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1. GİRİŞ

4.4. Dördüncü Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

Outro aspecto positivo a ser ressaltado na siderurgia é a reciclagem do aço. O aço figura entre os materiais mais recicláveis e reciclados do mundo, podendo ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades. Segundo o Instituto Aço Brasil (2009a), em torno de 6,4 milhões de toneladas de sucata de aço são recicladas a cada ano pelas usinas siderúrgicas brasileiras.

Na contra-mão da realidade do tratamento de resíduos gerados no país, a indústria da sucata de aço alcança volumes expressivos de reciclagem. Diferentemente dos demais resíduos, o aço não é depositado, em sua maioria, em aterros sanitários. Grande parte do descarte é encaminhada aos ferros-velhos, facilitando o fluxo reverso do material.

No Brasil, a questão da reciclagem desempenha um importante papel. Os altos índices de desemprego e a tendência natural das empresas buscarem mais lucros através de uma atuação responsável para com o meio ambiente, gerou um grande mercado em torno da sucata de aço, representado por sucateiros de pequeno, médio e grande porte, catadores de ruas e membros de cooperativas, formando uma imensa rede, porém descentralizada, de pontos de recepção e encaminhamento de sucatas.

Além da sucata proveniente de ferros-velhos, ainda principal fonte, algumas empresas siderúrgicas apostam em projetos de capacitação de sucateiros que organiza cooperativas. Segundo Naiditch (2008), os programas de reciclagem estruturados com o apoio de cooperativas começaram em 2006.

A Gerdau possui uma extensa rede de usinas e unidades de coleta e processamento de sucata no Brasil, os pontos de recolhimento, que recebem a sucata de fornecedores de todo o Brasil, estão espalhados em cidades nos estados de Minas Gerais (Barão de cocais, Bernardo Monteiro, Contagem, Divinópolis, Ouro Branco); Bahia (Simões Filho); Ceará (Maracanaú); Paraná (Araucária, Curitiba); Pernambuco (Recife); Rio de Janeiro (Rio de Janeiro); Rio Grande do Sul (Charqueadas e Sapucaia do Sul); Santa Catarina (Joinville) e São Paulo (Jundiaí, Araçariguama, Araraquara, Bauru, São Caetano do Sul, São José dos Campos) (GERDAU, 2010).

No país há um número significativo de empresas sucateiras estruturadas para captar, beneficiar e destinar os resíduos metálicos que provem das fontes geradoras. Só em 2004 as empresas que trabalhavam com sucata já somavam mais 2500 unidades, espalhadas por todo o território nacional. Essas empresas geralmente são de pequeno e médio porte e de origem familiar (SIMEÃO, 2004).

97 A sucata utilizada nos processos de reciclagem pode ser classificada em três categorias distintas, de acordo com sua procedência: 1) Sucata de Retorno, originada na usina siderúrgica durante o processo de fabricação dos mais variados tipos de aço; 2) Sucata de Processamento, proveniente das sobras e aparas geradas pelos segmentos consumidores de aço (indústria automobilística, naval, de embalagens, construção civil) e 3) Sucata de Obsolescência, que se origina da coleta de produtos colocados em desuso (automóveis, embalagens, máquinas, geladeiras) (INSTITUTO AÇO BRASIL, 2009c).

A maior parte da sucata reciclada são materiais que deixam de ser úteis à sociedade, como fogões, geladeiras e carros velhos. Esses materiais obsoletos e o aço resultante do processo de indústrias são separados e tratados. Através dos pontos de recebimento e de sua rede de transporte, a empresa de reciclagem coleta o material obsoleto e as sobras do processo produtivos das indústrias. Assim, a sucata é coletada nas fontes geradoras, beneficiada e encaminhada para a reciclagem para a fabricação de novos aços, como apresentado na figura 5.22.

Toda a sucata que chega às unidades de reciclagem é classificada, separada e processada. Após essa operação ela pode ser processada novamente e transformada em aço. A maioria da sucata tem como destino as usinas semi-integradas, que utilizam grande parte da sucata no processo de produção, cerca de 1130 kg por tonelada de aço bruto, produzindo os aços longos, como vergalhão, arame, prego, fio-máquina e perfis. As usinas integradas,

Figura 5.22: Fluxo da sucata.

