• Sonuç bulunamadı

1.2. Kimyasal Buhar Biriktirme

1.2.1 CVD prosesinde biriktirme mekanizması

A sociedade civil é um campo de associações de auto-iniciativas, auto-reguladas, voluntárias em busca da satisfação de uma causa comum, de um interesse, ou a expressão de um sentimento coletivo, autonomamente da família, do Estado, do mercado e da Igreja.

Como tal, a sociedade civil não é toda a sociedade que inclui instituições primordiais ou compulsórias. Os limites definitivos da sociedade civil são abordados pela liberdade, voluntariedade, autonomia e civilidade. Tal sociedade tem objetivos identificados, estruturados e identidades de alvos orientados, como por exemplo, os clubes, uniões, cooperativas e partidos políticos. Igualmente, a sociedade civil tem as suas dimensões normativas, como o respeito à diversidade e a disposição da solução pacífica dos conflitos. De qualquer modo, a definição adotada é suficiente para incluir as associações instituídas pela vontade livre dos seus membros. Esta definição é importante inclusive para estudar as variáveis e as complexas relações entre a sociedade civil e o Estado.

Enquanto algumas visões convencionais assinalam que a sociedade civil está contra o Estado como um pólo oposicionista, Ibrahim (2003) aponta resultados diferentes. Atores significantes se alinham ou rivalizam dependendo da causa e da situação. ONGs podem se alinhar com o Estado contra forças fanáticas ou extremistas hostis das liberdades civis e contra algumas forças do mercado como em questões do meio ambiente.

Com a sua história de seis mil anos, uma das civilizações mais antigas e possivelmente o primeiro Estado conhecido pela espécie humana, o Egito constitui um complexo estudo de caso da sociedade civil.

Shuaib (2005) informa que a história da sociedade civil começou com a época do Egito moderno marcado pela conquista de Napoleão em 1798. Os franceses partiram em 1801, sendo substituídos pelos ingleses que fracassaram em dominar o Estado egípcio, dando caminho à emergência de forças indígenas que selecionaram Muhammad Ali como governante em 1805, o qual começou a construir o Egito moderno com base em um modelo francês emprestado e através de um processo ativo de intercâmbio. Nas primeiras quatro décadas do século XIX, foram estabelecidos os elementos da modernização das forças indígenas ora inspirados e ora frustrados por forças exógenas ocidentais.

Contra este segundo plano histórico, a interação entre a sociedade tradicional, o Estado modernista e a sociedade civil se estendeu por aproximadamente dois séculos. O fator externo foi, às vezes, presente de forma nítida, realçando as forças da sociedade civil; mas, muitas vezes, sob a forma da hegemonia colonial, solapou a independência do Estado e impediu o crescimento da sociedade civil.

Em reação aos fatores externos, as forças conservadoras da sociedade tradicional se levantaram como defensoras da autenticidade cultural e da dignidade nacional. Sob este aspecto, as forças tradicionais foram igualmente, senão completamente, hostis às

organizações, valores e práticas da sociedade civil e viam as organizações da sociedade civil como imitações perigosas do Ocidente alienígeno. Em outras palavras, a sociedade civil no Egito foi envolvida numa luta e interação de três linhas, a do Estado, da sociedade tradicional e das forças externas.

Saif Addaula (1986) assinala que o Egito foi o primeiro país árabe muçulmano e africano a vivenciar a experiência das organizações da sociedade civil moderna que começou no início do século XIX. Também foi o primeiro que estabeleceu um regime democrático, precisamente, em 1866. No final do século XX, o Egito tinha cerca de 3000 ONGs, um sistema multipartidário e uma vida parlamentar. Mas a demanda pela governança democrática, desde o século XIX e até o momento, tem sido marcada por um luta contínua contra várias formas de intervenção e sofreu oscilações de ascensões e de quedas.

Relevante se mostra apresentar as fases da evolução da sociedade civil egípcia que pode ser dividida como se segue.

