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4. BULGULAR

4.3. Kaçak Madenciler

4.3.4. Müştereklerin Gaspı ve Sermayeye Dönüştürülmesi

A expressão “sustentável” associa-se ao novo paradigma técnico-científico do desenvolvimento e expressa a idéia daquilo que tem continuidade ao longo do tempo. A sustentabilidade tem uma noção de perenidade, algo que não se esgota, algo que existe e que possa se garantir no futuro. A inclusão do conceito de sustentabilidade nos negócios esta cada

vez mais evidente na sociedade contemporânea fazendo com que as empresas repensem estrategicamente.

Para Mattarozzi e Trunkl (2008, p.13) este conceito é um novo paradigma que demanda equilíbrio entre os fatores de ordem econômica com os objetivos e resultados sociais e ambientais das organizações.

Dados do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Ceará (1999-2002) apontam que:

O princípio de sustentabilidade refere-se à possibilidade de obter resultados permanentes no processo de desenvolvimento, preservando a capacidade produtiva dos recursos naturais, maximizando seus efeitos sobre a criação e distribuição de renda e ocupação, assegurando o apoio político capaz de garantir a continuidade das ações e de seus resultados sobre o bem estar da população. (CEARÁ, 2000, p. 23).

Ainda segundo o plano:

Sustentabilidade econômica pressupõe crescimento econômico, com ganhos de competitividade, para inserção do Estado na economia nacional e internacional. Ela está respaldada na construção de uma infra-estrutura básica e num desenvolvimento científico e tecnológico que garantam o dinamismo e competitividade das atividades produtivas, bem como, por uma gestão fiscal equilibrada e eficiente. (CEARÁ, 2000, p. 24).

Em janeiro de 2003 foi lançada na Itália a Declaração de Collevechio, que delineia a responsabilidade e o papel que o setor financeiro tem de promover a sustentabilidade, e é endossada por mais de 200 organizações da sociedade civil mundial. Os bancos no mundo todo estão adaptando suas práticas e políticas no sentido de reforçarem seu compromisso com o meio ambiente.

O manual da rede internacional de ONGS Bank Track foi elaborado para orientar as instituições financeiras sobre o que elas devem fazer para tornarem-se sustentáveis. As instituições financeiras estão dando atenção especial às questões socioambientais, pois as características dos seus negócios as tornam vulneráveis a impactos desta natureza.

O processo de tomada de decisão de crédito nas instituições financeiras é a capacidade de geração de caixa futura para o repagamento do financiamento concedido e que só se analisava anteriormente a situação econômico-financeira do cliente que recebia o financiamento. Hoje, algumas instituições financeiras, pioneiras no setor, perceberam o potencial impacto que os riscos socioambientais têm na capacidade de repagamento de seus clientes, passando a avaliá-los nos processos de decisão de crédito e gestão de riscos. Para que

sejam minimizados os riscos de crédito e de reputação das instituições financeiras, estas estão levando em consideração a avaliação dos riscos socioambientais, buscando assim aprimorar a gestão de riscos.

Segundo Mattarozzi e Trunkl (2008), o banco Triodos é um exemplo poderoso da prática de sustentabilidade nos negócios no setor financeiro. Último relatório do banco: “Dinheiro é uma das forças que está por trás do que fazemos. Para nós, utilizá-lo conscientemente significa investir em uma economia sustentável contribuindo para criar uma sociedade que usufrui uma melhor qualidade de vida” (p.21). Relata ainda Mattarozzi e Trunkl (2008) que para atingir sua missão como banco sustentável, foca em três maneiras que se inter-relacionam:

1. Oferecendo produtos e serviços como foco em sustentabilidade 2. Oferecendo produtos inovadores

3. Formando opinião

Segundo Soares (2007), a teoria econômica é considerada ciência positiva, trata a realidade como ela é, pois formula propostas sociais de natureza econômica, de caráter neutro, enfeixadas em teorias, leis e modelos. A economia tem o seguinte significado:

A economia é o estudo de como os homens e a sociedade decidem, com ou sem a utilização do dinheiro, empregar recursos produtivos escassos, os quais poderiam ter aplicações alternativas para produzir diversas mercadorias ao longo do tempo e distribuí-los para consumo, agora e no futuro, entre diversas pessoas e grupos da sociedade. (SOARES, 2007, p.19)

Relata ainda Soares (2007) que a análise econômica examina a ação humana associada à realidade econômica em seus aspectos individual e social. Estes aspectos compreendem os segmentos microeconômicos e macroeconômicos.