98 que fabricam aços planos, também utilizam a sucata no processo de produção, porém em menor escala, apenas 175 kg por tonelada de aço bruto (INSTITUTO AÇO BRASIL, 2009b). Nas usinas, a sucata é fundida junto a outros elementos e transformada em aço líquido. Posteriormente os novos produtos de aço são consumidos pela sociedade e quando chegam ao fim da vida útil podem ser reciclados novamente, dando início a um novo ciclo, como apresenta o fluxograma esquematizado na figura 5.23.

Em 2008, a produção de aço, a partir da reciclagem, correspondeu a 24% do total do aço produzido no Brasil (INSTITUTO AÇO BRASIL, 2009c).

Dentre os benefícios ambientais gerados com a reciclagem destacam-se: destinação correta dos resíduos, que evita a necessidade de ocupação de áreas para o descarte de produtos em obsolescência e o descarte em aterros ou lixões de materiais intensivos em aço; redução das emissões de gases de efeito estufa no processo de produção, contribuindo para a melhoria do balanço de emissões de CO2 do setor; economia de energia elétrica e do

consumo de água na fabricação do aço e diminuição dos impactos decorrentes da atividade de mineração e do consumo de matérias-primas não renováveis.

Além disso, o fortalecimento da rede de coleta de sucata resulta em empregos e renda para milhares de cidadãos e a otimização dos processos de produção e a diminuição dos

Figura 5.23: Fluxo da sucata.

99 gastos com recursos no geral, permitem a obtenção de custos mais competitivos do aço e o aumento da produtividade.

Apesar do esforço das siderurgias, o Brasil ainda tem uma restrição ao aumento da reciclagem: a disponibilidade de sucata. Em países desenvolvidos os ciclos acelerados de consumo e descarte de produtos permitem índices maiores de reciclagem.

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o consumo per capita é superior a 420 quilos de aço por ano, 60% da produção é feita com sucata. No Brasil, segundo dados do IBS, o consumo está em torno de 130 quilos por habitante por ano. Por isso, apenas 24% dos 33,7 milhões de toneladas de aço produzidos no país no ano passado foram fabricados à base de sucata (NAIDITCH, 2008, p.1).

Caso não seja encaminhado à reciclagem, o aço se degrada na natureza com o tempo, dependendo das condições climáticas e geográficas do ambiente, sem causar maiores danos, pois enferrujam em poucos anos e são absorvidas como óxido de ferro, enriquecendo o solo.

Com relação à construção civil, a reciclagem tem sido amplamente utilizada para construções de grande porte nos EUA e Europa, principalmente com o uso de sistemas industrializados e da estrutura metálica. Ao contrário do que ocorre no Brasil, onde os resíduos da construção são pouco reciclados e acabam sendo descartados em lixões e em aterros sanitários.

Segundo Oliveira (2009), a geração de entulho nas construções está diretamente ligada à mão-de-obra não qualificada, falta de gestão no canteiro e uso de materiais de construção não conformes às normas técnicas e, no Brasil, a maioria das construções apresentam essas características.

Os resíduos da construção civil nacional são gerados por demolições, obras em processo de renovação ou por edificações novas, em razão do desperdiço de materiais resultantes da característica artesanal da construção que adota principalmente o concreto armado para a estrutura e alvenaria tradicional nos fechamentos verticais. Segundo Campari (2006), 98% das obras utilizam métodos tradicionais e o entulho que sai dos canteiros de obras brasileiros é composto basicamente por: 64% de argamassa; 30% de componentes de vedação e 6% de outros materiais (concreto, pedra, areia, metálicos e plásticos).

A reciclagem transforma montanhas desordenadas de material de construção em pilhas de matérias-primas que servem tanto para obras prediais como para obras públicas. Os rejeitos da construção sofrem destinos diferentes: o aço é muitas vezes comercializado; já as madeiras são vendidas ou viram “entulho leve”. O entulho típico, material pesado retirado de obra, é constituído majoritariamente, algo em torno de 60%, de perdas de argamassa (CAMPARI, 2006, p.1).

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