A fase da gênese: 1821-1881

Ibrahim (2003) relata que, com a formação do Estado egípcio moderno iniciado por Napoleão e estendido por Muhammad Ali (1805-1842), formações socioeconômicas emergiram rapidamente, especialmente a nova classe média de burocratas, tecnocratas e profissionais e a classe moderna dos operários das fábricas ao setor de serviços. Ambas as classes foram o fundamento da emergência da sociedade civil no Egito a partir do século XIX. A nova classe média era formada por egípcios nativos educados e por expatriados residentes no país. Alguns das seções da última categoria formaram as primeiras ONGs, como a Associação Filantrópica Egípcia Helênica, criada na cidade da Alexandria, em 1821. Cerca de quarenta anos depois, membros da classe média egípcia formaram a Associação de Conhecimento em 1868, e a Associação Geográfica em 1878. Estas associações foram qualitativamente diferentes das tradicionais organizações religiosas de caridade. As novas associações foram caracterizadas pelo interesse público, estruturas formais e regimentos internos, eleições, programas e projetos, registros e reuniões regulares.

Durante esta fase precoce, a gênese da sociedade civil egípcia floresceu não em oposição ao Estado, mas para complementar as suas funções. Muitos dos fundadores das associações eram oficiais do alto escalão do Estado, outros eram membros da família real e da aristocracia na época. Diante disso, a sociedade civil precoce não era e não podia se relacionar com o Estado como inimigo, como adversário ou até como rival. Isto foi mudado na fase colonial (1881-1922).

A fase colonial: 1882-1922

Como parte da expansão européia imperialista, o Egito foi ocupado pela Grã-Bretanha em 1881 pondo um fim à independência virtual do país. A perda da independência representou um novo desafio à sociedade civil egípcia e foi iniciado um confronto contra os ingleses. Nessa fase, a sociedade civil se constituiu em uma trincheira de proteção dos indivíduos egípcios contra o abuso do estrangeiro e em uma fonte para fornecer serviços. O desafio sentido pode ser interpretado pela maneira acelerada como as associações da sociedade civil proliferaram depois da ocupação.

De menos de 15 organizações voluntárias modernas privadas entre 1821 e 1881, o número saltou para 65 entre 1882 e 1900. Este crescimento exponencial continuou ao longo do primeiro quarto do século XX, tendo saltado de 65 para 300 entre 1900 e 1925.

Hilal (1986) afirma que, nessa fase colonial, foram criadas uniões trabalhistas, movimentos cooperativos, partidos políticos, câmaras de comércio, associações profissionais e o movimento feminista. As atividades educacionais e culturais que tinham dominado os trabalhos das organizações da sociedade civil antes da ocupação tiveram desenvolvimento ainda maior durante essa fase representando assim um tipo de desafio ao colonizador. Um desempenho proeminente foi a fundação da Universidade do Cairo por uma associação voluntária em 1908. De modo geral, o que caracterizou esta segunda fase da evolução da sociedade civil foi a emergência de novos profissionais com interesses políticos e classistas nas suas agendas.

A criação da primeira união trabalhista e do primeiro sindicato profissional foi muito relevante, verificando-se aqui que o fator externo desempenhou um papel significante. A primeira união trabalhista foi a dos trabalhadores das fábricas cujos proprietários eram estrangeiros e cerca de 20% de seus trabalhadores eram expatriados italianos e gregos. Em 1920, eram 32 uniões trabalhistas que formavam entre si a Federação Trabalhista Egípcia em 1921.

O primeiro sindicato foi o dos advogados que foi criado em 1912. Este sindicato era composto de advogados egípcios e expatriados. Apesar da presença marcante dos membros expatriados, o Sindicato dos Advogados deu exemplo para outros sindicatos profissionais e para muitas ONGs se expressarem abertamente em público e criticarem a situação do Egito, defendendo várias causas relacionadas à liberdade e à democracia. A maioria dos líderes políticos egípcios da primeira metade do século XX veio da categoria do Sindicato dos Advogados como Saad Zaghloul que liderou a Revolução de 1919 contra os ingleses. Esta

revolução conduziu a uma independência parcial concedida pela Inglaterra na famosa Declaração de 28 Fevereiro de 1922 e assim começou uma nova fase da evolução da sociedade civil egípcia.

