 29 professores (Apêndice D).
4.4. Entrevistas com a gestora e 4 professores que aderiram espontaneamente à entrevista (Apêndice E).
4.5. Início da construção do Projeto de educação sexual na escola: “Discutindo sexualidade na escola”.
4.6. Ações complementares e desdobramentos do início da construção do projeto educação sexual. Repercussões da pesquisa.
4.1. Identificar escolas que desenvolvem projeto de educação sexual de crianças e adolescentes
Nesta 1ª etapa da pesquisa, nos ocupamos com a identificação de escola(s) da rede estadual, do município de São Paulo, que desenvolvesse(m) projeto voltado para a educação sexual de crianças e adolescentes. Por conta da proximidade e conhecimento de uma Diretoria de Ensino do Município de São Paulo, fizemos o primeiro contato, que foi marcado pelo acolhimento dos responsáveis pela coordenação e formação de uma área de conhecimento, com sua respectiva oficina de formação de professores.
Um dos agentes públicos da diretoria de ensino comentou, naquele momento, que a diretoria contava com 71 (setenta e uma) escolas e que se desconhecia a existência de um projeto específico voltado para a sexualidade. O(a) Assistente Técnico Pedagógico (ATP) informou que já havia trabalhado na área de formação, com certa abordagem da temática. Dispôs-se a fazer um levantamento para saber “em que pé estava a questão” nas escolas da diretoria. Conversamos sobre a possibilidade de desenvolvermos uma formação de professores sobre o tema, em virtude da carência e especificidade da temática. Certa expectativa marcava esse momento, pois reunia dois interesses: a contribuição com a diretoria para a formação
de professores da rede estadual e o desenvolvimento da pesquisa que pretendíamos realizar.
Após uma conversa com a coordenação das oficinas pedagógica, vimos que seria oportuno formalizar o pedido para a realização da pesquisa, uma exigência que nós mesmos consideramos indispensável. Alguns dias depois, em 10 de julho de 2007, apresentamos a proposta do projeto com as justificativas e seus objetivos. O documento foi endereçado à coordenação da Oficina Pedagógica e ao (à) Dirigente de Ensino da diretoria, nos termos que seguem, com omissão dos dados que identificam a diretoria e pessoas:
Laurindo Cisotto, residente e domiciliado [...], doutorando do Programa Educação (Currículo) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, orientando [...], vem por meio desta solicitar autorização para realizar pesquisa junto às Unidades Escolares de Ensino Fundamental II da Diretoria de Ensino [...] de São Paulo, conforme projeto que segue em anexo. Aguarda deferimento.
Algum tempo depois recebemos a devolutiva da proposta com uma letra “N”, sobre ela havia um til (~), com registro feito a lápis. A proposta não foi aceita pela diretoria de ensino. Naquele momento não tivemos oportunidade de esclarecer o indeferimento, uma vez que não se apresentava nenhuma justificativa.
Em 12.12. 2007, buscamos esclarecimentos sobre a decisão, que nos parecia tímida pela forma como foi apresentada, sem uma justificativa. A informação era que naquele momento havia ocorrido um caso polêmico que envolvia a questão da sexualidade entre professor e aluno e não se sabia em que cidade da Grande São Paulo havia ocorrido. Nada mais foi explicitado. A tentativa foi frustrada, como outras que se seguiram durante o semestre do ano seguinte. Por essa razão, focamos atenção às aulas, aos créditos na PUC/SP, e com atenção às possibilidades que poderiam surgir no contato com os colegas de curso, com os professores. Surgiu uma possibilidade de investigação que se perdeu por conta do tempo e dos compromissos que cercavam a pessoa que havia mostrado interesse em desenvolver uma parceria.
Em certa data tomamos conhecimento de que vários dirigentes, diretores e coordenadores iriam se reunir numa diretoria de ensino para tratar do desempenho de algumas escolas da rede estadual. O momento era nobre para realizarmos alguns contatos, o que foi feito. Infelizmente as impressões não eram boas. Notava- se certo desinteresse em discutir a temática, ou se falava muito superficialmente
sobre ela. Isso parecia confirmar o quanto a questão da sexualidade estava longe da formação dos professores, mesmo da formação continuada. O interesse era tratar de resultados, custos, ainda que alguns participantes ali presentes torcessem o nariz com as apresentações, ainda, mostravam-se pouco interessados, pois conversavam ou cochilavam, efetivamente.
Merece um comentário essa situação. Durante o curso das disciplinas obrigatórias na PUC/SP, um dos professores comentou que teríamos acesso à temática por meio do contato com um professor que estivesse realizando essa prática, não no nível das coordenações ou da direção. O que nos pareceu verdadeiro nesse momento e contexto, mas que não se aplica aos estudos que realizamos junto à Diretoria de Diadema, quando desenvolvemos momentos de formação com os coordenadores das escolas, com professores da escola em que construímos a pesquisa, onde discutimos questões ligadas ao currículo e à educação sexual.
Esses momentos lembram aqueles em que a vontade de desistir se faz presente, pois não conseguíamos identificar qualquer possibilidade de acolhida, embora correspondesse a um dever inscrito nos PCNs, ou seja, dispositivo inscrito nas políticas públicas de educação. Contudo, as surpresas dos contatos mais simples, menos formais, traziam novos horizontes. É o que ocorreu. Entre nós estavam vários divulgadores de livros de uma editora bastante conhecida na educação básica. Conversávamos sobre o que se pensava sobre a temática que queríamos investigar. Uma divulgadora informou que a Diretoria de Diadema era “muito aberta” para projetos, que seus agentes eram bastante acolhedores, ATPs30,
supervisores, dirigente, e se dispôs a ligar para os Assistentes Técnicos Pedagógicos, os quais agendaram uma conversa. Esse momento permitiu o desenvolvimento de 3 encontros de formação com coordenadores de ciclos, durante algumas manhãs, entre setembro de 2008 e março de 2009.
Esse acesso somente foi possível em virtude da abertura dos gestores que se mostraram sensíveis à temática.
30 Atualmente os Assistentes Técnicos Pedagógicos – ATPs – são denominados de Professores Coordenadores
4.2. Trabalho com coordenações de ciclos na Diretoria de Ensino de Diadema