1.2. Kimyasal Buhar Biriktirme
1.2.3 Başlatıcılı kimyasal buhar biriktirme
Nos anos 70, o Egito tinha um sistema político monolítico. Mais tarde, a arena política testemunhou um processo de criação de novos partidos e movimentos políticos, cujos valores e interesses eram distintos do partido dominante, representando, assim, uma verdadeira oposição e com ideais de favorecer o fortalecimento de um regime democrático.
O Movimento islâmico tem se fragmentado em múltiplas frações autônomas que compartilham o mesmo objetivo de construção de um Estado islâmico, mas diferentes em relação às origens sociais e às suas táticas. Àquelas frações que agem às escâncaras foram admitidos os direitos de se organizar e eleger candidatos independentes nas eleições parlamentares. Mas a nenhum partido islâmico, como tal, foi permitido agir fora da vigilância e das restrições impostas pelo governo e o maior setor deste movimento permanece em estado de tensão, muitas vezes em um conflito violento com o regime. Deste modo, o movimento tem integrado apenas parcialmente o regime.
Alharmasi (1990) sustenta que a corrente principal deste movimento, o Grupo da Irmandade Muçulmana, era uma coalizão liderada por sábios das ciências da religião islâmica, comerciantes, estudantes ativistas de Direito pertencentes à classe média e por seguidores de grupos tradicionais urbanos. Foi reprimido sob o regime do Presidente Nasser e ressurgiu de uma forma mais moderada com a ascensão do Presidente Sadat. Sob o último, foi a favor da política de abertura e foi liderado por notáveis homens provincianos.
O movimento tem deslizado ao longo de linhas de geração em facções leais aos seus líderes anteriores. Estas facções possuem seguidores muito radicais leais ao seu fundador. Na direita do movimento da Irmandade Muçulmana, há uma ala que possui uma ideologia a qual apóia a implantação de um sistema capitalista baseado numa interpretação do Alcorão.
Farhood (1988) assinala que a Associação Islâmica Aljamaa Alislamia, um dos grupos mais ativos no Egito, é um movimento amórfico de aglomeração de vários grupos pequenos, composto de amostra representativa da população de estudantes, enquanto os grupos islâmicos mais radicais como o Attakfeer Walhijra (Expiação e Alienação) e Aljihad (Guerra Santa) são compostos de advogados pertencentes à classe média e de migrantes recém- egressos do campo. Todos os movimentos islâmicos rejeitam o marxismo e a ocidentalização em nome de uma terceira via islâmica que admite propriedade e benefícios privados, mas requer delimitadas as suas conseqüências desigualitárias por meio de um código moral e de
um tipo do Estado de bem-estar. A principal diferença ideológica entre os grupos islâmicos reside nos meios através dos quais atingem a construção da ordem islâmica; considerando que os grupos mais moderados advogam uma participação pacífica dentro do regime, agindo através de instituições estabelecidas; enquanto grupos radicais perseguem maiores atividades desafiadoras à ordem secular e outros advogam o seu derrubamento. Devido à importância do
Grupo da Irmandade Muçulmana, no processo político, atribuir-se-lhe-á uma parte especial. Historicamente, o Movimento da Irmandade Muçulmana constituiu o fundamento das
organizações religiosas islâmicas no Egito e no Mundo Árabe-Islâmico. Foi criado por Imam Hassan Albanna na década de 20 no século XX. Como qualquer outro movimento político muçulmano, é uma organização que visa à aplicação da Teoria da Dominação Islâmica e a põe em prática. Este movimento proliferou com o decorrer do tempo chegando a cerca de 60 facções conflitantes dissidentes da organização matriz. Ibrahim (1988) sustenta que o movimento da Irmandade Muçulmana sofreu uma enorme fragmentação fora da atmosfera legitimada pelo Estado o que tornou o seu controle uma tarefa difícil para as autoridades e impediu a instituição de uma identidade específica e uma coesão desta organização. Tal fragmentação encontra seus motivos na discordância sobre a interpretação dos textos do Alcorão no que diz respeito à Teoria da Dominação Política no Islamismo, na sua evolução clandestina, na perseguição de seus membros e no sofrimento decorrente da tortura nas prisões, na repressão intensa e na exclusão política. Com o assassino do Orientador-Geral do Movimento, Hasan Albanna, no ano de 1950, surgiram muitos conflitos cujas razões têm girado em torno da liderança do movimento e do seu papel social.