A fase Liberal: 1922-1952

A independência formal de 1922 precipitou o que veio a ser denominada de Primeira Era Liberal e que durou até a Revolução de 1952. A característica proeminente desta fase evolutiva, como assinala Darwish (1989), foi a Constituição de 1923, que foi considerada, na época, uma das mais liberais do mundo. Tanto os ingleses, que ainda estavam dominando o país, como a monarquia da dinastia de Muhammad Ali não estavam satisfeitos com esta Constituição e tentaram, em várias ocasiões, aboli-la ou suspendê-la. As organizações da sociedade civil, por sua vez, lutaram para manter a Constituição e fortalecê-la. Desse modo, durante essa fase, foram três centros de conflito na sociedade egípcia, o da sociedade civil liderada pelas forças nacionais progressistas, especialmente o Partido Al-wafd, o do Palácio e o dos ingleses. A promulgação da Constituição de 1923 garantiu uma série de direitos e liberdades, inclusive de associação e de expressão.

Com a expansão contínua da educação, a nova classe média e a classe trabalhista moderna igualmente se expandiram e se tornaram mais assertivas. Durante esta fase, as ONGs continuaram a crescer e a se diversificar em um Estado nacional e em uma monarquia constitucional sob a tutela estrangeira. O número de ONGs cresceu de 300 em 1922 para mais de 800 em 1952. Com o final desta fase, a sociedade civil incluía mais de 650 organizações voluntárias privadas, 8 partidos políticos (Al-wafd, Al-watani, Al-ahrar, Al-ittihad, Al-shaab, Al-ishtiraki, Saadista e bloco de wafdistas), 34 sindicatos operários e 9 sindicatos profissionais, 7 câmaras de comércio e 1 união industrial.

Apesar dos esforços para impedir o desempenho da sociedade civil, as suas organizações floresceram nessa época. Mais de oitenta jornais diários ou revistas semanais e mensais tinham publicações em árabe e em outras línguas. O teatro e a indústria cinematográfica começaram a florescer durante este período constituindo um instrumento de educação política, de cidadania e contribuindo para o fortalecimento da sociedade civil. Com o início da década de 50 do século XX, o Egito era o segundo país produtor e exportador de filmes, depois dos EUA. A indústria cinematográfica contribuiu, dentre outros fatores, para posicionar o Egito na liderança cultural da região.

Algumas batalhas notáveis em que a sociedade civil se envolveu nesta fase giraram em torno de demandas para medidas transparentes de eleições justas e honestas, para desvendar a

corrupção nos círculos mais altos do governo (inclusive o do Rei) e em busca do reconhecimento legal das uniões trabalhistas o que foi concretizado em 1942. Um número de fatores internos e externos veio convergir para minar a Era Liberal e conduziram-na ao seu fim no início dos anos 50. Nesse momento histórico, vieram os Oficiais Livres a dar um Golpe de Estado e a declarar a República.

A fase Populista: 1952-1973

Dominado por Nasser, o Conselho do Comando da Revolução (CCR) se moveu rapidamente para depor o Rei Farouq em 26 de julho de 1952, para solapar a aristocracia proprietária de terra com uma série de leis extensivas da reforma agrária a partir de setembro de 1952, para dissolver os partidos políticos em janeiro de 1953, abolir a monarquia em junho de 1953 e estabelecer um sistema anti-partidário.

Hammad (1986) relata que, com o controle total do Estado, o CCR desenvolveu um regime populista. Foi esboçado um contrato social populista cuja promessa era de luta contra a corrupção sociopolítica, de instituição da justiça social, de efetivação de um desenvolvimento econômico, de libertação do território nacional do restante da ocupação estrangeira e de construção de um exército forte capaz de defender o país e consolidar a sua independência. A realização destes objetivos desejáveis exigiu uma suspensão provisória do modelo democrático ocidental e uma forte centralização do poder.

O primeiro alvo deste contrato social populista foi o controle e a restrição do papel da sociedade civil egípcia. O CCR começou a controlar sistematicamente as organizações da sociedade civil começando pelos sindicatos, pois foram os Sindicatos dos Advogados e dos Engenheiros que primeiro se opuseram à continuação dos militares no poder. Como conseqüência desta oposição, todos os sindicatos foram congelados e os administradores provisórios foram nomeados pelo CCR entre 1954 e 1958. Desde então, tornou-se obrigatório que todos os candidatos para as eleições sindicais fossem membros da organização política única do país - a União Socialista - e aprovados pelos órgãos de segurança do Estado.

