II. KURAMSAL ÇERÇEVE
6. Boş Zamanlara Sosyolojik Bakış
ligará os campos da camada de pré-sal do Litoral Norte, mais especifi ca- mente o Parque das Baleias ao campo de Camarupim, e este será ligado à Unidade de Tratamento de Gás (UTG) de Linhares. O gás produzido nos campos de Jubarte, Cachalote, Anã, Azul, Franca (óleo pesado) será processado na Unidade de Tratamento de Gás (UTG) sul, que está em construção em Ubu, no município de Anchieta (Figura 22). O gasoduto ainda está em fase de detalhamento de projeto.
Esses novos condicionantes do espaço econômico que se desenrolam no território determinam um processo de metropolização mais amplo, esten- dendo-se da RMGV para o litoral sul, o que deverá promover uma rees- truturação físico-territorial que necessariamente implica expressivas mu- danças dos perfi s econômicos e sociais do território estadual. Essa nova situação do litoral sul, instituída a partir de uma série de investimentos em tecnologias, deverá promover uma dinâmica acentuada com surgimento de diversifi cadas atividades, fi cando a Microrregião Expandida Sul com tendência de consolidar-se como importante polo mínero-siderúrgico de referência nacional e internacional.
Os sistemas de engenharia que antes eram praticamente subordinados às condições locais, são, cada vez mais, tribu- tários de relações mais amplas. De um controle pulverizado à escala de comunidades isoladas, passarem a depender de um controle unifi cado que preside a um jogo complexo, social e economicamente, que, hoje, caracteriza a utiliza- ção de infra-estruturas instaladas segundo regras científi cas e técnicas restritas. O uso do território é marcado, de um lado, por uma fl uidez, com menos fricções e rugosidades e, de outro, pela fi xidez, dada por grandes projetos, cujas localizações devem ser adequadas e precisas. A expansão desse meio-técnico-informacional é seletiva, com o reforço de algumas regiões e o enfraquecimento relativo de outras. (SANTOS, 2005, p.295)
É interessante observar como o Estado, de modo geral, se comporta em cada um dos domínios territoriais, com condutas e soluções diferenciadas conforme seja o grau de exigência e das demandas do circuito produtivo empresarial. Pela repartição das infraestruturas no território e pela escolha daquelas que benefi ciam um determinado setor da produção e da popu- lação, a instância política dá respaldo à localização das empresas, segundo
O rde m Pro je to Se to re s De sc riç ã o Munic ípio Mic ro rre g iã o
1º
Fe rro us
Re so urc e s d o
Bra sil LTDA Ind ústria
Imp la nta ç ã o d e um c o mp le xo p o rtuá rio c o m 3 usina s d e p e lo tiza ç ã o e um mine ro d uto , a lé m d e um p o rto d e á g ua s p ro fund a s.
Pre sid e nte Ke nne d y Pó lo C a c ho e iro 2º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia Pe rfura ç ã o , te ste s e e xp lo ra ç ã o no s p o ç o s d o b lo c o BC -60 (Jub a rte e d e ma is p o ç o s).
Pre sid e nte Ke nne d y
Pó lo C a c ho e iro
3º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia
Inic io d a p rime ira fa se d e e xp lo ra ç ã o d o c a mp o d o g o lfinho (p o ç o ESS 132)
q ue c o me ç a e m ma io 2006. Ara c ruz Pó lo Linha re s
4º
Fe rro via
Lito râ ne a Sul
(VALE) Tra nsp o rte
C o nstruç ã o d a fe rro via lig a nd o Vitó ria à C a c ho e iro d e Ita p e mirim p a ssa nd o p e lo lito ra l c o m 165 km. Vitó ria / C a ho e iro Me tro p o lita na / Pó lo C a c ho e iro 5º Pe tro b ra s S/ A - Imp la nta ç ã o d o Pro je to C a ma rup im Ene rg ia
Inve stime nto s e m De se nvo lvime nto d a Pro d uç ã o (Po ç o s, linha d e c o le ta ,
g a so d uto s ma rítimo s e p la ta fo rma ). Linha re s Pó lo Linha re s
6º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia Pla ta fo rma FPSO P-58. Linha re s Pó lo Linha re s
7º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia Pla ta fo rma FPSO P-57. Linha re s Pó lo Linha re s
8º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia
Amp lia ç ã o d a c a p a c id a d e d e Pro c e ssa me nto d e G á s Na tura l (UPG N)
p a ra 20 milhõ e s m³/ d . Linha re s Pó lo Linha re s
9º Pe tro b ra s S/ A Ene rg ia
UTG C fa se III Insta la ç ã o d e 2 UPNG e 2 unid a d e s d e p ro c e ssa me nto d e
c o nd e nsa d o (UPC G N). Linha re s Pó lo Linha re s
10º VALE Ind ústria
C o nstruç ã o d a 8º usina d e
p e lo tiza ç ã o . Se rra Me tro p o lita na
características específi cas do espaço nacional, conforme ressalta Santos: “tem-se o poder discricionário que é dado ao Estado de criar novas ati- vidades, de defi ni-las e de localizá-las ao seu alvedrio, sem relação com as demandas das outras instâncias sociais.” (SANTOS,1979,p.46). O impacto dessa conjuntura técnico-econômica na Microrregião Expandida Sul de- verá provocar mudanças signifi cativas no litoral sul em função de uma nova reestruturação do circuito espacial de produção.