A análise macroeconômica compreende a visão agregada de atividade econômica, relacionando as variáveis de consumo, poupança e investimento como fatores determinantes da renda e emprego globais. A análise macroeconômica é subdividida em: Teoria da moeda e bancos, teoria das finanças públicas, economia internacional, teoria do desenvolvimento econômico e contabilidade social.

O mesmo autor afirma que o processo de desenvolvimento econômico-social, nos dias atuais, está condicionado pelas tecnologias de informação e comunicação. Relata ainda que o desenvolvimento econômico-social sustentável tem por objetivo atender as demandas sociais do presente, sem comprometer as gerações futuras. Compreendendo o uso racional dos

fatores de produção direcionado para o crescimento econômico e as linhas de ação específicas dos aspectos de pobreza, meio ambiente, equidade social e democracia.

Segundo Fialho et al. (2008) a sociedade civil, o governo e a iniciativa privada, tem feito um trabalho em conjunto chamando a atenção de pesquisadores para o surgimento de um novo modelo de gestão de sustentabilidade apoiado nos fundamentos da gestão do conhecimento. Esta concepção envolve singularidades, dentre elas: formulação de estratégias, competências essenciais para o desenvolvimento de uma cultura voltada para a gestão de sustentabilidade, definição de instrumentos ou técnicas de gestão em engenharia apropriada para a realização de ações e desenvolvimento de condutas voltadas para a gestão do conhecimento e sustentabilidade.

As denominações das dimensões do desenvolvimento sustentável diferem entre autores. Montibeller Filho (2001) afirma que o desenvolvimento sustentável possui 5 dimensões: social, econômica, ecológica, espacial, cultural. Neste conceito é salientada para fins de planejamento, a necessidade de um redirecionamento do processo de crescimento econômico para alcançar objetivos sociais prioritários.

Administrar uma empresa de forma sustentável atendendo todas as expectativas da sociedade e do mercado é um diferencial na competitividade empresarial. Quando uma empresa consegue implementar uma política para o desenvolvimento sustentável, existem ganhos significativos.

A adoção de princípios e práticas de gestão compatíveis com premissas de sustentabilidade tem sido um dos grandes desafios, pela dificuldade em relação a métodos e técnicas de incorporar conceitos nos sistemas de indicadores e tomadas de decisões. Todo processo decisório de gestão organizacional precisa ter algum tipo de mensuração para avaliação do desempenho, especialmente no que se refere a sustentabilidade, os indicadores são importantes ferramentas do processo.

Existem poucas ferramentas para auxiliar organizações a gerenciar desempenho econômico, ambiental, social, cultural e geográfico ao longo do tempo. Dessa forma é que os indicadores de sustentabilidade surgem como instrumentos externos, que proporcionam às empresas comunicar ações para melhorar seu desempenho nas dimensões da sustentabilidade.

Para Fialho et al. (2008), o modelo metodológico para a sustentabilidade pode ser adaptado com as dimensões da sustentabilidade que objetiva integrar as três ferramentas amplamente usadas nos processos de gestão estratégica que são o Desdobramento da Função Qualidade (QFD), o Balanced Escorecard (BSC) e a Matriz SWOT. Ainda segundo os

autores o primeiro passo para desenvolver um modelo de gestão estratégica de sustentabilidade é usar a Matriz SWOT, identificando os fatores críticos das principais perspectivas do BSC. Em seguida, usa-se o QFD e os atributos identificados no BSC com os “quê” e os indicadores obtidos das seis dimensões de sustentabilidade como os “como”.

Eles acreditam que é possível retirar benefícios competitivos na gestão do conhecimento de sustentabilidade sem atropelar a dignidade dos trabalhadores.

Por fim, acredita-se que se a gestão dos hospitais universitários que contempla o ensino, pesquisa e assistência, se for pautada em bases científicas, que requer técnicas, métodos e principalmente uma equipe multidisciplinar qualificada não só para a assistência, mas também para atividades gerenciais, essas instituições poderão evoluir de forma surpreendente.