O regime do Presidente Nasser procurou continuar dominando o movimento trabalhista através de diversos mecanismos como o estabelecimento do sistema sindical unificado. Uma série de leis que regularizava os sindicatos trabalhistas proibiu organizações pluralistas que eram anteriormente admitidas. Era admitido apenas um sindicato para cada ocupação. Os sindicatos trabalhistas eram supervisionados e a União Geral dominava e regulava as suas atividades. Em seguida, todas as uniões gerais foram agrupadas na federação de Uniões Egípcias Trabalhistas. Além do mais, as leis trabalhistas concediam ao Ministro de

Negócios do Trabalho vastas concessões que lhe permitiam uma intervenção ilimitada nos negócios dos sindicatos começando com a sua criação até a sua dissolução e reconstrução.

Quindeel (1994) afirma que as ONGs não ficaram isentas da intervenção estatal. Um decreto presidencial cancelou vários artigos do Código Civil, proibiu e restringiu as ONGs e as submeteu à vigilância e à orientação do Estado. Estas medidas foram seguidas pela Lei nº 32/64 que codificou o domínio do Estado sobre o trabalho voluntário. Esta lei conferiu às autoridades administrativas estatais o direito de rejeição, dissolução e incorporação de ONGs sem uma ordem judicial prévia.

Os movimentos estudantis e feministas foram também atingidos pelos planos do Estado populista egípcio. Leis e/ou Decretos Presidenciais entre 1955 e 1959 reduziram ambos os movimentos e os tornaram corpos desprovidos de qualquer ação livre. As unidades locais, agrupadas no nível provincial, foram federadas ou confederadas no nível nacional.

Claro, conforme esta situação, que a sociedade civil sofreu uma devastação causada pelos procedimentos legais e políticos que limitaram o papel dessas organizações e quase as transformaram em entidades governamentais.

Apesar das restrições e do controle do Estado, a sociedade civil não foi totalmente paralisada. Esta fase assistiu a momentos esporádicos de entusiasmo por parte dos movimentos estudantis ativistas, especialmente depois da derrota dos árabes, sob a liderança do Egito, na guerra contra Israel em 1967. Nessa época, era possível observar com nitidez a movimentação da sociedade civil egípcia através de grupos trabalhistas, de forças estudantis, juízes e dos sindicatos de advogados e jornalistas. Uma pressão conduziu o Presidente Nasser a editar a Declaração de Março de 1968 que incluía uma promessa de retorno à democracia e ao compartilhamento do poder com o povo depois da libertação dos territórios ocupados por Israel.

Quarny (1998) sustenta que, apesar do controle quase total do Estado, as organizações da sociedade civil egípcia continuaram a crescer de 800 em 1952 para cerca de 5000 em 1970. Mas era um crescimento sem autonomia, ou seja, sem o elemento mais importante que confere à sociedade a liberdade de ação.

A lenta reverência da sociedade civil: 1974-1998

A Guerra de Outubro de 1973 contra Israel marcou o início de uma política liberal conduzida pelo sucessor de Nasser, Anwar Sadat, o qual moveu o Egito para uma nova fase. Esta fase foi marcada por uma política de abertura, pelo retorno à economia de mercado e ao multipartidarismo. Apesar disso, a transição ao pluralismo surgiu através de um decreto