Desde os anos 40, a Irmandade muçulmana teve seu aparelho armado. Muitas lideranças egípcias foram alvos de atentados desse grupo, inclusive o Presidente Nasser, culminando com o assassino de Sadat no ano de 1981.
Atualmente, a Irmandade Muçulmana é uma organização islâmica oficialmente proibida que, há algum tempo, decidiu seguir uma estratégia de participação política através da moderação das suas idéias e lemas para tornar a sua estratégia mais compatível com os requisitos da participação política. Abdullah (2001) afirma que os candidatos filiados à Irmandade Muçulmana têm seguido como independentes nas eleições locais e parlamentares, desde 1984, com sucesso crescente, apesar de várias manobras do Estado para mantê-los fora do parlamento, valendo-se de um artigo da Constituição que proíbe organizações de cunho religioso ou racial, o que impossibilita a candidatura dos membros da Irmandade através de partido. Em 2005, por ocasião das eleições parlamentares, apesar das táticas de intimidação
do eleitor, de bloqueio de acesso às urnas, de prisão de vários membros deste grupo, os filiados da Irmandade Muçulmana obtiveram o número histórico de 88 assentos no parlamento.
Fendi (2005) assinala que os receios em relação ao Grupo da Irmandade Muçulmana, levando em consideração sua história e seus princípios radicais, estão relacionados à possibilidade de que esse grupo se torne uma força hegemônica e assim, o seu extremismo, venha a atingir a sociedade. Por causa destas apreensões, Antar (2006) afirma que os esforços dos EUA e de alguns países da Europa, em favor do processo de democratização no Egito, sofreram inversão de valores. A questão da participação deste grupo se tornou de alta importância, pois se trata de um problema ainda sem a solução de como lidar com esta situação. Há duas possibilidades: na primeira, a continuação da exclusão política desse grupo o que aumenta o crescimento da sua popularidade, fora do controle, e o agravamento do conflito e, na segunda, a inclusão dele o que pode acarretar os perigos ditos acima. Para esse conflito, poder-se-á considerar a idéia de Gramsci, (1982), para quem o envolvimento de todas as forças e atores sociais na máquina política seja a solução ideal para o alívio das tensões. De fato, este grupo é considerado a organização mais preparada para praticar pressões sobre o governo com vista a realizar reformas políticas consideráveis. Os seus membros, com as suas políticas moderadas, procuram realizar reformas através das instituições existentes. No Parlamento, os membros da Irmandade Muçulmana atuam efetivamente através da participação em vários comitês. Suscitam-se dúvidas sobre o compromisso deste grupo com a democracia. Mahmoud, (2005) afirma que eles aceitam o procedimento democrático como forma de garantir a própria participação política, mas deixa dúvidas se eles interiorizam verdadeiramente o princípio da democracia.
Al-Shafey (2007) sustenta que no Parlamento, os membros da Irmandade concordam entre si sobre princípios e questões estratégicas como as suas atitudes perante a Lei de Emergência, a Lei de Autoridade Judicial e a Legislação de Imprensa, mas votam diferentemente sobre outras questões dependendo dos seus interesses profissionais ou regionais distintos. Este grupo é tido como a única organização política ativa no Egito. Estima-se que, durante as sessões mais recentes do parlamento, de dezembro de 2005 a julho de 2006, oitenta por cento das atividades parlamentares advieram dos parlamentares da Irmandade Muçulmana.
O grupo demonstra seriedade mais que qualquer outra força social, inclusive mais que o partido dominante, para promover os seus ideais através da utilização do Parlamento. O seu
bloco parlamentar procura agir coletivamente através da coordenação das atividades entre os seus membros fora e dentro da Câmara.