II. BÖLÜM
1.3. Tanzimat Dönemi İzmir’de Eğlence
1.3.2.3. Birahaneler Meyhaneler
A experiência de se explorar a riqueza de um acervo de pesquisa trouxe desafios e mostrou algumas limitações deste estudo. Uma das limitações importantes que pudemos perceber ao avançar no processo de análise do material gravado em 2012, foi a questão de gênero nas temáticas que envolvem o processo saúde-doença. Não pôde ser aprofundada nenhuma temática que suscitasse a mulher e seus protagonismos nos processos sociais e no uso dos direitos.
Outra consideração pertinente é sobre a força política que se associou às imagens. A possibilidade de intervenção política e administrativa que decorreu da socialização dos primeiros vídeos (Congresso Nacional, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Ministério Público Federal e Estadual) mostrou o poder dos depoimentos. Essa constatação alimentou nossa hipótese de que a imagem pode ser um instrumento importante a serviço da Saúde Pública.
Três problemas foram identificados em nosso trabalho:
1. A omissão sistemática dos governos em qualificar agentes de saúde indígenas no tocante às intervenções em saúde individual e coletiva e no exercício dos direitos sociais.
2. Falta de empenho do SUS em contratar profissionais com formação especializada para compor as equipes e direções do Sistema de Saúde que atuam nas aldeias e nos postos avançados de saúde no interior do território.
3. Dificuldades de comunicação entre as equipes do SUS e os povos indígenas. Há barreiras de idioma, de cultura e de percepção do processo saúde-doença.
Um aspecto final positivo deve ser lembrado. Trata-se da influência da Lei Arouca, aprovada em 1999. A implementação dessa lei reforça um sentido de esperança por maior visibilidade dos povos indígenas do Acre e uma
107 expectativa social de revisão e consolidação dos direitos sociais dessa população.
108
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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