presidencial. Esta decisão teve uma base objetiva sociopolítica. Não era mais possível sustentar um sistema anti-partidário na ausência da liderança carismática do Presidente Nasser e o retorno ao pluralismo era o único caminho para que Sadat criasse a sua própria legitimidade. O mais importante foi que o pluralismo veio como resposta de demandas crescentes de várias forças políticas para mais democracia e liberdade. Finalmente, o pluralismo deu ao regime a imagem de liberalismo, que coincidiu com a nova política adotada, qual seja a de abertura. A Lei de Partidos Políticos nº 40/74 atualmente emendada pela Lei nº 177/05 refletiu a falta de vontade da liderança de estabelecer um sistema multipartidário verdadeiro, pois permaneceu o controle do regime. Esta lei impôs várias restrições ao processo de formação de partidos, às suas atividades e programas. Daí, apesar do retorno para um sistema multipartidário, o regime de liberdades foi limitado, especialmente quando foi promulgada uma série de leis a partir de 1978 e a criação do cargo de Procurador- Geral Socialista responsável pela monitoração e pela aprovação dos candidatos para as eleições das ONGs. Desse modo, a intervenção direta do partido dominante e dos órgãos de segurança do Estado nos negócios dos sindicatos e nas eleições da União foi substituída por uma intervenção do Procurador-Geral Socialista.

A transição democrática e a libertação das organizações da sociedade civil estão sendo lentas e erráticas nessa fase de transição ao pluralismo.

Rizk (1984) afirma que, na época do mandato do Presidente Sadat, as leis restringiram a liberdade das ONGs. A única exceção nesse período foi com a Associação dos Homens de Negócios que começou a aparecer como um novo ator na sociedade civil com o apoio público do próprio Sadat. Os interesses dessa associação coincidiram com a nova política de abertura. O movimento trabalhista, por outro lado, embarcou em atividades massivas de protestos contra a queda do nível de vida da classe operária. A época de Sadat testemunhou um crescimento sem precedente das organizações da sociedade civil que tornou impossível o controle do Estado. O processo de transição, iniciado pelo Presidente Sadat, conduziu ao surgimento de mais que o dobro do número das associações da sociedade civil, ou seja, de 5000 em 1970 para 12000 em 1980.

O Presidente Husni Mubarak, que sucedeu Sadat, buscou acalmar a cena política tentando efetivar as políticas do seu predecessor, como por exemplo, a reforma econômica, a paz com Israel, a normalização das relações com o Ocidente. Domesticamente, ele admitiu medidas maiores de liberalização sem promover uma considerável democratização. A formação de associações continuou controlada por um comitê especial composto por

membros do partido dominante os quais têm rejeitado qualquer nova mudança desde 1981. Inobstante, novos partidos foram criados, mas com ordens judiciais apesar das recusas do Comitê de Partidos. Os poucos partidos que foram criados entre 1982 e 1998 verificam a existência de uma liberalização sem democratização. Isto mostra também um forte desejo e uma insistência por parte da sociedade civil de instituir um sistema democrático, apesar das restrições impostas pelo regime e do lento processo de transição. Roman (1998) afirma que há, na época de Mubarak, mais respeito pelas decisões do Judiciário que garantem de fato uma margem mais ampla para as atividades das organizações da sociedade civil. Em duas ocasiões, em 1984 e 1987, o presidente egípcio dissolveu a Assembléia do Povo e ordenou novas eleições respeitando decisões judiciais do Supremo Tribunal Constitucional.

Outra característica que diferencia o regime de Mubarak é a concessão de liberdades sem precedentes à imprensa desde 1952, contudo observa-se que o setor audiovisual ainda está sob o monopólio do Estado, mas há um movimento de liberalização dos meios de comunicação através do processo da privatização da mídia.

Embora um processo verdadeiro de democratização esteja ainda distante, a maior liberalização verificada com Mubarak tem refletido marcadamente um melhoramento na atitude do regime perante as organizações da sociedade civil.

O estado de emergência imposto pelo Presidente Mubarak desde 1981 põe limites sobre a atividade da vida associativa no Egito. Em abril de 2006, a Assembléia do Povo votou para estender o estado da emergência para mais dois anos. Um grupo de 111 deputados protestou contra a extensão alegando que não havia justificativa para tal decisão. O Movimento Egípcio para Mudança (Kefaya), formado no final de 2004, também expressou oposição contra a extensão. O lema de Kefaya “Não para extensão, não para herança” também expressou objeção para Mubarak assumir um novo mandato e à possibilidade de passar a presidência para o seu filho Jamal que é uma figura de liderança do partido dominante - PDN. A Lei de Associações de nº 84/02, que regulamenta as organizações da sociedade civil egípcia, aumentou as restrições sobre as atividades e os fundos de financiamentos para