Em decorrência dessas inovações tecnológicas, estima-se que também a Região Metropolitana da Grande Vitória fortalecerá, nas próximas déca- das, seu papel de principal centro urbano do Estado, atraindo investimen- tos estratégicos capazes de promover o adensamento e a especialização de suas áreas periféricas e reforçando, assim, progressivamente, a integração intrarregional e a complementariedade das atividades instaladas nos mu-
Ta be la 9
Princ ip a is inve stime nto s no Esp írito Sa nto , p o r o rd e m d e c re sc e nte d e va lo r – 2008-2013
Fo nte : Ba nd e s, Inve st-ES, Se a ma / IEMA, Se d e s, Se d u, Se sa , Se sp , C e sa n, d ive rsa s e mp re sa s, jo rna is e re vista s. Ela b o ra ç ã o : IJSN – C o o rd e na ç ã o d e Estud o s Ec o nô mic o s.
nicípios metropolitanos. Considerando todo esse novo perfi l, é notável, enfi m, um crescimento mais acelerado e a inserção maior da metrópole da Grande Vitória na dita “Região Concentrada57 .”
3.1.3 Im a g e m e c o m unic a ç ã o do pla no
O Plano 2025 tem como uma das suas estratégias de ação o “fortaleci- mento da identidade capixaba e imagem do Estado”. Nessa perspectiva, o Plano tem por objetivo “promover o conhecimento do Espírito Santo no Brasil e no mundo, disseminando e resgatando uma imagem positiva de modo a enfatizar os atributos que caracterizam a identidade capixaba”58 . Segundo os argumentos do Governo do Estado, constata-se a inexistência de uma imagem nítida e forte, característica do Espírito Santo, que con- tribua para favorecer uma posição de destaque no cenário nacional. Esse fato prejudica a sua inserção na rede de negócios do país, e também no âmbito internacional, o que justifi ca, segundo o Plano, a criação de uma “valorização e divulgação da imagem”.
A construção da visibilidade pela política pública vai dos grandes planos aos detalhes, da descrição narrativa à efetiva implementação, seja pela mí- dia, seja pela propaganda ofi cial dos projetos vinculados ao Plano 2025, numa tentativa de associar a governança a processos de modernização. Em seu escopo, o Plano apresenta uma Agenda de Implementação, Go- vernança e Comunicação Social de modo a garantir êxito na coordenação e implantação de cada grupo de projetos, conforme texto:
A agenda de comunicação social deverá ser formulada e operada desde a etapa inicial de implantação e ao longo de todo o processo, com duas motivações principais: (1) a mobiliação dos atores públicos e privados visando à susten- tação do Plano de Desenvolvimento Espírito Santo 2025; e (II) a mobilização da sociedade em apoio ao projeto. Para motivação de vários segmentos da sociedade, o processo de comunicação social será expandido de forma articulada entre os parceiros, e seu conteúdo será pautado nos resulta- dos e transformações requeridos tanto pela visão de futuro 57 A Região Sul e Sudeste do Brasil foi denominada por Milton Santos de Região Concentrada por abrigar maior densidade do meio técnico em uma área contígua do território ( SANTOS &SILVEIRA,2005,p.337)